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Filas e dificuldades no transporte marcam show do BTS em São Paulo

Principais pontos

  • Público enfrentou filas extensas, chuva e problemas de sinalização na entrada.
  • Fãs relataram empurra-empurra e sensação de sufocamento no acesso ao transporte após o espetáculo.
  • Live Nation afirma ter mobilizado 400 orientadores; CET destacou 118 agentes para a operação de trânsito.


Filas extensas, falta de orientação nos acessos e dificuldades no transporte marcaram o primeiro show do BTS no estádio MorumBIS, em São Paulo, na quarta-feira (28). Sob chuva, fãs enfrentaram aglomerações para entrar no local, enquanto bloqueios nas ruas próximas provocaram congestionamentos e transtornos para moradores e trabalhadores da região.

Na volta para casa, relatos compartilhados por fãs em grupos de WhatsApp apontam empurra-empurra, discussões, calor intenso e sensação de sufocamento no acesso ao transporte sobre trilhos. As mensagens também mencionam interrupções na entrada para controlar o fluxo de passageiros e possíveis falhas nas catracas. Esses problemas, porém, não foram confirmados de forma independente.

“Eu não estava nem andando, o povo que estava me levando. De tão apertado e sufocante. Achei que não iria aguentar”, diz uma das mensagens. Outros depoimentos descrevem discussões e pessoas empurrando durante a espera para embarcar.

O grupo sul-coreano ainda tem duas apresentações marcadas para sexta-feira (30) e sábado (31), com ingressos esgotados. A operação de trânsito preparada para os shows considera uma concentração de até 90 mil pessoas na região, incluindo o público esperado no entorno do estádio.

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As dificuldades começaram horas antes da abertura dos portões. Fãs reclamaram de filas que se estendiam pelas ruas próximas ao MorumBIS, sinalização insuficiente e falta de informações sobre os locais de entrada. A organização instalou barreiras para restringir o acesso ao entorno a pessoas com ingresso e moradores cadastrados, em uma tentativa de impedir a formação do chamado “setor calçada”, onde fãs sem entrada pretendiam acompanhar a apresentação do lado de fora.

Também houve relatos de fechamento temporário do portão 17 e de compradores de camarotes que não haviam recebido os códigos digitais necessários para entrar. Segundo o Metrópoles, o portão foi fechado por volta das 18h40 e reaberto aproximadamente uma hora depois. Não há um balanço consolidado de quantas pessoas foram afetadas pelos problemas de acesso.

Keila Batista de Sousa estima ter caminhado cerca de três quilômetros acompanhando a fila até conseguir entrar no estádio, antes das 20h. Segundo ela, faltavam funcionários para orientar o público, havia pessoas furando a fila e os próprios espectadores tentavam organizar a espera.

“Ninguém passava informação”, afirma. “A experiência de fila, de organização foi péssima, mas o show em si foi maravilhoso.”

Na saída, Keila também encontrou dificuldades para utilizar o transporte sobre trilhos, em contraste com a viagem de ida, que descreve como tranquila. Segundo ela, o acesso à estação era interrompido diante do grande volume de pessoas. A fã conta que chegou em casa depois das 2h da madrugada de quinta-feira (29).

O esquema de transporte divulgado antes do evento previa embarque na estação São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela, até 0h30. A SPTrans também anunciou alterações nos itinerários de 13 linhas municipais para atender à circulação na região.

Apesar dos transtornos, Keila afirma que se emocionou ao ver os integrantes do BTS e ficou rouca de tanto cantar e gritar. “Eu não acreditava que eu estava vendo eles”, diz.

A fã também criticou o tamanho dos telões utilizados na apresentação. A estrutura audiovisual já havia motivado uma notificação da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) à Live Nation Brasil e à Ticketmaster Brasil. O órgão solicitou esclarecimentos sobre a redução do número de painéis na etapa sul-americana da turnê, de 12 para quatro, e sobre as informações fornecidas aos consumidores durante a venda dos ingressos.

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Em nota divulgada antes da apresentação, a Live Nation informou ter preparado uma estrutura com pontos de hidratação, distribuição de água, ambulâncias, brigadistas e 400 orientadores para auxiliar o público. A produtora justificou as restrições no entorno do estádio afirmando que a concentração de pessoas sem ingresso poderia comprometer a circulação de moradores e espectadores.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou ter mobilizado 118 agentes para a operação, contingente superior ao habitual na região. Segundo a companhia, a expectativa de grande concentração de público, inclusive fora do estádio, exigiu um esquema especial de interdições, definido em conjunto com os organizadores, a Polícia Militar e a Subprefeitura.

A CET recomendou o uso do transporte público e orientou motoristas a evitar as proximidades dos bloqueios. As medidas de trânsito e transporte também estão previstas para as apresentações de sexta-feira e sábado.

Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.

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