Como os presidenciáveis reagiram à sessão que expôs a divisão do STF no caso Moraes
Principais pontos
- O presidente Lula criticou decisões do ministro André Mendonça, enquanto Flávio Bolsonaro repetiu a estratégia de associar Alexandre de Moraes ao governo do petista.
- Críticas ao STF se espalham entre candidaturas e reforçam como a corte se tornou um 'ativo tóxico' para a disputa eleitoral de outubro.

A sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) de terça-feira, 15, terminou sem que os ministros chegassem a uma decisão sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes, mas o embate em torno do caso e as divergências expostas no plenário rapidamente repercutiram nas campanhas presidenciais.
Ao longo do dia, os candidatos ao Palácio do Planalto exploraram diferentes aspectos do julgamento, das suspeitas relacionadas à atuação de Moraes e sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro às discussões entre os próprios ministros sobre a condução dos processos envolvendo o Banco Master.
Flávio Bolsonaro (PL), que há semanas associa Moraes ao governo Lula (PT), voltou a defender seu afastamento e afirmou em propaganda eleitoral que o petista teria dividido o poder do Executivo com Moraes.
Os demais presidenciáveis concentraram suas manifestações nas disputas dentro da corte e no desfecho inconclusivo do julgamento. Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) criticaram os embates que marcaram o plenário e a condução do julgamento.
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Por sua vez, o presidente Lula só se manifestou à noite, após o encerramento da sessão, defendendo a abertura total do inquérito do Master questionando a condução do ministro André Mendonça a respeito da queda de sigilo de documentos da investigação.
O plenário analisava se deveria ser aberta uma investigação contra Moraes a partir de informações encontradas pela Polícia Federal no celular de Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, mas, antes da chegada ao mérito do caso, os ministros divergiram sobre a tramitação dos processos relacionados ao banco.
Gilmar Mendes propôs que o caso envolvendo Moraes fosse analisado em conjunto com o processo sob relatoria de André Mendonça, que concentra outra frente das investigações relacionadas ao Banco Master. A proposta provocou um impasse entre os ministros porque, antes de discutir se Moraes deveria ou não ser investigado, o Supremo precisava definir como os diferentes processos relacionados ao caso seriam conduzidos.
Ao final dessa etapa, a maioria dos ministros, por 4 votos a 3, rejeitou a unificação dos julgamentos. Flávio Dino, que havia se posicionado a favor da unificação, pediu vista antes que o plenário pudesse avançar para a análise sobre a abertura da investigação contra Moraes.
A discussão foi acompanhada por embates entre os ministros, que divergiram sobre a condução dos processos e sobre a própria atuação do tribunal diante das suspeitas envolvendo seus integrantes.
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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