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Mulheres lideram criação de empregos formais em setembro, mas geração de vagas desacelera

Principais pontos

  • As mulheres ocuparam 62.989 dos novos postos formais registrados em setembro, enquanto o saldo masculino foi de 59.129 vagas, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego.
  • O Brasil criou 121.305 empregos com carteira assinada, resultado de 2,21 milhões de admissões e 2,09 milhões de desligamentos. O saldo ficou abaixo das expectativas do mercado.
  • Entre janeiro e setembro, foram criados 1,25 milhão de empregos formais. O setor de serviços liderou a geração de vagas, seguido pela construção e pela indústria.
Mulheres lideraram as estatísticas de empregos formais em setembro. Brasil abriu 121,3 mil vagas, com mais da metade ocupadas por elas.
Mulheres lideraram as estatísticas de empregos formais em setembro. Brasil abriu 121,3 mil vagas, com mais da metade ocupadas por elas.
Source: Agência Brasil/ Marcelo Camargo
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Brasil abriu 121,3 mil vagas com carteira assinada em setembro, e mulheres responderam por mais da metade do saldo positivo. Resultado ficou abaixo das expectativas do mercado.

As mulheres responderam por mais da metade do saldo positivo de empregos formais no Brasil em setembro. Foram 62.989 postos ocupados por trabalhadoras, diante de 59.129 vagas no saldo masculino, segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na quarta-feira (4).

O resultado feminino ganha destaque em um mês de desaceleração do mercado de trabalho. O país registrou saldo positivo de 121.305 empregos com carteira assinada, abaixo das expectativas dos analistas, que projetavam a criação de 132,6 mil a 225 mil postos, com mediana de 182 mil.

Ao todo, foram registradas 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos em setembro. O número de vínculos formais ativos chegou a 48,36 milhões.

A diferença entre os saldos de homens e mulheres foi de 3.860 vagas, mostrando uma vantagem feminina na geração líquida de empregos naquele mês.

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Serviços lideram geração de vagas

O setor de serviços foi responsável pela maior parte dos empregos criados em setembro, com saldo de 81.241 vagas. Em seguida apareceram a indústria, com 19.285 postos, o comércio, com 15.697, e a construção, com 9.468.

A agropecuária foi o único dos cinco grandes setores a apresentar resultado negativo, com fechamento de 4.381 postos de trabalho.

Dentro dos serviços, as atividades de saúde humana e assistência social registraram saldo positivo de 15.403 vagas, enquanto a educação criou 9.538 postos. São segmentos relevantes para o emprego feminino, embora os números setoriais divulgados não indiquem, isoladamente, quantas dessas vagas foram ocupadas por mulheres.

Emprego acumula crescimento em 2026

De janeiro a setembro, o Brasil criou 1.248.914 empregos formais, crescimento de 2,65% no estoque de vínculos em relação ao início do ano.

O setor de serviços liderou o acumulado, com 775.774 vagas, seguido pela construção, com 207.434, e pela indústria, com 188.563. A agropecuária somou 51.893 postos e o comércio, 25.280.

São Paulo apresentou o maior saldo absoluto no acumulado do ano, com 322.551 vagas, seguido por Minas Gerais, com 129.777, e Rio de Janeiro, com 86.489.

O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.429,41 em setembro, uma redução de 0,05% em relação a agosto. Na comparação com setembro de 2025, houve aumento real de 1,88%.

Os resultados mostram que o emprego formal continua crescendo no Brasil, mas em ritmo mais moderado. O desempenho das mulheres em setembro se destaca nesse cenário, enquanto o mercado de trabalho enfrenta os efeitos da desaceleração da atividade econômica.

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Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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