<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.globalsouthworld.com.br/rss/tag/malaria" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Global South World Brasil - malaria</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Primeira vacina brasileira contra a malária avança para testes em humanos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/primeira-vacina-brasileira-contra-a-malaria-avanca-para-testes-em-humanos</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/primeira-vacina-brasileira-contra-a-malaria-avanca-para-testes-em-humanos?feed=malaria</guid>
      <pubDate>Tue, 13 Oct 2026 10:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A primeira vacina brasileira contra a malária deu um passo importante para chegar à população. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início dos testes em humanos da Vivaxin, desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e o laboratório Cristália. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde no sábado, 10.</p>
<p>A pesquisa pode abrir caminho para uma nova forma de prevenção da malária, doença que registrou 118.037 casos no Brasil em 2025. A maior parte das infecções ocorre na região amazônica.</p>
<p>Atualmente, existem duas vacinas contra a malária recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), porém elas foram desenvolvidas para combater uma espécie do parasita que é mais comum na África. A Vivaxin atua contra outra, o  Plasmodium vivax , responsável pela maioria dos casos da doença no Brasil e predominante em outros países das Américas e em partes da Ásia.</p>
<p>Embora outras vacinas contra o  Plasmodium vivax  estejam sendo pesquisadas no mundo, nenhuma foi aprovada para uso na população.</p>
<h2>Como serão os testes</h2>
<p>A primeira fase da pesquisa será realizada no Hospital das Clínicas da UFMG, em Belo Horizonte, com 48 voluntários, de 18 a 59 anos, que nunca tiveram malária. A previsão da universidade é que os testes comecem nos próximos meses.</p>
<p>Os participantes receberão três aplicações, com intervalos de 28 dias, e serão acompanhados durante 360 dias. Parte deles receberá placebo, uma substância sem o componente ativo da vacina, para permitir a comparação dos resultados.</p>
<p>Nesta etapa, os pesquisadores querem verificar se a Vivaxin é segura, se provoca reações adversas e se consegue estimular as defesas do organismo contra o parasita.</p>
<p>A eficácia na prevenção da doença será avaliada nas etapas seguintes, com um número maior de participantes. Por isso, ainda não há previsão de quando a vacina poderá estar disponível para a população.</p>
<p>O Ministério da Saúde prevê investir R$ 12 milhões nas três fases de testes clínicos.</p>
<h2>Por que a malária ainda preocupa</h2>
<p>A malária é transmitida pela picada de mosquitos infectados, conhecidos como mosquitos-prego. Seus principais sintomas são febre, calafrios, suor intenso, dor de cabeça e dores no corpo. Sem tratamento adequado, a doença pode provocar complicações graves e até a morte.</p>
<p>Uma das dificuldades para combater a malária causada pelo  Plasmodium vivax  é que o parasita pode permanecer adormecido no fígado e voltar a provocar sintomas semanas ou meses depois da primeira infecção, mesmo sem uma nova picada de mosquito.</p>
<p>Essa característica favorece as recaídas e dificulta o controle da doença.</p>
<p>Segundo a OMS, o  Plasmodium vivax  foi responsável por aproximadamente 9,9 milhões de casos de malária no mundo em 2024. Nas Américas, provocou 63,1% das infecções estimadas naquele ano.</p>
<p>O Brasil pretende eliminar a transmissão local da malária até 2035. Uma vacina eficaz contra o parasita mais comum no país poderia contribuir para alcançar essa meta.</p>
<h2>Uma vacina desenvolvida no Brasil</h2>
<p>A Vivaxin é resultado de pesquisas iniciadas na USP e desenvolvidas em parceria com o Centro de Tecnologia de Vacinas (CT Vacinas), da UFMG, e o laboratório Cristália.</p>
<p>A vacina busca preparar o sistema imunológico para reconhecer e combater o parasita antes que a doença se desenvolva. Os resultados dos estudos realizados até agora em laboratório e em modelos experimentais permitiram que a pesquisa avançasse para a fase de testes em humanos.</p>
<p>A autorização da Anvisa representa uma nova etapa no desenvolvimento da primeira vacina brasileira contra a malária. Ainda será necessário demonstrar que ela é segura e realmente protege contra a doença antes que possa ser aprovada para uso na população.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asDiTPUANEOrdWcGd.png?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/png">
        <media:credit role="provider">Reprodução/ Laudemiro Bezerra/ Ministério da Saúde</media:credit>
        <media:title>vacina-malaria</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
</rss>