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    <title>Global South World Brasil - petróleo</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>No Oiapoque, o petróleo alimenta sonhos e temores</title>
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      <pubDate>Sun, 20 Sep 2026 12:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Com o olhar preocupado, o cacique Wagner Karipuna contempla o rio tranquilo que atravessa sua aldeia na floresta amazônica: ele teme uma "infelicidade imensa" caso ocorra um vazamento de petróleo.</p>
<p>Sua aldeia, Mangá, fica a cerca de 20 quilômetros do centro do Oiapoque, uma cidade na fronteira com a Guiana Francesa que vive um momento de efervescência desde que, há um ano, a Petrobras iniciou sua exploração  offshore  nesta área.</p>
<p>Em agosto,  a gigante estatal anunciou ter identificado a presença de hidrocarbonetos em seu primeiro poço , a 175 km da costa. Não muito longe dali, Guiana e Suriname já exploram vastas reservas há vários anos.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição em outubro, foi logo em seguida ao local, classificando este petróleo como o "passaporte para o futuro".</p>
<p>Para chegar ao Oiapoque é preciso percorrer cerca de 600 km a partir de Macapá, capital do estado do Amapá, parte deles por uma estrada de terra vermelha esburacada, com pontes de madeira para atravessar os riachos.</p>
<p>Muitas ruas não têm calçada e são ladeadas por prédios baixos com fachadas muitas vezes deterioradas, embora haja muitas obras em andamento.</p>
<h2>"Decepcionado" com Lula</h2>
<p>Embora muitos habitantes do Oiapoque estejam entusiasmados ao pensar na perspectiva de benefícios econômicos, Wagner Karipuna diz estar "bastante preocupado".</p>
<p>"Se ocorrer um vazamento, então com certeza isso vai afetar. A água não tem fronteira", afirma o cacique de 57 anos, imaginando o pesadelo de ver manchas de petróleo arrastadas pela maré até o rio Curipi, que banha sua aldeia de 1.800 habitantes.</p>
<p>Sobre o risco de vazamento, a Petrobras declara que os resultados de suas pesquisas "indicam que não há probabilidade de toque na costa".</p>
<p>Entretanto, "não existe exploração  offshore  com risco zero", disse à AFP Jean Paul Prates, que presidiu a empresa entre 2023 e 2024 e é o atual  chairman  do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne).</p>
<p>"Trata-se de um risco de baixa probabilidade, mas potencialmente de alta consequência", acrescenta.</p>
<p>Wagner Karipuna conta estar "decepcionado" com Lula, que se apresenta como defensor do meio ambiente e dos povos originários. O presidente diz que o dinheiro do petróleo permitirá financiar a transição energética.</p>
<p>O cacique afirma, por sua vez, que "os impactos já estão acontecendo", citando o "barulho de helicóptero" e de "aviões" todos os dias, o que provoca a fuga das aves e da fauna em geral.</p>
<p>Suas preocupações são compartilhadas por Joelso Mendonça, vice-presidente da colônia de pescadores Z03 do Oiapoque, que conta com cerca de 400 pessoas da região.</p>
<p>"Se houver vazamento, ninguém vai querer comprar um pescado de uma área afetada por petróleo", teme o homem de 50 anos, que conserta sua rede em uma estrutura de madeira sobre palafitas às margens do rio.</p>
<p>Consultada pela AFP, a Petrobras afirma ter mantido diálogo contínuo com a sociedade civil e as comunidades indígenas. Quanto ao tráfego aéreo, a companhia relatou ter realizado ajustes após conversar com as lideranças indígenas.</p>
<h2>"Começar tudo do zero"</h2>
<p>Se para alguns o petróleo parece uma maldição, para Jacqueline Cadete é um "sinal de Deus".</p>
<p>Esta pastora evangélica de 45 anos se instalou em um dos novos bairros do Oiapoque no fim de 2025. Ela diz estar atraída pelas "oportunidades" ligadas ao petróleo, após ter vivido muito tempo fora do Brasil, na Guiana Francesa e no sul da França, perto de Nîmes.</p>
<p>Segundo um estudo do Observatório Nacional da Indústria, mais de 50 mil empregos poderiam ser criados no Amapá. E os  royalties  que a Petrobras deverá pagar aos governos locais quando começar a produção representarão uma soma considerável.</p>
<p>A presidente da companhia, Magda Chambriard, anunciou, no entanto, em agosto, que a produção não deverá começar antes de "seis ou sete anos".</p>
<p>Enquanto isso, o prefeito Inácio Monteiro Maciel se declara "muito otimista" em relação ao futuro, embora admita que precisará "começar quase tudo do zero" em termos de infraestrutura e políticas sociais.</p>
<p>Mais da metade dos cerca de 28 mil habitantes do município registrados no censo de 2022 do IBGE recebem o Bolsa Família. Mas a cidade registrou um fluxo de novos moradores nos últimos anos, que se intensificou desde que a Petrobras iniciou sua perfuração, conta o prefeito.</p>
<p>Segundo suas estimativas, entre 40 mil e 45 mil pessoas já vivem no Oiapoque.</p>
<h2>Nova Dubai?</h2>
<p>O prefeito também cita a "especulação imobiliária", que obriga muitas famílias a deixarem o centro da cidade para se instalarem nos novos bairros periféricos, muitas vezes em condições precárias.</p>
<p>No bairro de Nova Conquista, Thais Pereira de Souza, de 32 anos, vive em uma casa minúscula com telhado de zinco, sem água nem eletricidade, junto com o marido, dois filhos e a nora grávida.</p>
<p>Eles dividem um quarto com dois colchões e duas redes, para "não ter de pagar mais" o aluguel de seu apartamento no centro. Ela espera que a vida "melhore" com o petróleo.</p>
<p>Lilma Campos, presidente da Associação Comercial e Industrial de Oiapoque (Acoi), prevê uma "mudança radical" na cidade, mas prefere manter os pés no chão.</p>
<p>"Só porque acharam petróleo, estão dando uma especulação para o povo que diz que isso vai explodir, que vai ser a segunda Dubai. A gente não sabe se isso realmente é verdade", afirmou.</p>
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        <media:credit role="provider">AFP/ Nelson Almeida </media:credit>
        <media:title>rio-oiapoque</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Governo reduz imposto da gasolina, mas preço pode não cair nos postos</title>
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      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 11:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A gasolina passa a ter uma redução de R$ 0,63 por litro em tributos federais a partir desta quinta-feira, 10, mas isso não significa que o motorista encontrará esse mesmo desconto — ou necessariamente uma redução equivalente — nos postos. A medida foi adotada pelo governo em meio à forte alta do petróleo provocada pela escalada dos conflitos no Oriente Médio e tem como objetivo amortecer o impacto desse movimento sobre os combustíveis no Brasil.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quarta-feira, 9, decreto que reduz a cobrança de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina. Com a mudança, esses tributos passam a somar R$ 0,16 por litro. </p>
<p>O decreto também zera PIS/Pasep e Cofins sobre o etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível. Nesse caso, a redução tributária corresponde a R$ 0,19 por litro.</p>
<p>As novas alíquotas entram em vigor nesta quinta-feira e valem até 9 de outubro.</p>
<h2>Por que o governo reduziu os tributos agora?</h2>
<p>A decisão ocorre em meio a uma nova escalada do preço internacional do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, voltou à casa dos US$ 100 nesta quarta-feira, 9, pela primeira vez desde o fim de julho.</p>
<p>Quanto mais caro fica o petróleo, maior é a pressão sobre o custo de seus derivados, como gasolina e diesel. Esse movimento internacional também influencia o mercado brasileiro e pode acabar chegando ao consumidor.</p>
<p>É justamente essa pressão que o governo tenta amortecer. Na prática, há duas forças atuando em sentidos contrários: enquanto a alta do petróleo pressiona os combustíveis para cima, a redução dos tributos federais diminui uma parcela do custo da gasolina.</p>
<p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, declarou que as medidas são para conter a alta dos combustíveis decorrente da crise geopolítica e disse que elas não têm caráter eleitoral. Lula concorre à reeleição. O primeiro turno acontece no dia 4 de outubro.</p>
<h2>Então, a gasolina vai ficar mais barata?</h2>
<p>Há uma redução efetiva no preço com tributos para as distribuidoras, mas ainda não é possível afirmar quanto dela chegará ao consumidor.</p>
<p>Até quarta-feira, 9, o governo concedia uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina. A Petrobras repassava esse benefício reduzindo em igual valor o preço cobrado das distribuidoras.</p>
<p>Com o fim desse mecanismo, a estatal deixa de aplicar o desconto de R$ 0,44 e o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras passa a R$ 3,05 por litro. Ao mesmo tempo, o governo reduz em R$ 0,63 os tributos federais.</p>
<p>Segundo a Petrobras, a combinação das duas mudanças faz com que o preço com tributos percebido pelas distribuidoras fique R$ 0,19 por litro menor do que o praticado até quarta-feira.</p>
<p>Isso não significa, porém, que o motorista encontrará automaticamente R$ 0,19 a menos na bomba.</p>
<p>O preço final da gasolina é formado por diferentes componentes. Além do valor cobrado na origem e dos tributos federais, entram nessa conta a mistura obrigatória de etanol anidro, impostos estaduais, custos de distribuição e transporte e as margens de distribuidores e postos.</p>
<p>Há ainda o próprio comportamento do petróleo. Como a cotação internacional está em patamar elevado devido à guerra, novos movimentos de alta podem pressionar novamente os custos.</p>
<p>Por isso, a redução observada na etapa inicial da cadeia pode chegar integralmente aos postos, chegar apenas em parte ou ser compensada por outros custos. O efeito para o motorista poderá ser acompanhado nos levantamentos de preços realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).</p>
<h2>E o diesel?</h2>
<p>Para o diesel, o governo adotou outro mecanismo. Lula assinou uma medida provisória que autoriza uma nova subvenção de R$ 1 por litro para produtores e importadores de diesel rodoviário.</p>
<p>Já existe uma subvenção de aproximadamente R$ 1,12 por litro, válida até 26 de setembro. Enquanto os dois benefícios estiverem simultaneamente em vigor, a ajuda poderá chegar a cerca de R$ 2,12 por litro.</p>
<p>Os participantes do programa deverão descontar o valor da subvenção do preço de venda e registrar a redução na nota fiscal. A ANP será responsável pela habilitação dos participantes, pelo acompanhamento dos preços e pelo pagamento da ajuda.</p>
<p>O valor da nova subvenção poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado de acordo com as condições do mercado. No fim de setembro, o governo deverá reavaliar a necessidade de manter um benefício superior a R$ 1 por litro.</p>
<p>A tentativa de conter o diesel tem efeitos que vão além de quem abastece veículos com esse combustível. Como grande parte das mercadorias no Brasil é transportada por rodovias, uma forte alta do diesel encarece os fretes e pode pressionar os preços de alimentos e de outros produtos.</p>
<h2>Quanto as medidas vão custar?</h2>
<p>O governo estima em cerca de R$ 7 bilhões por mês o impacto fiscal das novas medidas para gasolina, etanol e diesel.</p>
<p>Segundo o Executivo, parte desse custo será compensada pelo aumento das receitas públicas provocado pela própria valorização do petróleo. Preços mais elevados elevam a arrecadação ligada à produção da commodity, incluindo tributos e royalties.</p>
<p>O pacote foi anunciado a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro, no qual Lula concorre à reeleição.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>María Corina questiona acordo de petróleo entre Venezuela e EUA</title>
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      <pubDate>Fri, 04 Sep 2026 17:36:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, questionou o acordo de petróleo entre Estados Unidos e o governo interino de Delcy Rodríguez e ressaltou que as riquezas naturais da Venezuela pertencem à população, e não a um governo que considera ilegítimo.</p>
<p>Em vídeo divulgado na quinta-feira, 3, María Corina disse que esperou alguns dias para se pronunciar porque procurou reunir o máximo possível de informações sobre o acordo. Mesmo assim, afirmou que seu verdadeiro alcance ainda não está claro.</p>
<p>“Quem assina? O que realmente está sendo assinado? Quem coloca esse dinheiro? Quem dá as garantias? Como os venezuelanos serão beneficiados?”, questionou.</p>
<p>Anunciado pelo presidente norte-americano, Donald Trump – e por Delcy – em 28 de agosto, o acordo prevê que os Estados Unidos tenham controle majoritário sobre uma nova empresa que administrará 17 campos de petróleo venezuelanos. São cerca de 65 bilhões de barris, equivalentes a aproximadamente 21% das reservas comprovadas do país.</p>
<p>María Corina afirmou compreender a “tristeza” e a “raiva” de venezuelanos diante da sensação de que outros estariam decidindo sobre os recursos do país em nome da população, mas sem consultá-la.</p>
<p>“O patrimônio do nosso solo não pertence a um regime ilegítimo. Pertence ao povo venezuelano”, declarou.</p>
<p>Ela defendeu a importância dos Estados Unidos para a recuperação econômica venezuelana. Segundo María Corina, o país é o principal parceiro de que a Venezuela necessita para desenvolver plenamente seu potencial estratégico.</p>
<p>Essa relação, acrescentou, torna ainda mais importante que os acordos sejam conduzidos com transparência, legalidade e eficiência.</p>
<h2>"Precisamos de muito mais do que dinheiro"</h2>
<p>O petróleo, nas palavras de María Corina, representa somente uma parte da reconstrução necessária na Venezuela. “Precisamos de investimentos colossais, mas também de muito mais do que dinheiro”, explicou.</p>
<p>Ela argumentou que, diante da atual fragilidade institucional do país, nenhum setor poderá funcionar isoladamente. A recuperação da indústria petrolífera depende também de eletricidade, infraestrutura, portos, segurança pessoal e jurídica, educação, tecnologia e de um sistema financeiro capaz de sustentar os investimentos.</p>
<p>Para María Corina, a Venezuela precisa ainda de um marco legal transparente, instituições técnicas independentes, licitações públicas e abertas, regras tributárias competitivas e estáveis, segurança jurídica e mecanismos de arbitragem internacional.</p>
<p>Além disso, a líder opositora afirmou que somente um governo democrático, com credibilidade e legitimidade, poderá oferecer a estabilidade necessária para investimentos dessa dimensão.</p>
<p>“Sabemos que não há desenvolvimento possível sem instituições sólidas e sem um governo eleito pelo voto popular”, disse.</p>
<p>María Corina também mencionou a eleição presidencial de 28 de julho de 2024, ressaltando que naquele dia “a nação falou com clareza”. A oposição venezuelana sustenta que Edmundo González venceu aquela disputa contra Nicolás Maduro.</p>
<p>Ela acrescentou que o país precisa recuperar simultaneamente suas instituições, serviços e condições para receber investimentos de longo prazo.</p>
<p>“Venezuela vale muito mais do que seu petróleo”, afirmou ao encerrar a mensagem.</p>
<h2>Para Trump, eleições vão levar mais tempo</h2>
<p>O vídeo de María Corina foi publicado um dia depois de Trump dizer que não considera a Venezuela preparada para realizar eleições.</p>
<p>Questionado a esse respeito na quarta-feira, 2, na Casa Branca, o presidente norte-americano respondeu que ainda é cedo para convocar os venezuelanos às urnas.</p>
<p>“Acho que eles ainda não estão prontos. É muito cedo. Nós os tiramos de uma ditadura e estamos nos dando muito bem com o novo governo”, disse.</p>
<p>O presidente afirmou que os Estados Unidos querem eleições e que Delcy Rodríguez também deseja realizá-las, mas insistiu que o país ainda não está preparado.</p>
<p>“Nós queremos [eleições] e eles querem. Delcy quer, mas ainda não estão prontos”.</p>
<p>Trump não se referiu a uma possível data para a realização da votação.</p>
<p>No mesmo dia, Delcy disse que haverá eleições, mas evitou indicar quando. “Eu não defino datas”, afirmou. Segundo a presidente interina, “haverá um processo eleitoral, mas nas condições em que a Venezuela estiver preparada”.</p>
<p>Delcy acrescentou que o trabalho de seu governo é fazer com que o país esteja pronto “quando chegar a hora de realizar seu processo eleitoral”.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram</media:credit>
        <media:title>maria corina</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Acordo dá aos EUA controle sobre 21% das reservas de petróleo da Venezuela</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/eua-controle-reservas-petroleo-venezuela</link>
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      <pubDate>Wed, 02 Sep 2026 22:53:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um acordo entre Estados Unidos e Venezuela dará aos norte-americanos  controle majoritário sobre 17 campos que concentram 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo — cerca de 21% de todo o volume conhecido no subsolo venezuelano.</p>
<p>O acerto foi anunciado nesta sexta-feira, 28, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pouco depois, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou o acordo em comunicado publicado em seu perfil no Instagram.</p>
<p>Trump afirmou na rede Truth Social que os Estados Unidos garantiram o “controle majoritário” de mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas venezuelanas, em uma parceria com o setor privado e “sem qualquer custo para o contribuinte norte-americano”.</p>
<p>A Venezuela possui cerca de 303 bilhões de barris de reservas comprovadas, uma das maiores do mundo.  O país, no entanto, produz atualmente cerca de 1,25 milhão de barris por dia.</p>
<h2>17 campos e US$ 100 bilhões em investimentos</h2>
<p>No comunicado veiculado no Instagram, Delcy declarou que o acordo permitirá “aumentar consideravelmente a produção de petróleo com a participação de operadores privados”.</p>
<p>Conforme o comunicado, estão previstos o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com potencial comprovado de 65 bilhões de barris, mais de US$ 100 bilhões em investimentos e mais de US$ 209 bilhões em tributos para o Estado venezuelano.</p>
<p>Delcy afirmou que os recursos contribuirão para “a recuperação e modernização de nossa indústria” e para o crescimento econômico do país. De acordo com ela, o objetivo é colocar as reservas venezuelanas “a serviço do desenvolvimento nacional”, com geração de empregos e aumento da renda dos trabalhadores.</p>
<p>O país ainda enfrenta os  efeitos dos terremotos de 24 de junho, que deixaram mais de 6,3 mil mortos . O Banco Mundial estima que  a reconstrução da Venezuela poderá custar até US$ 50 bilhões .</p>
<h2>Como será o controle dos EUA</h2>
<p>Os 65 bilhões de barris não serão transferidos para os Estados Unidos. O número representa o petróleo que se estima existir no subsolo dos campos incluídos no acordo.</p>
<p>O  Washington Post  reportou ter ouvido de autoridades do governo que  os Estados Unidos serão sócios majoritários de uma nova empresa petrolífera que terá contratos de 100 anos para atuar nos campos venezuelanos . O arranjo dará aos norte-americanos controle sobre uma parcela significativa das reservas do país.</p>
<p>Os termos jurídicos e financeiros do acordo não foram tornados públicos. O anúncio de Trump não identificou os 17 campos nem detalhou todas as empresas privadas que participarão do projeto.</p>
<p>A dimensão do negócio também aparece no comunicado venezuelano. Enquanto Trump enfatiza o controle norte-americano sobre as reservas,  Delcy apresenta o acordo como uma forma de atrair capital para recuperar a indústria petrolífera do país.  Ela defendeu que a iniciativa facilitará “um importante fluxo de investimentos” para reconstruir a infraestrutura estratégica do setor.</p>
<h2>Petróleo venezuelano ganha importância para os EUA</h2>
<p>O acordo ocorre em meio à  crise no mercado de energia provocada pela  guerra contra o Irã, iniciada há seis meses por Estados Unidos e Israel.  O conflito reduziu drasticamente o tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de um quinto da oferta mundial de petróleo e gás, e mantém os preços dos combustíveis pressionados.</p>
<p>O barril do Brent permanece em torno de US$ 90, cerca de 25% acima do nível anterior à guerra. O impacto é maior sobre os combustíveis: nos Estados Unidos, o preço da gasolina subiu aproximadamente 30% em um ano.</p>
<p>O acerto entre Venezuela e Estados Unidos acontece também em mais um cenário de pressão sobre Trump, a poucos meses das eleições legislativas de novembro. O presidente enfrenta desgaste na opinião pública.</p>
<p>Trump declarou que o negócio “mais que duplica” as reservas petrolíferas norte-americanas. Os 65 bilhões de barris, porém, não devem ser confundidos com a Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos.</p>
<p>A reserva estratégica é formada por petróleo já extraído e armazenado pelo governo para situações de emergência.</p>
<p>Desde a operação militar norte-americana que capturou Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, e o levou para os Estados Unidos, Washington vem ampliando sua influência sobre o setor petrolífero venezuelano.  O petróleo ocupa papel central na relação estabelecida entre o governo Trump e a administração interina de Delcy.</p>
<p>Matéria atualizada 02/09/2026 às 19h52</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Petróleo na Foz do Amazonas: o potencial e os riscos do 'novo pré-sal'</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/petroleo-na-foz-do-amazonas-potencial-e-riscos</link>
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      <pubDate>Thu, 20 Aug 2026 12:04:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Dez meses após conseguir a licença do Ibama para perfurar um poço na Margem Equatorial – faixa litorânea que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte –, a  Petrobras confirmou a existência de petróleo na Foz do Amazonas.</p>
<p>Na segunda-feira, 17, a presidente da estatal, Magda Chambriard, informou que amostras retiradas do poço Morpho confirmaram a existência do combustível na bacia sedimentar ao largo do Amapá. Três dias antes, a Petrobras já havia sinalizado a descoberta de hidrocarbonetos na região, a 175 quilômetros da costa.</p>
<p>A confirmação foi dada em uma coletiva no Oiapoque (AP), com a  presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.  Segundo a presidente da estatal, a companhia pretende concluir a perfuração do poço em um prazo de 20 dias.</p>
<p>"Ainda precisamos delimitar a descoberta, saber quanto petróleo de fato existe nessa área" , explicou.</p>
<p>É importante esclarecer que há uma distinção entre a "descoberta" e a "descoberta comercial". Isso porque a presença de hidrocarbonetos no poço fornece evidência de uma acumulação, mas ainda são necessários trabalhos para determinar extensão, volume, características do reservatório, produtividade e viabilidade técnica e econômica. </p>
<h2>O tamanho da aposta</h2>
<p>O interesse econômico na região data de 2013, quando o primeiro bloco da Margem Equatorial foi leiloado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo). À época, a Petrobras tentava avançar na área, mas tinha concorrentes como a TotalEnergies, BP e Ecopetrol, que posteriormente desistiram diante da demora no licenciamento ambiental.</p>
<p>Desde então, a companhia destinou cerca de US$ 3 bilhões ao projeto até 2029 e vinha gastando US$ 1 milhão por dia apenas com a campanha exploratória do poço Morpho, segundo a diretora de engenharia, tecnologia e inovação da estatal, Renata Baruzzi.</p>
<p>A  Empresa de Pesquisa Energética (EPE) estima que a Bacia da Foz do Amazonas possa conter cerca de 6,2 bilhões de barris de petróleo recuperáveis . Caso esse potencial seja confirmado e posteriormente incorporado às reservas provadas, o volume seria equivalente a cerca de 35% das reservas provadas atuais do Brasil, que somaram 17,5 bilhões de barris em 2025, segundo a ANP.</p>
<p>É importante ressaltar, também, que os 6,2 bilhões são uma estimativa de potencial recuperável, e não reservas provadas ou petróleo já descoberto pela Petrobras.</p>
<p>Somadas a essa conta as demais bacias da Margem Equatorial, o Ministério de Minas e Energia fala em até 10 bilhões de barris no total, o equivalente a um "novo pré-sal".</p>
<p>Para o ministro Alexandre Silveira, a descoberta pode  "reposicionar o Brasil na geopolítica global" , colocando o país entre os seis maiores produtores globais de petróleo.</p>
<p>Segundo o  diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires , a exploração das bacias no Norte pode garantir competitividade econômica ao país sem ser incompatível com as bandeiras ambientais do governo.</p>
<p>"É preciso investir no conceito de adição energética, porque não há condição de abrir mão de nenhuma fonte. A produção de petróleo é o principal índice da nossa balança comercial e nos dá outra posição na disputa econômica global. Sem uma bacia que possa substituir o pré-sal, como é a Margem Equatorial, há um risco sério de perder esse protagonismo", afirmou.</p>
<h2>Conflito ambiental</h2>
<p>A confirmação do petróleo reforça as críticas de ambientalistas que acompanham o projeto desde as etapas iniciais. A urbanista e advogada  Suely Araújo, ex-presidente do Ibama e atual coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima , já questionava a finalidade da licença concedida ainda durante a fase de estudos.</p>
<p>"Está explícita a posição do governo de expandir a produção de petróleo na foz do Amazonas. A narrativa de que estão apenas pesquisando é usada para distorcer a realidade", afirmou, ainda na fase de estudos, quando a Petrobras buscava a primeira licença para perfurar o bloco FZA-M-59, hoje o mesmo bloco onde a companhia acaba de confirmar a existência de petróleo depois de mais de uma década tentando avançar na região. O Observatório do Clima move uma ação judicial contra a licença emitida para o bloco.</p>
<p>Ambientalistas contrários à exploração argumentam que a perfuração do poço Morpho ocorre em lâmina d'água de quase 2.900 metros, profundidade que torna qualquer resposta a um eventual vazamento mais lenta e mais cara do que nos poços do pré-sal, em águas bem mais rasas. </p>
<p>A região também fica próxima do maior cinturão de manguezais contínuos do mundo e de um sistema de recifes de coral identificado na foz do Amazonas há pouco mais de dez anos, e que os pesquisadores ainda não conseguiram mapear por completo.</p>
<p>Foi justamente a distância entre o poço e a base de resgate de animais afetados por óleo, que nas primeiras versões do projeto ficava em Belém, a centenas de quilômetros dali, um dos pontos que sustentou as negativas anteriores do Ibama.</p>
<p>A Petrobras afirma ter estruturado para a operação um sistema de resposta a emergências que inclui embarcações de contenção, monitoramento, resgate e atendimento à fauna afetada por óleo, além de apoio aéreo.</p>
<p>Em 2025, a empresa realizou uma Avaliação Pré-Operacional (APO), uma simulação destinada a testar sua capacidade de resposta a uma eventual emergência. O Ibama aprovou a avaliação, mas solicitou ajustes adicionais no plano de proteção à fauna apresentado pela companhia.</p>
<p>A descoberta também expõe uma contradição do governo brasileiro. O país sediou a COP30 em Belém no fim de 2025 defendendo metas globais para a redução de combustíveis fósseis, e agora gerencia a expansão de sua própria fronteira petrolífera. </p>
<p>A ex-ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, que deixou o cargo em abril para se candidatar ao Senado por São Paulo, já reconheceu o contrassenso publicamente, mas ponderou que a transição energética deve ser gradual e justa, sem interromper o planejamento econômico do país.</p>
<h2>Ativo eleitoral</h2>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/as2VimdwEKlTfnEtB.jpeg?width=800&height=600&quality=75" alt="Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, o presidente Lula e o ministro Alexandre Silveira em visita à sonda NS-42 que realiza a perfuração do poço Morpho, na Margem Equatorial

"/>
<p>Na segunda-feira, 17, Lula chamou a descoberta de  "passaporte para o futuro do país" , a mesma expressão usada há vinte anos, quando a Petrobras anunciou o pré-sal às vésperas da eleição de 2006 que lhe deu a reeleição.</p>
<p>Àquela altura, o achado ajudou a blindar politicamente um governo já desgastado pelo escândalo do Mensalão, descoberto um ano antes, e reforçou a imagem de um projeto nacional de desenvolvimento tocado pelo PT.</p>
<p>Duas décadas depois, Lula tenta reeditar o mesmo roteiro em um cenário em que o governo é pressionado por resultados econômicos concretos, às vésperas de uma eleição em que, aos 80 anos, disputa um quarto mandato não consecutivo.</p>
<p>A diferença é que, em 2006, o pré-sal já vinha acompanhado de estimativas de reservas relativamente sólidas. Desta vez, a Petrobras ainda não sabe quanto petróleo existe no poço Morpho.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Petrobras encontra sinais de petróleo e gás na costa do Amapá</title>
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      <pubDate>Sat, 15 Aug 2026 14:43:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Petrobras identificou a presença de hidrocarbonetos em poço exploratório em perfuração no bloco FZA-M-59, em águas profundas do Amapá, na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, na margem equatorial brasileira. É o primeiro achado feito na região. O anúncio foi feito pela empresa nesta sexta-feira, 14.</p>
<p>Hidrocarbonetos são compostos que constituem principalmente o petróleo e o gás natural. Sua presença é um indício da existência dessas fontes de energia. Eles também são matérias-primas para produtos como combustíveis, plásticos e borrachas.</p>
<p>“Nosso otimismo em relação à margem equatorial brasileira se confirma. Essa primeira descoberta na costa do Amapá é resultado da dedicação e da competência da Petrobras, que está comprometida com a recomposição das reservas de petróleo e com a segurança energética do país", declarou, em comunicado, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard.</p>
<p>O poço Morpho (1-BRSA-1405-APS), onde foram encontrados os hidrocarbonetos, está situado a cerca de 175 km do litoral do Amapá, em lâmina d'água de 2.886 metros. Existem outros três no bloco.</p>
<p>A Petrobras localizou os hidrocarbonetos por meio de medições realizadas no poço e de indícios encontrados nas rochas. A companhia continua a perfuração para avaliar as características e o potencial da descoberta.</p>
<p>A atuação no bloco FZA-M-59 está alinhada à estratégia da Petrobras de recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração em áreas de fronteira. O bloco foi adquirido na 11ª Rodada de Licitações da ANP, em 2013, sob o regime de concessão.</p>
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        <media:title>Sonda-NS-42-Foresea</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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      <title>Petrobras bate recorde de produção e exportações ampliam no segundo trimestre do ano</title>
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      <pubDate>Wed, 29 Jul 2026 18:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Petrobras alcançou produção total recorde de petróleo e gás no 2º trimestre de 2026, impulsionada pela produção de novas plataformas e avanço das operações no pré-sal. A produção própria de óleo, líquido de gás natural e gás natural chegou à marca recorde de 3,34 milhões de barris de óleo equivalente por dia entre abril e junho.</p>
<p>O volume produzido representa crescimento de 14,1% em relação ao mesmo trimestre do ano passado e de 3,4% acima do 1º trimestre de 2026. Foram produzidos 70 mil barris a mais no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado (2T25). </p>
<p>O avanço no processamento de petróleo nas refinarias levou à ampliação das exportações e reduziu significativamente a necessidade de importação de combustíveis. Os embarques de petróleo chegaram a um patamar próximo a 1 milhão barris por dia (bpd). Já as importações de óleo cairam para 89 mil barris por dia (mbpd) no segundo trimestre deste ano, o menor volume desde a pandemia.</p>
<p>Em nota, a empresa informa que no contexto geopolítico atual, a elevada utilização do parque de refino tem sido fundamental para ampliar a oferta de derivados no mercado nacional, como o diesel e o GLP, e redução significativa de importação de derivados, o menor volume trimestral de importações.</p>
<h2>Eficiência operacional</h2>
<p>A companhia atribui o resultado à melhora de eficiência dos navios-plataforma Maria Quitéria, no campo de Jubarte; Alexandre de Gusmão; e no campo de Mero, P-78, no campo de Búzios, além do início de produção do FPSO P-79, no campo de Búzios. Fora isso, a empresa informou que dez novos poços produtores entraram em operação no trimestre avaliado, sendo quatro na Bacia de Campos e seis na Bacia de Santos.</p>
<h2>Destaques</h2>
<p>A Petrobras chama a atenção para a comercialização da gasolina Petrobras Podium que registrou o maior volume mensal de vendas nos 24 anos desde seu lançamento, com 12,49 milhões de litros comercializados. </p>
<p>Entre os principais eventos do período, a empresa destaca o aumento da comercialização de Combustível Sustentável de Aviação (SAF) produzido por coprocessamento na REDUC com 1% de conteúdo renovável e com certificação de sustentabilidade internacional CORSIA. </p>
<p>Produzido na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), o SAF Petrobras combina querosene de aviação convencional com uma fração renovável obtida a partir de matérias-primas sustentáveis. O resultado é um produto quimicamente semelhante ao JET A/A1, porém com menor intensidade de carbono e potencial de reduzir em mais de 80 % as emissões de CO₂ na parcela renovável. </p>
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        <media:title>Plataforma da Petrobras no campo de Búzios</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Ministério da Fazenda eleva projeção de inflação de 2026 para 5,1%, acima do teto da meta</title>
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      <pubDate>Wed, 15 Jul 2026 20:37:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Fazenda, incorporou às projeções do Boletim Macrofiscal os efeitos das novas tarifas às importações de produtos brasileiros pelos Estados Unidos em seu Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quarta-feira, dia 15.  </p>
<p>Na avaliação do cenário externo, a SPE menciona as novas tarifas, os desdobramentos da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, além dos efeitos do super El Niño, como riscos que podem pressionar a inflação de alimentos e de energia, especialmente nas regiões da América Latina e da Ásia.  A secretária de Política Econômica, Debora Freire, disse que o governo “tem mais clareza” da intensidade do El Niño. O evento climático ocorre quando os ventos alísios do Pacífico Tropical enfraquecem e o oceano aquece, como consequência tende a provocar seca e severo calor em várias partes do mundo.</p>
<h2>Incertezas geopolíticas</h2>
<p>O documento avalia que as incertezas geopolíticas não foram totalmente eliminadas. A assinatura de um acordo de trégua entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir os riscos externos associados ao choque de oferta do petróleo. O preço da commodity recuou no começo de março, mas a retomada dos conflitos e a escalada dos ataques reverteu essa tendência de queda no preço do petróleo. O desdobramento da guerra não foi incorporado ao cenário-base, mas o SPE destaca a existência do risco altista relevante para os preços de energia e baixista para a atividade mundial. </p>
<p>No Brasil, o boletim informa que a atividade econômica segue em expansão, mas a projeção é de desaceleração do PIB no segundo trimestre de 2026. Essa moderação deve-se mais à composição do crescimento, ou seja, o impulso da economia registrado no primeiro trimestre, puxado pelo setor agrícola, já está consolidado e não deve se dissipar para o segundo trimestre. </p>
<p>A perda de tração do crédito no trimestre encerrado em maio é outro fator de destaque entre os vetores contrários à aceleração da atividade. Junto à redução do crédito, a inadimplência voltou a subir, em meio a um ambiente de juros reais elevados, além do amplo comprometimento da renda das famílias. Para o ano, a projeção de crescimento do PIB segue em 2,3%, sustentada pela recomposição setorial, especialmente da agropecuária, que foi revisada de 1,2% para 1,8%.  </p>
<h2>Juros restritivos por mais tempo </h2>
<p>A economia dos EUA mantém sinais de resiliência, enquanto a inflação permanece acima da meta. Com a maior resiliência da inflação, o banco central americano (Federal Reserve) elevou as expectativas de juros nos EUA. Na Zona do Euro, o cenário é de estabilização gradual da atividade em meio à inflação persistente e juros elevados. Na China, a força da indústria contrasta com fraqueza da demanda doméstica. Diante desse conjunto de fatores, persistência inflacionária, pressões cambiais e a postura mais dura do Fed tendem a manter os bancos centrais da região mais cautelosos, com juros restritivos por mais tempo. </p>
<h2>Inflação</h2>
<p>No boletim, as projeções de inflação para 2026 foram revisadas para cima. A revisão do IPCA de 2026, de 4,5% para 5,1%, decorre apenas em parte dos dados já divulgados, com serviços e bens industriais, excluído o etanol, acelerando acima do projetado.</p>
<p>A aceleração projetada reflete os seguintes efeitos: a segunda ordem do choque do petróleo, o repasse ainda pendente da alta do IPA industrial aos preços ao consumidor, a expectativa de alimentos mais pressionados no segundo semestre do que na projeção anterior, diante da possibilidade de um El Niño mais intenso, e a piora das expectativas de mercado para o IPCA, que passaram de 4,9% para 5,3% no Focus para 2026.</p>
<p>Entre os fatores que contribuem para conter a inflação, o relatório cita  a manutenção da Selic em patamar contracionista ao longo do ano e a desaceleração esperada da atividade econômica, além das medidas adotadas para limitar o repasse do aumento dos combustíveis ao mercado doméstico. </p>
<p>Já para 2027, o IPCA foi revisado de 3,5% para 3,6%. Para o INPC, a projeção de 2026 saiu de 4,6% para 5,3%, refletindo o maior peso de alimentos no índice. Para o IGP-DI, a projeção passou de 4,9% para 5,6%, em razão da alta acima do esperado no atacado em abril e maio.</p>
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        <media:title>Economia global</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
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