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Governos devem reforçar controle da água potável, da fonte à torneira, diz OMS
Principais pontos
- Nova versão das diretrizes internacionais amplia a atenção à prevenção de contaminações e aos pequenos sistemas de abastecimento
- No Brasil, 88,6% da população tinham acesso a água potável gerida de forma segura em 2024.
- OMS recomenda combinar testes microbiológicos, inspeções sanitárias e avaliação da gestão de riscos para identificar sistemas mais vulneráveis.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforçou nesta terça-feira, 18, a necessidade de governos ampliarem a prevenção e o controle dos riscos que podem comprometer a qualidade da água consumida pela população. A recomendação faz parte da atualização das diretrizes internacionais para água potável, que incorpora novas evidências sobre contaminação e dá maior ênfase à segurança em todas as etapas do abastecimento.
No mundo, 2,1 bilhões de pessoas ainda não têm acesso a água potável gerida de forma segura. No Brasil, 88,6% da população tinham acesso a esse nível de serviço em 2024, segundo dados do Programa Conjunto de Monitoramento para Água, Saneamento e Higiene (JMP), mantido pela OMS e pelo Unicef.
O conceito de água potável gerida de forma segura vai além de simplesmente ter acesso a uma rede de abastecimento. A água deve vir de uma fonte adequada, estar disponível quando necessária, ser acessível no local e estar livre de contaminação fecal e de substâncias químicas consideradas prioritárias.
As diretrizes da OMS servem de referência para que os países estabeleçam normas e padrões nacionais de qualidade da água e são revistas à medida que surgem novas evidências científicas.
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Prevenção de riscos
A OMS mantém como um dos pilares os planos de segurança da água, uma abordagem preventiva destinada a identificar e administrar riscos em todas as etapas do sistema de abastecimento. A estratégia deve ser acompanhada por vigilância independente para verificar se as medidas adotadas são eficazes e se as metas de proteção à saúde são cumpridas.
Na atualização de 2026, a organização reforça principalmente a responsabilidade dos governos em criar políticas, regulamentações e instrumentos que permitam aos fornecedores colocar essa gestão de riscos em prática.
Uma das mudanças é a maior atenção aos pequenos sistemas de abastecimento. Além daqueles administrados por comunidades, a OMS destaca os geridos por famílias ou entidades profissionais. A recomendação é que eles sejam contemplados pelas políticas e regulamentações nacionais e recebam apoio adequado.
As inspeções sanitárias também ganham importância. Feitas no próprio local, elas permitem identificar fatores que podem levar à contaminação e podem complementar os planos de segurança ou funcionar como uma alternativa simplificada onde a implantação de um plano completo não seja viável.
Contaminação microbiológica
A contaminação por microrganismos continua sendo uma das principais ameaças à segurança da água potável. A OMS revisou as evidências sobre patógenos transmitidos pela água e atualizou as informações utilizadas para avaliar esses riscos. A análise encontrou mais evidências de que microrganismos como Helicobacter pylori, Yersinia, Toxoplasma e Fasciola podem ser transmitidos pela água.
Outra orientação é combinar os resultados dos testes microbiológicos com avaliações sobre a forma como os fornecedores administram os riscos. A análise conjunta pode ajudar autoridades a identificar sistemas mais vulneráveis, direcionar recursos e acompanhar os resultados das medidas adotadas.
A OMS recomenda ainda que os países revisem políticas e regulamentos, fortaleçam planos de segurança e inspeções sanitárias e garantam que produtos e materiais utilizados no abastecimento e tratamento da água sejam adequados.
As diretrizes da organização reúnem mais de 60 anos de evidências sobre qualidade da água. A OMS já iniciou uma revisão mais ampla para preparar a quinta edição do documento, que deverá incorporar novas análises científicas sobre contaminantes.
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Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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