Flávio Bolsonaro faz defesa de soberania ligada à segurança pública
Principais pontos
- O candidato do PL abriu oficialmente sua campanha à Presidência neste domingo, 16, em Copacabana, reduto simbólico do bolsonarismo, com referências ao pai, Jair Bolsonaro, e o lançamento do lema “O Brasil vai vencer”.
- Segurança pública dominou o discurso, com Flávio associando o combate à criminalidade à “soberania” dos brasileiros e defendendo medidas como redução da maioridade penal e castração química de estupradores.
- O senador também buscou falar às mulheres e à classe média, criticou Lula pelos feminicídios e pelo endividamento das famílias e voltou a apresentar o atual governo como responsável por dificuldades econômicas.

O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, estreou oficialmente sua campanha eleitoral em um ato realizado neste domingo, 16, na praia de Copacabana, espaço que ficou marcado na trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. E a figura paterna esteve presente em discursos e até na forma de um áudio transmitido do trio elétrico em que a organização reuniu candidatos e lideranças do partido. A gravação é antiga, segundo a organização da campanha.
O evento lançou o lema “O Brasil vai vencer”, frase que foi estampada com um batom vermelho nas costas da camiseta verde-e-amarela do senador pela mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro. O candidato foi chamado de “filho da esperança”, palavra que entrou no discurso em contraponto a seu principal adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca seu quarto mandato.
Usando um colete à prova de balas por baixo da camiseta, Flávio recorreu a temas explorados pelos partidos de direita, caso da segurança pública. Mas, em seu discurso, o senador embalou a pauta sob a palavra “soberania”. Ele argumentou que o brasileiro perdeu sua soberania no país, ao falar que não se pode andar tranquilamente com o celular na rua, entre outros exemplos de criminalidade.
Segundo ele, o atual governo briga com outros países, mas não briga com ladrão de celular. “Nós perdemos nossa soberania”. Ele também questionou a atuação da gestão Lula em relação a grupos criminosos como PCC e Comando Vermelho, assim como milícias.
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A esse respeito, ele declarou que irá tratá-los como terroristas. Disse que irá reduzir a maioridade penal e que irá propor a castração química a estupradores.
Visando o apoio das mulheres, Flávio destacou o alto número de feminicídios que ocorrem no país. Disse que as mulheres que tinham a esperança de que o PT iria defendê-las só encontraram a morte. Em São Bernardo, no ABC paulista, Lula havia discursado na abertura de sua campanha eleitoral fazendo diversas menções às mulheres que o ajudaram a se eleger.
Em sua estratégia, Bolsonaro voltou a atacar seu adversário falando das dificuldades econômicas da classe média, em especial. “O povo está sofrendo na mão desse governo. São mais de 80 milhões de pessoas endividadas. O Lula está endividando o país e endividando junto às famílias brasileiras (...). E quando você acreditou na picanha e a picanha não veio? O osso é culpa do Lula”, afirmou no ato em Copacabana. O candidato do PL reforçou a crítica ao dizer que “Lula é o caloteiro da esperança”.
Presente ao ato, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou que chegou a hora de os brasileiros abraçarem a missão dada por Jair Bolsonaro. “Flávio e Alfredo Gaspar [o candidato a vice na chapa] foram escolhidos porque são os melhores do nosso partido”. Ele convocou os apoiadores a participarem de uma marcha no dia 7 de setembro.
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