Trump reúne executivos de IA na Casa Branca

Principais pontos

  • Trump receberá representantes das principais empresas de inteligência artificial, para debater regras do setor, junto com líderes do Congresso dos EUA.
  • Encontro ocorre após OpenAI e Anthropic relatarem falhas graves de segurança em seus modelos, ampliando o alerta sobre os riscos da IA.
  • Enquanto 82% dos moradores dos EUA temem a IA, Trump defende expansão sem restrições, para manter liderança sobre a China.
Encontro com Trump ocorre após representantes da OpenAI e da Anthropic relatarem falhas graves de segurança em seus modelos de IA.
Encontro com Trump ocorre após representantes da OpenAI e da Anthropic relatarem falhas graves de segurança em seus modelos de IA.
Source: Foto de KENT NISHIMURA / AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, terá uma reunião nesta terça-feira (29), na Casa Branca, com executivos do setor da inteligência artificial (IA), em meio aos apelos para que o Congresso reforce a supervisão da indústria.

O almoço de trabalho, ainda não confirmado pela Casa Branca, também deve ter a participação do presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, e o da Nvidia, Jensen Huang, estarão presentes no encontro, confirmou a AFP com fontes próximas ao tema.

O canal CNN antecipou a presença dos CEOs da Meta e do Google, Mark Zuckerberg e Sundar Pichai, e do presidente da OpenAI, Greg Brockman. Elon Musk também é esperado na residência oficial do presidente dos Estados Unidos.

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Incidentes relatados por OpenAI, Anthropic, Google e Meta nos últimos meses provocaram um alerta sobre os desvios de vários modelos de IA e a retomada do debate sobre a segurança da tecnologia.

Na véspera da reunião, a OpenAI anunciou o adiamento do lançamento de seu modelo de ponta, previsto para outubro, porque ele desviava das instruções recebidas e tentava enganar seus supervisores.

A mesma empresa reconheceu, na semana passada, que agentes desenvolvidos com modelos da OpenAI acessaram os sites de três agências federais dos Estados Unidos, e que um de seus modelos invadiu um portal de dados de saúde do governo australiano.

Por sua vez, a Anthropic, responsável pelo modelo Claude, advertiu os investidores antes de sua abertura de capital que a IA pode representar "riscos existenciais para a humanidade" – como informou nesta terça-feira o jornal Financial Times.

Preocupação do eleitorado

A questão se tornou um tema de campanha nas eleições de meio de mandato de 3 de novembro, nos Estados Unidos.

Uma pesquisa publicada pela CNN afirma que 82% dos estadunidenses se declaram "preocupados" com o desenvolvimento da IA.

Mas, Trump considera as advertências exageradas. Ele defende um desenvolvimento sem restrições da IA para superar a China e impulsionar uma economia cada vez mais dependente do avanço dessa tecnologia.

Trump também criticou a crescente rejeição social à instalação dos enormes centros de dados necessários para sustentar a IA. Esses data centers encarecem a conta de luz e aumentam a pressão sobre os recursos hídricos e o solo.

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O presidente dos EUA disse que as comunidades que se opõem a estas infraestruturas "querem acabar atrasadas e pobres" e que "a China não poderia estar mais feliz com o movimento contrário aos centros de dados".

O debate motivou alianças políticas incomuns: neste mês, o senador Bernie Sanders, referência da esquerda nos Estados Unidos, dividiu o palco com Steve Bannon, ex-estrategista de Trump, para pedir uma reconsideração da corrida pela IA.

Johnson, que preside a Câmara dos Representantes, controlada pelos republicanos, afirmou que a reunião na Casa Branca se concentrará em encontrar "o equilíbrio adequado" entre inovação e supervisão.

"Não precisamos de uma moratória. Não temos que nos precipitar e regular isso em excesso, porque perderemos a corrida para a China", disse em uma entrevista ao canal Fox Business Network.

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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