<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.globalsouthworld.com.br/rss/tag/endividamento" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Global South World Brasil - endividamento</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>3 em cada 4 brasileiros não aguentariam seis meses sem renda, mostra relatório</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/3-em-cada-4-brasileiros-nao-aguentariam-seis-meses-sem-renda-mostra-relatorio</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/3-em-cada-4-brasileiros-nao-aguentariam-seis-meses-sem-renda-mostra-relatorio?feed=endividamento</guid>
      <pubDate>Fri, 06 Nov 2026 20:01:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Três em cada quatro brasileiros não teriam dinheiro guardado suficiente para atravessar  mais de seis meses sem renda . É o que mostra a 9ª edição do  Raio X do Investidor Brasileiro , pesquisa da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) com o Datafolha, que ouviu  5.832 pessoas com 16 anos ou mais  em novembro de 2025 e foi divulgada em abril.</p>
<p>Pela primeira vez, o levantamento perguntou sobre reserva de emergência.  69% disseram ter algum dinheiro guardado , mas para  43%  ele acabaria em até seis meses, e cerca de 20% teriam fôlego para no máximo um mês. Outros  31% não têm qualquer reserva , e apenas  26%  se manteriam por mais de seis meses.</p>
<p>Para  André Charone , contador, professor universitário e mestre em Negócios Internacionais pela Must University, na Flórida (EUA) e autor do livro  A Verdade sobre o Dinheiro , o dado revela uma vulnerabilidade que vai além de quem não poupa nada.</p>
<p> "Existe uma diferença enorme entre ter algum dinheiro guardado e possuir uma reserva de emergência de verdade. Muitas pessoas até conseguem economizar alguma coisa, mas esse dinheiro não seria suficiente para sustentar a família durante uma situação mais grave, como a perda de um emprego ou uma doença que impeça temporariamente o trabalho", afirma.</p>
<h2>Quem está mais exposto</h2>
<p>A fragilidade se concentra entre os não investidores, que são  64% da população : 42% deles não têm reserva, contra 11% entre quem investe. Por idade, os  Boomers (65 anos ou mais)  são os mais vulneráveis, com quase metade sem nenhum dinheiro guardado. A Geração Z é a que mais tem reserva, mas para 57% dos jovens ela duraria menos de seis meses.</p>
<p>O orçamento apertado agrava o quadro.  Cerca de um terço dos brasileiros gasta mais do que ganha , índice que chega a 47% na classe DE. Nesse grupo, 41% não têm reserva e  45% têm dívidas em atraso , contra 29% na população em geral.</p>
<p>Sem proteção, o imprevisto costuma ser coberto com cartão de crédito, cheque especial ou empréstimo. </p>
<p>"Imagine uma família que depende de uma renda mensal de R$ 4 mil. Se essa renda desaparece de uma hora para outra, mas as contas continuam chegando, o que acontece? Sem dinheiro guardado, a primeira alternativa costuma ser recorrer ao crédito. E é justamente nesse momento de fragilidade que os juros podem transformar um problema temporário em uma dívida que levará anos para ser resolvida", diz Charone.</p>
<p>Entre os que não guardam dinheiro de forma alguma,  82% citam condições financeiras desfavoráveis  como motivo, ante 75% em 2021.</p>
<p> "Não podemos ignorar a realidade de milhões de brasileiros que precisam utilizar praticamente toda a renda para pagar despesas básicas. Para essas famílias, guardar dinheiro é realmente difícil. Mas também existem pessoas que, mesmo tendo uma renda confortável, acabam aumentando seus gastos na mesma proporção dos ganhos e permanecem sem nenhuma segurança financeira", pondera o especialista.</p>
<h2>Quanto guardar e por onde começar</h2>
<p>A referência indicada por Charone é uma reserva de  pelo menos seis meses das despesas essenciais : R$ 18 mil para uma família que gasta R$ 3 mil por mês com moradia, alimentação, contas e transporte, por exemplo. Autônomos e profissionais com renda variável podem precisar de até  12 meses . "Não existe um valor único que sirva para todo mundo", diz.</p>
<p>Para quem parte do zero, a orientação é começar com metas de  R$ 500 ou R$ 1 mil  e, depois, juntar o equivalente a um mês de gastos. O dinheiro deve ficar separado do usado no dia a dia, em aplicações de baixo risco e boa liquidez, como CDBs com liquidez diária e o Tesouro Selic.</p>
<p>O especialista também alerta para não misturar a reserva com planos de consumo. "Viagem, troca de carro e compra de celular precisam ter planejamentos próprios. A reserva de emergência não é uma poupança para realizar desejos, mas uma proteção para enfrentar necessidades inesperadas", afirma.</p>
<p>"Uma reserva de emergência é como um extintor de incêndio: você espera nunca precisar utilizar, mas, quando surge um problema, fica extremamente agradecido por ter um. O melhor momento para começar a construir essa proteção é antes de a emergência acontecer", conclui Charone.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asFlk8IzgYWYKzaBf.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Pexels</media:credit>
        <media:title>pexels-towfiqu-barbhuiya-3440682-8515596</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
</rss>