Lula defende redução da maioridade penal e rejeita ajuste fiscal 'às custas dos pobres'
Principais pontos
- Petista também minimizou efeitos do tarifaço de Trump, falou sobre a crise no STF e defendeu reforma do Judiciário.
- Lula afirmou que não sabia da falta de reajuste do Bolsa Família e citou medidas do governo para defender sua gestão.

O presidente Lula (PT) defendeu nesta quinta-feira, 15, pela primeira vez, a redução da maioridade penal para crimes hediondos cometidos por maiores de 16 anos. A declaração foi dada em sabatina do Jornal Nacional, da TV Globo.
“Para todo e qualquer crime hediondo eu sou favorável a diminuir a maioridade", disse o petista, em declaração que contraria a posição histórica de seu partido.
Embora tenha defendido a medida, Lula afirmou que a discussão não cabe na PEC da Segurança Pública, que nesta quinta teve votação adiada no Senado por decisão do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
Durante a entrevista, quando questionado sobre a solução fiscal do País, Lula assumiu preocupação com a dívida pública, mas afirmou que, se eleito, manterá a atual política econômica de incentivos fiscais.
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“O jeito de você resolver o problema fiscal é fazer a economia crescer (...) Toda vez que querem resolver o problema fiscal, o povo pobre paga. E eu não quero que o povo pobre pague", afirmou.
Trump, crise no STF e pacote de bondades
A relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também foi abordada durante a sabatina, em meio à disputa comercial entre os dois países após a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros pelo governo norte-americano. O petista afirmou manter boa relação com seu par e minimizou os efeitos do tarifaço ao citar o aumento do comércio com outros países, como a China.
“Quem deve estar preocupado conosco nesse momento é os EUA. Eu não fiz a Lei da Reciprocidade, quero continuar negociando, mas, se for necessário, nós vamos fazer. Eu acho que eles vão ter problemas conosco porque nós temos coisas que eles precisam mais do que eles têm coisas que eu preciso deles”, declarou.
Questionado sobre a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) relacionada ao Banco Master, o incumbente disse que a oposição tenta colá-lo à imagem desgastada da Corte e defendeu investigações e discussões sobre reforma no Judiciário, com mudanças nos critérios de indicação de ministros do Supremo e adoção de mandatos fixos.
“A extrema direita tenta jogar o Supremo nas minhas costas porque eles querem cassar Alexandre de Moraes não apenas por causa do banco Master, mas porque ele prendeu o pai do Flávio Bolsonaro”, afirmou.
O presidente também comentou o reajuste do Bolsa Família e afirmou que desconhecia a ausência de uma correção do benefício antes de tomar conhecimento do caso. Lula relatou que a descoberta provocou uma reação durante uma reunião com seus ministros e reconheceu que não sabia que o valor não havia sido reajustado.
“Eu não sabia [que não tinham reajustado o Bolsa Família]. É impensável, mas aconteceu”, afirmou.
Nas considerações finais, Lula citou medidas anunciadas, instituídas ou aprovadas pelo governo nos últimos dias para defender sua gestão, entre elas o fim da escala 6x1, a gratuidade do transporte público aos finais de semana e iniciativas de alívio das dívidas dos microempreendedores individuais (MEIs). “Eu tenho certeza que o País está no rumo certo”, concluiu.
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Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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