<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.globalsouthworld.com.br/rss/tag/design" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Global South World Brasil - design</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>CasaCor Rio abre celebrações pelo centenário de Sergio Rodrigues, ícone do design nacional</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/casacor-rio-centenario-de-sergio-rodrigues</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/casacor-rio-centenario-de-sergio-rodrigues?feed=design</guid>
      <pubDate>Sat, 19 Sep 2026 17:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Grande nome do design e da arquitetura nacional, o carioca Sergio Rodrigues é um dos homenageados pela CasaCor Rio 2026, que está de portas abertas em um edifício modernista, o Aliança da Bahia, no centro do Rio de Janeiro até 8 de novembro. Esta edição marca os 35 anos do evento e traz outro componente histórico, o centenário de nascimento de Rodrigues. Com um ambiente inteiramente dedicado a ele, a CasaCor dá início às celebrações pelos 100 anos, que se completam em 22 de setembro de 2027.</p>
<p>A mostra “A Forma Informal" reúne 36 peças emblemáticas de sua trajetória e desenhos de sua prancheta, que são projetados para o piso e as paredes. Os visitantes poderão ouvir a voz gravada do designer contando histórias de seu trabalho.</p>
<p>O projeto tem a assinatura de Bel Lobo e Marianna Travassos, do escritório Bebo Arquitetos, que fizeram uma leitura contemporânea da obra de Rodrigues, que morreu em 1 de setembro de 2014, aos 86 anos.</p>
<p>Instalada no sexto andar do edifício, a mostra destaca também o sistema SR2, desenhos e referências provenientes do processo original de criação do designer, que ficou notabilizado internacionalmente por peças de mobiliário. Sua biografia, no site do Instituto Sergio Rodrigues, aponta que “a busca deliberada e incessante do móvel moderno brasileiro foi uma das grandes contribuições que deu à história da criatividade no Brasil”.</p>
<p>De fato, os móveis criados por Rodrigues, com o uso de materiais como madeira, couro e palhinha, ajudaram a compor uma identidade brasileira no design moderno, o que é reconhecido internacionalmente. Seu nome começou a ganhar o mundo quando a sua hoje famosa poltrona Mole conquistou o primeiro prêmio do Concurso Internacional do Móvel em Cantù (Itália), em 1961.</p>
<p>A poltrona Mole rompeu com o mobiliário moderno de linhas rígidas e assentos contidos. Com uma estrutura robusta de madeira e grandes almofadas de couro sustentadas por tiras, foi pensada para que o corpo pudesse afundar e relaxar, quase como em uma rede. A combinação de conforto informal, madeira brasileira e couro deu à peça uma identidade muito diferente do modernismo europeu dominante na época.</p>
<p>Em uma entrevista que deu para a revista Casa e Jardim, em 1985, Rodrigues – sobrinho do escritor Nelson Rodrigues – disse que para criar o móvel brasileiro basta imaginar algumas cenas: “Aquele encanto de fim de tarde em varanda de fazenda, depois de aguaceiro de verão, com cheiro de terra úmida, manga madura, certo toque de curral, com uma xícara de cafezinho fresco e broinhas de milho quentinhas. Ou o amanhecer em praia de areia branca, o mar calmo, cenário com o horizonte bem marcado de primavera, onde se mesclam a brisa fresca e a maresia. Ou noite fria na serra, penumbra só perturbada pela agitação do fogo na lareira que queima nó de pinho, certa aragem de lavanda, mofo, um cachimbo com bom fumo, talvez uma sopinha de cebolas”.</p>
<p>Rodrigues fundou em 1955 a Oca, loja que era não apenas ponto de venda como também ambiente de criação. Ela se tornou também uma referência. Como consta em sua biografia no Instituto Sergio Rodrigues, no dia da inauguração, ele entrou na Oca carregando o banco Mocho, que tinha criado em 1954, e que se transformaria em um ícone do seu trabalho. “O banco Mocho, que celebrou, em 2014, seus 60 anos, começava ali sua extensa e brilhante carreira. O sofá Hauner, que ele desenhara em São Paulo, foi levado para a loja já na inauguração e seria a segunda peça de Sergio a entrar na Oca”.</p>
<p>Ao longo de 60 anos de carreira, Rodrigues criou cerca de 1.200 modelos de móveis. Além da poltrona Mole, do banco Mocho e do sofá Hauner, outras de suas peças emblemáticas são a poltronas Oscar (1956), peça em homenagem a Oscar Niemeyer feita em jacarandá, com assento e encosto de palhinha; Kilin (1973), com estrutura de madeira e uma única peça de couro formando assento e encosto – que se tornaria uma de suas obras mais copiadas no mundo –; e a Chifruda (1962), peça criada para a exposição “O Móvel como Objeto de Arte”, na Oca, que explorava as possibilidades artesanais da madeira e do couro e que causou estranhamento na época.</p>
<p>Na mostra da CasaCor Rio, o visitante poderá conferir a poltrona Chifruda e peças menos conhecidas, como a cadeira Bule, o banco Eleh, a mesa Stella e o espelho Azen. A seleção também inclui reedições e raridades do acervo do designer.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asaFYW1XibNe5KpFV.png?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/png">
        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram - Sergio Rodrigues Atelier</media:credit>
        <media:title>sergio-rodrigues</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
</rss>