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    <title>Global South World Brasil - tarifaço</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Brasil e Estados Unidos iniciam nova fase de negociações sobre tarifaço</title>
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      <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 17:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Dez dias após o telefonema entre Lula (PT) e Trump, Brasil e Estados Unidos retomam nesta segunda-feira, 31, negociações comerciais após a Casa Branca aplicar, unilateralmente, tarifa de 25% sobre parte das importações brasileiras no final de julho.</p>
<p>No telefonema entre os chefes de Estado, Lula argumentou que as tarifas são infundadas. Na avaliação do governo brasileiro, a justificativa para a tarifa de 12,5% foi criada para substituir o tarifaço americano derrubado pela Suprema Corte dos EUA em fevereiro deste ano.</p>
<p>Em outras palavras, o governo Trump teria montado uma nova base legal para retomar as tarifas que o Judiciário havia anulado.</p>
<p>No caso da tarifa de 25% aplicada exclusivamente ao Brasil, o governo Trump se apoiou em uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR). O órgão alega que o Brasil pratica comércio “desleal” em áreas como pagamentos eletrônicos (Pix) e acesso ao mercado de etanol.</p>
<p>O governo brasileiro, por sua vez, considera que a medida tem motivação política e que as justificativas não correspondem à realidade. Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, os negociadores americanos cobravam a abertura total dos mercados brasileiros sem oferecer qualquer contrapartida.</p>
<p>O tarifaço ocorre em meio a uma ofensiva da Casa Branca para reafirmar sua “proeminência” na América Latina, diante do avanço da influência econômica chinesa na região nas últimas décadas. </p>
<p>Em Brasília, a leitura é de que há também uma tentativa de interferir nas eleições gerais de outubro no Brasil.</p>
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        <media:title>Brasil e EUA iniciam novas negociações sobre tarifaço</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Plano Brasil Soberano: como serão distribuídos os R$ 13,5 bilhões para empresas afetadas pelo tarifaço</title>
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      <pubDate>Sun, 30 Aug 2026 20:11:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal detalhou como serão distribuídos os  R$ 13,5 bilhões em linhas de crédito  destinados a empresas prejudicados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos e pelos impactos dos conflitos e da instabilidade internacional.</p>
<p>O pacote, anunciado em julho, foi especificado em publicação no  Diário Oficial da União (DOU)  pelo  Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano.</p>
<h2>Divisão dos recursos</h2>
<h2>Quem terá acesso</h2>
<p>As linhas de financiamento poderão ser contratadas por diferentes tipos de empresas e organizações ligadas à atividade exportadora. Entre os beneficiários estão:</p>
<p>A medida, portanto, não se restringe às companhias que vendem diretamente para o mercado externo. Fornecedores das cadeias afetadas também poderão acessar os recursos, desde que se enquadrem nas regras do programa. </p>
<h2>Como usar o crédito</h2>
<p>Os recursos poderão ser empregados tanto em despesas de curto prazo quanto em investimentos. Entre as finalidades previstas estão capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos, adaptação da atividade produtiva, projetos de aumento da capacidade de produção e fortalecimento de cadeias produtivas. </p>
<p>O programa contempla ainda crédito para inovação tecnológica e para a adequação de produtos, serviços e processos às novas condições de mercado. Outras possibilidades de financiamento poderão ser definidas pelos Ministérios do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Fazenda.</p>
<h2>Impacto do tarifaço</h2>
<p>A parcela de R$ 5 bilhões destinada aos exportadores foi criada em resposta ao aumento das tarifas estadunidenses sobre produtos brasileiros. Segundo o governo, as sobretaxas elevam os custos de acesso ao mercado americano e pressionam empresas que dependem das exportações. </p>
<p>O crédito do Plano Brasil Soberano visa oferecer fôlego financeiro a essas companhias e às cadeias de fornecedores relacionadas. O programa também direciona recursos a empresas que negociam com países do Golfo Pérsico, diante dos possíveis impactos econômicos do conflito no Oriente Médio.</p>
<p>Alguns setores foram particularmente afetados, como o de  madeira . </p>
<p>Segundo o  economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini , “o setor de madeira é um dos mais prejudicados pela dificuldade em abrir novos mercados. Nos Estados Unidos, utiliza-se muita madeira para construção civil e eles possuem normas muito específicas: há uma norma para cerca e outra para construção de casas, que não são as mesmas adotadas por outros países."</p>
<p>"Como a madeira é manufaturada aqui e enviada já adaptada a essas normas, torna-se muito difícil encontrar outros países para consumi-la. Por isso, o setor madeireiro de exportação foi um dos mais afetados", afirma.</p>
<p>O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será responsável pelo acompanhamento das operações. O banco deverá enviar mensalmente ao Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano informações sobre as operações aprovadas e contratadas, além dos valores efetivamente desembolsados.</p>
<p> A distribuição dos R$ 13,5 bilhões poderá ser alterada: a resolução permite que o Conselho revise a alocação dos recursos conforme o ritmo de execução do programa e as prioridades da política pública.</p>
<p>Esta matéria foi atualizada em 30/08, às 17h07</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O Brasil tem um lugar especial no tarifaço de Trump. Como isso está funcionando?</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/o-brasil-tem-um-lugar-especial-no-plano-de-tarifas-de-trump-como-isso-esta-funcionando</link>
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      <pubDate>Mon, 24 Aug 2026 18:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Seis meses após a Suprema Corte dos Estados Unidos declarar inconstitucionais as tarifas drásticas originais de Donald Trump, as taxas revisadas redefiniram os termos do comércio internacional.</p>
<p>A decisão deveria ser um marco de recomeço. Em vez disso, a Casa Branca reconstruiu quase toda a barreira tarifária sobre diferentes bases legais em questão de cinco meses e, em alguns casos, elevou ainda mais os patamares. </p>
<p>Para os exportadores do Global South, a diferença prática tem sido menos sobre a alíquota paga e mais sobre a certeza de que as taxas vieram para ficar.</p>
<p>A maioria dos economistas concorda que as medidas configuram um cenário em que "todos perdem".</p>
<p>"Em geral, tarifas são ruins para todos. São ruins para os Estados Unidos e ruins para o resto do mundo”, observa Marcelo Estêvão, economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF). “Assim como os preços mais altos do petróleo, elas constituem um choque, mas o impacto desse choque varia de país para país".</p>
<p>Em 20 de fevereiro de 2026, a Suprema Corte derrubou as tarifas recíprocas do "Dia da Libertação", impostas em abril de 2025. A equipe do presidente Trump reagiu imediatamente com novas medidas.</p>
<p>O efeito líquido, segundo o Budget Lab da Universidade Yale, é uma taxa tarifária estatutária média dos EUA de 11% em 11 de agosto de 2026, a caminho de atingir 11,8% até o final do ano – patamar próximo ao registrado antes da intervenção da Suprema Corte. </p>
<p>Desconsiderando o pico de 2025, o Budget Lab aponta que esse é o nível mais alto desde o início da década de 1940.</p>
<p>E quando a maior economia do mundo levanta barreiras, poucos países saem ilesos.</p>
<p>A atualização de julho de 2026 do  World Economic Outlook  do FMI projeta o crescimento global em 3,0% em 2026, com uma recuperação para 3,4% em 2027 — contra uma média de 3,5% no biênio 2024-2025. </p>
<p>O crescimento do volume do comércio mundial deve cair para 3,5% este ano, ante os 5,0% registrados em 2025.</p>
<h2>Brasil: alvo específico e em adaptação</h2>
<p>Em princípio, as nações mais afetadas são grandes exportadores cujos líderes se recusaram a se alinhar ao presidente dos Estados Unidos.</p>
<p>Perto do topo da lista está o Brasil, enfrentando uma alíquota nominal de até 37,5%, a mais alta entre as grandes economias, fora a China. </p>
<p>Por ser um país que registra déficit comercial com os EUA, o Brasil também é um caso único, porque suas tarifas originais foram explicitamente vinculadas a eventos políticos, e não comerciais. No caso, o processo judicial contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.</p>
<p>As medidas impactam de forma desigual. Cerca de dois terços das exportações brasileiras para os EUA escapam totalmente dos novos impostos. Café, suco de laranja, carne bovina, cacau, aeronaves, petróleo e minério de ferro foram todos excluídos para proteger os consumidores estadunidenses.</p>
<p>O que permanece sob alcance das tarifas é a produção industrial de maior valor agregado: máquinas, equipamentos elétricos, pneus, açúcar, vestuário, granito e ouro.</p>
<p>Em certos setores, o impacto tem sido severo.</p>
<p>"Para nós, o tarifaço é um problema estrutural e extremamente significativo", explica André Passos Cordeiro, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). "Em alguns casos, está inviabilizando a continuidade da produção."</p>
<p>Isso ocorre porque o Brasil não é atingido apenas pelo impacto direto dos custos mais altos para exportar. </p>
<p>O país também sofre à medida que fabricantes chineses, enfrentando desafios semelhantes, redirecionam sua produção e inundam o mercado brasileiro, a ponto de as importações responderem agora por metade do consumo interno.</p>
<p>A Abiquim estima que as tarifas custem à indústria US$ 133 milhões por ano. A situação seria ainda pior, segundo Cordeiro, se não fossem as medidas governamentais para manter tarifas sobre importações chinesas e apoiar o setor por meio do programa de suporte financeiro Brasil Soberano.</p>
<p>Outro setor fortemente atingido foi o de calçados, cujas empresas brasileiras já enfrentavam uma concorrência acirrada com fabricantes do Vietnã, Indonésia e China. </p>
<p>Em julho, a indústria importou mais do que vendeu para o exterior pela primeira vez desde o início dos registros, há 29 anos. As exportações caíram 18% em valor nos primeiros sete meses de 2026.</p>
<p>"Diante da perspectiva de queda nas exportações, tornou-se ainda mais urgente a adoção de salvaguardas e outros instrumentos de defesa comercial para proteger o mercado interno do aumento expressivo e prejudicial das importações", disse Haroldo Ferreira, presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), ao  Global South World .</p>
<p>Esses números afetam empresas e trabalhadores diariamente. Os líderes de ambos os grupos setoriais pediram ao governo que amplie as medidas de apoio já existentes para proteger os empregos.</p>
<h2>A guinada para o Oriente</h2>
<p>Embora outros setores também tenham sofrido perdas expressivas, a economia em geral demonstrou relativa resiliência, à medida que os exportadores encontraram novos mercados fora dos Estados Unidos.</p>
<p>O redirecionamento foi rápido e mensurável. No primeiro semestre de 2026, os EUA absorveram apenas 9,4% das exportações brasileiras – a menor fatia desde o início da série histórica em 1997, abaixo dos 12,1% registrados um ano antes. </p>
<p>As vendas para os EUA caíram 13%, somando US$ 17,4 bilhões, mesmo com o crescimento de 11,5% nas exportações totais do Brasil. China, Índia e Marrocos registraram fortes altas como destinos das exportações brasileiras.</p>
<p>"O impacto no PIB e na inflação foi o menor possível", nota Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating. "A diversificação é necessária. O Brasil não pode continuar dependente dos Estados Unidos. Não vejo isso como algo prejudicial. Pelo contrário, penso que é positivo para o Brasil."</p>
<p>Agostini afirma que a competitividade do Brasil no comércio global permite ao país encontrar novos compradores para os bens que não seguem mais rumo ao Norte.</p>
<p>No fim das contas, o maior perdedor dessa guerra comercial pode ser os próprios Estados Unidos. O Budget Lab de Yale estima que as tarifas atualmente em vigor custam à família norte-americana média cerca de US$ 1.100 por ano.</p>
<p>"Politicamente, o tiro saiu pela culatra para Donald Trump. Ele atacou a democracia brasileira e viu que não há nada que a desestabilize. O resultado foi altamente negativo, e é por isso que seus índices de rejeição vêm aumentando", conclui Agostini.</p>
<p>Estêvão, do IIF, concorda: "A situação não é boa para a América Latina, mas creio que seja pior para os Estados Unidos no longo prazo. Alianças e relações econômicas estão mudando. Se a região continuar sendo empurrada nessa direção, os países terão um incentivo ainda maior para diversificar sua dependência."</p>
<h4>Leia também: </h4>
<p>Lula e Trump conversam sobre tarifaço e acertam retomada de negociações</p>
]]></description>
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      <dc:creator><![CDATA[Duncan Hooper, Carlos Eduardo Vasconcellos, Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula e Trump conversam sobre tarifaço e acertam retomada de negociações</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-trump-tarifaco-retomada-negociacoes</link>
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      <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 17:27:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O  presidente Luiz Inácio Lula da Silva  telefonou na manhã desta sexta-feira, 21, para o  presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.  Um dos temas da conversa, que durou  uma hora e 20 minutos , foi o tarifaço. Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, a ligação “transcorreu em tom amistoso e cordial”.</p>
<p>No fim de julho foram  impostas novas tarifas ao Brasil após investigações conduzidas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos  (USTR, na sigla em inglês). Lula enfatizou, na conversa ao telefone, que  as alegações que basearam a medida (desmatamento, acordos preferenciais, propriedade intelectual, combate à corrupção, Pix, etanol e importações de produtos com trabalho forçado) são infundadas.</p>
<p>Lula comentou que  as tarifas afetam negativamente tanto o Brasil quanto os Estados Unidos . Ele afirmou, de acordo com a nota do Planalto, que seguir na mesa de negociação é a melhor opção para os dois países. O presidente reiterou também a importância de trabalharem juntos “para que os Estados Unidos continuem sendo um dos principais parceiros comerciais do Brasil”.</p>
<p>A nota diz que Trump concordou com a necessidade de  preservar vínculos comerciais fortes e propôs que equipes dos dois países voltassem a se reunir o mais brevemente possível.</p>
<p>O USTR anunciou a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros nos termos da investigação aberta pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O tarifaço passou a valer no dia 22 de julho. Depois, impôs outra de 12,5%, que entrou em vigor no dia 24. Quando as duas incidem sobre o mesmo produto, a alíquota chega a 37,5%.</p>
<p>Entre os produtos taxados nesta nova onda de tarifas estão  calçados, máquinas e equipamentos, móveis, açúcar e etanol.</p>
<h2>Combate ao crime organizado</h2>
<p>O presidente brasileiro manifestou o interesse na  cooperação com os Estados Unidos no combate ao crime organizado.  Lula afirmou que grupos criminosos exercem terror cotidiano sobre as populações mais carentes, mas não se confundem com organizações terroristas. Ressaltou que o país tem instrumentos para enfrentar as facções sem precisar de classificação especial para designá-las.</p>
<p>Na conversa, Lula disse que há planos de t ransformar 138 presídios em prisões de segurança máxima . Também mencionou a criação do  Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia , em Manaus, que reúne oficiais dos países amazônicos.</p>
<p>Por sua vez, Trump teria se disposto a reforçar a cooperação bilateral e indicou que mobilizaria funcionários de alto escalão para dar andamento aos entendimentos na área.</p>
<p>Além disso, de acordo com a nota, os dois presidentes – que se encontraram pessoalmente na Casa Branca em maio – trocaram  impressões sobre conflitos como as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio . Ambos teriam concordado sobre a urgência de encontrar uma solução negociada para as questões entre Rússia e Ucrânia.</p>
<p>Trump comentou sobre as perspectivas de resolução do conflito com o Irã – que completará seis meses na próxima sexta-feira, 28. E Lula lamentou a  inoperância do Conselho de Segurança da ONU . Ele propôs a convocação de uma reunião extraordinária da entidade para encontrar saídas diplomáticas para as crises atuais. Conforme a nota do Palácio do Planalto, o presidente brasileiro declarou que os grandes líderes não são aqueles que iniciam guerras, mas aqueles que põem fim aos conflitos.</p>
<h2>Reciprocidade</h2>
<p>No dia 13 de agosto, o governo federal anunciou a  abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade . Ela foi sancionada no ano passado, após Trump impor o primeiro tarifaço ao país.</p>
<p>A abertura não significa que o país tenha decidido aplicar imediatamente medidas de retaliação contra produtos norte-americanos. </p>
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        <media:title>Lula-Trump-Casa-Branca</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Com Lei da Reciprocidade, Brasil inicia processo para reagir a tarifas dos EUA</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/com-lei-da-reciprocidade-brasil-inicia-processo-para-reagir-a-tarifas-dos-eua</link>
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      <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 15:40:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal anunciou na noite de quinta-feira, 13, a abertura formal do  processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos contra exportações brasileiras será respondida com base na  Lei da Reciprocidade . Ela foi sancionada no ano passado, após o presidente Donald Trump impor o primeiro tarifaço ao país.</p>
<p>A abertura não significa que o Brasil tenha decidido aplicar imediatamente contratarifas ou outras medidas de retaliação contra produtos norte-americanos. Neste momento, o governo inicia uma análise formal para verificar se as medidas dos EUA justificam a adoção de respostas previstas na legislação brasileira.</p>
<p>O Palácio do Planalto informou que o procedimento foi iniciado a partir do  compartilhamento do pedido pela Secretaria-Executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) com os demais integrantes de seu Comitê-Executivo de Gestão.  Paralelamente, o Ministério das Relações Exteriores notificará o governo dos Estados Unidos e solicitará a abertura de consultas diplomáticas.</p>
<p>Essas consultas, segundo comunicado do governo, “visam mitigar ou anular os efeitos das medidas e das contramedidas previstas na Lei da Reciprocidade Econômica, reforçam a disposição do governo brasileiro de privilegiar o diálogo e a negociação em suas relações internacionais".</p>
<p>O governo de Donald Trump anunciou no dia 15 de julho que aplicaria uma  tarifa adicional de 25%,  com entrada em vigor no dia 22 de julho. Depois,  impôs outra de 12,5% , que entrou em vigor no dia 24. Quando as duas incidem sobre o mesmo produto, a alíquota chega a 37,5%.</p>
<p>Foram taxados exportadores de ferro e aço, vestuário, calçados, açúcar, etanol, produtos farmacêuticos, maquinário agrícola, máquinas elétricas não voltadas ao setor de aviação, além de outros produtos manufaturados.</p>
<p>Em vigor desde o fim do mês passado,  as tarifas atingem cerca de US$ 6,6 bilhões em exportações brasileiras ao mercado norte-americano , de acordo com levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.</p>
<p>Ao podcast  Não Inviabilize , o  presidente Luiz Inácio Lula da Silva  declarou nesta sexta-feira, 14: "Entramos com a Lei da Reciprocidade para mostrar que a gente não é pouca coisa. Mas estou muito tranquilo. Estou preparado para debater defesa do Brasil em qualquer lugar do planeta Terra".</p>
<h2>Lei de Reciprocidade</h2>
<p>Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço de Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.</p>
<p>Dentre as possíveis medidas, o país poderá impor tributos ou taxas, acabar com isenções ou redução de valores de tarifas de importação, ou ainda restringir importações de bens ou serviços.  Pela lei, as contramedidas devem ser, na medida do possível, aplicadas na mesma proporção do prejuízo econômico causado por outro país ou bloco econômico ao Brasil.</p>
<p>"As tarifas norte-americanas são injustificadas e arbitrárias, e o Brasil continuará defendendo sua posição em todas as instâncias cabíveis", prossegue a nota emitida pelo Planalto.</p>
<h2>OMC</h2>
<p>O governo federal já havia apresentado um  pedido de consultas por meio do sistema de solução de controvérsias na Organização Mundial do Comércio (OMC),  argumentando que as tarifas aplicadas são "inconsistentes" com as regras definidas pela entidade. Na segunda-feira, 10, os Estados Unidos aceitaram o pedido participar das consultas na OMC.</p>
<p>Com Agência Brasil</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Brasil entra com disputa na OMC contra tarifas impostas pelos Estados Unidos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/brasil-entra-com-disputa-na-omc-contra-tarifas-impostas-pelos-estados-unidos</link>
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      <pubDate>Tue, 28 Jul 2026 12:52:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo brasileiro informou na noite de segunda-feira, dia 27/07, que acionou a Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as  tarifas de 25% e 12,5% impostas pelo governo de Donald Trump a um conjunto de produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. </p>
<p>De acordo com a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o Brasil considera que as tarifas são injustificadas e incompatíveis com as obrigações assumidas pelos Estados Unidos no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994) e das regras que disciplinam o mecanismo de solução de controvérsias da OMC.</p>
<p>Na OMC, o governo brasileiro entrou com um pedido de consultas aos Estados Unidos no sistema de solução de controvérsias da OMC, contestando duas medidas tarifárias adotadas pelo país norte-americano com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.</p>
<h2>Investigação</h2>
<p>A Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 foi o mecanismo usado pelos EUA para iniciar uma investigação específica sobre o Brasil. Nesse processo, os EUA indagaram temas como comércio digital e serviços de pagamentos eletrônicos, tarifas preferenciais, aplicação da legislação anticorrupção, proteção da propriedade intelectual, acesso ao mercado de etanol e combate ao desmatamento ilegal. A conclusão desse processo levou o governo norte-americano a impor tarifa  adicional de 25% sobre produtos brasileiros. </p>
<p>Com relação à taxação de 12,5%, a decisão foi resultado de uma investigação conduzida com mais de 60 economias pelos EUA. Nesse caso, o foco  foi a existência e a aplicação de restrições à importação de bens produzidos, total ou parcialmente, com trabalho forçado.</p>
<h2>OMC</h2>
<p>O pedido de consultas feito pelo governo brasileiro à OMC é a primeira etapa formal do sistema de soluções de constrovérsias da OMC. Nesse estágios, os países buscam negociar uma solução para o conflito. Caso não cheguem a um acordo, a OMC segue para o estágio seguinte que é a instalação de um painel para analisar o caso. De acordo com o Itamaraty, a iniciativa busca contestar a compatibilidade das medidas tarifárias norte-americanas com as normas multilaterais de comércio.</p>
<h2>Tarifaço</h2>
<p>Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) calcula que as novas tarifas americanas vão afetar em US$ 6,6 bilhões em produtos brasileiros exportados  para o mercado norte-americano. O MDIC indica que a sobretaxa acumulada de 37,5% atinge 16,5% do total exportado pelo Brasil aos EUA.  Entre os itens atingidos estão máquinas e equipamentos, diferentes tipos de madeira, gorduras e óleos, calçados, móveis e confecções.</p>
<h2>Cálculo das tarifas</h2>
<p>O governo dos EUA anunciou no dia 15 de julho de 2026 que aplicaria uma tarifa adicional de  25%, com entrada em vigor no dia 22 de julho;</p>
<p>Depois, impôs outra de 12,5%, que foi anunciada no dia 23 de julho e entrou em vigor no dia 24 de julho;</p>
<p> Quando as duas incidem sobre o mesmo produto, a alíquota chega a 37,5%.</p>
<p>Na prática:</p>
<p>•    25% da investigação específica sobre o Brasil;</p>
<p>•    12,5% da investigação sobre trabalho forçado;</p>
<p>•    37,5% de tarifa total quando ambas incidem sobre o mesmo produto.</p>
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