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    <title>Global South World Brasil - vôlei</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Alison dos Santos, ícone em um ano de grandes conquistas do esporte brasileiro</title>
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      <pubDate>Mon, 14 Sep 2026 13:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um dos grandes nomes do esporte brasileiro na atualidade, Alison dos Santos celebrou mais uma conquista em uma temporada repleta de grandes feitos neste ano. No domingo, 13, o brasileiro venceu os 400 metros com barreiras do Mundial de Atletismo Ultimate, em Budapeste, na Hungria, com 45s98, o terceiro melhor tempo da história da prova.</p>
<p>O resultado coroou um ano excepcional para Piu, apelido do atleta brasileiro. No dia 27 de agosto, ele quebrou o recorde mundial, com 45s80, em Zurique, em uma etapa da Diamond League, circuito anual da World Athletics (federação internacional de atletismo). No dia 5 de setembro, conquistou pela terceira vez o título dessa competição, a Diamond League, na grande decisão, em Bruxelas.</p>
<p>Em Budapeste, onde foi realizado o Ultimate, também organizado pela World Athletics, ele deixou para trás dois outros super atletas da prova: o norte-americano Rai Benjamin, campeão olímpico em Paris 2024, e o norueguês Karsten Warholm, campeão olímpico em Tóquio (2020-2021) e detentor do recorde mundial até Piu derrubá-lo no dia 27 de agosto. Benjamin ficou em segundo, com 46s40, e Warholm, em terceiro, com 46s78.</p>
<p>Piu volta a competir neste ano na Argentina. Ele vai disputar os Jogos Sul-Americanos, na Argentina, nos 400m rasos e no revezamento 4x400m, entre 22 e 25 de setembro. Ou seja, em outras provas.</p>
<p>Em 2027, será a vez do mais importante desafio internacional dos 400 metros com barreiras: o Mundial de Atletismo, em Pequim. O título do Ultimate, competição criada neste ano, dá a Alison uma vaga no Mundial, mas não nos Jogos Olímpicos. Para Los Angeles 2028, o brasileiro ainda terá de cumprir critérios específicos da World Athletics para a classificação olímpica.</p>
<p>Mas, faltando menos de dois anos para os Jogos, o desempenho do brasileiro permite olhar para LA28 com uma boa dose de expectativa.</p>
<p>E Alison está longe de ser o único motivo.</p>
<h2>Vôlei feminino garante passagem para LA</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as1WcxObtZBVFSVGP.jpg?width=800&height=600&quality=75" alt="A seleção feminina de vôlei venceu o Sul-Americano e garantiu vaga olímpica."/>
<p>Neste domingo, 13, a seleção brasileira feminina de vôlei conquistou o Campeonato Sul-Americano, no Maracanãzinho, no Rio, sem perder um set em cinco partidas. Ao derrotar a Argentina por 3 sets a 0 na decisão, garantiu a vaga nos Jogos de Los Angeles.</p>
<p>O Brasil disputa o torneio olímpico feminino de vôlei ininterruptamente desde Moscou 1980 e chegará a Los Angeles 2028 para sua 13ª participação consecutiva. Em Paris 2024, o time treinado por José Roberto Guimarães conquistou o bronze, derrotando a Turquia por 3 sets a 1.</p>
<p>A partir desta terça-feira, 15, será a vez de a seleção masculina iniciar sua tentativa de fazer o mesmo. O Brasil disputa o Sul-Americano masculino, também no Maracanãzinho, e o campeão assegura a vaga olímpica. Caso não consiga, ainda terá outras oportunidades no processo classificatório para LA28.</p>
<p>As conquistas do fim de semana se somam a uma coleção de resultados brasileiros positivos em 2026 – em contraste com a campanha da seleção masculina de futebol na Copa do Mundo: 11º lugar, após a eliminação diante da Noruega nas oitavas de final, por 2 a 1.</p>
<p>Na canoagem velocidade, Isaquias Queiroz voltou a ser campeão mundial. Em agosto, em Poznan, na Polônia, conquistou o ouro no C1 500m, seu quinto título mundial na distância e o oitavo ouro da carreira em Campeonatos Mundiais. Os 500m não fazem parte do programa olímpico — a prova individual masculina da canoa em LA28 será o C1 1000m —, mas o resultado mostrou que Isaquias continua entre os grandes nomes internacionais da modalidade.</p>
<h2>Conquista histórica</h2>
<p>Na ginástica rítmica, o Brasil fez história no Mundial de Frankfurt, em agosto. Primeiro, conquistou o bronze no conjunto geral e, com isso, já garantiu a classificação para Los Angeles. Mas, depois, foi ainda mais longe: ganhou os primeiros títulos mundiais de sua história, com dois ouros, nas cinco bolas e na série mista, de três arcos e duas maças.</p>
<p>Foi também o ano da volta de Rebeca Andrade. Depois de quase dois anos sem competir, a maior medalhista olímpica brasileira retornou no Pan-Americano de ginástica artística, no Rio, e foi campeã no salto. A equipe feminina ainda ficou com a prata e conquistou vaga no Mundial de Roterdã, etapa importante do caminho para LA28.</p>
<p>Rayssa Leal continuou frequentando o alto do pódio. A skatista venceu duas das três primeiras etapas da Street League Skateboarding (SLS) de 2026, na Austrália e no Rio de Janeiro, confirmando que segue entre os principais nomes mundiais do street. E vem aí o Mundial de Skate Street de 2026, em outubro, em Assunção, no Paraguai.</p>
<p>No tênis de mesa, Hugo Calderano acumulou resultados importantes: conquistou a Copa Pan-Americana, foi bronze na Copa do Mundo, venceu o WTT Star Contender de São José dos Campos e chegou neste fim de semana à final do WTT Champions de Macau, ficando com o vice-campeonato.</p>
<h2>Líder de ranking</h2>
<p>O taekwondo também produziu uma das candidaturas brasileiras mais interessantes para o próximo ciclo olímpico. Maria Clara Pacheco, campeã mundial em 2025, venceu em setembro o Grand Prix de Muju, na Coreia do Sul, na categoria até 57kg. Na final, derrotou Kim Yu-jin, campeã olímpica de Paris 2024. A brasileira chegou à competição na liderança do ranking de sua categoria.</p>
<p>O judô acumulou pódios ao longo do ano. Rafaela Silva venceu o Grand Slam de Paris e o Grand Prix da Áustria, enquanto Beatriz Souza, campeã olímpica dos +78kg em Paris-2024, conquistou o Grand Prix de Lima, em agosto. Neste fim de semana, no Grand Slam de Budapeste, foi a vez de uma nova trinca subir ao pódio: Guilherme Schimidt conquistou o ouro nos 90kg, Kaillany Cardoso ficou com a prata nos 70kg e Sarah Souza levou o bronze nos 57kg. O torneio foi o último Grand Slam antes do Mundial de outubro, em Baku.</p>
<p>O boxe brasileiro também teve uma demonstração coletiva de força. Na etapa da Copa do Mundo realizada em Foz do Iguaçu, o país conquistou nove medalhas, quatro delas de ouro, com Luiz Oliveira, o Bolinha, Yuri Falcão, Isaías Ribeiro e Wanderley Pereira.</p>
<p>Na canoagem slalom, Ana Sátila acrescentou outro resultado de peso à lista: venceu no sábado, 12, o C1 da etapa final da Copa do Mundo, na Espanha.</p>
<p>Já no tiro com arco, Marcus D'Almeida foi campeão pan-americano do recurvo em junho e segue entre os principais arqueiros do mundo.</p>
<h2>LA 2028 já começou para o Brasil</h2>
<p> A sequência de resultados ajuda a projetar o desempenho brasileiro em 2028, mas é importante separar duas situações. Uma coisa é estar entre os melhores do mundo durante o ciclo olímpico. Outra é já ter a vaga para os Jogos.</p>
<p>Alison dos Santos, Rebeca Andrade, Rayssa Leal, Isaquias Queiroz, Hugo Calderano, Beatriz Souza, Rafaela Silva, Maria Clara Pacheco, Ana Sátila e Marcus D'Almeida, por exemplo, ainda não estão individualmente garantidos em Los Angeles. Cada modalidade tem seu próprio processo de classificação, que será desenvolvido ao longo do ciclo.</p>
<p>O Brasil, porém, já começou a formar sua delegação.</p>
<p>A seleção feminina de futebol foi uma das primeiras a assegurar presença, com a conquista da Copa América de 2025.</p>
<p>Em agosto, foi a vez do conjunto da ginástica rítmica. O bronze no geral do Mundial de Frankfurt colocou o país diretamente em LA28. A vaga é do Brasil, e a definição das ginastas que disputarão os Jogos ocorrerá posteriormente.</p>
<p>No início de setembro, o vôlei de praia acrescentou duas vagas. Thâmela e Vic foram campeãs sul-americanas no feminino, enquanto André e Renato ganharam o torneio masculino. Os resultados garantiram ao Brasil uma dupla em cada naipe em Los Angeles.</p>
<p>Agora, o vôlei feminino entrou na lista.</p>
<p>Até chegar a Los Angeles, muita coisa pode mudar. Lesões, novos adversários, processos classificatórios e quase dois anos de competições ainda separam os resultados de hoje das medalhas olímpicas. Mas o que já aconteceu em 2026 oferece razões concretas para olhar adiante com boas perspectivas.</p>
<p>Alison dos Santos é talvez a imagem mais clara desse momento. Ele ainda precisa conquistar a própria vaga para Los Angeles. Mas está no auge como recordista mundial e como invicto nos 400m com barreiras neste ano. Além disso, derrotou campeões olímpicos que são seus principais adversários.</p>
<p>Não existe medalha antecipada no esporte. Mas, do jeito que Piu está voando, sonhar com o pódio de Los Angeles em 2028 está longe de ser apenas torcida.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram - World Athletics</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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