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Anvisa aprova Aquipta e amplia opções para prevenção da enxaqueca
Principais pontos
- Anvisa aprova o Aquipta, novo medicamento oral para prevenção da enxaqueca em adultos.
- Atogepanto é o segundo remédio da classe dos gepants aprovado no Brasil.
- Estudos apontam redução das crises, com constipação e náusea entre os efeitos adversos mais comuns.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta terça-feira, 8, o registro do Aquipta, nome comercial do atogepanto hidratado, medicamento indicado para adultos com pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, pela Resolução RE nº 3.458/2026, com validade até setembro de 2036.
O remédio pertence à classe dos gepants, que bloqueiam o receptor do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, o CGRP, molécula com papel central na transmissão da dor durante as crises.
Essa é a segunda substância dessa classe aprovada no Brasil. Em maio, a Anvisa já havia liberado o Nurtec ODT, rimegepant da Pfizer, para tratamento agudo e prevenção da enxaqueca episódica.
Comprimido em vez de injeção
A diferença em relação aos anticorpos monoclonais que também atuam sobre o CGRP, já disponíveis no país, está na via de administração: os gepants são comprimidos, tomados por via oral, enquanto os anticorpos são aplicados por injeção.
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O atogepanto já havia sido aprovado nos Estados Unidos pelo FDA e na União Europeia pela EMA, onde recebeu autorização em 2023 para prevenção e, em 2026, teve a indicação ampliada também para tratamento de crises agudas.
A Anvisa autorizou duas apresentações do Aquipta, comprimidos de 10 mg e de 60 mg, em caixas com 28 unidades. A dose recomendada é de 60 mg uma vez ao dia, com a versão de 10 mg reservada a ajustes em pacientes que usam determinados inibidores de enzimas hepáticas.
A eficácia do medicamento foi avaliada nos estudos de fase 3 Advance e Progress, financiados pela Allergan, incorporada pela AbbVie. Entre os pacientes que receberam 60 mg diários, a redução média foi de 6,9 dias de enxaqueca por mês, contra 5,1 dias no grupo que recebeu placebo. Os efeitos adversos mais comuns foram constipação e náusea, relatados por cerca de 10% dos participantes na dose de 60 mg.
Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, a cefaleia atinge entre 30 e 34 milhões de pessoas no Brasil, cerca de 15% da população, proporção que acompanha a média global apontada pela própria Anvisa.
A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, muitas vezes acompanhadas de náusea, vômito e sensibilidade à luz e ao som.
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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