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    <title>Global South World Brasil - educação infantil</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Conselho Nacional de Educação estabelece regras para uso de IA</title>
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      <pubDate>Wed, 02 Sep 2026 22:01:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Depois de cerca de dois anos de discussões, o Conselho Nacional de Educação (CNE), órgão colegiado ligado ao Ministério da Educação (MEC), aprovou na terça-feira, 1º, regras para o uso de inteligência artificial (IA) em escolas e universidades. As diretrizes abrangem instituições públicas e privadas, da educação infantil ao ensino superior, e estabelecem limites para alunos, professores, pesquisadores e gestores.</p>
<p>O texto ainda precisa ser homologado pelo MEC e publicado no Diário Oficial da União. As instituições terão prazo de 12 meses para se adaptar às novas diretrizes.</p>
<p>A regulamentação permite o uso da IA como apoio à educação, mas estabelece limites de acordo com o impacto que a tecnologia pode ter sobre os estudantes. Para isso, as utilizações da tecnologia foram divididas em quatro níveis de risco: baixo, moderado, alto e excessivo. A classificação leva em conta o impacto que a IA pode ter sobre o aluno. Quanto mais a ferramenta interferir em avaliações ou em decisões sobre sua vida escolar ou acadêmica, maior é o nível de risco.</p>
<h2>O que muda nas escolas</h2>
<p>Na educação infantil e até o 5º ano do ensino fundamental, os alunos não poderão usar ferramentas de IA sozinhos. A tecnologia poderá fazer parte de atividades planejadas e acompanhadas pelos professores, mas as crianças não terão acesso livre a esses sistemas.</p>
<p>Para os estudantes mais velhos, o uso poderá ser ampliado de forma gradual. As escolas também deverão ensinar os alunos a compreender e usar a IA de forma crítica, incluindo seus limites, riscos e vieses nas respostas. Também deverão ser capacitados a avaliar as informações produzidas pela tecnologia.</p>
<p>As novas regras atingem as avaliações. A IA não poderá corrigir, avaliar nem sugerir notas para redações, questões dissertativas e outros trabalhos que dependam da interpretação do que foi produzido pelo aluno. Em provas objetivas, poderá ser usada como apoio, mas o resultado terá de ser atribuído por uma pessoa.</p>
<p>Resultados de detectores que apontam se um trabalho foi produzido com inteligência artificial não poderão determinar punição de um estudante se apenas eles forem aplicados. Ou seja, não basta a tecnologia.</p>
<h2>Quais são os quatro níveis de risco da IA</h2>
<p>De acordo com as diretrizes, no nível mais baixo de risco ficam usos que não interferem diretamente na avaliação ou em decisões sobre os alunos. É o caso de ferramentas para organizar e adaptar materiais didáticos, planejar aulas, oferecer recursos de acessibilidade ou revisar textos sem finalidade de avaliação.</p>
<p>O risco é considerado moderado quando há maior interação com o estudante, como em tutores virtuais, ferramentas de apoio à escrita e sistemas que dão orientações durante a aprendizagem. Esses recursos poderão ser usados, mas seu funcionamento terá de ser acompanhado pelas instituições.</p>
<p>No alto risco estão aplicações capazes de ter consequências mais importantes para o aluno. É o caso de ferramentas usadas na correção de avaliações objetivas, no monitoramento durante provas e em processos de seleção, certificação, concessão de benefícios ou questões disciplinares. A IA poderá auxiliar, mas não decidir sozinha.</p>
<p>Já os usos classificados como de risco excessivo serão proibidos. Entre eles estão reconhecimento de emoções, pontuação social, vigilância biométrica contínua e criação de perfis psicológicos ou comportamentais para classificar ou punir estudantes. Dados educacionais também não poderão ser usados para publicidade direcionada ou exploração comercial.</p>
<h2>Como são as regras para as universidades</h2>
<p>As instituições de ensino superior terão de criar políticas próprias para o uso da inteligência artificial no ensino, na pesquisa, na extensão e na gestão.</p>
<p>A IA poderá ser objeto de estudo e também ferramenta de apoio às atividades acadêmicas. As regras de cada instituição deverão tratar de pontos como autoria, integridade acadêmica, transparência, responsabilidade intelectual e proteção de direitos.</p>
<p>Na pesquisa científica, o uso da tecnologia deverá ser informado quando tiver participação relevante em etapas como elaboração de textos, análise de dados, revisão bibliográfica ou programação.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="photographer">Tomaz Silva/Agência Brasil</media:credit>
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        <media:title>educacao-infantil</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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