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Com alerta para sarampo, campanha de multivacinação termina nesta terça
Principais pontos
- Ação nacional com 20 imunizantes entra na reta final com reforço para a proteção contra o sarampo; crianças e adolescentes menores de 15 anos podem atualizar as doses até dia 1º.
- Brasil confirmou 27 casos de sarampo em 2026; 24 estão ligados a uma cadeia de transmissão ativa iniciada em junho no estado de São Paulo.
- Vacinas são oferecidas gratuitamente pelo SUS; em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo, a imunização contra o sarampo foi ampliada para pessoas de 6 meses a 59 anos.

A Campanha Nacional de Multivacinação termina nesta terça-feira, 1º, com um alerta especial para o sarampo. Diante dos casos registrados nos últimos meses, o Ministério da Saúde reforçou o chamado para que pais e responsáveis aproveitem a reta final da mobilização para verificar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos e atualizar as doses necessárias.
A campanha oferece 20 imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação. Entre eles está a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. As doses são aplicadas de acordo com a idade e o histórico de vacinação de cada criança ou adolescente.
O reforço para a vacinação contra o sarampo ocorre em meio a uma cadeia de transmissão que permanece ativa no estado de São Paulo. O Brasil confirmou 27 casos da doença em 2026. Desse total, 24 estão relacionados a essa cadeia, iniciada em junho: são 21 casos na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.
Outros três casos — dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro — não têm relação entre si e já são considerados encerrados, após 12 semanas sem novas ocorrências associadas.
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Apesar dos registros, o Brasil continua livre da circulação endêmica do sarampo, segundo o Ministério da Saúde. Isso significa que o vírus não circula de forma contínua no país. Em 2025, foram confirmados 38 casos importados ou relacionados à importação, controlados por ações de vigilância e vacinação.
Onde se vacinar
A vacinação da campanha é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais pontos de vacinação definidos pelas secretarias de Saúde de cada município. Como locais e horários variam pelo país, a orientação é consultar a prefeitura ou a secretaria municipal de Saúde antes de sair de casa.
Pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação para que os profissionais de saúde verifiquem quais doses estão faltando. A campanha não exige que todas as vacinas sejam tomadas novamente: são aplicados os imunizantes necessários para completar o esquema previsto para cada faixa etária.
O fim da campanha na terça-feira não significa o encerramento da vacinação. Os imunizantes do Calendário Nacional, incluindo a tríplice viral, continuam disponíveis gratuitamente no SUS após a mobilização.
Reforço contra o sarampo em São Paulo
Por causa da cadeia de transmissão, o Ministério da Saúde adotou uma estratégia específica nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Até 1º de setembro, a orientação é oferecer a vacina contra o sarampo a todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente da situação vacinal anterior.
A medida inclui os bebês de 6 a 11 meses, que devem receber a chamada dose zero. Essa aplicação é uma proteção adicional em um cenário de maior risco e não substitui as doses previstas no calendário de rotina aos 12 e aos 15 meses.
No restante do país, o esquema de rotina prevê duas doses para crianças. Pessoas de até 29 anos que não tenham sido vacinadas ou não possuam comprovação devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Para adultos de 30 a 59 anos, é recomendada uma dose.
Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 13 milhões de doses da tríplice viral aos estados e municípios, e mais de 5,4 milhões foram aplicadas. A vacina é a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença altamente contagiosa.
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Quais são os sintomas
Os primeiros sintomas costumam surgir entre sete e 14 dias após o contato com o vírus. Os sinais mais comuns são:
- febre alta;
- tosse;
- coriza;
- olhos vermelhos e lacrimejantes;
- pequenas manchas brancas na parte interna da boca.
Entre três e cinco dias depois aparece a característica erupção avermelhada, que normalmente começa no rosto e se espalha pelo restante do corpo. A doença pode provocar complicações graves, como pneumonia, encefalite, diarreia intensa e até morte, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.
Vacina 100 Dúvidas
O portal Vacina 100 Dúvidas reúne informações sobre segurança, calendário de vacinação, possíveis reações e prevenção de doenças. A plataforma pode ser acessada em www.vacina100duvidas.sp.gov.br.
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Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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