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    <title>Global South World Brasil - regulamentação</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Autorregulação da IA nos EUA dá ‘carta branca’ a big techs, alerta especialista</title>
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      <pubDate>Wed, 30 Sep 2026 22:39:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O anúncio do governo dos Estados Unidos e de big techs da Inteligência Artificial (IA) de criar uma autorregulação voluntária com controles de segurança para o desenvolvimento da tecnologia, após encontro realizado na terça-feira, 29, representa uma “carta branca” para a indústria do setor com riscos para a saúde pública e para a democracia dos países.</p>
<p>Essa é a avaliação do sociólogo Sérgio Amadeu, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC) e autor de obras sobre tecnologias digitais. “O que o Trump fez foi entregar completamente e de modo irresponsável o controle democrático do desenvolvimento da IA para a própria corporação que a desenvolve. Isso é um risco gigantesco”, avaliou.</p>
<p>Dentre as medidas anunciadas no acordo firmado na Casa Branca, feito com a OpenAI, Meta, Anthropic, Google, Nvidia e X, está a implementação de “controles internos” para monitorar os modelos de IA para “garantir que seus modelos não invadam ou acessem sistemas técnicos de maneiras não intencionais”.</p>
<p>“Isso já é feito. Todo o processo de treinamento de IA requer um controle robusto. O monitoramento interno já é feito. Tudo isso não agrega nada de importante para regulamentar e controlar usos e desenvolvimentos indevidos do aprendizado de máquina e do aprendizado profundo”, completou Amadeu.</p>
<p>Outra medida é o estabelecimento de parceria com um auditor ou avaliador externo independente para que as companhias verifiquem se os controles e os sistemas de monitoramento estão funcionando adequadamente. O professor da UFABC contesta essa proposta. “Até que ponto esse auditor externo pago pela própria empresa vai fazer críticas e sugestões que vão criar descontentamento do conselho de acionistas das empresas?”, questionou.</p>
<h2>Benefícios frágeis</h2>
<p>O especialista em governança de IA Ettore Arpini, fundador da organização Plures, que apoia a formação de profissionais para atuação em IA, destacou à Agência Brasil que o acordo voluntário das IAs pode criar benefícios reais.</p>
<p>Porém, alerta que o compromisso pode ser abandonado quando as proteções se tornarem comercialmente prejudiciais.</p>
<p>Arpini cita o exemplo da Moratória da Soja na Amazônia, que foi um acordo voluntário que envolveu empresas do setor para não plantar soja na Amazônia e evitar o desmatamento do bioma. “Isso deu certo por 20 anos, de forma voluntária, até que mudou o ambiente político e econômico e as empresas que faziam parte saíram do acordo e a moratória morreu”, disse.</p>
<p>(Em agosto deste ano, porém, o STF reconheceu a validade da Moratória da Soja.)</p>
<h2>Saúde Pública</h2>
<p>Amadeu destaca que a IA traz riscos ambientais (devido ao alto consumo de energia e água), de violação de privacidade (devido à capacidade de vigilância em massa de populações), assim como riscos à democracia e à saúde pública.</p>
<p>Ele explica que várias pesquisas realizadas na indústria farmacêutica, em parceria com big techs por meio de modelos de IA, podem envolver riscos para a saúde da população e, por isso, precisam de regulação do Estado.</p>
<p>“Sabemos que, quando o uso de IA fica sob controle apenas de investidores, isso traz um risco gigantesco para experimentos e ações que coloquem em risco a saúde pública”, comentou.</p>
<p>Entre os riscos, o especialista cita a possibilidade de o uso da IA levar as pessoas a tomar medicamentos por conta própria ou mesmo fazer diagnósticos com uso da máquina.</p>
<p>“Quando nós estamos tratando de fenômenos ligados à saúde pública e que incluam a parceria de grandes big techs com indústrias químicas e de fármacos, é um risco muito grande e, portanto, precisa de uma regulamentação estatal democrática”, concluiu.</p>
<h2>Temor social</h2>
<p>O governo Trump tem rejeitado impor limites ao desenvolvimento da IA, mesmo diante de pedidos da própria indústria e pressão social interna.</p>
<p>Pesquisa de opinião realizada pela Ipsos e Reuters revelou que 73% da população dos EUA acreditam que as empresas de IA não tomam medidas suficientes para impedir os danos da tecnologia para a sociedade e 39% acreditam que a IA está tendo um impacto negativo na sociedade.</p>
<p>Um dos riscos apontados é que os sistemas banalizem ataques cibernéticos por meio da invasão de sistemas de outras empresas e instituições. Outros riscos associados à IA são os impactos sobre o mercado de trabalho ou o uso “malicioso” da tecnologia por criminosos para aplicar golpes cibernéticos.</p>
<h2>Democracia</h2>
<p>A IA ainda pode ser usada para influenciar a opinião pública por meio da manipulação da informação que circula nas redes sociais, segundo o International AI Safety Report 2026, elaborado por 100 especialistas de mais de 30 países.</p>
<p>“Diversos estudos laboratoriais demonstraram que a interação com sistemas de IA pode levar a mudanças mensuráveis nas crenças das pessoas”, aponta o relatório.</p>
<p>Outro risco apontado é em relação ao desenvolvimento de armas químicas e biológicas.</p>
<p>“Sistemas de IA de uso geral podem fornecer informações sobre o desenvolvimento de armas biológicas e químicas, incluindo detalhes sobre patógenos e instruções de laboratório de nível especializado”, diz o relatório internacional.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">Unsplash/ Salvador Rios</media:credit>
        <media:title>aplicatovos-ia</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Agência Brasil]]></dc:creator>
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      <title>Conselho Nacional de Educação estabelece regras para uso de IA</title>
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      <pubDate>Wed, 02 Sep 2026 22:01:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Depois de cerca de dois anos de discussões, o Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão colegiado ligado ao Ministério da Educação (MEC), aprovou na terça-feira, 1º, regras para o uso de inteligência artificial (IA) em escolas e universidades. As diretrizes abrangem instituições públicas e privadas, da educação infantil ao ensino superior, e estabelecem limites para alunos, professores, pesquisadores e gestores.</p>
<p>O texto ainda precisa ser homologado pelo MEC e publicado no Diário Oficial da União. As instituições terão prazo de 12 meses para se adaptar às novas diretrizes.</p>
<p>A regulamentação permite o uso da IA como apoio à educação, mas estabelece limites de acordo com o impacto que a tecnologia pode ter sobre os estudantes. Para isso, as utilizações da tecnologia foram divididas em quatro níveis de risco: baixo, moderado, alto e excessivo. A classificação leva em conta o impacto que a IA pode ter sobre o aluno. Quanto mais a ferramenta interferir em avaliações ou em decisões sobre sua vida escolar ou acadêmica, maior é o nível de risco.</p>
<h2>O que muda nas escolas</h2>
<p>Na educação infantil e até o 5º ano do ensino fundamental, os alunos não poderão usar ferramentas de IA sozinhos. A tecnologia poderá fazer parte de atividades planejadas e acompanhadas pelos professores, mas as crianças não terão acesso livre a esses sistemas.</p>
<p>Para os estudantes mais velhos, o uso poderá ser ampliado de forma gradual. As escolas também deverão ensinar os alunos a compreender e usar a IA de forma crítica, incluindo seus limites, riscos e vieses nas respostas. Também deverão ser capacitados a avaliar as informações produzidas pela tecnologia.</p>
<p>As novas regras atingem as avaliações. A IA não poderá corrigir, avaliar nem sugerir notas para redações, questões dissertativas e outros trabalhos que dependam da interpretação do que foi produzido pelo aluno. Em provas objetivas, poderá ser usada como apoio, mas o resultado terá de ser atribuído por uma pessoa.</p>
<p>Resultados de detectores que apontam se um trabalho foi produzido com inteligência artificial não poderão determinar punição de um estudante se apenas eles forem aplicados. Ou seja, não basta a tecnologia.</p>
<h2>Quais são os quatro níveis de risco da IA</h2>
<p>De acordo com as diretrizes, no nível mais baixo de risco ficam usos que não interferem diretamente na avaliação ou em decisões sobre os alunos. É o caso de ferramentas para organizar e adaptar materiais didáticos, planejar aulas, oferecer recursos de acessibilidade ou revisar textos sem finalidade de avaliação.</p>
<p>O risco é considerado moderado quando há maior interação com o estudante, como em tutores virtuais, ferramentas de apoio à escrita e sistemas que dão orientações durante a aprendizagem. Esses recursos poderão ser usados, mas seu funcionamento terá de ser acompanhado pelas instituições.</p>
<p>No alto risco estão aplicações capazes de ter consequências mais importantes para o aluno. É o caso de ferramentas usadas na correção de avaliações objetivas, no monitoramento durante provas e em processos de seleção, certificação, concessão de benefícios ou questões disciplinares. A IA poderá auxiliar, mas não decidir sozinha.</p>
<p>Já os usos classificados como de risco excessivo serão proibidos. Entre eles estão reconhecimento de emoções, pontuação social, vigilância biométrica contínua e criação de perfis psicológicos ou comportamentais para classificar ou punir estudantes. Dados educacionais também não poderão ser usados para publicidade direcionada ou exploração comercial.</p>
<h2>Como são as regras para as universidades</h2>
<p>As instituições de ensino superior terão de criar políticas próprias para o uso da inteligência artificial no ensino, na pesquisa, na extensão e na gestão.</p>
<p>A IA poderá ser objeto de estudo e também ferramenta de apoio às atividades acadêmicas. As regras de cada instituição deverão tratar de pontos como autoria, integridade acadêmica, transparência, responsabilidade intelectual e proteção de direitos.</p>
<p>Na pesquisa científica, o uso da tecnologia deverá ser informado quando tiver participação relevante em etapas como elaboração de textos, análise de dados, revisão bibliográfica ou programação.</p>
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        <media:credit role="photographer">Tomaz Silva/Agência Brasil</media:credit>
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        <media:title>educacao-infantil</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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