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Pode Falar, plataforma de saúde mental para jovens, chega ao Meu SUS Digital

Principais pontos

  • Adolescentes e jovens de 13 a 24 anos podem acessar gratuitamente acolhimento emocional pelo aplicativo do SUS, com opção de atendimento anônimo.
  • A expectativa do Ministério da Saúde é elevar a capacidade de atendimento de cerca de 1,1 mil para 11 mil acolhimentos mensais, facilitando o acesso ao serviço em todo o Brasil.
  • Desenvolvido em parceria com o Unicef, o projeto oferece escuta qualificada e usa inteligência artificial para priorizar situações de maior risco.
Lançado em 2021 pelo Unicef, o serviço foi incorporado ao aplicativo Meu SUS Digital.
Lançado em 2021 pelo Unicef, o serviço foi incorporado ao aplicativo Meu SUS Digital.
Source: Depositphotos
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Adolescentes e jovens de 13 a 24 anos ganharam uma nova forma de acessar atendimento gratuito em saúde mental pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A plataforma Pode Falar, criada em 2021 pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pelo Núcleo do Cuidado Humano da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), passou a integrar o aplicativo Meu SUS Digital, ampliando o acesso ao serviço em todo o país.

Antes, a plataforma era acessada pelo site www.podefalar.org.br. Com essa integração, cresce seu potencial de atendimento. A expectativa do Ministério da Saúde é aumentar significativamente o alcance, saindo dos atuais 1,1 mil acolhimentos por mês (média) para 11 mil, segundo estimativa da pasta, que anunciou a novidade na semana passada.

O Pode Falar oferece acolhimento emocional, orientação em saúde mental e atendimento humanizado, com opção de anonimato. A iniciativa busca reduzir as barreiras para que adolescentes e jovens procurem ajuda diante de situações como ansiedade, tristeza persistente, conflitos familiares, dificuldades escolares, solidão e outros tipos de sofrimento psíquico.

O que é o Pode Falar?

A plataforma nasceu como um canal digital de escuta acolhedora voltado à saúde mental de adolescentes e jovens, semelhante ao CVV. A iniciativa reúne instituições parceiras que desenvolvem pesquisas, produzem conhecimento e ajudam a aperfeiçoar políticas públicas voltadas a essa faixa etária.

Em junho deste ano, o Ministério da Saúde passou a integrar o projeto para ampliar a capacidade de atendimento e fortalecer a oferta de cuidado em saúde mental dentro do SUS.

Como funciona

O acesso agora pode ser feito diretamente pelo aplicativo Meu SUS Digital. É preciso entrar na área de miniaplicativos e selecionar a opção Pode Falar. O serviço também continua disponível pelo site oficial da plataforma.

O atendimento funciona de segunda a sábado, das 8h às 22h (horário de Brasília).

O primeiro contato é feito por Ariel, chatbot criado pela plataforma para realizar uma escuta inicial. O nome foi sugerido pelos primeiros usuários do serviço por ser não-binário. Com o tempo, Ariel ganhou contornos, formas, cores e expressões pelas mãos de uma ilustradora.

O chatbot Ariel faz o primeiro atendimento aos usuários.
O chatbot Ariel faz o primeiro atendimento aos usuários.
Source: Reprodução/ site podefalar.org.br

O sistema também oferece conteúdos educativos sobre saúde mental para ajudar o jovem a compreender melhor suas emoções.

Quando o usuário manifesta interesse ou o sistema identifica necessidade de apoio mais direto, a conversa é encaminhada para um atendimento humano.

Os acolhimentos são realizados por estudantes de graduação e pós-graduação de áreas como psicologia, medicina e educação, sempre supervisionados por professores e profissionais experientes, que recebem formação contínua e seguem protocolos específicos para cada situação.

Inteligência artificial identifica casos prioritários

A plataforma utiliza recursos de inteligência artificial para ajudar a identificar usuários que possam estar em situação de maior risco emocional.

Enquanto aguardam atendimento, as mensagens são analisadas pela ferramenta. Caso sejam detectados indícios de uma possível crise, um alerta é enviado imediatamente à equipe responsável para que aquele atendimento receba prioridade na fila.

De acordo o Ministério da Saúde, o objetivo é agilizar o acolhimento das situações mais urgentes.

Quando procurar atendimento presencial

Embora funcione como uma importante porta de entrada para o cuidado, o Pode Falar não substitui o atendimento presencial quando o sofrimento psíquico é intenso ou persistente.

Se os sintomas comprometem a rotina, os estudos, o trabalho ou as relações pessoais, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS). A partir daí, quando necessário, o paciente é encaminhado para serviços especializados da rede pública, como os Centros de Atenção Psicossocial (Caps).

Além de prestar atendimento, a Rede Pode Falar atua na formação de futuros profissionais da saúde e desenvolve pesquisas sobre a saúde mental de adolescentes e jovens para subsidiar políticas públicas no país.

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.