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    <title>Global South World Brasil - desigualdade social</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Educação é o fator mais associado à ascensão de renda e mobilidade social, mostra Atlas</title>
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      <pubDate>Fri, 31 Jul 2026 16:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Apenas metade dos filhos (49,94%) de pais agrupados entre os 25% mais pobres da população brasileira têm chance de concluir o Ensino Médio. A probabilidade despenca quando se trata da possibilidade de finalizar o Ensino Superior. Apenas 1,94% dos filhos de pais que estão entre os 25% mais pobres da população têm a oportunidade de completar os estudos superiores no país, mostra o  Atlas da Mobilidade Social Brasil,  divulgado nesta sexta, 31, pelo Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (Imds), em parceria com o grupo de pesquisa Prospera Lab.</p>
<p>Os dados gerais revelam a baixa probabilidade de ascensão das camadas mais baixas a uma condição melhor de vida. O recorte educação é o fator mais associado à ascensão de renda. Municípios com melhores indicadores educacionais, como maior Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e menor distorção idade-série, tendem a apresentar maiores chances de mobilidade ascendente.</p>
<p>"A mobilidade social depende da capacidade de reduzir as desigualdades de origem. O Atlas mostra que políticas educacionais são fundamentais, mas precisam ser acompanhadas de estratégias econômicas capazes de ampliar oportunidades ao longo da vida. Nosso objetivo é oferecer evidências que ajudem gestores públicos a desenhar políticas mais eficazes para promover a ascensão social", destacou o presidente do Imds, Paulo Tafner.</p>
<h2>Corte regional</h2>
<p>O recorte por região mostra que os filhos de famílias de renda mais baixa do Norte e Nordeste têm menor chance de realizar mobilidade social. A probabilidade de fazer uma ascensão está mais concentrada nas regiões Sul, Sudeste e partes do Centro-Oeste. </p>
<p>O levantamento confirma a reprodução das desvantagens sociais, em que filhos de famílias de renda mais baixa têm maior chance de permanecer no mesmo grupo da distribuição nas regiões do Norte e Nordeste.</p>
<h2>Raça</h2>
<p>Entre jovens brancos que nasceram em famílias agrupadas entre os 25% mais pobres da distribuição de renda, 36,3% permanecem nesse mesmo grupo quando adultos. Entre os não brancos, essa probabilidade sobe para 51,6%, indicando que a questão racial é ainda mais determinante para esse grupo.</p>
<h2>Gênero</h2>
<p>O gênero também altera significativamente as possibilidades de mobilidade social. Entre os filhos de pais que estavam entre os 25% mais pobres da população, cerca de um terço dos homens (32,9%) permanece nesse mesmo estrato de renda na vida adulta. Entre as mulheres, a proporção chega a 65,1%. </p>
<p>Essa disparidade aparece também no recorte racial: enquanto 69% das mulheres não brancas continuam entre os 25% mais pobres quando adultas, entre as mulheres brancas esse percentual é menor, de 52,9%.</p>
<h2>Sobre o Atlas</h2>
<p>O Atlas foi lançado em 2025 apresentando estimativas que se concentravam nos filhos nascidos entre 1983 e 1990 cujos pais estavam situados abaixo da mediana da distribuição nacional de renda. Hoje atualizado, o Atlas mantém esse recorte e acrescenta recortes adicionais por renda dos pais e por coorte de nascimento.</p>
<p>Além da corte de nascimento dos filhos nascidos entre 1983 e 1990, estão agora disponibilizados indicadores de mobilidade para as cortes 1983-1987 e 1988-1990. Em adição ao recorte de renda dos pais abaixo da mediana, estão agora também apresentados indicadores de mobilidade para as seguintes faixas de renda dos pais: até o percentil 25, entre o percentil 26 e o 75, e acima do percentil 75.</p>
<p>O Atlas também passa a incorporar indicadores socioeconômicos municipais, organizados por temas como educação, saúde, economia, gasto público e sociedade. Esses indicadores permitem contextualizar os resultados de mobilidade social observados nos territórios e apoiar análises comparativas entre municípios.</p>
<p>Link para a pesquisa completa</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>Estudos</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
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