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    <title>Global South World Brasil - globalização</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>11 de Setembro de 2001: o dia que mudou o mundo</title>
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      <pubDate>Fri, 11 Sep 2026 14:42:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Há 25 anos, em 11 de setembro de 2001, o mundo mudou. E esta não é apenas uma dessas frases feitas que costumam acompanhar grandes efemérides. Boa parte do que aconteceu nas décadas seguintes — guerras, expansão do terrorismo, da xenofobia, adoção de estratégias de vigilância em massa e o fortalecimento de discursos autoritários — têm alguma conexão do que aconteceu naquela manhã de terça-feira nos Estados Unidos.</p>
<p>Naquele dia, 19 integrantes da organização terrorista Al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais. Dois haviam partido do aeroporto Logan, em Boston: o American Airlines 11 e o United Airlines 175, lançados contra as torres Norte e Sul do World Trade Center, em Nova York. O American Airlines 77 saiu de Washington Dulles e atingiu o Pentágono. O quarto, o United Airlines 93, decolou de Newark, em Nova Jersey, e caiu em um campo na Pensilvânia depois de passageiros e tripulantes reagirem à tentativa de sequestro.</p>
<h2>Brasileiros entre as vítimas</h2>
<p>Ao final da manhã, 2.977 vítimas haviam sido mortas, sem contar os 19 sequestradores. Foram 2.753 mortos em Nova York, 184 no Pentágono e 40 passageiros e tripulantes do voo 93. Cidadãos de mais de 90 países morreram nos ataques, entre eles ao menos três brasileiros - Ivan Kyrillos Fairbanks Barbosa, Anne Marie Sallerin Ferreira e Sandra Fajardo Smith. O maior atentado terrorista da história dos Estados Unidos inaugurava também uma nova época.</p>
<p>Naquele 11 de Setembro eclodiu um ovo da serpente gestado durante décadas. Desde meados do século XX o mundo convivia  - e sofria - com o extremismo, o fundamentalismo, a intolerância e a violência política. Entretanto, os atentados nos Estados Unidos funcionaram como um gigantesco acelerador da história, dando nova escala aos conflitos do Oriente Médio e às tensões entre o Ocidente e o mundo islâmico. </p>
<p>A resposta americana veio menos de um mês depois. Em outubro de 2001, Estados Unidos e aliados atacaram o Afeganistão, onde o regime Talibã abrigava Osama bin Laden e integrantes da Al-Qaeda. A guerra que deveria destruir a organização terrorista e impedir que o país continuasse servindo de base para novos ataques se transformaria no mais longo conflito militar da história americana. Duas décadas depois, em 2021, as tropas dos Estados Unidos deixariam o Afeganistão e o Talibã voltaria ao poder, onde está até hoje.</p>
<p>Em 2003, veio o Iraque. O governo de George W. Bush justificou a invasão, entre outros argumentos, pela suposta existência de armas de destruição em massa no país de Saddam Hussein. Elas nunca foram encontradas. A queda do regime foi rápida; o desastre que se seguiu, não. Ocupação, insurgência, terrorismo e conflitos sectários mergulharam o país em anos de violência e deixaram centenas de milhares de mortos.</p>
<p>O vácuo criado pela destruição do Estado iraquiano e pela desmobilização de suas estruturas militares também ajudaria a criar as condições para o surgimento de outro monstro. Uma organização surgida da Al-Qaeda no Iraque evoluiu até se transformar no Estado Islâmico. Em 2014, o grupo chegou a controlar extensas áreas do Iraque e da Síria, proclamou um “califado” e transformou execuções, atentados e terror em instrumentos de propaganda global.</p>
<h2>Padrão de ação e reação</h2>
<p>O 11 de Setembro também inaugurou um padrão de ação e reação que atravessaria o primeiro quarto do século 21. O terrorismo voltaria a atingir grandes cidades ocidentais: Madri, em março de 2004, quando explosões em trens deixaram 193 mortos; Londres, em julho de 2005, quando ataques ao metrô e a um ônibus mataram 52 vítimas, além dos quatro terroristas. Paris, Bruxelas, Nice e tantas outras cidades seriam atingidas nos anos seguintes.</p>
<p>Mais de duas décadas depois do 11 de Setembro, o ataque do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023 e a devastadora guerra desencadeada em Gaza mostrariam novamente como terrorismo, trauma coletivo, medo e desejo de vingança podem alimentar ciclos de violência nos quais, ao final, milhares de pessoas que nada tiveram a ver com a agressão original acabam pagando a conta.</p>
<p>Mas talvez o legado mais profundo daquele setembro de 2001 não esteja apenas nas guerras que vieram depois. Está também naquilo que passamos a aceitar a partir da sucessão de atentados e violência.</p>
<p>A cada nova ameaça, sociedades democráticas se mostraram mais dispostas a abrir mão voluntariamente de parcelas de liberdade em troca da promessa de segurança. Vigilância em massa, controles cada vez mais invasivos, guerras preventivas, prisões sem as garantias tradicionais, tortura apresentada por eufemismos e a ideia de que, diante de determinados inimigos, regras antes consideradas fundamentais poderiam ser relativizadas.</p>
<h2>Intolerância e autoritarismo</h2>
<p>O medo também produziu suas vítimas longe dos campos de batalha. Muçulmanos e imigrantes passaram a conviver com ondas de preconceito e xenofobia. Fronteiras se fecharam. Discursos nacionalistas ganharam terreno. E governantes de diferentes partes do planeta descobriram como ameaças reais ou imaginárias podem ser ferramentas extremamente eficientes para justificar concentração de poder, intolerância e autoritarismo.</p>
<p>Um quarto de século depois, talvez o principal exercício ao lembrar o 11 de Setembro não seja apenas reconstruir a sequência daqueles acontecimentos ou rever as imagens dos aviões atingindo as Torres Gêmeas. É olhar para tudo o que aconteceu depois.</p>
<p>As torres caíram em poucas horas. As consequências políticas, militares e sociais daquele dia atravessaram décadas. Vinte e cinco anos depois, ainda vivemos entre os escombros políticos e psicológicos do 11 de Setembro. E, se é para olhar para trás, talvez seja melhor fazer algo mais difícil do que simplesmente recordar: tentar aprender.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>25th Anniversary Of 9/11 Attacks Memorialized In New York City</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
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