Pais estão menos presentes na criação dos filhos, aponta estudo

Principais pontos

  • A percepção de ser um 'bom pai' está mais atrelada à presença no dia a dia dos filhos do que educar/orientar com limites, mostra um levantamento feito pelo Instituto Nexus, com mais de duas mil pessoas.
  • Apesar da participação ser considerada relevante para a criação dos filhos, metade dos entrevistados acredita que os pais da atualidade estão menos presentes do que nas gerações anteriores.
  • Na definição prática do que é ser um “bom pai”, a característica 'ser presente no dia a dia' é a mais importante para 49% dos entrevistados.
Imagem mostra relação parental no parque
Imagem mostra relação parental no parque
Source: Agência Brasil

A percepção de ser um "bom pai" está mais atrelada à presença no dia a dia dos filhos do que educar/orientar com limites, mostra um levantamento feito pelo Instituto Nexus, com mais de duas mil pessoas. Apesar da participação ser considerada relevante para a criação dos filhos, metade dos entrevistados acredita que os pais da atualidade estão menos presentes do que nas gerações anteriores.

"O fato de metade da população enxergar os pais de hoje como menos participativos do que os do passado mostra que o discurso avançou mais rápido do que a mudança real de comportamento dentro de casa”, avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. O estudo fez a avaliação com 2.013 pessoas (homens e mulheres) de diferentes faixas etárias e em diferentes regiões do país para identificar como estão as relações parentais nos dias de hoje.

"Bom pai"

Na definição prática do que é ser um “bom pai”, a característica 'ser presente no dia a dia' é a mais importante para 49% dos entrevistados. Na sequência, 19% acreditam que educar/orientar com limites é a segunda principal característica de ser um 'bom pai'. Em terceiro está demonstrar carinho e afeto (8%), depois está dar exemplo (7%) e oferecer segurança financeira (3%).  

A presença diária é o fator mais relevante para definir um 'bom pai' entre 53% das mulheres. Entre os homens (45%), essa característica não é a mais relevante. A imposição de limites na educação e orientação é tida como o principal atributo por 21% do público masculino e 17% do feminino.

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O convívio paterno no dia a dia é visto como mais importante entre a população de 25 a 40 anos (56%) e a de 16 a 24 anos (55%). Os mais velhos consideram a educação a caraterística mais importante. O índice é superior entre a faixa de 41 a 49 anos (24%) e de 60 anos ou mais (26%).

Quanto à importância na paternidade, 81% dos homens a classificam como alta ou muito alta no desenvolvimento dos filhos, em comparação com 73% das mulheres. 

Participação dos pais

Para a maioria das mulheres (56%), os pais participam menos na criação dos filhos do que antes. Entre os homens, a percepção é outra. Para 44% deles, participação dos pais é maior atualmente, enquanto outros 44% afirmam que diminuiu.

Ao analisar as faixas etárias, observa-se que 82% dos jovens de 16 a 24 anos de idade a consideram importante. Por outro lado, esse reconhecimento reduz-se para 62% entre as pessoas com 60 anos ou mais.

"O brasileiro já consolidou a ideia de que o bom pai é aquele presente no dia a dia, deixando para trás a figura do mero provedor financeiro. O desafio agora está na prática", avalia Marcelo Tokarski, CEO da Nexus. 

(Com Agência Brasil) 

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