Aposta no Sudeste marca ofensiva final de Lula e Flávio antes do primeiro turno
Principais pontos
- Lula e Flávio concentram os atos finais em Minas Gerais e São Paulo
- Petista foca em mobilização de rua e redes para conter abstenção, enquanto o senador busca consolidar o voto útil da direita.
- Sem o debate da TV Globo, a reta final ficou marcada pelo confronto de audiência nas transmissões digitais e inserções na TV.

A dois dias do primeiro turno das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) concentram a reta final de suas campanhas no Sudeste, região que reúne Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro e soma 63,3 milhões de eleitores – quase 40% do eleitorado nacional.
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A movimentação reflete as escolhas de cada lado nas últimas semanas: enquanto o petista alternou viagens a redutos históricos do partido no Nordeste com agendas em estados de disputa acirrada, o candidato do PL focou na consolidação de alianças onde a estrutura bolsonarista já se mostrava mais consolidada.
O principal palco desse embate nesta sexta-feira, 2, é Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, onde Lula venceu Jair Bolsonaro em 2022 por uma margem de apenas 50 mil votos.
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Com pesquisas indicando um novo cenário emparelhado entre os 16,3 milhões de eleitores mineiros, Lula cumpre agenda em Belo Horizonte ao lado de Patrus Ananias, candidato do PT ao governo estadual, enquanto Flávio participa do “Bloquinho do Nikolas” em Montes Claros, acompanhado do deputado Nikolas Ferreira e de candidatos do PL.
Para além dos atos de rua, as estratégias para captar o eleitorado decisivo tomaram caminhos distintos nesta reta final. A campanha de Lula lançou o “Lulaço”, uma mobilização de 48 horas com panfletagens e carreatas focada em estimular o comparecimento às urnas e atrair mulheres e idosos através da defesa das medidas do governo.
Já Flávio voltou seus esforços para a tese do voto útil, buscando absorver eleitores de candidaturas como as de Augusto Cury, Ronaldo Caiado e Romeu Zema, com o endosso público de aliados como o governador paulista Tarcísio de Freitas.
A divergência de tom também ficou evidente no encerramento da propaganda na televisão e na migração da disputa para o ambiente digital após o cancelamento do debate da TV Globo.
Enquanto Lula combinou a prestação de contas do mandato com críticas ao adversário em temas como apostas esportivas, religião e segurança, encerrando a semana com 1,7 milhão de espectadores simultâneos em entrevista ao Flow Podcast, Flávio usou o horário eleitoral para pedir um "voto de confiança" e transmitiu uma live ao lado de aliados que atingiu 900 mil conexões no pico de audiência.
No sábado, 3, os dois encerram as atividades de rua no maior colégio eleitoral do país: o presidente faz caminhada na capital paulista ao lado de Fernando Haddad, e o senador realiza carreata pelo interior de São Paulo com Tarcísio de Freitas.
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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