<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.globalsouthworld.com.br/rss/tag/fmi" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Global South World Brasil - fmi</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>FMI estima declínio de economias do Golfo pós-guerra na região</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/fmi-alerta-reducao-economias-do-golfo</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/fmi-alerta-reducao-economias-do-golfo?feed=fmi</guid>
      <pubDate>Fri, 16 Oct 2026 16:16:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Fundo Monetário Internacional (FMI) espera que as economias do Oriente Médio ricas em energia voltem a crescer, mas não no médio prazo, enquanto os combates continuam entre a Arábia Saudita e os rebeldes houthi do Iêmen.</p>
<p>A declaração ocorre em um momento em que o FMI projeta uma retração generalizada nas economias do Golfo após meses de guerra que começaram no Irã e agora se espalharam para a Arábia Saudita e o Iêmen, mantendo o tráfego marítimo de energia impactado.</p>
<p>"Não voltaremos à trajetória pré-guerra no médio prazo, porque este choque deixará marcas em diversos setores, além de danificar uma série de infraestruturas, exigindo gastos adicionais para aumentar a resiliência", disse o diretor do FMI para a região, Jihad Azour.</p>
<p>O alerta surge enquanto autoridades e especialistas se reuniram em Bangkok nesta semana para debater os ventos contrários que ameaçam a economia global. Isso inclui custos de energia persistentemente altos e dúvidas sobre a sustentabilidade do  boom  da inteligência artificial.</p>
<p>Durante o evento, o FMI divulgou projeções indicando que a região do Oriente Médio e da Ásia Central — diretamente exposta à guerra no Irã — deve encolher 0,3% em 2026.</p>
<p>A Arábia Saudita está entre os países mais afetados, com projeção de retração de 3,3% em sua economia.</p>
<p>A estimativa aponta para uma recessão rara na Arábia Saudita, reino do Golfo que há muito vinha sendo protegido por fortes exportações de energia.</p>
<p>Por sua vez, a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que os ataques contínuos contra a Arábia Saudita podem afetar pessoas "em todos os lugares".</p>
<p>Um combate violento entre uma coalizão liderada pela Arábia Saudita e os houthis do Iêmen intensificou-se acentuadamente nos últimos dias, com ataques fatais de mísseis atingindo aeroportos, instalações de energia e a sede da estatal petrolífera Aramco.</p>
<h2>África segue caminho mais otimista</h2>
<p>Por outro lado, o Fundo Monetário Internacional elevou na última quinta-feira (15) sua previsão de crescimento para a África Subsaariana para 4,5% neste ano.</p>
<p>O Fundo elevou sua projeção de crescimento para a região em 0,2 ponto percentual em relação à última atualização do relatório  World Economic Outlook , em abril, observando que os ajustes no fornecimento global de energia e a adaptação do setor privado ajudaram a amortecer o impacto da guerra.</p>
<p>Desde o final de fevereiro, os preços globais do petróleo, gás e fertilizantes dispararam como resultado da guerra dos Estados Unidos contra o Irã, com diversos países africanos particularmente expostos à crise por serem importadores líquidos dessas  commodities .</p>
<p>Ainda assim, o diretor do FMI para a África, Zeine Zeidane, disse à AFP que, embora o crescimento tenha se mostrado resiliente, ele precisa acelerar para acompanhar o ritmo de outras regiões.</p>
<p>"Nossa visão é de que o crescimento per capita atual continua fraco", afirmou à AFP na sede do Fundo, em Washington. "A região levaria quase 50 anos para dobrar sua renda."</p>
<p>O ex-primeiro-ministro mauritano observou, contudo, que os países conseguiram, de modo geral, manter as taxas de crescimento atuais. Mesmo enfrentando múltiplas crises, não comprometeram suas finanças públicas, com a relação dívida/PIB apresentando trajetória de queda na maioria das nações.</p>
<p>Isso se deveu a "um esforço genuíno de consolidação fiscal", notadamente por meio de uma "melhor mobilização da arrecadação doméstica", afirmou.</p>
<p>O serviço da dívida ainda representa uma parcela significativa dos gastos públicos — 12% do PIB em média, e até um terço em alguns países, disse Zeidane.</p>
<p>"As necessidades de financiamento continuam a absorver grande parte do crédito disponível na economia", em detrimento de outras prioridades mais essenciais para o desenvolvimento.</p>
<p>"Em vez de termos bancos que financiam a atividade econômica, nos encontramos em uma situação em que as necessidades de financiamento dos governos estão sufocando o setor privado", lamentou.</p>
<p>Zeidane afirmou que a ausência de investidores institucionais, incluindo corporações e fundos de pensão, é um problema sério para o desenvolvimento dos mercados de capitais. "Há um trabalho real a ser feito para mobilizar o financiamento interno", disse.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asx5eOT7nXZhuQNHQ.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">LILLIAN SUWANRUMPHA</media:credit>
        <media:credit role="provider">Foto de Lillian Suwanrumpha / AFP</media:credit>
        <media:title>AFP__ThailandEconomyImf</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
</rss>