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A cada 72 segundos, uma pessoa morre por doença cardiovascular no Brasil
Principais pontos
- Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia estima 348.188 mortes em 2026, como mostra consulta realizada nesta segunda-feira, 19.
- Projeção indica que os óbitos anuais podem chegar a 462.573 em 2030, aumento de 10,8% em relação a 2024.
- Nova plataforma reúne dados nacionais e estaduais sobre mortalidade cardiovascular, permitindo acompanhar tendências e fatores de risco.

As doenças cardiovasculares provocam, em média, uma morte a cada 72,4 segundos no Brasil. A estimativa acumulada para 2026 chegou a 348.188 óbitos nesta segunda-feira, 19, segundo o Cardiômetro, ferramenta da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). A projeção para o ano inteiro é de 435.841 mortes, o equivalente a 1.194 por dia ou quase 50 por hora.
Os números fazem parte do novo Hub de Dados Estatística Cardiovascular, plataforma apresentada pela SBC em parceria com a Federação Mundial do Coração (World Heart Federation), durante o 81º Congresso Brasileiro de Cardiologia, realizado no início do mês no Rio de Janeiro, em conjunto com o Congresso Mundial de Cardiologia.
O Cardiômetro não contabiliza mortes notificadas em tempo real. A ferramenta utiliza modelos estatísticos e de aprendizado de máquina para estimar a mortalidade com base em registros oficiais de anos anteriores e informações demográficas. O total anual projetado é distribuído ao longo do ano, produzindo um contador atualizado continuamente.
Mortes podem aumentar até 2030
As projeções da SBC indicam que, se as tendências observadas nas últimas duas décadas forem mantidas, o número anual de mortes por doenças cardiovasculares poderá crescer 10,8% até 2030, passando de 417.550 em 2024 para 462.573.
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O cardiologista Antonio Luiz Pinho Ribeiro, coordenador científico da plataforma, ressalta que os números representam cenários estimados, sujeitos a mudanças conforme a evolução dos fatores de risco, o acesso ao diagnóstico e ao tratamento e a adoção de políticas públicas de prevenção.
A projeção de aumento no número absoluto de mortes não significa, necessariamente, que o risco individual de morrer por doença cardiovascular esteja crescendo. O envelhecimento da população, por exemplo, pode elevar o total de óbitos mesmo quando as taxas de mortalidade apresentam redução.
Segundo os dados apresentados pela SBC, a taxa de mortalidade cardiovascular caiu de 306,4 óbitos por 100 mil habitantes em 2000 para 195 por 100 mil em 2024, uma redução de aproximadamente 36%.
Entre as medidas capazes de contribuir para a prevenção estão o controle da hipertensão e do diabetes, a redução do tabagismo, o combate à obesidade e ao sedentarismo e o atendimento rápido de pessoas com infarto ou acidente vascular cerebral (AVC).
Plataforma permite comparar dados dos estados
O novo Hub reúne informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e estimativas epidemiológicas do Global Burden of Disease (GBD) 2023, projeto internacional de avaliação da carga de doenças.
A plataforma disponibiliza séries históricas de 2000 a 2024, projeções até 2030 e indicadores por estado, sexo, faixa etária e causa da morte.
Os dados permitem identificar diferenças regionais e acompanhar a evolução das doenças cardiovasculares, que incluem infarto, AVC e outras enfermidades do coração e do sistema circulatório.
Além de apresentar números absolutos de mortes, o sistema oferece taxas de mortalidade e recursos para comparação e exportação dos dados. Essas informações podem auxiliar pesquisadores, profissionais de saúde e gestores públicos na identificação de desigualdades e no planejamento de medidas preventivas.
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O Hub está disponível para consulta pública no site da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Esta matéria foi escrita e editada pela equipe da Global South World, você pode entrar em contato conosco aqui.
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