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    <title>Global South World Brasil - inflação</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>BC cria indicador para mostrar se reajustes salariais superam a inflação</title>
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      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 19:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Banco Central (BC) passa a divulgar mensalmente um novo conjunto de indicadores que permite acompanhar os reajustes salariais negociados em convenções coletivas de trabalho no setor privado formal. Na prática, os dados ajudam a mostrar não apenas quanto os salários aumentaram, mas se os trabalhadores conseguiram ganhos acima da inflação.</p>
<p>As informações são extraídas do Sistema de Negociações Coletivas de Trabalho (Mediador), do Ministério do Trabalho e Emprego, e abrangem convenções de todas as regiões do país e de setores como agropecuária, indústria, construção, comércio e serviços.</p>
<p>Os indicadores mostram os reajustes nominais — o percentual de aumento acertado entre trabalhadores e empregadores — e os reajustes reais, que descontam a inflação. Também mostram a parcela das convenções que ficou acima, abaixo ou no mesmo nível da inflação.</p>
<p>Um reajuste de 6%, por exemplo, não significa necessariamente que o trabalhador ganhou poder de compra. Se a inflação considerada no período tiver sido de 5%, houve ganho real. Se tiver sido de 7%, o salário subiu, mas perdeu poder de compra.</p>
<h2>Desemprego baixo favorece ganho real</h2>
<p>Um estudo divulgado pelo BC junto com os novos indicadores mostra uma relação entre a situação do mercado de trabalho e o resultado das negociações salariais. Quando a taxa de desemprego está relativamente baixa, os reajustes acima da inflação tendem a se tornar mais frequentes.</p>
<p>Isso ocorreu entre 2012 e 2014 e voltou a ser observado a partir de 2023, segundo o Banco Central. Em um mercado de trabalho mais aquecido, no qual há menos pessoas disponíveis para ocupar vagas, trabalhadores tendem a ter maior poder de negociação, enquanto empresas podem enfrentar mais dificuldade para contratar ou reter funcionários.</p>
<p>O BC também identificou uma forte relação entre os reajustes negociados e a inflação passada, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O índice é calculado pelo IBGE e acompanha a variação dos preços para famílias com renda de um a cinco salários mínimos.</p>
<p>Não existe obrigação legal de que as negociações coletivas reponham integralmente a inflação. Mesmo assim, a alta acumulada dos preços funciona como uma das principais referências nas discussões entre trabalhadores e empregadores.</p>
<h2>Por que o Banco Central acompanha os salários</h2>
<p>A evolução dos salários é uma das informações usadas pelo BC para avaliar o comportamento da inflação. Ganhos salariais reais podem aumentar o poder de compra das famílias e sustentar o consumo. Ao mesmo tempo, aumentos persistentes dos custos com mão de obra podem ser repassados pelas empresas aos preços, dependendo das condições de cada setor e da economia.</p>
<p>Por isso, acompanhar os reajustes negociados ajuda a autoridade monetária a avaliar se as pressões salariais são compatíveis com a trajetória esperada para a inflação.</p>
<p>Os novos indicadores serão atualizados mensalmente e ficarão disponíveis no Sistema Gerenciador de Séries Temporais (SGS) do Banco Central.</p>
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        <media:title>dinheiro-real</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Banco Central reduz Selic a 14% ao ano no quarto corte de juros consecutivo em 2026</title>
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      <pubDate>Wed, 05 Aug 2026 22:33:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira, 05, cortar em 0,25 ponto percentual a Selic, levando a taxa básica de juros da economia de 14,25% para 14% ao ano. Esse é o quarto corte seguido definido pelo Copom neste ano. A Selic estava em 15% ao ano até fevereiro. Em março, a taxa foi para 14,75% ao ano; 14,50% (abril); 14,25% (junho). </p>
<p>No comunicado sobre a decisão, o Copom destaca de forma inicial o ambiente externo, dizendo que permanece incerto em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas. Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities. </p>
<p>Para o cenário interno, o comunicado diz que o conjunto dos indicadores divulgados desde a última reunião sugere uma moderação gradual da atividade econômica no cenário doméstico, embora ainda em patamar resiliente, com sinais mistos entre setores e mercado de trabalho. </p>
<p>O Copom diz que a decisão de reduzir a taxa básica de juros para 14% a.a. é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego. </p>
<p>Sobre a inflação, o comunicado destaca que as divulgações mais recentes mostram que a inflação cheia desacelerou, porém ainda acima do limite superior da meta, enquanto as medidas subjacentes desaceleram para patamar ligeiramente abaixo do limite superior da meta.  </p>
<p>O comunicado destaca ainda que a projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2028, atual horizonte relevante da política monetária, situa-se em 3,2% no cenário de referência. </p>
<h2>Cenário de riscos</h2>
<p>No cenário de riscos para a inflação traçado pelo Copom, tanto de alta quanto de baixa, o texto destaca que os riscos permanecem mais elevados que o usual, com assimetria altista.  </p>
<p>O documento destaca a desancoragem das expectativas de inflação por um período mais prolongado, com potencial incorporação de choques de oferta relacionados ao petróleo e seus derivados.  </p>
<p>O comunicado cita também os efeitos climáticos sobre a produtividade agrícola e custos de energia, além de maior resiliência da inflação de serviços do que a projetada. Ainda no cenário de riscos, o texto menciona a persistente taxa de câmbio mais depreciada. </p>
<p>Entre os riscos de baixa para a inflação, o Copom destaca uma eventual desaceleração da atividade econômica doméstica mais acentuada do que a projetada, tendo impactos sobre o cenário de inflação; uma desaceleração global mais pronunciada decorrente dos choques de comércio e do petróleo, e de um cenário de maior incerteza; e uma redução nos preços das  commodities  com efeitos desinflacionários. </p>
<p>O Copom informou que segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza.  </p>
<p>Os indicadores correntes de atividade mantêm-se consistentes com uma trajetória de desaceleração no acumulado de 2026. O Comitê monitora com atenção a desancoragem adicional das expectativas de inflação para prazos mais longos na medida em que esta contribui para a determinação dos preços e aumenta o custo de desinflação. </p>
<h2>Ranking mundial de juros reais </h2>
<p>Nesse patamar, o Brasil se mantém na primeira colocação no ranking mundial de juros reais, acima de Rússia, Colômbia e Indonésia, de acordo com a consultoria sobre economia, mercado financeiro e investimentos MoneYou, em parceria com a Lev Intelligence. </p>
<p> A taxa real é uma combinação de inflação projetada para os próximos 12 meses, via coleta do relatório Focus do BACEN de 4,12% e a taxa de juros DI a mercado dos aproximados próximos 12 meses no vencimento mais líquido (Ago 27).   </p>
<h2>Gatilho para a decisão</h2>
<p>O que o Copom considera em suas decisões: inflação, contas públicas, atividade econômica e cenário externo. O último dado de inflação surpreendeu por vir abaixo das projeções de bancos e casas de investimentos e pode ter sido o gatilho que abriu espaço para a decisão de redução dos juros de hoje. </p>
<p>Em junho, o IPCA registrou alta de 0,16%, contra maio (0,58%), variação inferior projetada pelo Banco Central no relatório Focus, de 0,32%. No ano, o IPCA acumula alta de 3,36%. Nos 12 meses até junho, a variação é de 4,64%.  </p>
<h2>Como a Selic afeta os investimentos </h2>
<p>A taxa de juros Selic é referência para os demais juros da economia, por se tratar da taxa média cobrada em negociações com títulos emitidos pelo Tesouro Nacional.  </p>
<p>Uma vez definida, o Banco Central passa a atuar diariamente por meio de operações de mercado aberto, comprando e vendendo títulos públicos federais, para manter a taxa de juros próxima ao valor definido na reunião.  </p>
<p>Por isso, a variação da Selic influencia na rentabilidade dos títulos públicos, como por exemplo as aplicações de renda fixa pós-fixadas como Tesouro Selic ou CDBs atrelados ao CDI (que segue a Selic). A variação da Selic afeta inclusive o rendimento da poupança.  </p>
<p>Quanto aos títulos privados, que são emitidos por empresas ou instituições financeiras, a variação da taxa básica afeta a rentabilidade dos papeis pós-fixados e atrelados ao CDI, por exemplo, CDBs, LCIs, LCAs, LCs, LFs, CRIs, CRAs, debêntures, entre outros. </p>
<h2>Empréstimos e financiamentos </h2>
<p>Quando a Selic sobe, os juros cobrados em empréstimos pessoais, financiamentos imobiliários e de veículos aumentam também. </p>
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        <media:title>Economia </media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>IPCA-15: prévia da inflação cheia registra alta de 0,06%</title>
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      <pubDate>Tue, 28 Jul 2026 21:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O índice que mede a prévia da inflação oficial cheia do país registrou desaceleração em julho na comparação com o mês anterior. O resultado foi considerado positivo por agentes do mercado financeiro e abre caminho para a possibilidade de o Comitê de Política Monetária do Banco Central realizar um novo corte de juros na reunião da próxima semana, nos dias 04 e 05 de agosto. No último encontro (junho), o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,25% ao ano. </p>
<h2>IPCA-15 tem desaceleração em julho</h2>
<p>O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE),  registrou alta de 0,06% em julho, o que representa uma redução de 0,35 ponto percentual em relação ao mês anterior quando registrou alta de 0,41%. </p>
<p>No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% e, em 12 meses, de 4,52%, abaixo dos 4,80% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, o IPCA-15 foi de 0,33%. </p>
<h2>Resultado por grupos</h2>
<p>O grupo alimentação e bebidas puxou o índice para baixo, com redução de 0,66%. Já o grupo habitação apresentou a maior elevação, de 0,97%, com destaque para o preço da energia elétrica residencial, que subiu 3,03%. Os reajustes tarifários foram aplicados pelas concessionárias das cidades de Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Belo Horizonte. </p>
<p>No grupo alimentação e bebidas, a queda foi puxada pela redução de 1,14% na alimentação em domicílio, de 19,95% no preço do tomate, de 10,03% no preço da batata-inglesa, de 3,13% no café moído. Entre os itens com alta nos preços, os destaques são: pão francês, com aumento de + 0,65%, e cebola, com alta de +7,10%. </p>
<h2>Medição regional</h2>
<p>Quanto à medição regional, a maior variação foi registrada no Rio de Janeiro (0,44%), por conta das altas da passagem aérea (24,34%) e da energia elétrica residencial (4,88%). Já o menor resultado (-0,22%) ocorreu em Belém destacando-se as reduções no açaí (-19,45%) e na gasolina (-3,35%). </p>
<p>O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. </p>
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        <media:title>Nota de R$ 50</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Ministério da Fazenda eleva projeção de inflação de 2026 para 5,1%, acima do teto da meta</title>
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      <pubDate>Wed, 15 Jul 2026 20:37:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Fazenda, incorporou às projeções do Boletim Macrofiscal os efeitos das novas tarifas às importações de produtos brasileiros pelos Estados Unidos em seu Boletim Macrofiscal, divulgado nesta quarta-feira, dia 15.  </p>
<p>Na avaliação do cenário externo, a SPE menciona as novas tarifas, os desdobramentos da guerra entre os Estados Unidos e o Irã, além dos efeitos do super El Niño, como riscos que podem pressionar a inflação de alimentos e de energia, especialmente nas regiões da América Latina e da Ásia.  A secretária de Política Econômica, Debora Freire, disse que o governo “tem mais clareza” da intensidade do El Niño. O evento climático ocorre quando os ventos alísios do Pacífico Tropical enfraquecem e o oceano aquece, como consequência tende a provocar seca e severo calor em várias partes do mundo.</p>
<h2>Incertezas geopolíticas</h2>
<p>O documento avalia que as incertezas geopolíticas não foram totalmente eliminadas. A assinatura de um acordo de trégua entre Estados Unidos e Irã ajudou a reduzir os riscos externos associados ao choque de oferta do petróleo. O preço da commodity recuou no começo de março, mas a retomada dos conflitos e a escalada dos ataques reverteu essa tendência de queda no preço do petróleo. O desdobramento da guerra não foi incorporado ao cenário-base, mas o SPE destaca a existência do risco altista relevante para os preços de energia e baixista para a atividade mundial. </p>
<p>No Brasil, o boletim informa que a atividade econômica segue em expansão, mas a projeção é de desaceleração do PIB no segundo trimestre de 2026. Essa moderação deve-se mais à composição do crescimento, ou seja, o impulso da economia registrado no primeiro trimestre, puxado pelo setor agrícola, já está consolidado e não deve se dissipar para o segundo trimestre. </p>
<p>A perda de tração do crédito no trimestre encerrado em maio é outro fator de destaque entre os vetores contrários à aceleração da atividade. Junto à redução do crédito, a inadimplência voltou a subir, em meio a um ambiente de juros reais elevados, além do amplo comprometimento da renda das famílias. Para o ano, a projeção de crescimento do PIB segue em 2,3%, sustentada pela recomposição setorial, especialmente da agropecuária, que foi revisada de 1,2% para 1,8%.  </p>
<h2>Juros restritivos por mais tempo </h2>
<p>A economia dos EUA mantém sinais de resiliência, enquanto a inflação permanece acima da meta. Com a maior resiliência da inflação, o banco central americano (Federal Reserve) elevou as expectativas de juros nos EUA. Na Zona do Euro, o cenário é de estabilização gradual da atividade em meio à inflação persistente e juros elevados. Na China, a força da indústria contrasta com fraqueza da demanda doméstica. Diante desse conjunto de fatores, persistência inflacionária, pressões cambiais e a postura mais dura do Fed tendem a manter os bancos centrais da região mais cautelosos, com juros restritivos por mais tempo. </p>
<h2>Inflação</h2>
<p>No boletim, as projeções de inflação para 2026 foram revisadas para cima. A revisão do IPCA de 2026, de 4,5% para 5,1%, decorre apenas em parte dos dados já divulgados, com serviços e bens industriais, excluído o etanol, acelerando acima do projetado.</p>
<p>A aceleração projetada reflete os seguintes efeitos: a segunda ordem do choque do petróleo, o repasse ainda pendente da alta do IPA industrial aos preços ao consumidor, a expectativa de alimentos mais pressionados no segundo semestre do que na projeção anterior, diante da possibilidade de um El Niño mais intenso, e a piora das expectativas de mercado para o IPCA, que passaram de 4,9% para 5,3% no Focus para 2026.</p>
<p>Entre os fatores que contribuem para conter a inflação, o relatório cita  a manutenção da Selic em patamar contracionista ao longo do ano e a desaceleração esperada da atividade econômica, além das medidas adotadas para limitar o repasse do aumento dos combustíveis ao mercado doméstico. </p>
<p>Já para 2027, o IPCA foi revisado de 3,5% para 3,6%. Para o INPC, a projeção de 2026 saiu de 4,6% para 5,3%, refletindo o maior peso de alimentos no índice. Para o IGP-DI, a projeção passou de 4,9% para 5,6%, em razão da alta acima do esperado no atacado em abril e maio.</p>
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        <media:title>Economia global</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>IPCA aumenta 0,16% em junho e avança 4,64% em 12 meses, mostra IBGE</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/ipca-aumenta-0-16-em-junho-e-avanca-4-64-em-12-meses-mostra-ibge</link>
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      <pubDate>Fri, 10 Jul 2026 16:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A inflação oficial do país, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), de junho registrou elevação de 0,16%, resultado inferior à taxa de maio de 0,58%, e também abaixo do resultado de junho de 2025, de 0,24%, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).  </p>
<p>Agentes do mercado financeiro projetam uma aceleração de 0,32% em junho, de acordo com o Boletim Focus de segunda-feira, dia 06. Para fim de 2026, a projeção é de 5,3%. </p>
<p>A desaceleração foi puxada pelo grupo alimentação e bebidas (-0,24%), após alta de (1,33%) em maio. É a primeira variação negativa mensal desse grupo desde novembro de 2025. Os grupos educação e despesas totais também contribuíram para a desaceleração do índice, (-0,02%) e (0,25%) respectivamente.  </p>
<p>Ainda dentro do grupo alimentação e bebidas, a alimentação em domicílio variou (-0.39%), ante alta de 1,65% de maio, com influência das quedas do café moído (-3,72%), das frutas (–1.58%) e das carnes (-0.64%). </p>
<p>De acordo com o analista da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, o recuo dos preços dos alimentícios mostram uma tendência e representam devolução de altas recentes e maior oferta de alguns produtos, como o tomate, disse em nota.</p>
<h2>Pressão de alta</h2>
<p>Entre as altas nos preços, o grupo habitação foi o que mais contribuiu para a elevação da inflação em junho, com variação de 0,63%, seguido pelos grupos despesas pessoais (0,25%), artigos de residência (0,23%) e saúde e cuidados pessoais (0,23%).  O custo da energia elétrica, que fica dentro do grupo habitação, e que teve alta de 1,53%, foi o elemento que mais contribuiu para a inflação do mês. A manutenção da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos, além de reajustes em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro foi a explicação, de acordo com o IBGE.</p>
<h2>Acima do teto </h2>
<p>No primeiro semestre do ano, o IPCA acumula alta de 3,36%. No mesmo período de 2025, o a inflação acumulada era de 2,99%. Em 12 meses, a inflação acumulada está em 4,64%. É o segundo mês consecutivo com resultado acima do teto da meta de 4,5%, estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional. </p>
<p>A meta é considerada descumprida quando o IPCA acumulado permanece por seis meses seguidos de divulgação fora do intervalo de tolerância, que vai de 1,5% (piso) e o teto de (4,5%). A meta é de 3% ao ano. </p>
<p>O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e de Brasília. </p>
<h2>INPC</h2>
<p>O INPC, índice de inflação que mede o rendimento monetário de famílias de um a cinco salários mínimos, registrou alta de 0,14% em junho, o que representa uma redução em relação a maio (0,65%). No ano, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor acumula alta de 3,51%. Nos 12 meses até junho, o índice ficou em 4,33%, abaixo dos 4,42% dos 12 meses imediatamente anteriores.  </p>
<p>O grupo que mais contribuiu para a queda nos preços foi o produtos alimentícios, que saíram de 1,33% em meio para –0,29% em junho. A variação dos não alimentícios passou de 0,43% em maio para 0,28% em junho. </p>
<p>Na avaliação regional, a maior variação ocorreu em Brasília (0,48%), influenciada pelas altas da gasolina (1,74%) e da taxa de água e esgoto (3,71%). A maior queda ocorreu em São Paulo (-0,07%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-1,67%) e do etanol (-3,61%). </p>
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        <media:title>Nota de R$ 50</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
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