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    <title>Global South World Brasil - gasolina</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Lula reforça ‘pacote de bondades’ e zera tributos da gasolina a 16 dias do segundo turno</title>
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      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 19:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A 16 dias do segundo turno das eleições, o governo Lula anunciou, nesta sexta-feira, 9, um conjunto com quatro medidas para conter a alta de combustíveis. A principal delas é que os  impostos federais sobre a gasolina serão zerados pelo período de 30 dias.</p>
<p>A medida faz parte de um 'pacote de bondade' que Lula vem implementando durante a campanha. Em setembro,  Lula já havia reajustado em 15% o Bolsa Família  e anunciou a distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS.</p>
<p>A ampliação dos subsídios para a gasolina culminará em uma desoneração de R$ 0,89 o que zera todo o PIS/Cofins e a Cide, que são os impostos federais sobre o combustível. Até agora, o valor do benefício estava em R$ 0,63 por litro de gasolina.</p>
<p>O custo estimado pela equipe econômica do governo é de R$ 5,2 bilhões por mês para os cofres públicos. Desse total, R$ 2,8 bilhões serão destinados à desoneração da gasolina, R$ 1,6 bilhão ao diesel e R$ 800 milhões ao etanol.</p>
<p>As medidas anunciadas — Gasolina: o governo zerou as alíquotas de PIS/Cofins sobre o combustível. Com a nova medida, o desconto tributário por litro passa de R$ 0,63 para R$ 0,89.</p>
<p>— Etanol: foi prorrogada a desoneração de tributos sobre o combustível, equivalente a R$ 0,19 por litro.</p>
<p>— Etanol hidratado: a subvenção econômica aos produtores e às cooperativas foi ampliada de R$ 0,25 para R$ 0,43 por litro.</p>
<p>— Diesel: os importadores de óleo diesel de uso rodoviário receberão uma subvenção adicional de R$ 1,40 por litro. Com o acréscimo ao benefício já existente, de R$ 2,12, o valor total chega a R$ 3,52 por litro.</p>
<p>O custo adicional das medidas é estimado em R$ 2,65 bilhões, distribuídos da seguinte forma:</p>
<p>— Gasolina: R$ 700 milhões;</p>
<p>— Etanol: R$ 350 milhões;</p>
<p>— Diesel: R$ 1,6 bilhão.</p>
<p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que a renúncia fiscal com a gasolina será compensada por receitas extraordinárias do petróleo, de forma a preservar a neutralidade fiscal. Segundo ele, o governo acompanhará semanalmente os preços nos postos para verificar se a redução dos tributos será repassada aos consumidores.</p>
<p>Em relação ao abastecimento, o governo descartou risco de falta de diesel no país. A estimativa para outubro é de uma demanda de 3,95 milhões de metros cúbicos, diante de uma oferta de 4,18 milhões de metros cúbicos, o que representa um saldo positivo de 6%.</p>
<p>A alta dos combustíveis tem pressionado a inflação. Em setembro, os preços do grupo subiram 1,41%, contribuindo para que o setor de transportes respondesse por 0,18 ponto percentual do IPCA, que avançou 0,82% no mês. Entre os combustíveis, o etanol teve a maior alta, de 3,16%, seguido pelo diesel, com 1,69%, e pela gasolina, com 1,21%.</p>
<p>O governo relaciona a pressão sobre os preços à guerra no Oriente Médio, iniciada em 28 de fevereiro, e às restrições à navegação pelo Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo. Antes do conflito, o barril do tipo Brent era negociado na faixa de US$ 70, mas chegou a ultrapassar US$ 120 com a escalada militar</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="photographer">Foto: Ricardo Stuckert</media:credit>
        <media:credit role="provider">Ricardo Stuckert/PR</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Governo reduz imposto da gasolina, mas preço pode não cair nos postos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/governo-reduz-imposto-da-gasolina-mas-preco-pode-nao-cair-nos-postos</link>
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      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 11:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A gasolina passa a ter uma redução de R$ 0,63 por litro em tributos federais a partir desta quinta-feira, 10, mas isso não significa que o motorista encontrará esse mesmo desconto — ou necessariamente uma redução equivalente — nos postos. A medida foi adotada pelo governo em meio à forte alta do petróleo provocada pela escalada dos conflitos no Oriente Médio e tem como objetivo amortecer o impacto desse movimento sobre os combustíveis no Brasil.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quarta-feira, 9, decreto que reduz a cobrança de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina. Com a mudança, esses tributos passam a somar R$ 0,16 por litro. </p>
<p>O decreto também zera PIS/Pasep e Cofins sobre o etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível. Nesse caso, a redução tributária corresponde a R$ 0,19 por litro.</p>
<p>As novas alíquotas entram em vigor nesta quinta-feira e valem até 9 de outubro.</p>
<h2>Por que o governo reduziu os tributos agora?</h2>
<p>A decisão ocorre em meio a uma nova escalada do preço internacional do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, voltou à casa dos US$ 100 nesta quarta-feira, 9, pela primeira vez desde o fim de julho.</p>
<p>Quanto mais caro fica o petróleo, maior é a pressão sobre o custo de seus derivados, como gasolina e diesel. Esse movimento internacional também influencia o mercado brasileiro e pode acabar chegando ao consumidor.</p>
<p>É justamente essa pressão que o governo tenta amortecer. Na prática, há duas forças atuando em sentidos contrários: enquanto a alta do petróleo pressiona os combustíveis para cima, a redução dos tributos federais diminui uma parcela do custo da gasolina.</p>
<p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, declarou que as medidas são para conter a alta dos combustíveis decorrente da crise geopolítica e disse que elas não têm caráter eleitoral. Lula concorre à reeleição. O primeiro turno acontece no dia 4 de outubro.</p>
<h2>Então, a gasolina vai ficar mais barata?</h2>
<p>Há uma redução efetiva no preço com tributos para as distribuidoras, mas ainda não é possível afirmar quanto dela chegará ao consumidor.</p>
<p>Até quarta-feira, 9, o governo concedia uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina. A Petrobras repassava esse benefício reduzindo em igual valor o preço cobrado das distribuidoras.</p>
<p>Com o fim desse mecanismo, a estatal deixa de aplicar o desconto de R$ 0,44 e o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras passa a R$ 3,05 por litro. Ao mesmo tempo, o governo reduz em R$ 0,63 os tributos federais.</p>
<p>Segundo a Petrobras, a combinação das duas mudanças faz com que o preço com tributos percebido pelas distribuidoras fique R$ 0,19 por litro menor do que o praticado até quarta-feira.</p>
<p>Isso não significa, porém, que o motorista encontrará automaticamente R$ 0,19 a menos na bomba.</p>
<p>O preço final da gasolina é formado por diferentes componentes. Além do valor cobrado na origem e dos tributos federais, entram nessa conta a mistura obrigatória de etanol anidro, impostos estaduais, custos de distribuição e transporte e as margens de distribuidores e postos.</p>
<p>Há ainda o próprio comportamento do petróleo. Como a cotação internacional está em patamar elevado devido à guerra, novos movimentos de alta podem pressionar novamente os custos.</p>
<p>Por isso, a redução observada na etapa inicial da cadeia pode chegar integralmente aos postos, chegar apenas em parte ou ser compensada por outros custos. O efeito para o motorista poderá ser acompanhado nos levantamentos de preços realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).</p>
<h2>E o diesel?</h2>
<p>Para o diesel, o governo adotou outro mecanismo. Lula assinou uma medida provisória que autoriza uma nova subvenção de R$ 1 por litro para produtores e importadores de diesel rodoviário.</p>
<p>Já existe uma subvenção de aproximadamente R$ 1,12 por litro, válida até 26 de setembro. Enquanto os dois benefícios estiverem simultaneamente em vigor, a ajuda poderá chegar a cerca de R$ 2,12 por litro.</p>
<p>Os participantes do programa deverão descontar o valor da subvenção do preço de venda e registrar a redução na nota fiscal. A ANP será responsável pela habilitação dos participantes, pelo acompanhamento dos preços e pelo pagamento da ajuda.</p>
<p>O valor da nova subvenção poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado de acordo com as condições do mercado. No fim de setembro, o governo deverá reavaliar a necessidade de manter um benefício superior a R$ 1 por litro.</p>
<p>A tentativa de conter o diesel tem efeitos que vão além de quem abastece veículos com esse combustível. Como grande parte das mercadorias no Brasil é transportada por rodovias, uma forte alta do diesel encarece os fretes e pode pressionar os preços de alimentos e de outros produtos.</p>
<h2>Quanto as medidas vão custar?</h2>
<p>O governo estima em cerca de R$ 7 bilhões por mês o impacto fiscal das novas medidas para gasolina, etanol e diesel.</p>
<p>Segundo o Executivo, parte desse custo será compensada pelo aumento das receitas públicas provocado pela própria valorização do petróleo. Preços mais elevados elevam a arrecadação ligada à produção da commodity, incluindo tributos e royalties.</p>
<p>O pacote foi anunciado a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro, no qual Lula concorre à reeleição.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Governo aprova aumento da mistura de etanol anidro na gasolina para 32% por 180 dias</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/governo-aprova-aumento-da-mistura-de-etanol-anidro-na-gasolina-para-32-e32</link>
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      <pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:11:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, nesta terça-feira 14/07, o aumento temporário do percentual obrigatório de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% (E32). A medida terá vigência de 180 dias, com possibilidade de prorrogar a decisão uma única vez pelo mesmo período. O percentual de álcool vai aumentar a partir de 1º de agosto.</p>
<p>O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que a elevação temporária do teor de etanol anidro obrigatoriamente misturado à gasolina deve reduzir o preço do litro do combustível em R$ 0,03. Em coletiva de imprensa, o ministro disse que “estamos completamente seguros quanto a avançarmos até o E32, e a transitoriedade é só uma maneira de nos precavermos. Dentro de 180 dias, veremos o que está acontecendo com relação ao etanol”, acrescentou.</p>
<p>Com a atualização do teor da mistura, o governo prevê uma redução nas importações de gasolina de 900 milhões de litros por ano. Por nota, o governo informa que a decisão leva em consideração a volatilidade atual no mercado de petróleo e combustíveis marcada pela manutenção dos conflitos no Oriente Médio. </p>
<p>O Ministério de Minas e Energia diz que “nesse contexto, a utilização de uma maior parcela de etanol produzido no país busca reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e possibilitar a maior presença desse biocombustível na matriz energética brasileira.   </p>
<h2>Estudos técnicos </h2>
<p>A decisão de ampliar a mistura para o E32 foi baseada em estudos técnicos e realizada no âmbito da implementação da Lei do Combustível do Futuro. Os testes foram feitos em modelos de veículos leves e motocicletas consideradas representativas da frota nacional. Foram analisados aspectos como desempenho, dirigibilidade, partida a frio, consumo de combustível e emissões, tanto em ambiente laboratorial quanto em condições reais de uso.  </p>
<p>De acordo com os resultados, a utilização do E32 apresentou comportamento equivalente ao observado com misturas de menor teor de etanol, sem impactos relevantes no funcionamento dos veículos, inclusive aqueles equipados com motores não flex. </p>
<h2>Etanol anidro </h2>
<p>O etanol anidro é um biocombustível produzido a partir de matérias-primas renováveis, como cana-de-açúcar e milho.  </p>
<h2>Mistura no diesel</h2>
<p>Em outra resolução, o CNPE atualizou as diretrizes para o fornecimento de biodiesel destinado ao atendimento da mistura obrigatória ao óleo diesel. A resolução aplica-se exclusivamente ao biodiesel destinado ao atendimento da mistura obrigatória ao diesel B. A comercialização de biodiesel importado permanece permitida para os demais segmentos previstos na regulamentação vigente. </p>
<p>A norma estabelece que o biodiesel comercializado pelo mercado deverá ser produzido exclusivamente por unidades autorizadas pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) </p>
<h2>Preocupação das entidades do setor</h2>
<p>Em nota conjunta, as entidades signatárias, representativas dos setores de combustíveis e de transportes Fecombustíveis, Brasilcom, Abicom e SindTRR manifestam preocupação com a possibilidade de elevação das misturas obrigatórias de etanol anidro na gasolina de 30% para 32% sem a conclusão prévia de estudos e testes técnicos necessários. Confira abaixo a íntegra da nota sobre a mistura do etanol anidro na gasolina:</p>
<p>“Já em relação ao etanol anidro, a preocupação recai, especialmente, sobre os potenciais impactos na frota de veículos leves (cerca de 15% não são flex), embarcações de pequeno porte e motocicletas movidos exclusivamente a gasolina, com possíveis efeitos sobre desempenho, durabilidade das peças e sobre custo de manutenção, com impacto significativo aos usuários desses veículos. O aumento da mistura de etanol anidro na gasolina acima dos atuais 30% também requer a realização de testes específicos para que se determine, com segurança, a sua viabilidade. Destaca-se ainda o potencial aumento do consumo específico de combustível decorrente da elevação dos teores de biocombustíveis, em razão de sua menor densidade energética, o que pode resultar em maior dispêndio ao consumidor para percorrer a mesma distância. Ademais, a elevação do teor de etanol requer o devido ajuste regulatório das especificações da gasolina — em especial quanto à octanagem (RON) e à massa específica —, observados os ritos técnicos e normativos aplicáveis, sob pena de ampliação do risco de fraudes, ao favorecer o uso de correntes de menor densidade e comprometer os mecanismos de controle de qualidade. Os setores de combustíveis e de transportes seguem comprometidos com as boas práticas para garantir a qualidade das misturas ao longo da cadeia logística, mas reforçam que esses cuidados não substituem avaliação técnica prévia, transparente e abrangente dos combustíveis que chegam aos consumidores finais. As entidades defendem que a política pública de biocombustíveis seja conduzida com previsibilidade, segurança jurídica, base científica, diálogo institucional e respeito aos ritos técnicos e regulatórios previstos em lei, em favor de uma agenda ambiental responsável, segura e tecnicamente fundamentada."</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>Fiscalização de combustível</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
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