<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:base="https://globalsouthworld.com/rss/tag/varejo" version="2.0">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.globalsouthworld.com.br/rss/tag/varejo" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Global South World Brasil - varejo</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Roupas mais baratas? Estudo mostra a disputa de preços entre Shein e outras redes</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/as-roupas-parecem-mais-baratas-relatorio-mostra-a-disputa-de-precos-entre-shein-e-outras-redes</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/as-roupas-parecem-mais-baratas-relatorio-mostra-a-disputa-de-precos-entre-shein-e-outras-redes?feed=varejo</guid>
      <pubDate>Thu, 27 Aug 2026 13:41:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Promoções de roupa estão chamando atenção nos últimos meses. São descontos oferecidos tanto por grandes redes brasileiras quanto por plataformas internacionais, movimentando o mercado no qual a chamada “taxa das blusinhas” (imposto sobre compras internacionais de até US$ 50) impacta as condições de competição.</p>
<p>Um relatório do BTG Pactual, divulgado nesta semana, ajuda a mostrar como a disputa pelo consumidor vem aparecendo nos preços. O banco acompanhou 72,2 mil produtos de 11 categorias vendidos por Shein, C&A, Renner e Riachuelo entre junho e agosto.</p>
<p>A maior queda de preços ocorreu na Shein: 19,5%. A Riachuelo veio praticamente no mesmo ritmo, com redução de 18%. Na Renner, os preços recuaram 4%. Já a C&A foi na direção contrária e registrou alta de 6%.</p>
<h2>Cesta de produtos</h2>
<p>Para comparar preços, o BTG usa como indicador uma cesta com as 11 categorias de produtos e analisa os preços medianos. Essa cesta serve como referência para a análise dos valores praticados pelas redes.</p>
<p>Em agosto, esse indicador ficou em  R$ 756 na Shein, R$ 1.266 na Riachuelo, R$ 1.327 na Renner e R$ 1.440 na C&A . Em junho, a cesta da Shein estava em R$ 939 e a média das três brasileiras, em R$ 1.427. Em agosto, essa média recuou para R$ 1.344.</p>
<p>Na comparação feita pelo banco, os preços da Shein ficaram 44% abaixo da média das três redes brasileiras em agosto. Dois meses antes, a diferença era de 34%.</p>
<p>O percentual não significa que qualquer roupa encontrada na Shein custe 44% menos do que uma semelhante nas concorrentes: ele se refere ao conjunto de produtos acompanhado pelo levantamento.</p>
<h2>Promoções aumentaram na Shein</h2>
<p>Parte do movimento da Shein aparece na própria política de descontos. Em agosto,  86% dos itens acompanhados pelo BTG estavam em promoção , e o desconto mediano era de 35%.</p>
<p>Em junho, 79% estavam em oferta, com desconto mediano de 30%.</p>
<p>A redução também não ficou limitada às tradicionais liquidações de inverno. Segundo o relatório, categorias vendidas durante todo o ano, como  jeans, blusas e camisetas , também apresentaram queda de preços.</p>
<p>Segundo os analistas do BTG, as varejistas reconhecem que o ambiente ficou mais competitivo, mas procuram evitar uma guerra de preços. A Renner revisou para baixo suas projeções de crescimento; a C&A aposta em diferenciação e qualidade, tentando preservar suas margens de lucro em vez de simplesmente reduzir preços; e a Riachuelo destaca a produção integrada (com mais controle das etapas de fabricação) e o uso de inteligência de preços, monitorando o mercado para ajustar seus valores com mais precisão.</p>
<h2>Taxa das blusinhas mudou novamente</h2>
<p>A comparação acontece depois de outra mudança importante para esse mercado. Desde maio, está zerado o Imposto de Importação federal de 20% que incidia sobre compras internacionais de até US$ 50 feitas por pessoas físicas em plataformas participantes do Remessa Conforme.</p>
<p>O imposto, criado em 2024 e conhecido como “taxa das blusinhas”, não era o único cobrado nessas compras. O  ICMS estadual continua valendo , com alíquota de 17% ou 20%, dependendo do Estado.</p>
<p>Antes da mudança deste ano, portanto, as compras de até US$ 50 pagavam os 20% de Imposto de Importação mais o ICMS; agora, o imposto federal está zerado, mas permanece a tributação estadual.</p>
<p>A retirada do imposto federal foi feita por medida provisória. O texto precisa ser aprovado pelo Congresso até  8 de setembro  para não perder validade. Nesta semana, os presidentes da Câmara e do Senado acertaram com o governo acelerar a votação.</p>
<p>A tributação já aparecia nas análises anteriores do BTG sobre a disputa de preços. Em relatório de setembro de 2025, o banco afirmou que a diferença média da Shein em relação às varejistas brasileiras pesquisadas havia caído de cerca de  40% no início de 2024 para aproximadamente 9% em agosto de 2025  e relacionou parte desse movimento às mudanças nos impostos sobre as compras internacionais.</p>
<h2>No início do ano, diferença era bem menor</h2>
<p>Outro levantamento do BTG, publicado em janeiro de 2026, também ajuda a mostrar como o cenário mudou.</p>
<p>Naquele estudo, menor e com metodologia diferente, foram comparados oito tipos de peças. Os preços da Shein estavam  6% abaixo dos da Riachuelo, 10% abaixo dos da Renner e 13% abaixo dos da C&A .</p>
<p>Os números de janeiro não podem ser colocados em uma linha direta com os de agosto porque os levantamentos têm abrangências diferentes. Mas ajudam a situar o consumidor: no começo do ano, a diferença encontrada pelo BTG entre a empresa chinesa e as três grandes redes brasileiras era muito menor.</p>
<h2>Shein se prepara para abrir capital</h2>
<p>Essa disputa de preços no mercado brasileiro acontece às vésperas da abertura de capital da Shein.</p>
<p>A empresa deve estrear na Bolsa de Hong Kong em  1º de setembro . Nesta quinta-feira, 27, fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que a oferta deve ser precificada em 48,56 dólares de Hong Kong por ação, levantando cerca de  US$ 1,7 bilhão  e avaliando a companhia em aproximadamente  US$ 26,5 bilhões .</p>
<p>É uma avaliação muito inferior aos quase US$ 100 bilhões alcançados pela Shein no mercado privado em 2022. A companhia também enfrenta condições mais difíceis em mercados como Estados Unidos e Europa, onde mudanças tributárias e regulatórias atingiram o modelo de importação de produtos de baixo valor.</p>
<p>Em análise recente, o BTG avaliou que esse cenário pode aumentar a importância de mercados emergentes, entre eles o Brasil, para a estratégia da companhia. Ela deve redobrar a aposta em mercados emergentes, como o brasileiro, direcionando mais investimento, marketing e atenção para cá, num momento em que crescer lá fora ficou mais difícil.</p>
<p>Essa aposta não é só sobre trazer produtos mais baratos da China: a empresa vem tentando se reinventar como uma espécie de shopping para vendedores brasileiros, ampliando seu marketplace local. A meta declarada da companhia é que até 85% das vendas no país venham de produtos nacionais ou de comerciantes brasileiros até o fim de 2026 — hoje a plataforma já reúne cerca de 30 mil vendedores por aqui.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asLjTuZkpdl5a9dbx.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Depositphotos</media:credit>
        <media:title>Depositphotos_769125112_XL</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
</rss>