Argentina vai investigar empresas por projetos de petróleo próximos às Malvinas
Principais pontos
- 🇦🇷 Argentina vai investigar 45 entidades ligadas a projetos de petróleo nas proximidades das Malvinas.
- 🛢️ Empresas de serviços petrolíferos negam participação ou planos de atuar na região.
- 🇬🇧 Reino Unido reafirma soberania sobre as ilhas após endurecimento de Milei.

A Argentina investigará possíveis vínculos entre 45 entidades e projetos de exploração de hidrocarbonetos nas proximidades das Ilhas Malvinas, arquipélago no Atlântico Sul cuja soberania é disputada por Londres e Buenos Aires, segundo um comunicado da Presidência.
O anúncio ocorreu depois de o presidente Javier Milei afirmar, em discurso na quinta-feira, 3, que sopram “ventos de mudança favoráveis” para a histórica reivindicação argentina sobre as Malvinas e anunciar sanções mais severas para qualquer projeto de exploração de petróleo na região do arquipélago.
O comunicado presidencial não identificou as entidades que serão alvo das sanções. Segundo veículos de imprensa argentinos, porém, entre elas estão empresas britânicas, canadenses, dinamarquesas, americanas, holandesas e israelenses.
“Será iniciado o procedimento sancionatório não apenas contra empresas que estariam realizando ilegalmente atividades de exploração de hidrocarbonetos em nossa plataforma continental, mas também contra seus acionistas e empresas que lhes tenham prestado serviços”, afirmou o texto.
RECOMMENDED FOR YOU

Artigo | Brasil na contramão da América Latina: por que o Acordo de Escazú precisa ser ratificado
Na tarde de sábado, 5, as empresas de serviços petrolíferos Schlumberger, Halliburton e Baker Hughes divulgaram comunicados nos quais afirmaram que não participam nem pretendem participar de projetos de exploração de hidrocarbonetos próximos às ilhas.
Mais tarde, Milei compartilhou no X uma notícia sobre os comunicados, acompanhada da sigla “TMAP” (“tudo marcha de acordo com o plano”, em tradução livre).
Malvinas é alvo de disputa histórica
Localizadas a 600 km da Argentina e administradas pelo Reino Unido, as Ilhas Malvinas foram palco de uma guerra em 1982. O conflito terminou com a rendição do então governo ditatorial argentino após 74 dias de combates que deixaram 649 argentinos e 255 britânicos mortos.
O endurecimento da posição de Milei sobre as Malvinas, tema central da identidade argentina, ocorreu poucos dias depois de uma aparente mudança de posição de seu aliado, Donald Trump, sobre a questão.
“Sempre reviso todas as posições. Esta é uma entre muitas”, declarou o presidente americano no início da semana, sem dar mais detalhes, ao se referir à posição de neutralidade dos EUA em relação às Malvinas, chamadas de Falklands pelos britânicos.
Em resposta ao discurso de Milei, Londres reafirmou na sexta-feira, 4, que as ilhas “são britânicas e continuarão sendo, porque essa é a vontade esmagadora de seus habitantes” e que seu compromisso com o território é “inquebrantável”.
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
Se está acontecendo no Sul Global, está no nosso canal do WhatsApp.
Nós contamos as notícias que você precisa saber.
Inscreva-se agora