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    <title>Global South World Brasil - polipílula</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Pesquisa de polipílula para prevenir o AVC busca voluntários</title>
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      <pubDate>Sun, 23 Aug 2026 15:20:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma  polipílula , medicamento que reúne  três substâncias em uma única formulação , está no centro de uma  pesquisa com foco na prevenção do Acidente Vascular Cerebral (AVC) . O comprimido reúne remédios para hipertensão e colesterol, dois dos principais fatores de risco para a doença. Desde 2025, o  Hospital Moinhos de Vento, de Porto Alegre, em parceria com o Ministério da Saúde, conduz um estudo com voluntários para avaliar a eficácia da abordagem.  Mas ele precisa de mais participantes.</p>
<p>O objetivo é reunir  8,5 mil pessoas, que serão acompanhadas por médicos entre três e quatro anos.  Os pesquisadores procuram por  homens e mulheres com idades entre 50 e 75 anos que nunca tiveram AVC ou infarto e que não façam uso de medicamentos para colesterol, hipertensão ou diabetes.</p>
<p>Coordenado pela  neurologista Sheila Martins , chefe do serviço de neurologia e neurocirurgia do Hospital Moinhos de Vento, o estudo Promote testa a combinação de rosuvastatina 10 mg, indicada para reduzir o colesterol, e valsartana 80 mg e amlodipina 5 mg, usados contra a pressão alta. </p>
<p>A proposta da polipílula é tornar o tratamento mais simples e prático, facilitando a adesão dos pacientes, além de antecipar os cuidados com a saúde cerebral e cardiovascular.</p>
<p>A pesquisa também avalia estratégias para mudança de hábitos que são fatores de risco para o AVC, caso de fumo, obesidade, sedentarismo e alimentação não saudável.</p>
<p>Já foi realizada uma  primeira fase de testes em humanos, considerada bem-sucedida. Ela envolveu 370 pessoas em Porto Alegre, entre 2020 e 2023.  O projeto, que tem a parceria do ministério via Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), conta com outros centros para ampliar o atendimento.</p>
<p>O recrutamento de participantes e o acompanhamento ocorrem em  14 centros de AVC distribuídos por São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Distrito Federal, Bahia, Pernambuco e Acre, além do Rio Grande do Sul. Outros centros em todo o país serão incluídos.</p>
<p>"Quanto maior o número de participantes, mais robustas serão as evidências geradas e maior o potencial de orientar futuras políticas públicas de prevenção", afirmou a coordenadora para a  Agência Brasil .</p>
<h2>Como é o estudo</h2>
<p>Os voluntários selecionados serão sorteados e divididos em dois grupos. Um irá usar a polipílula e o outro vai receber placebo, que é uma polipílula sem a medicação ativa. </p>
<p>Ao longo de três anos, em média,  será avaliado se esse tratamento reduz o risco de AVC, demência ou piora da memória. E, como desfecho secundário, a pesquisa vai comparar se foi reduzido também o risco de infarto, insuficiência cardíaca e morte por doença circulatória.</p>
<p>As informações sobre o processo de participação na pesquisa podem ser obtidas pelo telefone ou  WhatsApp (51) 99935-6911. </p>
<h2>Aplicativo para medir riscos</h2>
<p>O projeto tem um aplicativo, o Riscômetro, que permite ao paciente calcular o risco de ter um AVC, um infarto ou uma doença circulatória e aprender a monitorar a redução dos fatores que predispõe ao problema.  O app foi criado na Universidade da Nova Zelândia e traduzido em 30 línguas, inclusive português.</p>
<p>“Uma coisa importante na fase inicial do estudo foi que as pessoas, usando o aplicativo, puderam mudar seu estilo de vida. Aumentaram a atividade física, por exemplo. Isso é maravilhoso. Elas recebiam mensagens lembrando de fazer atividade física. Quem fumava, parou de fumar. Então, isso motiva as pessoas a mudar para também reduzir o risco”, contou Sheila.</p>
<h2>Alerta no Brasil e no mundo</h2>
<p>O AVC é  a principal causa de morte no Brasil.  De acordo com dados do Portal da Transparência do Registro Civil,  89.490 pessoas morreram em decorrência da doença no ano passado.  </p>
<p>Em termos globais, a Organização Mundial do AVC estima que  o número de mortes pode crescer até 50% nas próximas décadas , passando de 6,6 milhões de óbitos, em 2020, para cerca de 9,7 milhões, em 2050. </p>
<p>Para a Agência Brasil, a neurologista destacou que  90% dos casos podem ser prevenidos se houver controle dos principais fatores de risco. E o mais importante deles é a hipertensão. </p>
<p>A pressão alta começa a aumentar o risco de AVC a partir de 115 milímetros de mercúrio (mmHg) de sistólica, que é a pressão máxima, e 75 mmHg de diastólica (pressão mínima). A partir daí, quanto maior a pressão, maior o risco.</p>
<p>A pressão arterial sistólica (PAS) se refere à pressão do sangue no momento que o coração se contrai para impulsionar o fluído para as artérias. Já a pressão arterial diastólica (PAD) ocorre no início do ciclo cardíaco e se refere à capacidade de adaptação ao volume de sangue que o coração ejetou. A leitura da pressão arterial é medida por milímetros de mercúrio (mmHg).</p>
<p>Sheila explicou que, normalmente, o que se faz é orientar as pessoas que têm a pressão levemente aumentada a mudar o estilo de vida, diminuir sal na alimentação, fazer atividade física e não abusar do álcool. A médica disse que só a partir de 140 x 90 também é prescrita medicação.</p>
<p>Com Agência Brasil</p>
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