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    <title>Global South World Brasil - midterms</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Entenda o que o futuro de Trump enfrenta nas urnas nesta terça-feira</title>
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      <pubDate>Sun, 01 Nov 2026 18:57:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Os cerca de 210 milhões de eleitores dos Estados Unidos vão às urnas na próxima terça-feira (3) para escolher todos os 435 deputados da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado. Além disso, a população vai definir os governadores em 36 dos 50 estados americanos.</p>
<p>O resultado dessa votação impacta diretamente o futuro do presidente Donald Trump na Casa Branca, já que a oposição democrata tem chances de conquistar a maioria no Congresso. O desfecho também carrega repercussões políticas para o Brasil, considerando que os democratas vêm cobrando a Casa Branca sobre supostas interferências da gestão Trump em assuntos brasileiros — como o financiamento de campanhas americanas contra o Supremo Tribunal Federal (STF).</p>
<p>Neste momento, os republicanos mantêm uma maioria apertada na Câmara e no Senado, o que dá a Trump mais liberdade para avançar com suas pautas.</p>
<p>No entanto, as pesquisas de opinião apontam favoritismo dos democratas, impulsionado, entre outros fatores, pela alta no custo de vida. A guerra iniciada por Trump contra o Irã é apontada como um dos estopins da inflação, ao provocar a alta nos preços dos combustíveis após as restrições à navegação no Estreito de Ormuz.</p>
<p>Nos últimos meses, a taxa de desaprovação do presidente subiu para 61%, contra 36% de aprovação, segundo média de pesquisas calculada pelo jornal  The New York Times .</p>
<p>Diante desse cenário adverso, Trump chegou a prometer o pagamento de US$ 5 mil para cada adulto no país caso o Partido Republicano vença as eleições na Câmara e no Senado, além de intensificar viagens pelo país em campanha com seus aliados.</p>
<p>De acordo com Paulo Abraão, diretor-executivo da Brazil Office Alliance (organização que conecta pesquisadores brasileiros nos EUA), a eleição vai ditar o nível de controle do Legislativo sobre o presidente:</p>
<p>“Se a oposição conquistar uma das Casas, poderá ampliar investigações, exigir explicações do governo e dificultar sua agenda legislativa. O controle da Câmara é particularmente relevante para a fiscalização”, explicou em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>Ele destaca ainda que o domínio do Senado garante o poder de confirmar ou barrar a nomeação de autoridades e juízes:</p>
<p>“Se os republicanos mantiverem as duas Casas, Trump terá condições políticas mais favoráveis para avançar sua agenda, embora isso não elimine divergências dentro do próprio partido”, completou.</p>
<p>Em relação à segurança do processo eleitoral, Trump voltou a colocar dúvidas sobre o sistema norte-americano. Em 2020, ao perder para Joe Biden, ele alegou fraudes sem apresentar provas. Questionado recentemente por jornalistas, afirmou que respeitará o resultado “se forem eleições honestas”.</p>
<h2>Política externa</h2>
<p>Uma vitória dos democratas pode trazer mudanças para a política externa dos EUA, principalmente quanto ao conflito no Irã. Ainda assim, Abraão ressalta que a Presidência possui ampla liberdade de ação internacional, mesmo com o Congresso em oposição:</p>
<p>“Um Congresso mais independente pode aumentar os custos políticos, fiscalizar decisões e disputar recursos, sem comandar a diplomacia”, observou.</p>
<h2>Repercussão para o Brasil</h2>
<p>Caso perca a maioria em uma ou nas duas casas legislativas, o enfraquecimento político de Trump deve ser sentido nas relações com o Brasil, marcadas recentemente por tarifas comerciais e atritos com o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.</p>
<p>Segundo Abraão, um Congresso sob controle democrata pode aprofundar investigações sobre a atuação da família Bolsonaro nos EUA e suas conexões com a gestão Trump:“Parlamentares democratas já vêm cobrando explicações. O ponto central seria esclarecer se instrumentos do Estado americano foram utilizados para favorecer um grupo político estrangeiro, por quais razões e sob quais fundamentos”, apontou.</p>
<p>O especialista ressalta que uma comissão parlamentar poderia apurar inclusive as denúncias contra a Meta (dona do Facebook, Instagram e WhatsApp) por suposto favorecimento a Flávio Bolsonaro durante o pleito brasileiro. Na época, a queda de alcance de contas ligadas a Lula foi atribuída pela empresa a “problemas técnicos”.</p>
<p>"Uma mudança no controle do Congresso pode transformar cobranças, hoje expressas em cartas, em investigações com maior capacidade de produzir provas e exigir respostas. Isso não é automático, depende das prioridades da nova maioria e pode enfrentar resistência e disputas judiciais", concluiu o professor de direito.</p>
<p>Nas últimas semanas, a pressão democrata sobre a Casa Branca se intensificou via cartas cobrando esclarecimentos sobre a atuação da Meta no Brasil e a revogação do visto da embaixadora brasileira nos EUA, Maria Luiza Ribeiro Viotti.</p>
<p>Na última quinta-feira (30), os parlamentares também exigiram explicações sobre um eventual envolvimento americano na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, ocorrida a despeito da proibição imposta pela Justiça brasileira — Flávio responde a processos por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas.</p>
<p>Com informações da Agência Brasil</p>
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        <media:title>Donald-Trump-ONU</media:title>
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