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    <title>Global South World Brasil - direita</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Guinada à direita: o que diz a imprensa internacional sobre o 1º turno</title>
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      <pubDate>Mon, 05 Oct 2026 12:07:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O desempenho de Flávio Bolsonaro (PL) à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições não foi o único resultado que chamou a atenção da imprensa internacional. Jornais tradicionais como The Guardian, Le Monde e The Washington Post destacaram também um movimento mais amplo para a direita, identificado nas disputas pelo Congresso Nacional e pelos governos estaduais.</p>
<p>As análises salientam tanto a força demonstrada pelo campo conservador quanto as dificuldades de Lula, apesar de indicadores positivos de seu governo. A rejeição ao presidente brasileiro, desejo de mudança, segurança, valores conservadores e desgaste das instituições aparecem entre as explicações. A nova composição política também deixa uma consequência que independe de quem vencer o segundo turno em 25 de outubro: o próximo presidente terá pela frente um Congresso ainda mais inclinado à direita.</p>
<h2>The Guardian</h2>
<p>“Eleição presidencial brasileira vai ao segundo turno com Flávio Bolsonaro à frente do presidente Lula”</p>
<p>A força da direita foi além do desempenho de Flávio Bolsonaro. O  Guardian  destaca que 34 dos 54 senadores eleitos são de direita ou extrema direita e chama atenção para as vitórias de outros integrantes da família Bolsonaro e de seus aliados, entre eles Michelle e Carlos Bolsonaro para o Senado, Jair Renan para a Câmara e Tarcísio de Freitas, reeleito governador de São Paulo.</p>
<p>O avanço no Senado tem importância especial para o bolsonarismo porque cabe à Casa julgar eventuais processos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ressalta o jornal. A conquista de cadeiras na Suprema Corte foi tratada como prioridade por aliados de Jair Bolsonaro, que intensificaram os ataques ao STF após a condenação e prisão do ex-presidente.</p>
<p>Na disputa presidencial, a insatisfação com o custo de vida e a violência urbana aparece entre as explicações para o resultado. O jornal também situa a eleição brasileira no avanço recente da direita na América Latina e lembra a proximidade de Flávio com Donald Trump, que busca ampliar na região o grupo de governos alinhados a Washington.</p>
<h2>El País</h2>
<p>“Bolsonaro vence Lula no primeiro turno das eleições e se aproxima do retorno da extrema direita ao poder no Brasil”</p>
<p>A vitória de Flávio Bolsonaro é apresentada pelo  El País  como uma demonstração de força do bolsonarismo e uma “vitória crucial” da onda ultraconservadora que percorre a América Latina. O resultado fortaleceu a família Bolsonaro como principal referência da direita brasileira e mostrou que o movimento continua competitivo mesmo com Jair Bolsonaro condenado e afastado da disputa.</p>
<p>A guinada à direita apareceu também nas demais eleições. O jornal destaca a reeleição de Tarcísio de Freitas em São Paulo e o fortalecimento do PL no Congresso, que pode aumentar a pressão por impeachment de ministros do STF e pela anistia aos condenados pelos ataques de 8 de janeiro.</p>
<p>O  El País  coloca ainda a eleição brasileira dentro da disputa sobre os rumos políticos da América Latina: ou o país decide entre acompanhar a guinada conservadora de outros países da região ou permanece, ao lado do México, como um dos principais governos progressistas. Essa escolha tem também uma dimensão geopolítica: manter a defesa do multilateralismo ou se aproximar de Trump e da aliança regional articulada por Washington.</p>
<h2>The New York Times</h2>
<p> “Lula e filho de Bolsonaro vão ao segundo turno pela Presidência do Brasil”</p>
<p>Uma vitória de Flávio Bolsonaro seria “a maior vitória até agora para a direita em ascensão na América Latina” e levaria ao poder no maior país da região um aliado entusiasmado do governo Donald Trump, afirma o  New York Times . O jornal lembra que candidatos alinhados ao presidente norte-americano venceram as últimas sete eleições na região e descreve o Brasil como “o maior prêmio restante”. Uma vitória de Lula, por sua vez, desaceleraria a marcha da direita pelo continente e complicaria os planos de Trump.</p>
<p>O presidente norte-americano aparece como personagem central da disputa mesmo sem ter declarado apoio formal a Flávio. Segundo o  NYT , seu governo trabalhou de maneiras mais sutis para favorecer o candidato, depois de usar tarifas e sanções para tentar ajudar Jair Bolsonaro durante o processo pela tentativa de golpe. Também tentou enviar uma delegação ao Brasil para investigar a integridade das eleições e, após pressão de Flávio e seus aliados, classificou as duas maiores facções criminosas brasileiras como organizações terroristas.</p>
<p>Lula respondeu colocando a soberania no centro da campanha, acusando o governo Trump de tentar influenciar a eleição para ter acesso aos recursos naturais brasileiros e apresentando Flávio como subordinado aos interesses norte-americanos. O governo dos Estados Unidos nega que esteja interferindo na eleição.</p>
<h2>Financial Times</h2>
<p>“Dinastia Bolsonaro no Brasil se aproxima de uma volta surpreendente”</p>
<p>Pouco mais de um ano depois da prisão de Jair Bolsonaro, sua família está perto de protagonizar uma recuperação política que o  Financial Times  classifica como surpreendente. O desempenho de Flávio, porém, não significaria necessariamente uma onda de entusiasmo por sua candidatura. Analistas ouvidos pelo jornal atribuem parte importante da votação à rejeição a Lula e ao desejo de mudança.</p>
<p>Flávio chegou a essa posição apesar das dificuldades enfrentadas durante a campanha, entre elas o caso do Banco Master, conflitos dentro da própria família (em referência à crise inicial com Michelle Bolsonaro, mulher de Jair Bolsonaro) e problemas no começo para conquistar setores empresariais. Aos 45 anos, ele também se beneficiou do contraste geracional com Lula, de 80.</p>
<p>Segurança, autoridade e valores conservadores também tiveram peso, não apenas uma agenda econômica de direita. O resultado é inserido ainda em uma mudança política mais ampla na América Latina, marcada pelo avanço recente de forças conservadoras. No Brasil, mostra que o campo político construído em torno de Jair Bolsonaro continua competitivo mesmo com o ex-presidente preso e fora da disputa. Uma eventual vitória de Flávio poderia ainda abrir uma nova frente de conflito institucional, diante de sua promessa de buscar a libertação do pai.</p>
<h2>Le Monde</h2>
<p>“‘Lula pagou o preço do descontentamento dos eleitores’: no Brasil, Flavio Bolsonaro fica à frente de Lula no primeiro turno da eleição presidencial”</p>
<p>O presidente Lula chegou à eleição com desemprego em queda, redução da pobreza e diminuição do desmatamento da Amazônia, mas esses resultados não foram suficientes para neutralizar o descontentamento de parte do eleitorado. Para o  Le Monde , o presidente “pagou o preço” dessa insatisfação nas urnas.</p>
<p>Preocupações com a economia e a segurança se somaram ao desgaste das instituições. O caso do Banco Master e as controvérsias envolvendo o STF deram à campanha de Flávio Bolsonaro espaço para associar Lula à Suprema Corte e ao establishment, embora o próprio candidato do PL também esteja sob investigação relacionada ao caso.</p>
<p>A força da direita nas eleições para o Congresso e governos estaduais mostrou que a votação de Flávio faz parte de um movimento político mais amplo, enquanto a esquerda perdeu espaço em outras disputas. O resultado reforça as dificuldades que Lula enfrentaria no Congresso mesmo em caso de vitória no segundo turno.</p>
<h2>Washington Post</h2>
<p>“Bolsonaro e Lula vão ao segundo turno: cinco conclusões da eleição brasileira”</p>
<p>O jornal   reúne cinco pontos para os resultados do primeiro turno. O primeiro é o recado dos eleitores: parte dos votos em Flávio foi motivada pela rejeição a Lula, enquanto parte dos votos no presidente veio de quem pretende impedir o retorno do bolsonarismo. O segundo é o confronto entre desejo de mudança e medo da mudança: Lula precisa responder à insatisfação com o custo de vida e o endividamento, enquanto Flávio precisa convencer eleitores de que sua eleição não representaria uma volta aos ataques às instituições ocorridos após a derrota de Jair Bolsonaro em 2022. O terceiro é o comparecimento: eleitores que optaram por outras candidaturas justamente por rejeitarem os dois finalistas podem decidir não votar no segundo turno.</p>
<p>A quarta questão é o que Donald Trump fará: depois das pressões exercidas por seu governo durante o processo contra Jair Bolsonaro, permanece a dúvida sobre se Washington intensificará ou reduzirá sua atuação — o Departamento de Estado nega tentativa de interferência. A quinta é a pouca presença de políticas públicas na campanha: Banco Master, STF, interferência norte-americana e ataques entre adversários ocuparam espaço que poderia ter sido dedicado a propostas, e economia e problemas cotidianos podem ganhar importância na disputa pelos eleitores ainda não alinhados a Lula ou Flávio.</p>
<h2>La Nación</h2>
<p>“Eleições no Brasil: o que está por trás do golpe sofrido por Lula e por que a aritmética favorece Flavio Bolsonaro”</p>
<p>O mapa político brasileiro “ficou inclinado à direita”, na definição do  La Nación . A rejeição ao governo Lula, mais do que uma adesão especialmente forte a Flávio Bolsonaro, estaria por trás do crescimento do candidato, mas o movimento foi além da corrida presidencial. A direita ampliou sua força no Senado e teve desempenho expressivo nas eleições estaduais.</p>
<p>É nesse quadro que entra a “aritmética”. A maior parte dos votos dos candidatos eliminados foi para nomes situados à direita, o que oferece a Flávio um universo maior de eleitores a disputar no segundo turno. Para reverter a diferença, Lula precisaria conquistar uma parcela consideravelmente maior desses votos.</p>
<p>O presidente enfrenta ainda a falta de aliados fortes em alguns dos estados mais populosos e um Congresso mais à direita. A abstenção aparece como outra frente de disputa: trazer às urnas eleitores que não votaram no primeiro turno pode abrir uma fonte adicional de votos.</p>
<p>O resultado também projeta uma discussão para além de 25 de outubro. Uma eventual derrota de Lula colocaria em primeiro plano sua sucessão e a reorganização da esquerda brasileira. E, qualquer que seja o vencedor, a composição política saída das urnas indica que a direita terá peso ainda maior na definição da agenda do próximo governo.</p>
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        <media:credit role="provider">AFP/ Evaristo Sá</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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      <title>Milei pede união da direita latina frente à ‘esquerda organizada’</title>
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      <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 23:25:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente argentino, Javier Milei, pediu nesta quinta-feira, 3, em Santiago, que a direita latino-americana se coordene frente à esquerda, que acusou de "colonizar" instituições, universidades e a imprensa.</p>
<p>"Em nível regional, a esquerda está organizada há décadas", afirmou Milei no Fórum Madri, evento anual organizado por uma fundação vinculada ao líder da extrema direita espanhol Santiago Abascal.</p>
<p>"O mal organizado se vence com o bem organizado, não há outra forma", disse Milei, o qual ressaltou que a esquerda conseguiu "colonizar" instituições, universidades e veículos de comunicação, de onde promove suas ideias e busca recuperar espaços de poder.</p>
<p>Milei apresentou o Chile como um dos exemplos do avanço das ideias conservadoras na América Latina, após a chegada ao poder de José Antonio Kast, em março. "O Chile voltou a apostar nos ideais da liberdade. Acordou, assim como a América Latina está acordando."</p>
<p>Milei se reuniu por cerca de 40 minutos com Kast, no palácio presidencial de La Moneda. Os dois compartilham posições favoráveis ao livre-mercado e uma política rígida frente à criminalidade e imigração ilegal. O presidente argentino deixou o encontro sem dar declarações.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
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