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Novo computador quântico chega ao Rio para formar profissionais

Principais pontos

  • O Triangulum II, novo computador quântico educacional da Firjan Senai, entrou em operação no Rio de Janeiro.
  • A tecnologia pode ser aplicada a problemas complexos da indústria, com potencial de uso em diversas áreas.
  • Com o novo equipamento, o Brasil passa a contar com três computadores quânticos educacionais com tecnologia da SpinQ.
O Triangulum II, novo computador quântico educacional fabricado pela chinesa SpinQ, entrou em operação no Rio de Janeiro com a proposta de capacitar estudantes, pesquisadores, professores e profissionais para o uso da tecnologia em diferentes setores da indústria
O Triangulum II entrou em operação no Rio de Janeiro.
Source: Vinícius Magalhães/ Divulgação
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O Triangulum II, novo computador quântico educacional fabricado pela chinesa SpinQ, entrou em operação no Rio de Janeiro com a proposta de capacitar estudantes, pesquisadores, professores e profissionais para o uso da tecnologia em diferentes setores da indústria. Apresentado nesta terça-feira, 8, o equipamento está instalado no DigiTech, Centro de Referência em Tecnologia da Informação e Comunicação da Firjan Senai. 

Segundo a instituição, o equipamento é um dos três computadores quânticos educacionais existentes no Brasil, o mais moderno do país e o primeiro instalado no Rio de Janeiro.

A chegada da máquina é resultado de uma parceria entre a Firjan Senai e a empresa brasileira Dobslit. O computador será utilizado principalmente para capacitação e experimentação, permitindo que alunos desenvolvam projetos que posteriormente possam ser executados em computadores quânticos de maior capacidade.

O novo equipamento é um computador quântico de pequeno porte criado para o aprendizado e a realização de experimentos. Com ele, estudantes e pesquisadores podem aprender na prática como funciona a computação quântica, testar algoritmos e desenvolver projetos que, mais tarde, poderão ser levados a máquinas muito mais potentes.

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Ele trabalha com três qubits, como são chamadas as unidades básicas de informação dos computadores quânticos. Embora seja uma capacidade pequena diante das máquinas mais avançadas, é suficiente para atividades de ensino e para os primeiros testes de soluções baseadas nessa tecnologia.

Durante a apresentação, o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, afirmou que a capacidade de realizar determinados cálculos de maneira mais eficiente abre possibilidades de aplicação na indústria. “Ao realizar determinados cálculos de forma muito mais eficiente, abre perspectivas para aplicações futuras em diversas áreas industriais”.

Segundo o presidente, embora a adoção comercial da computação quântica ainda esteja em estágio inicial, países, empresas e universidades já disputam profissionais qualificados para trabalhar com a tecnologia. No DigiTech, a formação será destinada a estudantes, pesquisadores, professores e profissionais em requalificação.

“Os estudantes poderão trabalhar sobre desafios reais da indústria, desenvolvendo provas de conceito que poderão, no futuro, ser executadas em plataformas quânticas de maior porte”, disse Caetano.

A Firjan também pretende desenvolver projetos com empresas de setores como petróleo e gás, energia, telecomunicações, segurança da informação e serviços financeiros.

Um dos exemplos citados durante o evento foi o uso da computação quântica na operação de plataformas de petróleo, atividade que envolve o gerenciamento simultâneo de diversas variáveis. Segundo Alexandre dos Reis, diretor-executivo da Firjan Senai Sesi, o planejamento pode considerar desde rotas de helicópteros e embarcações, até condições climáticas, consumo de combustível, disponibilidade das equipes e manutenção dos equipamentos.

Nesse cenário, a tecnologia poderia contribuir para encontrar soluções mais eficientes diante de um grande número de combinações possíveis. “Ela pode ser aplicada a desafios de otimização, simulação e análise de grandes quantidades de possibilidades”, afirmou Reis.

O que é um computador quântico?

Os computadores tradicionais processam informações por meio de bits, que assumem os valores 0 ou 1. Na computação quântica, essa função é desempenhada pelos qubits, capazes de explorar fenômenos da física quântica, como a superposição e o emaranhamento.

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Na prática, essas características permitem que os computadores quânticos lidem de maneira diferente com um grande número de possibilidades. Essa forma de processamento pode oferecer vantagens em determinados tipos de problema, como simulações de sistemas físicos e alguns problemas de otimização. A tecnologia, no entanto, não torna todas as tarefas mais rápidas nem deve substituir os computadores convencionais.

De acordo com Maurício Bonabitacola de Almeida, gerente de operações do Centro de Referência da Firjan Senai, os dois tipos de computador podem atuar de forma complementar. Enquanto a máquina convencional prepara os dados, controla o processo e interpreta os resultados, o computador quântico atua em cálculos mais complexos, podendo encontrar soluções de forma mais eficiente.

Tecnologia quântica no Brasil

Antes da chegada do Triangulum II ao Rio de Janeiro, o Senai-SP já utilizava um computador quântico para fins educacionais da SpinQ em São Caetano do Sul (SP).

Instalado em 2023, o equipamento do Senai paulista foi apresentado na época como o primeiro computador quântico educacional do tipo no Brasil. Posteriormente, uma segunda unidade foi instalada na Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em Manaus. Com a chegada do Triangulum II à Firjan Senai, no Rio de Janeiro, o país passa a contar com três equipamentos educacionais que utilizam tecnologia da SpinQ, em parceria com a brasileira Dobslit. 

O país também dispõe de outras iniciativas na área. No Instituto de Física de São Carlos (IFSC), da USP, pesquisadores desenvolvem há anos estudos de informação e computação quântica por ressonância magnética nuclear.

Há ainda equipamentos quânticos portáteis destinados a ensino e demonstrações, como modelos da linha Gemini Mini utilizados pela Dobslit.

Para o presidente da Firjan, além de ampliar a estrutura disponível para ensino e pesquisa, a chegada do Triangulum II pode contribuir para consolidar o Rio de Janeiro como um polo de tecnologias avançadas na América Latina, atraindo investimentos e profissionais especializados.

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Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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