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    <title>Global South World Brasil - custo de vida</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Fim da taxa das blusinhas não livra compras internacionais de novo imposto em 2027; entenda</title>
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      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 21:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A chamada  “taxa das blusinhas”  acabou, mas o fim da cobrança não significa que as compras de baixo valor em plataformas internacionais ficarão livres de tributação</p>
<p>A lei sancionada em setembro zerou o Imposto de Importação para encomendas de até US$ 50 e encerrou a cobrança de 20% que vigorava desde 2024, quando o governo passou a tributar essas compras dentro do programa Remessa Conforme.</p>
<p>A partir de 2027, porém, esses mesmos produtos voltarão a estar sujeitos a uma cobrança federal, desta vez por meio da  Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) , um dos novos tributos criados pela reforma tributária.</p>
<p>A diferença é que a CBS não será simplesmente uma nova versão da antiga taxa, nem terá necessariamente a mesma alíquota de 20%. Trata-se de um tributo sobre o consumo que substituirá PIS e Cofins dentro da reforma tributária e que também será aplicado sobre produtos importados.</p>
<p>A cobrança ocorre porque, no modelo atual, as compras enquadradas no Regime de Tributação Simplificada (RTS) de até US$ 50 têm o Imposto de Importação como principal tributo federal sobre a entrada da mercadoria, enquanto PIS e Cofins são isentos. </p>
<p>Segundo  Gabriel Uarian, analista-chefe da Cultura Capital , não é correto comparar a futura CBS com a antiga taxa das blusinhas, já que são tributos de naturezas e objetivos diferentes.</p>
<p>O Imposto de Importação incide especificamente sobre a entrada de mercadorias estrangeiras no país, enquanto a CBS fará parte de um sistema de tributação do consumo com regras semelhantes para produtos nacionais e importados.</p>
<p>“A CBS é um tributo federal sobre o consumo que substitui, entre outros, o PIS e a Cofins. Ela será cobrada de forma uniforme sobre produtos nacionais e importados, sem distinção de valor ou origem”, afirma Uarian.</p>
<p>Segundo  Felipe Queiroz, economista-chefe  da APAS (Associação Paulista de Supermercados), é equivocado fazer uma correlação entre a CBS e a extinta taxa das blusinhas.</p>
<p>“Isso porque, mesmo com a CBS, o governo pode, no futuro, colocar um imposto de importação, que incidirá sobre as importações e sobre o preço ao consumidor final” , explica.</p>
<p>A alíquota que será aplicada em 2027 ainda não está definida e, por isso, não é possível saber exatamente quanto a nova cobrança representará no preço de uma compra internacional.</p>
<p>Há, porém, estimativas que permitem dimensionar o possível impacto. “Podemos simular um aumento da carga tributária de  9,21% , considerando a alíquota estimada divulgada pelo Comitê Gestor do IBS para fins orçamentários”, explica  Cristina Camara professora de Direito Tributário e Financeiro da UERJ.</p>
<p>No curto prazo, quem compra produtos de até US$ 50 do exterior deixa de pagar os 20% do Imposto de Importação e continua sujeito ao ICMS. Em 2027, a CBS será incorporada à tributação dessas operações, mas o Imposto de Importação continuará com alíquota zero nessa faixa.</p>
<p>A alíquota da CBS para 2027 ainda não foi definida e será estabelecida ao longo do processo de regulamentação da reforma tributária. A Receita Federal ficará responsável pelo cálculo, que passará pela análise do TCU antes de chegar ao Senado, responsável por fixar a alíquota de referência.</p>
<p>A mudança também afeta a diferença de tributação entre produtos importados e nacionais. Enquanto uma mercadoria importada de até US$ 50 deixa de pagar o Imposto de Importação, produtos vendidos por empresas brasileiras continuam sujeitos à estrutura tributária incidente sobre a produção e a comercialização no país.</p>
<p>A entrada da CBS altera parte dessa diferença ao levar também para o produto importado uma cobrança federal sobre o consumo.</p>
<p>“Com a entrada da CBS essa diferença tende a diminuir. A CBS incidirá da mesma forma sobre o produto nacional e sobre o importado”, diz Uarian.</p>
<p>Entidades ligadas ao varejo brasileiro defendem que a tributação dos produtos importados precisa evitar uma vantagem competitiva para plataformas estrangeiras, enquanto a reforma tributária estabelece uma nova lógica de tributação do consumo. </p>
<p>Para Cristina, a mudança está relacionada ao princípio da neutralidade previsto na reforma. </p>
<p>“O ponto positivo é o da competitividade, uma vez que um dos princípios norteadores da reforma tributária é o da neutralidade”, analisa a Cristina.</p>
<p>“A reforma tributária pode, inclusive, trazer uma alteração nos preços e tende a produzir isso com a possível majoração dos preços. Mas isso não diz respeito exclusivamente às importações”, afirma Queiroz.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Produção agrícola do Brasil alcança valor recorde de R$ 927 bilhões</title>
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      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 18:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A produção agrícola brasileira alcançou em 2025 o maior valor já registrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As principais culturas do país movimentaram R$ 927,2 bilhões, crescimento nominal de 18,4% em relação ao ano anterior.</p>
<p>O resultado aparece na Pesquisa Agrícola Municipal (PAM) 2025, divulgada pelo IBGE na quinta-feira, 17. O levantamento também mostra um recorde no volume produzido de cereais, leguminosas e oleaginosas: foram 345,4 milhões de toneladas, 18,2% acima de 2024.</p>
<p>Parte desse avanço ocorreu depois de um 2024 marcado por problemas climáticos. O El Niño prejudicou áreas produtoras do Sul e do Centro-Oeste, enquanto o Rio Grande do Sul sofreu perdas provocadas pelo excesso de chuvas. Em 2025, condições melhores favoreceram algumas das principais lavouras do país.</p>
<h2>Soja e milho puxam produção</h2>
<p>Soja e milho, juntos, responderam por 88,7% da produção brasileira de grãos em 2025. A soja alcançou 165,3 milhões de toneladas, aumento de 14,4%, e permaneceu como a cultura de maior valor de produção do país. Sozinha, respondeu por 34% do valor total das culturas pesquisadas pela PAM.</p>
<p>O milho teve crescimento ainda maior. A produção avançou 23,1% e atingiu o recorde de 141,2 milhões de toneladas. Mesmo com redução de 5,4% da área colhida na primeira safra, a produtividade aumentou 16,6%, favorecida pelas melhores condições climáticas.</p>
<p>Na lista das culturas que mais geraram valor aparecem, pela ordem, soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão. Na comparação com 2024, milho e cana trocaram de posição.</p>
<p>O café também teve forte valorização. Embora a produção tenha crescido apenas 3%, para 3,4 milhões de toneladas, o valor gerado aumentou 44,7% e chegou a R$ 100 bilhões, impulsionado pela alta dos preços no mercado internacional.</p>
<h2>Centro-Oeste passa o Sudeste</h2>
<p>A expansão de soja, milho e algodão mudou também o mapa econômico da produção agrícola brasileira. O Centro-Oeste registrou R$ 288 bilhões em 2025, crescimento de 31,8%, e ultrapassou o Sudeste, que havia liderado no ano anterior.</p>
<p>A diferença entre as duas regiões ficou em R$ 17 bilhões. O Sudeste também cresceu, 17,7%, mas foi afetado pela queda de 23,4% no valor da produção de laranja.</p>
<p>Mato Grosso permaneceu como o estado de maior valor de produção agrícola do país. O resultado avançou 37,1% e passou a representar 17,9% do total nacional. São Paulo aparece na sequência.</p>
<p>Entre os municípios, Sapezal, em Mato Grosso, assumiu a liderança, com R$ 8,6 bilhões em produção agrícola. São Desidério, na Bahia, ficou em segundo, com R$ 8,2 bilhões. Dos dez municípios com maior valor de produção, oito estão no Centro-Oeste.</p>
<h2>Morango e açaí ganham espaço</h2>
<p>A PAM 2025 também ampliou o retrato da fruticultura brasileira. O IBGE passou a contabilizar morango, acerola, cupuaçu e graviola e chegou a 24 frutas pesquisadas.</p>
<p>Considerando a nova lista, a fruticultura gerou R$ 95,6 bilhões em 2025. A comparação com o ano anterior, porém, exige cuidado: sem as quatro frutas recém-incluídas, teria havido queda de 1,8% no valor da produção, principalmente pela retração da laranja.</p>
<p>O morango estreou no levantamento já como a sexta fruta de maior valor de produção, com R$ 4,2 bilhões. Minas Gerais liderou o país nessa cultura.</p>
<p>O açaí, por sua vez, avançou 12,4%, movimentou R$ 8,7 bilhões e ultrapassou a uva, assumindo a terceira posição entre as frutas em valor gerado. O Pará concentrou 92,9% da produção brasileira.</p>
<p>A Pesquisa Agrícola Municipal reúne dados sobre área plantada e colhida, produção, rendimento e preços médios pagos aos produtores. A edição de 2025 passou a acompanhar 70 produtos em todo o país.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Selic cai para 13,75%: como os juros afetam crédito e investimentos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/selic-cai-como-juros-afetam-credito-e-investimentos</link>
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      <pubDate>Thu, 17 Sep 2026 10:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), reduziu nesta quarta-feira, 16, a taxa básica de juros da economia brasileira de 14% para 13,75% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo da Selic.</p>
<p>A decisão foi unânime. Esta foi a última reunião do Copom antes do primeiro turno das eleições, no dia 4 de outubro.</p>
<p>A Selic é a taxa básica de juros da economia e serve de referência para outras taxas cobradas no país, como as de empréstimos e financiamentos. Também influencia a remuneração de investimentos. O Copom define seu valor a cada 45 dias, principalmente com o objetivo de manter a inflação sob controle.</p>
<p>Os dados recentes de preços ajudaram na decisão. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial do país, caiu 0,32% em agosto e acumula alta de 4,22% em 12 meses.</p>
<p>Na segunda-feira, 14, a Pesquisa Focus, levantamento do BC com instituições do mercado financeiro, mostrou redução da previsão de inflação para 2026, de 5% para 4,9%. Para 2027, a estimativa está em 4,3%.</p>
<p>As previsões do próprio Copom são diferentes: inflação de 5,2% em 2026, 3,9% em 2027 e 3,2% no primeiro trimestre de 2028.</p>
<p>A meta de inflação é de 3%, com margem de tolerância de 1,5% a 4,5%.</p>
<h2>Qual efeito sobre o crédito?</h2>
<p>A redução da Selic cria espaço para a queda dos juros de empréstimos e financiamentos, mas isso não ocorre automaticamente nem na mesma proporção.</p>
<p>Os bancos consideram outros fatores para definir as taxas cobradas dos clientes, como risco de inadimplência, custos e impostos. Por isso, os efeitos tendem a aparecer gradualmente.</p>
<p>O movimento acumulado é mais relevante do que o corte de quarta-feira isoladamente. A Selic chegou a 15% ao ano e, depois de cinco reduções consecutivas, está agora em 13,75%.</p>
<p>Quem já contratou um financiamento com juros fixos não terá redução nas parcelas por causa da nova Selic. Para quem pretende contratar crédito, a sequência de cortes pode contribuir para taxas menores ao longo do tempo.</p>
<p>No cartão de crédito e no cheque especial, o efeito tende a ser ainda mais limitado. Essas modalidades têm juros muito superiores à Selic e incorporam outros custos e riscos.</p>
<h2>Onde investir?</h2>
<p>A queda dos juros também altera a rentabilidade das aplicações financeiras.</p>
<p>Investimentos que acompanham diretamente a Selic ou o Certificado de Depósito Interbancário (CDI), taxa usada como referência por grande parte da renda fixa, tendem a render menos conforme os juros caem. É o caso do Tesouro Selic e de muitos Certificados de Depósito Bancário (CDBs).</p>
<p>Isso não significa que esses investimentos deixaram de ser atraentes. A Selic continua em 13,75% ao ano, um patamar elevado.</p>
<p>Na poupança, a regra não muda. Enquanto a Selic estiver acima de 8,5% ao ano, o rendimento continua sendo de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR).</p>
<h2>Por que o Banco Central cortou os juros?</h2>
<p>Além dessa desaceleração recente da inflação, o BC vê sinais de perda de ritmo da economia. Segundo o Copom, os indicadores mostram uma “moderação gradual da atividade econômica”, principalmente nos setores mais sensíveis aos juros, embora o mercado de trabalho continue aquecido.</p>
<p>Diogo Guillen, economista-chefe do Itaú, destaca, em análise publicada pelo banco, que dados divulgados desde a reunião anterior, incluindo a composição do Produto Interno Bruto (PIB) e indicadores mensais de atividade, vieram, em geral, abaixo do esperado. Para o economista, a comunicação do Banco Central mostra maior confiança nesse processo de desaceleração.</p>
<p>O cenário, porém, ainda exige cautela. O Copom aponta riscos como uma nova pressão dos preços do petróleo, efeitos climáticos sobre alimentos e energia, inflação de serviços resistente e uma desvalorização persistente do real.</p>
<p>“O cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, desancoragem das expectativas e riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária”, afirmou o Copom no comunicado.</p>
<p>Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), há um excesso de prudência do Copom diante do comportamento de queda na inflação dos últimos meses, segundo nota divulgada pela entidade. “Há trajetória consistente de desaceleração, alcançando 4,22% no acumulado em 12 meses até agosto, e melhora das expectativas de mercado, indicando convergência gradual em direção à meta de 3% ao ano no horizonte relevante para a política monetária”.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asB8Q8dIvU1fXS10Q.png?width=800&height=600&quality=75" alt="Este é o quinto corte consecutivo da Selic."/>
<h2>Estados Unidos vão na direção contrária</h2>
<p>No mesmo dia em que o Brasil reduziu os juros, o Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, fez o movimento contrário. Ele elevou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano. Foi a primeira alta em mais de três anos.</p>
<p>A decisão foi influenciada pela disparada do preço do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, que reforçou as preocupações com a inflação americana.</p>
<p>O movimento também importa para o Brasil. Juros mais altos nos Estados Unidos tornam os investimentos naquele país mais atraentes e podem afetar o câmbio. A pressão sobre o dólar pode encarecer produtos e insumos importados e alimentar a inflação, dificultando novos cortes da Selic.</p>
<p>Em seu comunicado, o Copom afirmou que o ambiente internacional permanece incerto, citando os conflitos no Oriente Médio e a política monetária das economias avançadas.</p>
<h2>E agora?</h2>
<p>O Copom não indicou se fará novo corte na próxima reunião. A comunicação praticamente não mudou em relação ao encontro anterior e, de acordo com Guillen, não trouxe “sinalizações explícitas sobre os próximos passos” dos juros.</p>
<p>O cenário-base do Itaú é de uma pausa no ciclo de cortes. A avaliação, porém, dependerá dos novos indicadores econômicos divulgados até a próxima reunião do Copom, nos dias 3 e 4 de novembro.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Quanto custa andar 5 km de táxi? Veja preços em dez capitais</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/5-km-de-taxi-precos-em-dez-capitais</link>
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      <pubDate>Fri, 11 Sep 2026 20:36:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Quanto custa andar 5 km de táxi no Brasil? A resposta varia bastante conforme a cidade. Em uma simulação feita com as tarifas de dez capitais, o mesmo percurso – dentro de horário diurno e durante a semana – custa de R$ 19,60, em Palmas, a R$ 30,55, em São Paulo, uma diferença de quase 56%.</p>
<p>Cinco quilômetros são, por exemplo, aproximadamente a distância de um deslocamento entre o Masp e o parque Ibirapuera, em São Paulo; do aeroporto Santos Dumont até a região da praia de Botafogo, no Rio de Janeiro; ou do Elevador Lacerda ao Farol da Barra, em Salvador. O percurso exato pode variar conforme a rota.</p>
<p>A comparação considera uma corrida de 5 km na Bandeira 1, sem tempo de espera nem cobranças adicionais. O cálculo soma a bandeirada — valor inicial registrado pelo taxímetro assim que começa a corrida — ao preço cobrado por quilômetro percorrido.</p>
<p>O modelo de cobrança do táxi permite uma base de comparação mais uniforme do que os valores cobrados pelos carros de aplicativo, que adotam preços dinâmicos e podem variar de acordo com a plataforma, o horário, a demanda e as condições da corrida.</p>
<h2>Bandeirada, Bandeira 1 e Bandeira 2</h2>
<p>É na bandeirada que aparecem os dois extremos nacionais identificados no levantamento. Entre as capitais brasileiras, Porto Alegre tem atualmente o maior valor, R$ 7,24, enquanto Palmas cobra o menor, R$ 4,10. Na capital gaúcha, a tarifa está em vigor desde fevereiro de 2026. Em Palmas, o valor da bandeirada permanece em R$ 4,10 desde fevereiro de 2015.</p>
<p>A Bandeira 1 é a tarifa por quilômetro usada nos dias e horários regulares estabelecidos por cada município. Já a Bandeira 2, normalmente mais cara, é permitida em determinados períodos, que podem incluir noites, domingos e feriados e variam de uma cidade para outra.</p>
<p>A maior bandeirada, porém, não significa necessariamente uma corrida mais cara. Porto Alegre cobra R$ 3,62 por quilômetro na Bandeira 1. Em São Paulo, a bandeirada é menor, R$ 6,55, mas o quilômetro custa R$ 4,80. Depois de 5 km, a corrida simulada chega a R$ 25,34 em Porto Alegre e a R$ 30,55 em São Paulo.</p>
<p>O levantamento também compara o tamanho das frotas atuais com as registradas em 2015, quando os serviços de transporte por aplicativo começavam a ganhar espaço no Brasil. A proposta é mostrar duas fotografias do setor: como estavam as frotas de táxi no início dessa transformação e como estão hoje.</p>
<p>Embora existam estudos sobre o impacto da chegada das plataformas de carros sobre as corridas de táxi, não há uma série nacional, regular e comparável entre as capitais que permita estabelecer quanto da mudança das frotas ao longo desse período foi provocado por esse novo mercado.</p>
<p>Para que todas as capitais partissem de uma mesma referência, foram usados para 2015 os dados reunidos pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Os números atuais vêm dos órgãos municipais responsáveis pelo serviço.</p>
<p>Os dados mais recentes exigem uma explicação. Nem todas as prefeituras divulgam a frota da mesma forma. Algumas informam o número de veículos, outras contabilizam licenças, autorizações ou prefixos. Também há cidades que divulgam quantas dessas autorizações estão ativas ou com a documentação em dia.</p>
<p>Ter uma licença significa estar autorizado pelo município a prestar o serviço de táxi. Uma licença ativa indica que ela está válida para operação. Já processos periódicos de vistoria e recadastramento podem mostrar quantos profissionais atualizaram a documentação naquele momento, mas não significam necessariamente que as licenças dos demais tenham deixado de existir.</p>
<p>É o caso de Cuiabá. A cidade tem 604 licenças para o serviço de táxi, mesmo número da base de 2015. Em janeiro de 2026, porém, cerca de 300 estavam regularizadas. O dado não permite dizer que a frota caiu pela metade, porque as demais licenças não necessariamente foram extintas.</p>
<p>Também há cidades que ampliaram o número de táxis autorizados. São Paulo abriu novas licenças nos últimos anos, o que ajuda a explicar o crescimento da frota formal. No Rio de Janeiro, a legislação também passou a permitir novas autorizações, mas o total que poderá ser concedido não deve ser confundido com o número de táxis atualmente licenciados.</p>
<p>No outro extremo está Belém. O dado recente disponível aponta cerca de 3,2 mil autorizações ativas, ante 5.383 táxis na base de 2015, uma redução de aproximadamente 41%. Em Porto Alegre, a queda chega a quase 26%.</p>
<h2>Veja os preços e como mudou a frota:</h2>
<p>Belém</p>
<p>Bandeirada: R$ 5,61</p>
<p>Bandeira 1: R$ 4,03/km</p>
<p>Corrida de 5 km: R$ 25,76</p>
<p>Frota em 2015: 5.383</p>
<p>Frota atual: cerca de 3.200</p>
<p>Variação: -40,6%</p>
<p>Palmas</p>
<p>Bandeirada: R$ 4,10</p>
<p>Bandeira 1: R$ 3,10/km</p>
<p>Corrida de 5 km: R$ 19,60</p>
<p>Frota em 2015: 136</p>
<p>Frota atual: 116</p>
<p>Variação: -14,7%</p>
<p>Recife</p>
<p>Bandeirada: R$ 5,12</p>
<p>Bandeira 1: R$ 3,35/km</p>
<p>Corrida de 5 km: R$ 21,87</p>
<p>Frota em 2015: 6.125</p>
<p>Frota atual: 6.125</p>
<p>Variação: 0%</p>
<p>Salvador</p>
<p>Bandeirada: R$ 6,47</p>
<p>Bandeira 1: R$ 3,23/km</p>
<p>Corrida de 5 km: R$ 22,62</p>
<p>Frota em 2015: 6.996</p>
<p>Frota atual: cerca de 7.000</p>
<p>Variação: praticamente estável</p>
<p>Brasília</p>
<p>Bandeirada: R$ 6,59</p>
<p>Bandeira 1: R$ 3,59/km</p>
<p>Corrida de 5 km: R$ 24,54</p>
<p>Frota em 2015: 3.400</p>
<p>Frota atual: cerca de 3.400</p>
<p>Variação: praticamente estável</p>
<p>Cuiabá</p>
<p>Bandeirada: R$ 6,00</p>
<p>Bandeira 1: R$ 4,30/km</p>
<p>Corrida de 5 km: R$ 27,50</p>
<p>Frota em 2015: 604</p>
<p>Frota atual: 604 licenças</p>
<p>Variação: praticamente estável</p>
<p>São Paulo</p>
<p>Bandeirada: R$ 6,55</p>
<p>Bandeira 1: R$ 4,80/km</p>
<p>Corrida de 5 km: R$ 30,55</p>
<p>Frota em 2015: 33.922</p>
<p>Frota atual: 37.643</p>
<p>Variação: +11,0%</p>
<p>Rio de Janeiro</p>
<p>Bandeirada: R$ 6,30</p>
<p>Bandeira 1: R$ 3,85/km</p>
<p>Corrida de 5 km: R$ 25,55</p>
<p>Frota em 2015: 33.000</p>
<p>Frota atual: 32.215</p>
<p>Variação: -2,4%</p>
<p>Porto Alegre</p>
<p>Bandeirada: R$ 7,24</p>
<p>Bandeira 1: R$ 3,62/km</p>
<p>Corrida de 5 km: R$ 25,34</p>
<p>Frota em 2015: 3.918</p>
<p>Frota atual: 2.911</p>
<p>Variação: -25,7%</p>
<p>Curitiba</p>
<p>Bandeirada: R$ 5,40</p>
<p>Bandeira 1: R$ 4,06/km</p>
<p>Corrida de 5 km: R$ 25,70</p>
<p>Frota em 2015: 2.252</p>
<p>Frota atual: 2.004</p>
<p>Variação: -11,0%</p>
<p>Os valores foram levantados em setembro de 2026 e podem ser reajustados em momentos diferentes, já que não há um calendário nacional para a atualização das tarifas de táxi.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">Unsplash/ Pedro Afonso</media:credit>
        <media:title>táxi</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Greve dos bancários começa na Caixa e tem adesão parcial no Banco do Brasil</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/greve-dos-bancarios-caixa-banco-do-brasil</link>
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      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 19:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Funcionários da Caixa Econômica Federal entraram em greve nacional por tempo indeterminado nesta quinta-feira (10). No Banco do Brasil, a paralisação ocorre de forma parcial, nas regiões onde os sindicatos rejeitaram a proposta negociada para a categoria.</p>
<p>A mobilização acontece após meses de negociações entre trabalhadores e instituições financeiras. Na quarta-feira (9), a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e as entidades sindicais concluíram a negociação da nova Convenção Coletiva de Trabalho (CCT), que terá validade até 31 de agosto de 2028.</p>
<p>O acordo nacional prevê a reposição integral da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), mais 0,6% de aumento real em 2026 e 2027. Os reajustes também alcançam benefícios como vale-refeição, vale-alimentação, Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e auxílios.</p>
<p>A principal diferença entre as paralisações está nas negociações específicas de cada banco. Enquanto os empregados da Caixa rejeitaram o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) e aprovaram uma greve nacional, no BB a paralisação ficou restrita às bases sindicais que não aceitaram a proposta.</p>
<h2>Caixa apresenta nova proposta</h2>
<p>As negociações entre a Caixa e a Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa) foram retomadas nesta quinta-feira (10), após o início da greve. O banco apresentou uma nova proposta para o ACT específico dos funcionários.</p>
<p>O documento mantém as cláusulas negociadas ao longo de 2026 e traz mudanças relacionadas principalmente ao Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.</p>
<p>A proposta prevê que a Caixa antecipe sua participação nas 13ª mensalidades de 2028, 2029 e 2030 para cobrir integralmente o déficit registrado no plano em 2026. Também está prevista a implantação, a partir de janeiro de 2027, de um novo modelo de custeio.</p>
<p>Outro ponto é o aumento da participação da Caixa no financiamento do Saúde Caixa, de 6,5% para 8%. A proposta ainda inclui o pagamento retroativo de valores relacionados ao Pams (Programa de Assistência Médica Supletiva) desde 2021 e a criação de grupos de trabalho para discutir novas fontes de financiamento e melhorias na eficiência do plano.</p>
<p>O banco também prevê investimentos de R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027.</p>
<p>A proposta apresentada nesta quinta-feira tem validade até sexta-feira (11). A Caixa informou que, caso os termos não sejam aprovados pela categoria dentro do prazo, poderá retirar a proposta e ingressar com dissídio coletivo. Nesse cenário, as questões que ainda estão em negociação passariam a ser decididas pela Justiça.</p>
<p>Apesar da nova oferta, a greve continua até que os trabalhadores analisem o conteúdo e realizem novas assembleias.</p>
<h2>O que os bancários reivindicam</h2>
<p>Entre os pontos discutidos pelos empregados da Caixa estão questões relacionadas ao Saúde Caixa, condições de trabalho, metas e saúde dos trabalhadores.</p>
<p>As negociações específicas também envolvem a aplicação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que estabelece regras de segurança e saúde no ambiente profissional, além do combate a metas consideradas abusivas e da busca por melhores condições de trabalho.</p>
<p>A proposta apresentada nesta quinta-feira mantém ainda medidas negociadas anteriormente sobre diversidade, equidade de gênero, combate à discriminação e acessibilidade para pessoas com deficiência.</p>
<p>Também estão previstas ações relacionadas à saúde integral, flexibilização de ausências, férias e trajetória profissional. Para empregados com deficiência, o texto prevê avaliação das condições de trabalho e possibilidade de redução da jornada em até 25%, trabalho remoto e outras formas de flexibilização.</p>
<h2>Prêmio de R$ 3 mil</h2>
<p>Caso a proposta seja aprovada, a Caixa informou que pretende realizar em 18 de setembro o pagamento do salário reajustado, da PLR, do Super Caixa e de um prêmio de R$ 3 mil por empregado.</p>
<p>O valor está relacionado ao cumprimento do Índice de Eficiência Operacional (IEO), alcançado pela instituição em junho deste ano.</p>
<h2>Paralisação no Banco do Brasil</h2>
<p>No Banco do Brasil, a greve não foi aprovada de forma nacional. A paralisação acontece nas bases sindicais que rejeitaram a nova Convenção Coletiva de Trabalho.</p>
<p>Entre as localidades que não aprovaram o acordo estão Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis. Em outras regiões, os sindicatos aceitaram a proposta e a convenção foi assinada.</p>
<p>O Banco do Brasil informou que participa das negociações gerais conduzidas pela Fenaban e também mantém uma mesa específica com representantes dos funcionários para discutir questões próprias da instituição.</p>
<h2>O que muda para os bancários</h2>
<p>A nova CCT abrange cerca de 414 mil trabalhadores de aproximadamente 3,6 mil municípios. Ao todo, 171 bancos fazem parte da convenção, que foi assinada por 245 entidades sindicais.</p>
<p>Além do reajuste salarial, o acordo estabelece a correção de benefícios como vale-refeição, vale-alimentação e auxílio-creche ou babá, além de regras para a PLR.</p>
<p>O texto reúne também medidas relacionadas à saúde mental, combate ao assédio e direito à desconexão fora do horário de trabalho. Há ainda regras de transparência e limites para o monitoramento digital dos funcionários.</p>
<p>Outro ponto previsto é a criação de um programa de qualificação e recolocação profissional. A convenção amplia a indenização destinada a trabalhadores de bancos privados demitidos em razão do fechamento de agências.</p>
<h2>Como ficam os serviços para clientes</h2>
<p>A greve pode afetar o atendimento presencial nas agências de acordo com o nível de adesão dos funcionários. Caixa e Banco do Brasil orientam os clientes a utilizar, sempre que possível, os canais digitais e os terminais de autoatendimento.</p>
<p>Na Caixa, seguem disponíveis serviços pelo aplicativo, internet banking, WhatsApp Caixa, Caixa Tem, caixas eletrônicos, Banco24Horas, lotéricas e Correspondentes Caixa Aqui.</p>
<p>O atendimento telefônico pode ser feito pelo 4004-0104, para capitais e regiões metropolitanas, e pelo 0800-104-0104, nas demais localidades.</p>
<p>No Banco do Brasil, continuam disponíveis o aplicativo, Internet Banking, correspondentes bancários, WhatsApp e a Central de Relacionamento. Os telefones são 4004-0001, para capitais e regiões metropolitanas, e 0800-729-0001, para as demais localidades.</p>
<p>A paralisação das agências não significa, por si só, a suspensão de pagamentos de benefícios. Serviços que podem ser realizados pelos canais digitais e eletrônicos continuam disponíveis, enquanto aqueles que dependem de atendimento presencial podem sofrer alterações conforme a adesão à greve.</p>
<p>*Com informações da Agência Brasil</p>
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        <media:title>Caixa</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>GSW Brasil cria comunidades no WhatsApp para ouvir leitores de diferentes regiões</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/gsw-brasil-cria-comunidades-no-whatsapp-para-ouvir-leitores-de-diferentes-regioes</link>
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      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 16:27:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Global South World Brasil está ampliando os canais de diálogo com seus leitores por meio da criação de comunidades regionais no WhatsApp. A iniciativa pretende abrir um espaço de conversa sobre questões que afetam diretamente a vida dos brasileiros e, ao mesmo tempo, aproximar o trabalho jornalístico das experiências e preocupações da população.</p>
<p>As comunidades são organizadas por região e reúnem grupos menores de participantes, que poderão compartilhar opiniões e experiências sobre temas como educação, saúde, economia, custo de vida, segurança e direitos humanos. A proposta é estimular a troca de diferentes pontos de vista e identificar assuntos que ganham relevância no cotidiano de cada localidade.</p>
<p>Jornalistas da Global South World Brasil também acompanham as conversas. Além de compartilhar informações produzidas pela redação, a equipe poderá usar as discussões para compreender melhor as prioridades dos leitores, identificar tendências e encontrar novas pautas e histórias que mereçam ser investigadas e contadas.</p>
<p>A iniciativa parte da ideia de que questões nacionais nem sempre são vividas da mesma maneira em diferentes regiões do país. O impacto do custo de vida, por exemplo, pode variar de uma cidade para outra, assim como os desafios relacionados à segurança, ao acesso à saúde ou à qualidade da educação. As comunidades pretendem ajudar a revelar essas diferenças a partir dos relatos de quem convive diariamente com elas.</p>
<h2>Como participar</h2>
<p>A participação começa com um breve cadastro, que permite ao usuário ingressar na comunidade correspondente. Clique  aqui  e siga as instruções para escolher os assuntos que mais interessam. Você também pode se inscrever em nosso canal no WhatsApp e receber atualizações sobre nossas reportagens e projetos por meio deste  link .</p>
<p>Os espaços têm moderação ativa para preservar um ambiente de discussão livre e segura. Conteúdos com discurso de ódio e situações de assédio não serão tolerados.</p>
<p>O projeto integra a estratégia da Global South World de reduzir desigualdades no acesso à informação e ampliar a representação de diferentes perspectivas sobre o Sul Global. A equipe brasileira da organização está baseada em São Paulo.</p>
<p>Ao criar um canal direto entre jornalistas e leitores, a Global South World Brasil pretende não apenas levar notícias às comunidades, mas também ouvir o que seus integrantes têm a dizer.</p>
<p>Participe da comunidade da Global South World Brasil no WhatsApp e faça sua voz ser ouvida.</p>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Governo reduz imposto da gasolina, mas preço pode não cair nos postos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/governo-reduz-imposto-da-gasolina-mas-preco-pode-nao-cair-nos-postos</link>
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      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 11:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A gasolina passa a ter uma redução de R$ 0,63 por litro em tributos federais a partir desta quinta-feira, 10, mas isso não significa que o motorista encontrará esse mesmo desconto — ou necessariamente uma redução equivalente — nos postos. A medida foi adotada pelo governo em meio à forte alta do petróleo provocada pela escalada dos conflitos no Oriente Médio e tem como objetivo amortecer o impacto desse movimento sobre os combustíveis no Brasil.</p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou na quarta-feira, 9, decreto que reduz a cobrança de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina. Com a mudança, esses tributos passam a somar R$ 0,16 por litro. </p>
<p>O decreto também zera PIS/Pasep e Cofins sobre o etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível. Nesse caso, a redução tributária corresponde a R$ 0,19 por litro.</p>
<p>As novas alíquotas entram em vigor nesta quinta-feira e valem até 9 de outubro.</p>
<h2>Por que o governo reduziu os tributos agora?</h2>
<p>A decisão ocorre em meio a uma nova escalada do preço internacional do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, voltou à casa dos US$ 100 nesta quarta-feira, 9, pela primeira vez desde o fim de julho.</p>
<p>Quanto mais caro fica o petróleo, maior é a pressão sobre o custo de seus derivados, como gasolina e diesel. Esse movimento internacional também influencia o mercado brasileiro e pode acabar chegando ao consumidor.</p>
<p>É justamente essa pressão que o governo tenta amortecer. Na prática, há duas forças atuando em sentidos contrários: enquanto a alta do petróleo pressiona os combustíveis para cima, a redução dos tributos federais diminui uma parcela do custo da gasolina.</p>
<p>O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, declarou que as medidas são para conter a alta dos combustíveis decorrente da crise geopolítica e disse que elas não têm caráter eleitoral. Lula concorre à reeleição. O primeiro turno acontece no dia 4 de outubro.</p>
<h2>Então, a gasolina vai ficar mais barata?</h2>
<p>Há uma redução efetiva no preço com tributos para as distribuidoras, mas ainda não é possível afirmar quanto dela chegará ao consumidor.</p>
<p>Até quarta-feira, 9, o governo concedia uma subvenção de R$ 0,44 por litro para a gasolina. A Petrobras repassava esse benefício reduzindo em igual valor o preço cobrado das distribuidoras.</p>
<p>Com o fim desse mecanismo, a estatal deixa de aplicar o desconto de R$ 0,44 e o preço médio de venda da gasolina A da Petrobras passa a R$ 3,05 por litro. Ao mesmo tempo, o governo reduz em R$ 0,63 os tributos federais.</p>
<p>Segundo a Petrobras, a combinação das duas mudanças faz com que o preço com tributos percebido pelas distribuidoras fique R$ 0,19 por litro menor do que o praticado até quarta-feira.</p>
<p>Isso não significa, porém, que o motorista encontrará automaticamente R$ 0,19 a menos na bomba.</p>
<p>O preço final da gasolina é formado por diferentes componentes. Além do valor cobrado na origem e dos tributos federais, entram nessa conta a mistura obrigatória de etanol anidro, impostos estaduais, custos de distribuição e transporte e as margens de distribuidores e postos.</p>
<p>Há ainda o próprio comportamento do petróleo. Como a cotação internacional está em patamar elevado devido à guerra, novos movimentos de alta podem pressionar novamente os custos.</p>
<p>Por isso, a redução observada na etapa inicial da cadeia pode chegar integralmente aos postos, chegar apenas em parte ou ser compensada por outros custos. O efeito para o motorista poderá ser acompanhado nos levantamentos de preços realizados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).</p>
<h2>E o diesel?</h2>
<p>Para o diesel, o governo adotou outro mecanismo. Lula assinou uma medida provisória que autoriza uma nova subvenção de R$ 1 por litro para produtores e importadores de diesel rodoviário.</p>
<p>Já existe uma subvenção de aproximadamente R$ 1,12 por litro, válida até 26 de setembro. Enquanto os dois benefícios estiverem simultaneamente em vigor, a ajuda poderá chegar a cerca de R$ 2,12 por litro.</p>
<p>Os participantes do programa deverão descontar o valor da subvenção do preço de venda e registrar a redução na nota fiscal. A ANP será responsável pela habilitação dos participantes, pelo acompanhamento dos preços e pelo pagamento da ajuda.</p>
<p>O valor da nova subvenção poderá ser alterado, interrompido ou prorrogado de acordo com as condições do mercado. No fim de setembro, o governo deverá reavaliar a necessidade de manter um benefício superior a R$ 1 por litro.</p>
<p>A tentativa de conter o diesel tem efeitos que vão além de quem abastece veículos com esse combustível. Como grande parte das mercadorias no Brasil é transportada por rodovias, uma forte alta do diesel encarece os fretes e pode pressionar os preços de alimentos e de outros produtos.</p>
<h2>Quanto as medidas vão custar?</h2>
<p>O governo estima em cerca de R$ 7 bilhões por mês o impacto fiscal das novas medidas para gasolina, etanol e diesel.</p>
<p>Segundo o Executivo, parte desse custo será compensada pelo aumento das receitas públicas provocado pela própria valorização do petróleo. Preços mais elevados elevam a arrecadação ligada à produção da commodity, incluindo tributos e royalties.</p>
<p>O pacote foi anunciado a menos de um mês do primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para 4 de outubro, no qual Lula concorre à reeleição.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Golpe usa falso “auxílio reconstrução 2026” de R$ 1.050 para roubar dados</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/golpe-usa-falso-auxilio-reconstrucao-2026-de-r-1050-para-roubar-dados</link>
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      <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 17:49:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um novo golpe que circula por aplicativos de mensagens e redes sociais promete um suposto  “Auxílio Reconstrução 2026” no valor de R$ 1.050 . A mensagem afirma que o cidadão pode consultar se tem direito ao benefício por meio de um link e receber o dinheiro. Segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), porém,  o benefício não existe e a mensagem não foi enviada pelo Governo Federal .</p>
<p>O golpe se aproveita do nome de um benefício que de fato foi criado para famílias atingidas pelas enchentes no Rio Grande do Sul em 2024. Na ocasião, o  Auxílio Reconstrução pagou R$ 5.100 em parcela única  às famílias residentes em áreas afetadas por inundações, enxurradas ou deslizamentos.</p>
<p>O benefício contemplou moradores de  444 municípios gaúchos  que tiveram situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecida pelo Governo Federal até 7 de junho de 2024.</p>
<p>“Não há um novo Auxílio Reconstrução no valor de R$ 1.050”, reforça o MIDR.</p>
<p>A orientação do governo é que a população desconfie de mensagens que prometem dinheiro ou outros benefícios mediante o acesso a links e o preenchimento de dados pessoais. Páginas não oficiais podem ser usadas para  coletar informações das vítimas ou aplicar outros golpes .</p>
<h3>Como consultar o auxílio reconstrução</h3>
<p>Quem precisa consultar informações sobre o benefício destinado às famílias afetadas pelas enchentes de 2024 deve acessar  somente o site oficial do Auxílio Reconstrução  e entrar com a conta Gov.br.</p>
<p>A consulta pode ser feita pelo portal oficial do programa:  Auxílio Reconstrução — Dataprev .</p>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Congresso derruba taxa das blusinhas: entenda como ficam as compras</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/taxa-das-blusinhas-como-ficam-compras</link>
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      <pubDate>Fri, 04 Sep 2026 10:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Quem compra produtos de até US$ 50 em sites internacionais continuará sem pagar o Imposto de Importação de 20% que ficou conhecido como “taxa das blusinhas”.</p>
<p>Câmara e Senado aprovaram na quinta-feira, 3, a medida provisória que mantém zerada a cobrança. A isenção já estava valendo desde maio, quando o governo editou a MP 1.357/2026, mas poderia perder a validade em 8 de setembro sem a aprovação do Congresso.</p>
<p>A compra, porém, não fica totalmente livre de impostos. O ICMS, cobrado pelos estados e pelo Distrito Federal, continua incidindo sobre as encomendas internacionais.</p>
<p>A decisão é mais um capítulo de uma disputa que começou antes mesmo da criação da “taxa das blusinhas”, em 2024. De um lado estavam os consumidores atraídos pelos preços mais baixos de plataformas internacionais. Do outro, indústria e varejo brasileiros, que afirmam enfrentar uma concorrência desigual com os produtos importados.</p>
<h2>Por que a taxa das blusinhas foi criada?</h2>
<p>Durante anos, as compras internacionais de pequeno valor tiveram um tratamento que provocava discussões sobre tributação e fiscalização. Em 2023, o governo criou o Remessa Conforme, programa da Receita Federal que passou a permitir o recolhimento dos tributos no momento da compra e concedeu alíquota zero de Imposto de Importação para compras de até US$ 50 realizadas em plataformas participantes. O ICMS continuava sendo cobrado.</p>
<p>A medida provocou reação de representantes da indústria e do varejo. O argumento era que produtos enviados diretamente do exterior chegavam ao consumidor com uma carga tributária inferior à enfrentada por mercadorias produzidas ou comercializadas por empresas instaladas no Brasil, criando uma concorrência desigual.</p>
<p>A discussão chegou ao Congresso. Em 2024, foi aprovada a cobrança de 20% de Imposto de Importação sobre as compras internacionais de até US$ 50. A medida entrou em vigor em 1º de agosto daquele ano e ficou conhecida como “taxa das blusinhas”.</p>
<p>Apesar do apelido, o imposto não atingia apenas roupas. A cobrança alcançava diferentes tipos de mercadorias importadas dentro dessa faixa de valor.</p>
<h2>Por que a taxa caiu?</h2>
<p>A cobrança encontrou forte resistência entre os consumidores e se tornou uma medida impopular. Pesquisa da Proteste realizada entre 12 e 21 de maio deste ano, com 1,3 mil consumidores em 12 capitais, mostrou que 92% dos entrevistados consideravam acertado acabar definitivamente com a taxa. Outros 88% defendiam que o Congresso tratasse a aprovação da isenção como prioridade.</p>
<p>O levantamento também mostrou que 75% consideravam injusta a cobrança sobre compras internacionais de baixo valor. Entre consumidores das classes C e D, o percentual chegava a 79%.</p>
<p>Em maio, o governo editou a MP 1.357/2026 e zerou novamente o Imposto de Importação sobre as compras de até US$ 50. Como a medida provisória perderia a validade em setembro sem a aprovação do Congresso, a continuidade da isenção dependia da votação de deputados e senadores.</p>
<p>Ao defender a medida, a relatora, senadora Leila Barros (PDT-DF), afirmou que as compras de pequeno valor são utilizadas por brasileiros que procuram produtos mais baratos e alternativas para fazer o orçamento caber no fim do mês.</p>
<p>A retirada do imposto, porém, voltou a provocar críticas de setores da indústria e do comércio. O argumento continua sendo o de que a isenção favorece produtos importados e aumenta a diferença tributária e concorrencial em relação às empresas que produzem e vendem no Brasil.</p>
<h2>Avaliações periódicas pelo Ministério da Fazenda</h2>
<p>O texto aprovado pelo Congresso prevê acompanhamento periódico dos efeitos da isenção sobre a economia brasileira. O Ministério da Fazenda terá de fazer a primeira avaliação em até três meses. Depois, os levantamentos deverão ocorrer em intervalos de, no máximo, seis meses.</p>
<p>Serão analisados os efeitos sobre emprego e renda, competitividade da indústria e do comércio varejista, preços dos produtos de consumo popular, volume e origem das encomendas e arrecadação federal e estadual.</p>
<p>O acompanhamento terá de incluir os setores têxtil e de vestuário, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos, particularmente expostos à concorrência dos produtos vendidos por plataformas estrangeiras.</p>
<p>O Congresso também fará uma avaliação anual. Para isso, o governo deverá apresentar até 30 de abril de cada ano dados sobre arrecadação, efeitos sobre indústria e comércio e estimativa da renúncia de receitas para o ano seguinte.</p>
<h2>Afinal, quanto de imposto continua sendo cobrado?</h2>
<p>O Imposto de Importação de 20% sobre compras de até US$ 50 permanece zerado.</p>
<p>Mas o ICMS continua sendo cobrado. Como se trata de um imposto estadual, as alíquotas são definidas pelos estados e pelo Distrito Federal.</p>
<p>Ou seja, o fim da “taxa das blusinhas” não significa que essas compras internacionais ficaram livres de tributação. O que deixa de ser cobrado é o imposto federal de 20% que recebeu esse apelido.</p>
<h2>E o dólar usado na compra?</h2>
<p>O texto aprovado traz uma mudança para quem compra em plataformas habilitadas no programa de conformidade da Receita Federal.</p>
<p>Poderá ser utilizada a taxa de câmbio vigente na data da compra para determinar o valor da mercadoria.</p>
<p>Hoje, uma oscilação do dólar entre o momento da compra e a entrada da encomenda no país pode alterar o valor considerado para a tributação. A nova regra evita essa diferença.</p>
<h2>Posso fazer várias compras de até US$ 50?</h2>
<p>O governo poderá estabelecer limites de quantidade ou de frequência para o uso da alíquota reduzida nas compras feitas por pessoas físicas.</p>
<p>Também poderá criar critérios para identificar o fracionamento artificial de encomendas — quando uma operação é dividida em várias remessas menores para se enquadrar no limite — e impedir o uso do regime em compras destinadas à atividade comercial ou à revenda.</p>
<p>Mas, até que a Receita Federal edite uma norma específica detalhando cotas por CPF (por exemplo, limite de compras por mês ou ano), o benefício de alíquota zero para compras de até US$ 50 segue sem restrições numéricas diárias para o consumidor final, desde que para uso próprio e sem finalidade comercial.</p>
<h2>Plataformas terão mais responsabilidade</h2>
<p>As plataformas participantes do programa de conformidade da Receita Federal terão de reforçar os mecanismos para identificar fraudes nas compras internacionais.</p>
<p>Elas deverão buscar indícios de subfaturamento, divisão artificial de encomendas e ocultação da identidade do remetente, além de manter a rastreabilidade dos vendedores estrangeiros e monitorar padrões anormais de remessas.</p>
<p>Também terão de verificar dados cadastrais e meios de pagamento associados aos vendedores e disponibilizar canais para denúncias de produtos ilegais ou que violem direitos de propriedade intelectual.</p>
<p>Ofertas irregulares deverão ser retiradas e vendedores infratores poderão ser suspensos. As empresas também terão de cooperar com as autoridades e apresentar relatórios trimestrais ao Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual.</p>
<h2>Medicamentos terão regra especial</h2>
<p>O Congresso incluiu ainda a isenção do Imposto de Importação para medicamentos sem similar nacional comprados por pessoas físicas para uso próprio no tratamento de doenças raras ou negligenciadas.</p>
<p>Para ter direito ao benefício, o medicamento deverá ser classificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) como sem similar no Brasil.</p>
<p>Esses produtos também ficarão fora dos limites de valor do Regime de Tributação Simplificada. Os critérios ainda precisarão ser regulamentados, e a medida deverá começar a produzir efeitos em até 180 dias após a publicação da lei.</p>
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        <media:title>celular-commerce</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Tem show à vista? Veja o que mudou nas regras para ingressos</title>
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      <pubDate>Thu, 03 Sep 2026 13:56:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Rock in Rio começa nesta sexta-feira, 4, e há uma intensa variedade de shows para acontecer ainda neste segundo semestre, atiçando desejos dos brasileiros que gostam de ir a festivais ou curtir apresentações de bandas e cantores. Para quem já tem uma atração à vista, é importante conferir as novas regras sobre a comercialização de entradas para esses eventos. Elas estabelecem mecanismos para combater compras em massa e revenda abusiva e reforçam direitos do consumidor.</p>
<p>As mudanças foram estabelecidas pelo Decreto nº 13.108, publicado no Diário Oficial da União nesta terça-feira, 1. A maior parte das medidas já está em vigor. Outras, que exigem adaptações principalmente dos sistemas de venda, passam a valer em 21 de setembro. </p>
<p>Eventos esportivos não estão incluídos nas novas medidas. Eles seguem a Lei Geral do Esporte.</p>
<p>No mesmo dia (1/9), foi publicado um segundo decreto, o de nº 13.109, com outras regras para quem frequenta eventos: o público poderá entrar com água para consumo próprio. Nos eventos com previsão de mais de mil pessoas, os organizadores terão de oferecer água potável gratuitamente. Essas medidas já estão valendo.</p>
<p>Esse conjunto de regras impacta um mercado bastante movimentado. Em 2025, o Brasil recebeu 169 turnês internacionais, que somaram 322 shows em 29 cidades, segundo o Panorama Mapa dos Festivais 2025, divulgado em março deste ano. O levantamento contabilizou 366 festivais de música realizados no país.</p>
<p>E o calendário segue cheio nos próximos meses. Depois de 21 de setembro, quando todas as novas diretrizes estarão valendo, ainda há ingressos para apresentações de nomes como Zayn, Robbie Williams, Mariah Carey, New Order, Seal e Ed Sheeran, além de festivais. Em alguns casos, a procura já levou ao esgotamento de apresentações e à abertura de datas extras.</p>
<p>Mas, na prática, o que muda para quem vai comprar um ingresso?</p>
<h2>Ingresso escolhido não poderá subir de preço durante a compra</h2>
<p>Esta é uma das mudanças mais perceptíveis para o consumidor e passa a valer em 21 de setembro.</p>
<p>Ao selecionar um ingresso e chegar à área de pré-compra, a entrada terá de ficar reservada por tempo suficiente para que o comprador preencha os dados e finalize a operação.</p>
<p>Durante esse período, o preço do ingresso e as taxas não poderão mudar. Isso vale inclusive para alterações provocadas pela virada de lote, mudança de faixa de preço ou por sistemas de preços dinâmicos.</p>
<p>Assim, se o consumidor selecionou um ingresso de R$ 500, ele não poderá passar a R$ 550 enquanto os dados estão sendo preenchidos porque, nesse intervalo, acabou o lote mais barato.</p>
<p>A plataforma também terá de mostrar claramente, em tempo real, quanto tempo resta para concluir a compra. Se o prazo terminar sem que a operação seja finalizada, o ingresso poderá voltar a ser oferecido aos demais compradores.</p>
<h2>Empresas terão de combater compras feitas por robôs</h2>
<p>Também a partir de 21 de setembro, as empresas responsáveis pela venda oficial terão de adotar medidas para impedir a compra massiva, abusiva ou especulativa de ingressos.</p>
<p>O decreto cita expressamente o uso de sistemas automatizados, softwares e  scripts  — os chamados robôs, que podem adquirir grande quantidade de entradas rapidamente e reduzir a disponibilidade para o público.</p>
<p>Em eventos de grande procura, poderão ser utilizados mecanismos como filas virtuais, cadastramento prévio e limites de ingressos por consumidor.</p>
<h2>Transferir o ingresso será gratuito</h2>
<p>Outra mudança que começa a valer no dia 21 é a transferência gratuita de titularidade.</p>
<p>Se alguém comprar um ingresso e depois precisar passá-lo para outra pessoa, a empresa responsável pela venda deverá disponibilizar um procedimento oficial para a transferência e não poderá cobrar por isso.</p>
<p>A operação deverá ser feita pela própria plataforma oficial ou por um sistema disponibilizado por ela. A empresa terá ainda de atualizar a titularidade e manter mecanismos que permitam verificar a autenticidade e o histórico daquele ingresso.</p>
<h2>Revenda terá de deixar claro que não é venda oficial</h2>
<p>As plataformas que intermedeiam a revenda de ingressos também terão novas obrigações a partir de 21 de setembro.</p>
<p>Elas terão de informar de maneira clara que não são o canal oficial de venda e repetir esse aviso imediatamente antes da compra.</p>
<p>Também deverão oferecer espaço para que o vendedor informe o valor original do ingresso e avisar ao consumidor quando o preço pedido estiver acima desse valor.</p>
<p>As plataformas terão ainda de informar se quem está vendendo é uma pessoa ou uma empresa, detectar padrões de revenda habitual ou organizada, disponibilizar um canal para denúncias e retirar ou suspender anúncios relacionados a práticas abusivas ou compras automatizadas.</p>
<h2>Preço e taxas devem aparecer desde o começo</h2>
<p>Parte das novas regras já está valendo.</p>
<p>Desde 1º de setembro, o preço do ingresso e as taxas adicionais devem ser apresentados de maneira clara durante todas as etapas da compra, do anúncio até a conclusão da operação.</p>
<p>Também não podem ser incluídos automaticamente serviços extras sem a autorização prévia do consumidor. Taxas duplicadas, semelhantes entre si ou que não correspondam a um serviço efetivamente prestado podem ser consideradas abusivas.</p>
<p>Vale ressaltar que a transparência no preço não surgiu agora. O Código de Defesa do Consumidor já estabelecia deveres de informação. O novo decreto detalha essas obrigações especificamente para o mercado de ingressos.</p>
<h2>Fila virtual terá informações obrigatórias</h2>
<p>Quem já comprou ingressos muito disputados provavelmente conhece o sistema: a pessoa entra em uma fila virtual e acompanha sua posição até chegar à página de compra.</p>
<p>Portanto, a fila virtual não é uma novidade criada pelo decreto. O que muda é que, quando esse sistema for utilizado, algumas informações passam a ser obrigatórias.</p>
<p>A plataforma deverá mostrar a posição do consumidor, o número estimado de pessoas à sua frente e o tempo aproximado de espera. Essa regra já está em vigor.</p>
<h2>Meia-entrada ganha mais mecanismos de controle</h2>
<p>As empresas não poderão criar obstáculos que, na prática, dificultem o acesso à meia-entrada prevista em lei. Entre as práticas consideradas abusivas estão limitar artificialmente a quantidade disponível abaixo da cota legal ou impor procedimentos operacionais, tecnológicos ou cadastrais desproporcionais para a compra.</p>
<p>Promoções criadas pelas próprias empresas também não poderão ser contabilizadas como parte da cota de meia-entrada.</p>
<p>Além disso, quem faz a venda oficial deverá informar o número total de ingressos disponibilizados, inclusive os destinados à meia-entrada. Até 30 dias depois do evento, terá de divulgar o percentual efetivamente vendido nessa modalidade e comprovar o cumprimento da legislação.</p>
<h2>Pode entrar com água — e grandes eventos terão de oferecê-la de graça</h2>
<p>Outra mudança para quem vai a shows e festivais já está valendo desde o dia 1º. Ela faz parte do Decreto nº 13.109, publicado no mesmo dia das novas regras para os ingressos.</p>
<p>Os organizadores de eventos abertos ao público deverão permitir a entrada de pessoas com garrafas ou outros recipientes de uso pessoal contendo água potável. A regra vale para eventos gratuitos ou pagos e realizados tanto em ambientes abertos quanto fechados.</p>
<p>Os responsáveis poderão restringir o material das garrafas e recipientes por razões de segurança, mas a limitação terá de se restringir ao necessário para proteger o público e ser informada previamente.</p>
<p>Nos eventos com previsão de mais de mil pessoas, haverá uma obrigação adicional: os organizadores terão de oferecer água potável gratuitamente, por meio de bebedouros ou embalagens individuais. Os pontos de distribuição deverão ficar em locais de fácil acesso.</p>
<p>Mesmo que água e outras bebidas sejam vendidas no evento, a oferta gratuita continuará obrigatória. Os órgãos de defesa do consumidor também deverão acompanhar os preços da água mineral comercializada nesses locais para coibir aumentos sem justa causa e cobranças excessivas.</p>
<h2>E se o show for cancelado?</h2>
<p>O decreto dos ingressos também explicita as regras para cancelamento, adiamento ou alteração relevante do evento.</p>
<p>Nessas situações, quando o problema não tiver sido provocado pelo consumidor, não poderão ser cobradas multas ou retenções. O reembolso integral inclui o valor do ingresso e as taxas cobradas.</p>
<p>O consumidor poderá optar, conforme o caso, por usar o ingresso em uma nova data, receber crédito para outro evento ou pedir a devolução integral do dinheiro.</p>
<p>Nas compras feitas pela internet, continua valendo ainda o direito de arrependimento previsto no Código de Defesa do Consumidor. O direito não foi criado pelo novo decreto. A partir de 21 de setembro, porém, as empresas terão de oferecer um canal específico, claro e de fácil acesso para o cancelamento, sem procedimentos que dificultem ou atrasem o pedido.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Decisão judicial facilita acesso de idosos a viagens interestaduais com 50% de desconto</title>
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      <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 18:08:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma decisão definitiva da Justiça Federal de Rondônia, obtida a partir de ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), ampliou o acesso de idosos de baixa renda ao benefício tarifário em viagens interestaduais de ônibus. A medida, divulgada pelo MPF em 19 de agosto, tem alcance nacional e já transitou em julgado, não cabendo mais recurso.</p>
<p>Com a decisão, passageiros que preencham os requisitos e não consigam uma das duas vagas gratuitas reservadas a esse público poderão solicitar passagens com desconto de, no mínimo, 50% sem ficarem sujeitos aos antigos limites máximos de antecedência para a compra.</p>
<p>A Justiça anulou dispositivos dos decretos nº 5.934/2006 e nº 9.921/2019, além de trechos da Resolução ANTT nº 1.692/2006. As normas estabeleciam que o bilhete com desconto fosse adquirido com, no máximo, seis horas de antecedência para viagens de até 500 quilômetros e 12 horas para percursos superiores a essa distância.</p>
<p>As limitações já estavam suspensas por decisão judicial e agora foram definitivamente afastadas. Segundo o MPF, a Justiça entendeu que as restrições de horário e antecedência criavam uma barreira não prevista no Estatuto da Pessoa Idosa.</p>
<p>A decisão não cria o desconto de 50%, que já é assegurado pela legislação aos idosos de baixa renda quando as duas vagas gratuitas estiverem ocupadas. A mudança elimina a restrição temporal para a solicitação do benefício, dando a esse público mais flexibilidade para comprar a passagem e planejar a viagem.</p>
<p>Ainda de acordo com o MPF, com o encerramento da fase de recursos, o processo retornou à 2ª Vara Federal Cível de Porto Velho, onde serão apresentados os trâmites necessários para que as empresas de transporte interestadual se ajustem à ordem judicial.</p>
<h2>Quem tem direito</h2>
<p>O benefício é destinado a pessoas com 60 anos ou mais e renda individual igual ou inferior a dois salários mínimos. O Estatuto da Pessoa Idosa prevê a reserva de duas vagas gratuitas por veículo no transporte coletivo interestadual para esse público. Caso essas vagas já estejam ocupadas, os demais passageiros que atendam aos critérios têm direito a desconto de, no mínimo, 50% no valor da passagem.</p>
<p>A gratuidade e o desconto são oferecidos nas viagens em que há serviço convencional. Com a nova determinação, o desconto pode ser solicitado assim que a viagem estiver disponível para venda ao público, sem a necessidade de esperar a proximidade da data ou do horário de embarque.</p>
<h2>Como comprovar</h2>
<p>Para ter acesso à gratuidade ou ao desconto, o passageiro deve apresentar documentos que comprovem o cumprimento dos requisitos. Uma das formas é a Carteira da Pessoa Idosa, disponível para pessoas com 60 anos ou mais, renda individual de até dois salários mínimos e inscrição atualizada no Cadastro Único.</p>
<p>O documento pode ser emitido pela internet, por meio do Gov.br, ou presencialmente, com auxílio de uma unidade do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS).</p>
<p>Na ausência da Carteira da Pessoa Idosa, o beneficiário também pode apresentar um documento de identidade oficial acompanhado de um comprovante de renda.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Orçamento de 2027 prevê inflação de 3,6%; veja o que pode mudar no seu bolso</title>
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      <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 13:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal enviou ao Congresso nesta segunda-feira, 31, sua proposta de  Orçamento para 2027.  É o documento que reúne as previsões para a economia e estabelece quanto a União espera arrecadar e gastar no próximo ano.</p>
<p>O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa), apresentado à imprensa pelos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), confirma a previsão,  já divulgada pelo GSW Brasil , de que  o salário mínimo passe dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em janeiro, aumento de R$ 120, ou 7,4% . O valor ainda não é definitivo porque depende da inflação acumulada até novembro. Pela regra atual, o reajuste repõe a inflação e acrescenta um ganho acima dela, calculado a partir do crescimento da economia e limitado pelas regras fiscais.</p>
<p>O mínimo não determina apenas o pagamento de quem recebe esse salário. Também  é referência para aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. Por isso, seu reajuste alcança milhões de pessoas e também aumenta despesas do governo.</p>
<h2>Preços devem continuar subindo, mas em ritmo menor</h2>
<p>Para montar o Orçamento,  o governo considerou inflação de 3,60% em 2027 . Isso não significa queda de preços. Se a previsão se confirmar, produtos e serviços continuarão ficando mais caros, em média, mas em ritmo menor.</p>
<p>A projeção está  abaixo dos 4,28% esperados pelo mercado financeiro, segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira, 31.  O Focus reúne previsões de instituições e profissionais do mercado.</p>
<p>Também há uma diferença importante em relação ao crescimento da economia.  O governo trabalha com avanço de 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a mediana das projeções reunidas pelo Focus está em 1,50% . A apresentação do Orçamento confirma os 2,46% usados pela equipe econômica.</p>
<p>Essa diferença importa porque uma economia que cresce mais tende a favorecer emprego e renda e também a aumentar a arrecadação de impostos. Se a atividade avançar menos do que o governo prevê, as receitas podem ficar abaixo do esperado.</p>
<p>Os juros, por sua vez, devem continuar pesando . O governo elevou de 10,55% para 12,53% sua estimativa para a Selic acumulada em 2027.  Juros altos tornam mais caros empréstimos, financiamentos e compras a prazo e aumentam os custos das empresas que recorrem ao crédito.</p>
<h2>Bolsa Família não tem reajuste previsto</h2>
<p>O projeto destina R$ 157,1 bilhões ao Bolsa Família e  não prevê reajuste do benefício em 2027.  Para o BPC, pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que atendam aos critérios do programa, são R$ 145,1 bilhões. Os benefícios da Previdência somam R$ 1,169 trilhão.</p>
<p>Na Saúde, estão previstos R$ 272,2 bilhões, exatamente o mínimo exigido pelas regras atuais. A Educação terá R$ 141,2 bilhões, pouco acima do piso de R$ 138,8 bilhões. Para investimentos, a proposta reserva R$ 133,8 bilhões, ante um mínimo de R$ 88,7 bilhões.</p>
<p>Ao mesmo tempo, diminuiu o espaço previsto para despesas sobre as quais o Executivo tem maior poder de decisão. Esse montante, que inclui recursos para manter ministérios e políticas públicas funcionando e realizar investimentos, ficou em R$ 266,8 bilhões, R$ 7,9 bilhões abaixo do previsto anteriormente para 2027.</p>
<p>Isso não significa, por si só, corte de R$ 7,9 bilhões em Saúde ou Educação. A redução atinge o conjunto desses gastos mais flexíveis e mostra que o governo terá menos espaço para acomodar novas despesas e prioridades.</p>
<h2>Governo prevê terminar o ano no azul</h2>
<p>A proposta estima que o governo federal termine 2027 com R$ 18,6 bilhões a mais em receitas do que em despesas, sem contar os juros da dívida pública. É o chamado superávit primário.</p>
<p>A previsão considera R$ 2,849 trilhões em receitas, depois das transferências para estados e municípios, e R$ 2,830 trilhões em gastos com Previdência, salários, benefícios, serviços e políticas públicas.</p>
<p>Mas quem acompanhar as notícias sobre o Orçamento também encontrará outro número: R$ 83,4 bilhões. A diferença ocorre porque a legislação permite retirar determinadas despesas da conta usada para verificar se o governo cumpriu sua meta. Entre elas estão parte dos precatórios, dívidas que a União foi condenada definitivamente pela Justiça a pagar.</p>
<p>Feitas essas exclusões, o saldo considerado para a meta chega a R$ 83,4 bilhões. O objetivo estabelecido para 2027 é de R$ 73,2 bilhões, o que deixa uma margem de R$ 10,1 bilhões pelas contas apresentadas pelo governo.</p>
<h2>Há pouco espaço para aumentar alguns gastos</h2>
<p>O Orçamento também carrega consequências de resultados fiscais dos anos anteriores.  Como o governo registrou déficit em 2025, uma regra limita a 0,6% acima da inflação o crescimento das despesas com pessoal do Executivo em 2027, com exceção de pagamentos determinados pela Justiça. Na prática, isso restringe o espaço para aumentos reais de gastos com servidores.</p>
<p>Outra regra limita o crescimento de despesas que têm receitas específicas destinadas por lei. O Ministério do Planejamento calcula que esse mecanismo conterá cerca de R$ 8,9 bilhões em gastos em 2027.</p>
<p>Essas restrições ajudam o governo a tentar fechar as contas no azul, mas também diminuem sua liberdade para ampliar despesas.</p>
<h2>Um Orçamento preparado antes da eleição</h2>
<p>Há ainda uma particularidade importante: o Orçamento 2027 será executado no primeiro ano do mandato presidencial que começa em janeiro.</p>
<p>Quem assumir não poderá simplesmente descartar o Orçamento nem decidir livremente o destino de todo o dinheiro.  Boa parte das despesas é obrigatória, determinada pela Constituição ou por leis. Na proposta para 2027, elas representam 91,7% das despesas primárias.</p>
<p>Também precisam ser respeitados os pisos de Saúde e Educação e as regras fiscais em vigor. O salário mínimo segue uma fórmula definida em lei. Para mudar essas regras, não basta uma decisão do presidente: é necessária alteração na legislação.</p>
<p>Há, porém, uma parcela do Orçamento em que o Executivo tem maior poder de escolha. É justamente o dinheiro usado para custear parte do funcionamento do governo, programas e investimentos.  O presidente que tomar posse poderá mudar prioridades nessa parcela e também propor ao Congresso alterações no Orçamento e nas próprias políticas públicas.</p>
<p>Antes disso, o projeto ainda será analisado pelos deputados e senadores, que poderão modificar a distribuição dos recursos. O Orçamento apresentado agora, portanto, estabelece o ponto de partida para 2027, mas nem todas as escolhas feitas pelo atual governo necessariamente permanecerão iguais depois da eleição.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O preço do luxo em cada país: a bolsa como unidade de medida</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/o-preco-do-luxo-em-cada-pais-a-bolsa-como-unidade-de-medida</link>
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      <pubDate>Mon, 31 Aug 2026 15:53:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Durante anos, comprar uma bolsa de luxo significou mais do que adquirir um acessório. Para as grandes marcas, bolsas como Louis Vuitton Speedy, Chanel Classic Flap e Prada Galleria se transformaram em símbolos de status, reconhecimento e, em alguns casos, até de investimento.</p>
<p>Mas, a escalada dos preços nos últimos anos mudou a relação do consumidor com esse mercado. Afinal, quanto custa o mesmo símbolo de luxo em diferentes países?</p>
<p>Entre 2019 e 2023, cerca de 80% do crescimento da indústria global de bens pessoais de luxo veio de aumentos de preços, enquanto o crescimento em volume foi bem menor, segundo levantamento da McKinsey em parceria com o Business of Fashion. </p>
<p>Em algumas peças icônicas, especialmente artigos de couro, os reajustes chegaram a variar entre 50% e 100% no período. </p>
<p>A estratégia ajudou a impulsionar as receitas do setor, mas também começou a produzir um efeito contrário. </p>
<p>Com os preços cada vez mais altos, consumidores aspiracionais passaram a questionar se os produtos ainda entregam valor proporcional ao que custam. </p>
<p>A McKinsey aponta que os aumentos chegaram a um limite, e passaram a pressionar a demanda. Enquanto isso, análises recentes da Vogue mostram que os artigos de luxo acumularam aumento médio de cerca de 52% entre 2019 e 2024. </p>
<p>A mudança ocorre justamente quando o mercado de luxo enfrenta uma desaceleração. Depois de anos de crescimento excepcional, a indústria passou a lidar com consumidores mais seletivos e com maior preocupação sobre preço, valor e exclusividade. </p>
<p>O resultado é um mercado cada vez mais dividido entre clientes de altíssimo poder aquisitivo e consumidores que começaram a reduzir ou adiar compras de grandes marcas. </p>
<h2>Uma bolsa Louis Vuitton como medida</h2>
<p>Para entender essa diferença, uma das referências mais interessantes é a  Louis Vuitton Speedy Bandoulière 25 Monogram . </p>
<p>O modelo é vendido por cerca de  US$ 1.980 nos Estados Unidos  (cerca de R$ 10,3 mil na conversão de 31 de agosto)   e por  R$ 13.200 no Brasil , segundo os sites oficiais da marca. </p>
<p>A bolsa possui 25 centímetros de comprimento e mantém o desenho clássico da Speedy, cuja origem remonta à década de 1930. </p>
<p>O valor, sozinho, diz pouco: R$ 13.200 pode parecer apenas o preço de uma bolsa sofisticada. Porém, quando comparado à renda média de quem vive naquele mercado, a dimensão muda completamente.</p>
<p>No Brasil, o salário mínimo nacional em 2026 é de R$ 1.621. Com isso, uma Speedy Bandoulière 25 equivale a aproximadamente 8,1 salários mínimos.  Ou seja: considerando o salário mínimo como referência, seriam necessários mais de oito meses de remuneração integral para alcançar o valor da bolsa.</p>
<p>Esse tipo de comparação ajuda a revelar algo que o preço nominal não mostra: o luxo não pesa da mesma maneira em todos os mercados.</p>
<h2>O mesmo luxo, pesos diferentes</h2>
<p>A diferença entre países não depende apenas do preço definido pela marca. Impostos, custos de importação, câmbio, logística, operação local e estratégia comercial ajudam a determinar quanto um produto chega a custar em cada mercado.</p>
<p>Por isso, comparar moedas diretamente pode ser enganoso. Uma maneira mais consistente de visualizar o impacto é calcular quantos salários mínimos seriam necessários para comprar o mesmo produto.</p>
<p>Essa métrica transforma a bolsa em uma espécie de termômetro do poder de compra. Quanto maior o número de salários necessários, maior o esforço financeiro relativo para alcançar aquele produto.</p>
<p>A metodologia também permite comparar mercados com moedas e níveis de renda muito diferentes, sem tratar o preço internacional como se tivesse o mesmo peso econômico para todos.</p>
<h2>O luxo não é apenas sobre preço</h2>
<p>O aumento dos preços também criou outra transformação: consumidores passaram a prestar mais atenção à possibilidade de revenda.</p>
<p>O  relatório Clair 2025 , da Rebag, lista, entre as bolsas mais buscadas, modelos como Hermès Birkin, Fendi Baguette, Chanel Classic Flap, Louis Vuitton Speedy e Louis Vuitton Neverfull. </p>
<p>O levantamento mostra como peças com forte reconhecimento de marca continuam concentrando atenção no mercado secundário.</p>
<p>Na mesma lógica, o relatório apresenta diferenças significativas na retenção média de valor entre marcas. </p>
<p>Hermès aparece com 138%, Louis Vuitton e Chanel com 77%, Miu Miu com 70%, Saint Laurent com 69% e Prada com 59%. </p>
<p>Esses percentuais são indicadores médios da metodologia da Rebag e não significam que toda bolsa da marca será revendida pelo mesmo valor. </p>
<p>A ascensão do mercado de segunda mão reforça uma mudança de comportamento: a bolsa deixa de ser vista apenas como um produto para consumo imediato e passa, em alguns casos, a ser avaliada também pela sua raridade, procura e potencial de revenda.</p>
<h2>Os modelos que definem o momento</h2>
<p>Enquanto modelos históricos continuam relevantes, novas bolsas passaram a disputar o espaço das chamadas “it bags”.</p>
<p>O  Lyst Index Q2 2026 , que combina dados de demanda, busca, redes sociais, cobertura editorial e descoberta de produtos, colocou  Chanel em primeiro lugar entre as marcas mais quentes do trimestre.</p>
<p>Em seguida, vêm Miu Miu, Dior e Saint Laurent . As pesquisas pela marca Miu Miu cresceram 30% no período analisado. </p>
<p>Entre os nomes que representam o momento atual estão a  Chanel 25 , a  Miu Miu Wander , a  Saint Laurent Le 5 à 7  e a  Prada Galleria . </p>
<p>A Chanel 25, por exemplo, se tornou uma das bolsas associadas à nova fase da marca, enquanto a Miu Miu ganhou força entre consumidores que procuram produtos com forte componente fashion e cultural. </p>
<p>A Prada Galleria mostra outra faceta desse mercado: um modelo tradicional, associado à ideia de atemporalidade, é vendido por  R$ 28 mil  em sua versão média de couro Saffiano no site brasileiro da marca. A Prada descreve a Galleria como um dos modelos centrais de sua identidade.</p>
<h2>O luxo brasileiro</h2>
<p>O Brasil também ocupa um espaço importante nessa equação, segundo  relatório da Euromonitor .</p>
<p>O estudo aponta o país como um mercado relevante para bens de luxo, que registrou crescimento das vendas da categoria em 2025 e mantém perspectiva de expansão nos próximos anos. </p>
<p>O levantamento também destaca São Paulo e Rio de Janeiro como os principais polos brasileiros para o consumo de luxo.</p>
<p>Isso cria um paradoxo: o Brasil é um mercado relevante para as marcas, mas o preço de uma bolsa de luxo representa um esforço financeiro muito diferente para a maioria da população.</p>
<p>É justamente essa distância entre  desejo, preço e poder de compra  que ajuda a explicar a força das bolsas como símbolos de status.</p>
<h2>Uma nova pergunta para o mercado</h2>
<p>A indústria chegou a um momento em que aumentar o preço já não garante crescimento na mesma proporção.</p>
<p>Depois de anos em que os reajustes foram uma das principais fontes de expansão do setor, marcas precisam agora convencer o consumidor de que o produto continua valendo o que custa.</p>
<p>A própria McKinsey aponta o enfraquecimento da proposta de valor como um dos principais desafios do mercado.</p>
<p>A pergunta, portanto, deixou de ser apenas “Quanto custa uma bolsa?”. E passou a ser: “Quanto do seu salário custa o luxo?”.</p>
<p>A resposta muda de país para país.</p>
<p>É essa diferença que transforma uma bolsa de grife em um indicador visual da desigualdade de poder de compra</p>
<p>E permite enxergar o mercado de luxo não apenas como moda, mas também como um retrato de renda, consumo e comportamento.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Facebook</media:credit>
        <media:title>bolsa-louis-vuitton</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Mayara Novais]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Com emprego recorde, insegurança e salários baixos mantém eleitor pessimista, dizem especialistas</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/com-emprego-recorde-inseguranca-e-salarios-baixos-mantem-eleitor-pessimista-dizem-especialistas</link>
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      <pubDate>Fri, 28 Aug 2026 19:06:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro Geografia e Estatística) durante o mês de agosto mostraram que o  Brasil registrou queda no desemprego e na inflação .</p>
<p>Na quinta-feira, 27, a taxa de desocupação registrada pela Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) foi de  5,3%  no trimestre finalizado em julho, o mais baixo para o período desde o início da série histórica, em 2012. A taxa equivale a   103,3 milhões de brasileiros  ocupados, sendo 39,4 milhões em trabalhos com carteira assinada.</p>
<p>O mesmo instituto registrou, no IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado uma prévia da inflação oficial,  deflação de 0,40% nos primeiros 15 dias de agosto . A redução média dos preços de bens e serviços atestada foi marcada por  quedas nos valores da energia elétrica residencial, transportes e alimentação .</p>
<p>No mesmo contexto, pesquisa BTG/Nexus divulgada na segunda-feira, 24, mostrou que  50% dos eleitores acham que a economia brasileira está ruim ou péssima , ante 17% que avaliam o momento da área como ótimo ou bom e 32%, regular. Em julho, levantamento da AtlasIntel produziu registro similar:  52% dos entrevistados avaliaram negativamente a economia do país .</p>
<p>Com a  taxa básica de juros, a Selic, em 14,00% ao ano  e a  percepção de redução do poder de compra , opositores de Lula (PT) têm associado o presidente à contradição ao relembrar a promessa feita na campanha eleitoral  de 2022 de que a população voltaria a "comer picanha". A estratégia de comunicação do petista, por sua vez, reforça os números positivos e a retomada do "pleno emprego" para contornar o desgaste.</p>
<h2>Distância sob análise</h2>
<p>Para entender quais são as explicações para o distanciamento entre os índices oficiais e a percepção pública, o  GSW Brasil  entrevistou um economista e um especialista em pesquisas eleitorais.</p>
<p>GSW  Há uma contradição entre os índices econômicos e a percepção popular do momento da economia nacional?</p>
<p>Alex Agostini  A taxa de desemprego está caindo porque há maior velocidade do crescimento de população ocupada em relação à força de trabalho da economia, que cresce menos.  A estrutura etária da economia está mudando, com mais pessoas idosas do que jovens e, portanto, menor entrada no mercado de trabalho .</p>
<p>Ao mesmo tempo, há uma mudança nos formatos de trabalho, com maior adesão ao empreendedorismo. Essas pessoas que trabalham por conta própria não estão desempregadas, o que também contribui para o aumento da taxa de ocupação.</p>
<p>Para compreender essa insatisfação popular, no entanto, é preciso analisar mais do que os índices.  Quando as pessoas ligam no noticiário e recebem a informação da recuperação judicial ou extrajudicial de grandes varejistas,   há uma sensibilização que gera a percepção de que as coisas estão ruins .</p>
<p>Claro que há outros indicadores negativos da atividade econômica, como a inflação acima da meta, a taxa de juros alta e o gasto elevado do governo, mas a opinião pública não se sensibiliza quanto a isso.</p>
<p>Renato Dorgan  A realidade é de pleno emprego, mas  salários baixos e uma uniformização perigosa, em que diversos empregos de menor remuneração têm  médias similares . Ao mesmo tempo, a 'pejotização' e a 'uberização' prosseguem. Em pesquisas, ouvimos constantemente a manifestação de que é preferível trabalhar mais e complementar a renda com serviços informais do que não terem condições de se manter. </p>
<p>Os salários são baixos pela falta de fôlego das pequenas e médias empresas, sujeitas a uma carga tributária elevada e com condições cada vez piores para contratar. Nestas circunstâncias, controle de inflação e baixo índice de desemprego não sustentam uma percepção positiva da economia.</p>
<p>Há ainda um receio muito grande, quando Lula manifesta irresponsabilidade fiscal e excesso de gastos públicos , quanto a uma possível repetição da crise do governo Dilma Rousseff, em 2025. Esse "fantasma" se mantém [do ponto de vista da percepção eleitoral].</p>
<p>GSW  A estratégia da oposição para desgastar Lula com base no custo de vida elevado foi usada pelo próprio petista, em 2022, para enfrentar Jair Bolsonaro (PL). Essa repetição em um intervalo de quatro anos mostra que o Brasil enfrenta uma crise prolongada no que diz respeito a poder de consumo?</p>
<p>Alex Agostini  Naturalmente, o aumento dos preço no supermercado gera uma percepção de responsabilidade direcionada ao governo atual porque, de fato, isso ocorreu sob sua gestão. </p>
<p>O governo teve gastos elevados, houve o tarifaço e questões climáticas que pesaram para isso, mas o recorte de período está dado . A opinião pública sempre será sensível ao bolso.</p>
<p>Renato Dorgan  A vida das classes mais baixas não mudou absolutamente durante o atual governo Lula, como também não mudou no governo Bolsonaro. </p>
<p>Há uma orbital desde a crise do governo Dilma que o Brasil não consegue superar.  A classe média se distanciou dos mais ricos e se aproximou dos mais pobres [em renda], os planos de saúde e a educação privada encareceram e jogaram mais pessoas para o SUS e a educação pública, que ainda são sistemas com muitas dificuldades. Não há desenvolvimento econômico real.</p>
]]></description>
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        <media:credit role="photographer">Ricardo Stuckert</media:credit>
        <media:credit role="provider">Ricardo Stuckert</media:credit>
        <media:title>Lula e Haddad</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Leonardo Rodrigues, Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Quanto custa se locomover em 15 capitais brasileiras</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/quanto-custa-se-locomover-em-15-capitais-brasileiras</link>
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      <pubDate>Fri, 28 Aug 2026 11:58:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Ônibus, metrô, trem, VLT, BRT, barca ou ferry-boat. As opções de transporte público mudam bastante de uma capital brasileira para outra — e o mesmo acontece com o preço pago pelo passageiro.  Em algumas cidades, há vários modais à disposição; em outras, o ônibus concentra praticamente toda a rede de transporte coletivo.</p>
<p>A lista abaixo mostra  quanto custa uma viagem nos meios de transporte público disponíveis no dia a dia em 15 capitais brasileiras, das cinco regiões . A ideia é responder a uma hipotética pergunta de um visitante: quanto custa para eu andar pela cidade?</p>
<p>Foi considerado o valor efetivamente pago pelo passageiro, e não a “tarifa técnica”, que representa o custo do serviço e pode ser parcialmente coberta por subsídios públicos.</p>
<p>Os preços apresentados são os vigentes em 2026 (alguns atualizados no início do ano). Quando um sistema possui diferentes tarifas, são indicados os principais valores ou a faixa cobrada.  Também entram na relação benefícios disponíveis para qualquer passageiro, como transporte gratuito aos domingos em São Paulo e Belo Horizonte, ônibus pela metade do preço aos domingos e feriados em Curitiba e VLT gratuito em Fortaleza.</p>
<p>Não entram na conta gratuidades específicas, como os destinados a estudantes ou idosos.</p>
<p>Também não estão incluídas regras de integração e sistemas de pagamentos das cidades, como Bilhete Único em São Paulo e Jaé no Rio de Janeiro, devido à grande variedade – isso será tema de futura reportagem.</p>
<p>Dependendo do local, um mesmo pagamento permite pegar mais de um ônibus ou combinar diferentes meios de transporte dentro de determinado período. Por isso,  os valores abaixo correspondem às tarifas individuais de cada modal , sem calcular o custo das diferentes possibilidades de integração.</p>
<p>Estão incluídos os transportes aquaviários quando eles fazem parte dos deslocamentos regulares da população , como as barcas no Rio de Janeiro, o ferry-boat em Salvador e o transporte fluvial entre Icoaraci e Cotijuba, em Belém.</p>
<h2>São Paulo (SP)</h2>
<h2>Rio de Janeiro (RJ)</h2>
<p>A tarifa do metrô está congelada por subsídio do governo estadual em 2026, apesar de reajuste para R$ 8,20 ter sido homologado.</p>
<h2>Belo Horizonte (MG)</h2>
<p>Há linhas de ônibus com tarifas menores e linhas de vilas e favelas gratuitas.</p>
<h2>Brasília (DF)</h2>
<h2>Porto Alegre (RS)</h2>
<h2>Curitiba (PR)</h2>
<h2>Salvador (BA)</h2>
<h2>Recife (PE)</h2>
<p>Há linhas de ônibus com tarifas específicas.</p>
<h2>Fortaleza (CE)</h2>
<h2>Manaus (AM)</h2>
<h2>Belém (PA)</h2>
<h2>Natal (RN)</h2>
<h2>Campo Grande (MS)</h2>
<h2>Goiânia (GO)</h2>
<h2>Porto Velho (RO)</h2>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">Lena Castellón</media:credit>
        <media:title>metrô-são-paulo</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Taxa de condomínio sobe 25% em três anos; veja o que pesa no boleto</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/condominio-sobe-25-em-tres-anos</link>
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      <pubDate>Tue, 25 Aug 2026 20:58:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O custo de morar em prédios aumentou nos últimos três anos no Brasil. A taxa condominial média passou de R$ 413 no primeiro semestre de 2022 para R$ 516 no mesmo período de 2025, uma alta de 24,9%. Ao mesmo tempo, cresceu a parcela de pagamentos atrasados por mais de 30 dias.</p>
<p>Os dados fazem parte do Censo Condominial 2025/26, elaborado pela empresa de gestão condominial uCondo. O relatório mostra que o Brasil contabiliza mais de  13 milhões de arranjos condominiais ,  327 mil empreendimentos  e  39 milhões de moradores .</p>
<p>Para calcular os valores de condomínio e a inadimplência, o estudo utilizou informações de sua base de clientes, que tem amostragem em todos os estados e no Distrito Federal. E também recorreu a dados coletados junto ao IBGE e à Receita Federal.</p>
<p>Entre as causas para essa alta está o aumento dos custos operacionais e dos serviços do condomínio. Entre eles, estão portaria, limpeza, segurança, iluminação e manutenção de áreas comuns, elevadores, jardins e espaços de lazer.</p>
<h2>O que pesa no condomínio</h2>
<p>Dados do setor em São Paulo ajudam a entender como esse dinheiro é gasto. O Índice Periódico de Variação de Custos Condominiais (Ipevecon), da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), acompanha as despesas de uma amostra de condomínios da capital paulista.</p>
<p>Em 2025, os gastos ficaram distribuídos deste modo: pessoal, 36,96%; encargos, 17,26%; benefícios, 7,32%; água, 8,31%; energia elétrica, 4,16%; manutenção, 6,87%; material de consumo, 1,03%; administração, 7,67%; despesas gerais, 2,88%; e eventuais, 7,54%.</p>
<p>Na capital paulista há mais um indicador que demonstra a elevação dos valores. O Índice de Custos Condominiais (Icon), calculado pelo Secovi-SP para condomínios residenciais da região metropolitana de São Paulo, acumulou  alta de 5,29% em 2025 .</p>
<p>Esse percentual ganha ainda mais relevância quando comparado ao IGP-M do mesmo período, que teve variação negativa de -1,05% — ou seja, os custos condominiais paulistanos subiram bem acima da inflação, evidenciando que o aumento reflete principalmente pressão de custos operacionais (mão de obra, manutenção, tarifas) e não um simples repasse inflacionário geral.</p>
<h2>Piscina, academia e pet place entram na conta</h2>
<p>As comodidades oferecidas aos moradores influenciam a composição do condomínio.  Piscina, academia, sauna, salão de festas, espaço gourmet, brinquedoteca, quadras e pet place  aumentam a estrutura que precisa ser limpa, conservada e, em alguns casos, equipada ou atendida por funcionários.</p>
<p>Isso não significa necessariamente que um condomínio com muitas áreas de lazer terá uma taxa maior que a de um prédio simples. O número de unidades entre as quais as despesas são divididas faz diferença.</p>
<p>Um edifício pequeno com porteiro 24 horas e dois elevadores, por exemplo, pode ter custos fixos elevados divididos entre poucas famílias. Em um condomínio-clube com centenas de apartamentos, despesas de piscina, academia e outras áreas podem ser rateadas entre um número muito maior de moradores.</p>
<p>Também é preciso distinguir essas despesas regulares das  extraordinárias , como grandes reformas, obras ou modernizações.</p>
<h2>Variações por regiões: Sul tem a maior taxa média</h2>
<p>Os valores também variam bastante pelo país. Segundo a uCondo, no primeiro semestre de 2025, o  Sul tinha a maior taxa condominial média, de R$ 537,32 .</p>
<p>No Nordeste, esse custo ficou em R$ 522,30; no Sudeste, R$ 516,84; e no Centro-Oeste, R$ 514,51. O estudo identificou aumento das taxas em quatro das cinco regiões entre 2022 e 2025. A exceção foi a Norte.</p>
<p>No Sudeste, por exemplo, a média passou de R$ 395,77 no primeiro semestre de 2022 para R$ 516,84 no primeiro semestre de 2025, avanço de 30,6%.</p>
<p>O Censo Condominial da uCondo estima  327.248 condomínios residenciais ativos e com CNPJ  no país. O Sudeste concentra 55% deles, seguido pelo Sul, com 26%; Nordeste, 13%; Centro-Oeste, 5%; e Norte, 1%. São Paulo lidera, com 81.442 condomínios.</p>
<h2>Inadimplência também aumenta</h2>
<p>As altas na despesa com o condomínio implicaram na maior dificuldade de manter os pagamentos em dia. A inadimplência condominial superior a 30 dias chegou a  11,95% no primeiro semestre de 2025 , de acordo com o relatório da uCondo. No semestre anterior, estava em 9,83%.</p>
<p>A situação variou muito entre os estados. No primeiro semestre de 2025, o Rio Grande do Norte apresentou o maior percentual desse atraso (superior a 30 dias) entre os estados:  32,83% . O menor foi o de Santa Catarina, com 3,34%.</p>
<p>Outros estados apresentaram estes índices de inadimplência superior a 30 dias: Rio de Janeiro chegou a 17,42%, Rio Grande do Sul a 12,71%, São Paulo a 11,19% e Paraná a 6,04%.</p>
<p>Como as taxas financiam as despesas coletivas, a inadimplência reduz o dinheiro disponível para manutenção, investimentos e serviços essenciais do condomínio.</p>
]]></description>
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        <media:credit role="provider">Unsplash/ Pedro Menezes</media:credit>
        <media:title>pedro-menezes-Gisi_G8CXWI-unsplash</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Simples: setembro é o prazo para adesões em 2027 e para definir como pagar tributos</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/simples-nacional-setembro-e-o-prazo-para-novas-adesoes-em-2027</link>
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      <pubDate>Thu, 20 Aug 2026 19:20:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Quem tem  micro ou pequena empresa tem uma nova data para colocar no calendário financeiro . Se o negócio ainda não está no Simples Nacional e houver interesse de aderir ao regime em 2027, a solicitação deverá ser feita entre 1º e 30 de setembro deste ano. Até agora, esse processo era realizado em janeiro do próprio ano de adesão.</p>
<p>Empresas que já estão no Simples não precisam fazer nova solicitação. Mas setembro também será importante para esses negócios porque empreendedores poderão escolher como recolher dois tributos: o  Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).</p>
<h2>IBS e CBS significam dois impostos a mais?</h2>
<p>Apesar de serem novos, IBS e CBS não representam simplesmente dois tributos acrescentados aos que as empresas já pagam. Segundo a Receita Federal,  eles fazem parte da substituição gradual de impostos prevista pela reforma tributária . A CBS, de competência federal, substituirá PIS e Cofins. Já o IBS, de estados e municípios, substituirá gradualmente ICMS e ISS.</p>
<p>Essa troca não acontece de uma vez. De acordo com o cronograma da reforma divulgado pela Receita, em 2027 PIS e Cofins deixam de existir e começa a cobrança da CBS. O IBS terá uma alíquota inicial reduzida e conviverá durante alguns anos com ICMS e ISS,  que serão diminuídos gradualmente até sua extinção em 2033.</p>
<p>Para quem está no Simples Nacional, o ponto mais importante é que  a empresa poderá escolher se paga IBS e CBS dentro da guia única do regime, o DAS ,  ou se recolhe os dois separadamente pelo regime regular.  Neste segundo modelo, também chamado de Simples híbrido, os demais tributos do Simples continuam sendo recolhidos pelo DAS.</p>
<p>Para saber qual opção é mais vantajosa, o empresário ou empresária deve procurar seu contador ou escritório de contabilidade, que poderá simular o impacto das duas formas de recolhimento nas contas do negócio.</p>
<h2>Qual opção pode ser mais vantajosa?</h2>
<p>Não existe uma resposta única. Uma das principais diferenças está nos créditos tributários. Ao recolher IBS e CBS separadamente, a empresa entra no sistema regular desses dois tributos e pode usar, dentro das regras previstas na legislação, créditos gerados por suas compras para reduzir o valor a pagar.</p>
<p>Essa alternativa pode ser mais interessante, por exemplo, para empresas que compram muitos insumos e vendem principalmente para outras empresas. Já negócios voltados sobretudo ao consumidor final e com poucos gastos que gerem créditos podem ter menos motivos para recolher os dois tributos separadamente.</p>
<p>Por isso,  não basta comparar alíquotas. O perfil dos clientes, as despesas da empresa e os créditos que poderão ser aproveitados também entram na conta.  Antes de setembro, vale simular as duas possibilidades com o contador para avaliar o impacto sobre custos e fluxo de caixa.</p>
<p>A escolha feita em setembro valerá para o primeiro semestre de 2027. Quem não optar pelo recolhimento separado terá IBS e CBS dentro da guia do Simples. Em março de 2027 haverá uma nova oportunidade de optar pelo regime regular para o segundo semestre.</p>
<h2>Mulheres têm participação importante nos pequenos negócios</h2>
<p>As mulheres têm presença relevante nesse universo empresarial. Dados do  Mapa de Empresas divulgados pelo Ministério do Empreendedorismo mostram que 9,9 milhões de empresas ativas no país são lideradas por mulheres,  o equivalente a  39,7% do total.</p>
<p>Entre os negócios criados em 2025, levantamento do Sebrae com dados da Receita Federal mostra que,  considerando apenas microempresas e empresas de pequeno porte, sem incluir os microempreendedores individuais (MEIs), as mulheres responderam por 39% das novas empresas.</p>
<p>Os dados públicos disponíveis, porém, não permitem identificar qual é a participação feminina especificamente entre todas as empresas atualmente optantes pelo Simples Nacional.</p>
<h2>MEI fica fora da mudança</h2>
<p>As novas datas não se aplicam ao Microempreendedor Individual (MEI). Para quem deseja optar pelo Simei, sistema de recolhimento do MEI dentro do Simples Nacional, o prazo continua em janeiro.</p>
<p>Para as demais micro e pequenas empresas, setembro passa a exigir atenção: quem pretende entrar no Simples em 2027 deverá fazer a solicitação no mês, enquanto empresas que já fazem parte do regime poderão avaliar se vale a pena manter IBS e CBS na guia única ou recolhê-los separadamente.</p>
]]></description>
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        <media:credit role="photographer">Marcello Casal Jr</media:credit>
        <media:credit role="provider">Agência Brasil/ Marcello Casal Jr</media:credit>
        <media:title>Aplicativo-Simples-Nacional</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Nubank e Bradesco lideram renegociações no Desenrola; veja bancos da lista</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/nubank-e-bradesco-lideram-renegociacoes-no-novo-desenrola</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/nubank-e-bradesco-lideram-renegociacoes-no-novo-desenrola?feed=custo%20de%20vida</guid>
      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 22:40:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O  Novo Desenrola já renegociou R$ 25,51 bilhões em dívidas atrasadas . Entre as instituições financeiras, o Nubank lidera o valor dos débitos renegociados para pagamento parcelado, com R$ 1,06 bilhão, seguido por Bradesco, PicPay Bank e Itaú.</p>
<p>Os dados do Ministério da Fazenda e do Fundo de Garantia de Operações (FGO) foram  obtidos pela  Folha de S.Paulo . O volume de R$ 25,51 bilhões (em empréstimos atrasados até a quinta-feira 13)  superou a estimativa da pasta, que previa R$ 20 bilhões em renegociações.</p>
<p>Também chamado de Desenrola 2.0, o programa do governo federal foi criado para facilitar a  renegociação de dívidas bancárias de famílias com renda de até cinco salários mínimos , atualmente R$ 8.105. É uma nova versão do Desenrola Brasil, lançado em 2023, e abrange dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal que atendam às regras do programa.</p>
<p>Os descontos concedidos até agora reduziram os R$ 25,51 bilhões em dívidas para R$ 5,09 bilhões, uma redução média de 80%. Desse valor final, R$ 3,8 bilhões foram parcelados e o restante foi pago à vista. Mais de 2 milhões de operações já haviam sido renegociadas para pagamento a prazo até esta terça-feira, 18, segundo dados do FGO.</p>
<p>O prazo para fazer novos acordos termina em 31 de agosto.</p>
<h2>Veja os bancos com mais dívidas renegociadas para pagamento parcelado</h2>
<p>A lista considera o valor das dívidas renegociadas para pagamento parcelado. Os dados foram obtidos pela  Folha  junto ao FGO:</p>
<p>Os montantes se referem aos acordos parcelados que utilizam a garantia do FGO e não incluem as dívidas quitadas à vista.</p>
<p>No Nubank, 568 mil renegociações parceladas somaram mais de R$ 1 bilhão. No Bradesco, foram 329,5 mil operações, no valor de R$ 662,7 milhões.</p>
<p>Dados do Nubank referentes ao fim de julho mostram ainda que  cerca de 2,3 milhões de clientes tinham aderido ao programa , considerando também pagamentos à vista. Quase 2 milhões renegociaram dívidas de cartão de crédito e mais da metade estava inadimplente havia mais de um ano. Entre os clientes que aderiram, 1,6 milhão tinham renda de até dois salários mínimos.</p>
<h2>Quem pode participar do Novo Desenrola?</h2>
<p>O programa é destinado a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, ou R$ 8.105. Para entrar na renegociação,  a dívida precisa ter sido contratada até 31 de janeiro de 2026 e estar em atraso entre 91 dias e dois anos .</p>
<p>Entram no Novo Desenrola dívidas de cartão de crédito, incluindo o rotativo, cheque especial e crédito pessoal (CDC).</p>
<h2>Quanto é possível conseguir de desconto?</h2>
<p>Os descontos variam de acordo com a dívida e podem chegar a 90%.  Para cartão de crédito e cheque especial, ficam entre 40% e 90%.  No crédito pessoal, variam de 30% a 80%.</p>
<p>Depois do desconto, o valor da dívida incluída na renegociação pode chegar a R$ 15 mil por pessoa, em cada banco.</p>
<p>O pagamento pode ser dividido em até 48 meses , com juros de no máximo 1,99% ao mês. A primeira parcela pode vencer em até 35 dias.</p>
<p>Antes de fechar o acordo, é importante conferir não apenas o desconto, mas o valor final que será pago e se as parcelas cabem no orçamento mensal.</p>
<h2>É possível usar o FGTS?</h2>
<p>O programa permite usar parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para pagar a dívida depois da renegociação.</p>
<p>O saque pode chegar a 20% do saldo disponível ou R$ 1.000, prevalecendo o maior valor.  Como o FGTS também pode ser usado em outras situações previstas em lei, como demissão sem justa causa e compra da casa própria, vale avaliar se compensa retirar o dinheiro para quitar a dívida.</p>
<h2>Como fazer a renegociação?</h2>
<p>A adesão é feita diretamente pelos canais das instituições financeiras. O consumidor deve procurar o banco onde possui a dívida para saber se ela se enquadra no programa e quais condições estão disponíveis.</p>
<p>Não há cobrança de taxa para participar . A recomendação é acessar diretamente o aplicativo ou o site oficial do banco, evitando links enviados por terceiros.</p>
<h2>Cuidado com golpes</h2>
<p>A procura pelo Novo Desenrola também é explorada por golpistas, que usam mensagens, anúncios e páginas falsas para oferecer supostas renegociações.  Para evitar fraudes, o consumidor deve procurar diretamente o aplicativo, site ou outro canal oficial de seu banco e desconfiar de links recebidos por WhatsApp, e-mail ou redes sociais.  O programa não cobra taxa de adesão.</p>
<p>Quem tiver feito pagamento ou fornecido dados em uma fraude deve avisar o banco imediatamente e registrar boletim de ocorrência. Se o dinheiro tiver sido transferido por Pix, é possível pedir à instituição financeira que avalie o acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED), usado em casos de fraude.</p>
<h2>Novo Desenrola: veja as principais regras</h2>
<p>Prazo para renegociar:  até 31 de agosto de 2026</p>
<p>Quem pode participar:  pessoas com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105)</p>
<p>Dívidas:  cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal (CDC)</p>
<p>Contratadas até:  31 de janeiro de 2026</p>
<p>Tempo de atraso:  de 91 dias a dois anos</p>
<p>Descontos:  de 30% a 90%</p>
<p>Parcelamento:  até 48 meses</p>
<p>Juros:  até 1,99% ao mês</p>
<p>Primeira parcela:  em até 35 dias</p>
<p>Valor após o desconto:  até R$ 15 mil por pessoa, por banco</p>
<p>FGTS:  saque de até 20% do saldo ou R$ 1.000, prevalecendo o maior valor, após a renegociação</p>
<p>Onde negociar:  diretamente nos canais oficiais do banco</p>
<p>Taxa de adesão:  não há</p>
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        <media:title>Real-Moeda-dinheiro</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Governo eleva projeção do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/governo-eleva-projecao-do-salario-minimo-para-r-1741-em-2027</link>
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      <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 14:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal elevou  de R$ 1.717 para R$ 1.741  a projeção do salário mínimo para 2027, segundo a  Folha de S.Paulo . Se confirmado, o valor representará um  reajuste de 7,4%  sobre o piso atual, de R$ 1.621.</p>
<p>A nova estimativa deverá constar do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será  enviado pelo governo ao Congresso Nacional até 31 de agosto.  O valor ainda não é definitivo e poderá mudar antes de entrar em vigor, em 1º de janeiro.</p>
<p>O piso também serve de referência para aposentadorias e outros benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e para o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Por isso, qualquer aumento também eleva despesas obrigatórias do governo federal.</p>
<p>Cálculos feitos pelo governo em abril indicavam que  cada R$ 1 acrescentado ao salário mínimo aumenta as despesas federais em cerca de R$ 413,2 milhões . A diferença de R$ 24 entre a projeção anterior e a atual poderia, portanto, acrescentar aproximadamente R$ 9,9 bilhões aos gastos em 2027.</p>
<h2>Por que a projeção aumentou</h2>
<p>A revisão ocorreu principalmente por causa do aumento da inflação esperada para este ano. A Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, trabalha agora com uma inflação acumulada de 4,93% nos 12 meses até novembro.  A estimativa subiu diante do risco de impactos do El Niño sobre os preços dos alimentos.</p>
<p>Pela política de valorização do salário mínimo, o reajuste considera a inflação acumulada até novembro do ano anterior e o crescimento da economia de dois anos antes.</p>
<p>Para o salário mínimo de 2027, será considerado o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, quando a economia brasileira cresceu 2,3%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>A fórmula permite repor a inflação e conceder aumento real, ou seja, acima da alta dos preços. Pelas atuais regras fiscais, no entanto, esse ganho real está limitado a 2,5%.</p>
<p>O valor definitivo do salário mínimo de 2027 será estabelecido após a divulgação dos indicadores que entram no cálculo do reajuste.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Quase um em cada três brasileiros não tem reserva de emergência; veja como começar a montar a sua</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/reserva-de-emergencia-como-comecar</link>
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      <pubDate>Thu, 06 Aug 2026 18:15:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Quase um em cada três brasileiros não tem nenhuma reserva financeira para enfrentar imprevistos. É o que revela a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, divulgada pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), em parceria com o Datafolha, em abril de 2026.  </p>
<p>O levantamento mostra que 31% da população não possui dinheiro guardado para emergências. Embora 69% dos entrevistados afirmem ter alguma reserva financeira, boa parte desse grupo ainda tem um colchão financeiro limitado. Entre eles, 20% conseguiriam manter as despesas por apenas um mês, enquanto apenas 3% afirmam ter recursos suficientes para cinco anos ou mais. O levantamento ouviu 5.832 pessoas de todas as regiões do país entre 4 e 21 de novembro de 2025.</p>
<h2>Como montar uma reserva de emergência?</h2>
<p>Para o superintendente de negócios da cooperativa financeira Sicoob Credicom, Ericke Sandro Perim Duarte, a construção de uma reserva de emergência começa antes mesmo da escolha do investimento. "Quando você começa a vida de trabalho, o ideal é sempre economizar uma parte daquilo que ganha.  Com o tempo, isso faz com que você construa uma reserva para quando surgir uma emergência", afirma Duarte.</p>
<h2>Quanto preciso guardar?</h2>
<p>Não existe um valor único que sirva para todos, diz Eduardo Mira, investidor profissional e analista CNPI. O que é preciso levar em conta no cálculo para começar a separar algum dinheiro é considerar primeiro os gastos essenciais, e não todo o padrão de consumo da família, ou seja, aquilo que não se pode deixar de pagar como alimentação, moradia, transporte e outras contas básicas. </p>
<p>"Se você ficar desempregado, naturalmente vai cortar despesas que não são essenciais. Você deixa de ir ao cinema, de jantar fora. A reserva de emergência precisa cobrir aquilo que você não pode deixar de pagar, como alimentação, moradia, plano de saúde e contas básicas", ressalta Mira. Na prática, isso significa que uma pessoa que gasta R$ 5 mil por mês, mas tem R$ 2,5 mil em despesas essenciais, deverá guardar, pelo menos, seis vezes a soma das contas básicas.</p>
<p>O valor da reserva também varia conforme o perfil da renda da pessoa. Para servidores públicos, por exemplo, uma soma equivalente a três meses dos gastos essenciais pode ser suficiente. Já os profissionais autônomos ou trabalhadores com renda variável costumam precisar de um colchão financeiro maior, que pode chegar a 12 meses ou mais.</p>
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<p>Segundo o superintendente de negócios da cooperativa financeira Sicoob Credicom, Ericke Sandro Perim Duarte, quem ainda está começando não deve esperar sobrar muito dinheiro para começar a formar a sua reserva de emergência. "Pode ser R$ 10, R$ 20 ou 1% da renda. O importante é criar esse hábito", afirma Duarte. </p>
<p>Para ele, até mesmo as pessoas endividadas deveriam iniciar esse processo. "Quando ela sair dessa situação, esse comportamento já estará incorporado", destaca o superintendente de negócios da Sicoob Credicom.</p>
<h2>Onde investir?</h2>
<p>Depois de definir o valor da reserva, o próximo passo é escolher onde deixar esse dinheiro. Como o objetivo não é buscar a maior rentabilidade possível, mas garantir o acesso rápido aos recursos em caso de necessidade, a recomendação é priorizar os investimentos que combinem três características, diz Eduardo Mira, investidor profissional e analista CNPI.</p>
<p>Segundo o analista, também não é necessário abrir conta em uma corretora para começar a investir. "O melhor investimento, principalmente para quem está começando, é aquele que é mais fácil. Todo mundo que já tem conta em banco costuma ter acesso a excelentes opções para formar uma reserva de emergência", afirma Mira. Ele diz que as alternativas mais utilizadas são os CDBs (Certificado de Depósito Bancário)  com liquidez diária ou o Tesouro Selic (LFT).</p>
<p> Embora existam outros investimentos de renda fixa, como títulos prefixados e atrelados à inflação, especialistas costumam recomendar essas aplicações para a reserva de emergência porque combinam baixo risco e facilidade de resgate.</p>
<h2>Como investir em um CDB ou no Tesouro Selic?</h2>
<p>Os especialistas lembram que a maioria dos bancos tradicionais, bancos digitais, corretoras e cooperativas de crédito oferece uma área de investimentos no próprio aplicativo. É nela que o investidor pode comparar as aplicações disponíveis e contratar o investimento diretamente pelo celular.</p>
<p>Os CDBs são emitidos por bancos e podem ser contratados diretamente pelo aplicativo ou site da instituição financeira. As corretoras e as cooperativas de crédito também vendem esse tipo de investimento. Antes de investir, vale verificar se a aplicação conta com a cobertura do FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e se possui liquidez diária. </p>
<p>O valor mínimo de aplicação varia de acordo com cada banco, podendo oscilar entre R$ 1 e R$ 100. Também é importante conferir se há cobrança de taxas administrativas, que podem reduzir a rentabilidade líquida.
</p>
<p> "O importante não é procurar um CDB que pague 105% ou 110% do CDI. Muitas vezes essas taxas fazem parte de promoções com limite de aplicação. O mais importante é montar a reserva de emergência", destaca Mira.</p>
<p>Já no Tesouro Selic, os títulos emitidos pelo Governo Federal podem ser adquiridos em frações correspondente a 1% (fração de 0,01) do preço total, que varia de acordo com o perfil do papel.</p>
<p>As aplicações de até R$ 10 mil por CPF no Tesouro Selic são isentas da taxa de custódia da B3, que é a empresa que gerencia os títulos públicos. Acima desse valor, a cobrança de 0,2% ao ano incide apenas sobre a parcela excedente. Confira no  site oficial do Tesouro Direto  os bancos e corretoras que negociam títulos do governo.</p>
<p>Vale destacar que tanto os CDBs quanto o Tesouro Selic estão sujeitos à cobrança de Imposto de Renda, que incide apenas sobre os rendimentos da aplicação. Além disso, a alíquota diminui conforme o tempo em que o dinheiro permanece investido ( veja a tabela regressiva abaixo ).</p>
<p>Quem não tem familiaridade com aplicativos ou plataformas de investimento também pode procurar atendimento presencial na agência onde mantém conta. Bancos, cooperativas de crédito e corretoras costumam oferecer orientação para clientes que desejam começar a investir. </p>
<p>Ao conversar com o gerente, vale informar que o objetivo é montar uma reserva de emergência, destacando que o dinheiro precisa estar disponível para saque imediato (D+0) em caso de necessidade emergencial. </p>
<p>Antes de contratar qualquer aplicação, é importante confirmar características como liquidez, prazo para resgate, rentabilidade e eventuais custos, para garantir que o investimento seja compatível com esse objetivo.</p>
<h2>E a poupança?</h2>
<p>Apesar de continuar entre as aplicações mais populares do país, a poupança costuma oferecer rendimento inferior ao de outras alternativas de renda fixa.</p>
<p>Segundo Eduardo Mira, além da rentabilidade inferior, existe outra diferença importante: "A poupança só credita os rendimentos na data de aniversário da aplicação. Se o resgate acontecer antes dos 30 dias, o investidor perde o rendimento daquele período. Já um CDB com liquidez diária rende todos os dias", destaca o profissional de investimentos.</p>
<p>Para Ericke Sandro Perim Duarte, da Sicoob, a poupança pode servir como porta de entrada para quem está criando o hábito de guardar dinheiro, mas deixa de ser a melhor alternativa quando comparada a outros investimentos de renda fixa. "A poupança transmite segurança e pode ser uma porta de entrada para quem está começando. Mas, quando se compara risco e retorno, produtos como Tesouro Direto, CDBs e letras tendem a oferecer rentabilidade maior", diz Duarte.</p>
<h2>LCI e LCA são indicadas?</h2>
<p>As Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do Agronegócio (LCA) costumam atrair investidores por serem isentas de IR (Imposto de Renda) para pessoas físicas. No entanto, esses títulos não costumam ser a melhor opção para quem está começando a montar uma reserva de emergência, avalia Mira. </p>
<p>Desde as mudanças nas regras do CMN (Conselho Monetário Nacional), em 2025, as novas LCIs e LCAs passaram a ter prazo mínimo de resgate de seis meses, o que significa que o dinheiro fica indisponível para resgate nesse período.</p>
<p>Fora isso, é preciso considerar o prazo de aplicação nas comparações entre CDBs e LCIs ou LCAs. Isso porque os investimentos em CDBs recolhem IR sobre os rendimentos, seguindo uma tabela regressiva, enquanto LCIs e LCAs são isentos. "À medida que o prazo aumenta e a alíquota do imposto diminui, essa vantagem tributária tende a perder peso na comparação", diz Mira. Por isso, o especialista diz que a principal recomendação é concentrar a reserva de emergência em aplicações com liquidez diária. </p>
<h2>O investimento vence, e depois?</h2>
<p>Ao contrário da poupança, aplicações como  Tesouro Selic, CDBs, LCIs e LCAs possuem data de vencimento,  independentemente de terem ou não liquidez diária.</p>
<p>Quando esse prazo chega ao fim, o investimento é encerrado e o dinheiro, acrescido dos rendimentos, retorna para o investidor. Caso queira continuar aplicando os recursos, será necessário realizar um novo investimento.</p>
<h2>Tem imposto? Entenda como funciona a tributação</h2>
<p>Além da rentabilidade e da liquidez, outro fator importante na hora de escolher onde investir a reserva de emergência é a tributação.</p>
<p>No caso do Tesouro Selic e dos CDBs, o IR (Imposto de Renda) incide apenas sobre os rendimentos, nunca sobre o valor investido. A cobrança é feita automaticamente no momento do resgate e segue uma tabela regressiva: quanto mais tempo o dinheiro permanecer aplicado, menor será a alíquota.</p>
<p>Confira a tabela regressiva do IR:</p>
<p>Já as LCIs e LCAs são isentas de Imposto de Renda para pessoas físicas, o que pode torná-las mais atrativas para objetivos de médio e longo prazo.</p>
<h2>E o IOF?</h2>
<p>Na prática, quem mantém a reserva de emergência em investimentos de renda fixa por mais de 30 dias não paga IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). O imposto afeta apenas resgates realizados durante o primeiro mês da aplicação.</p>
<p>Assim como o Imposto de Renda, ele incide somente sobre os rendimentos, nunca sobre o valor investido.</p>
<p>A alíquota é regressiva: começa mais alta nos primeiros dias e diminui diariamente até chegar a zero no 30º dia. Depois desse período, o investidor paga apenas o Imposto de Renda, conforme a tabela regressiva, e que é descontado automaticamente ao resgatar o investimento. </p>
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<h2>Selic, CDI, CDB... se perdeu nas siglas? Entenda o que significam</h2>
<p>Selic:  É a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central. Ela influencia os juros cobrados em empréstimos, financiamentos e também o rendimento de diversos investimentos de renda fixa.</p>
<p>CDI (Certificado de Depósito Interbancário):  É a taxa de juros dos empréstimos de um dia cobrada nos empréstimos entre os bancos. É uma taxa usada como referência para diversos investimentos de renda fixa. Quando um CDB rende "100% do CDI", significa que ele acompanha integralmente essa taxa, que costuma ficar muito próxima da Selic.</p>
<p>Tesouro Selic:  É um título público emitido pelo governo federal, cuja rentabilidade acompanha a taxa Selic. Por reunir baixo risco e liquidez diária, costuma ser indicado para reservas de emergência.</p>
<p>CDB (Certificado de Depósito Bancário):  É um investimento de renda fixa emitido por bancos. Ao aplicar em um CDB, o investidor empresta dinheiro para a instituição financeira e recebe uma remuneração em troca. Alguns CDBs permitem resgate a qualquer momento, enquanto outros exigem esperar até o vencimento.</p>
<p>LCI (Letra de Crédito Imobiliário):  Título de renda fixa emitido por instituições financeiras para financiar o setor imobiliário. É isento de Imposto de Renda para pessoas físicas, mas atualmente possui prazo mínimo de seis meses, o que reduz sua utilidade para reservas de emergência.</p>
<p>LCA (Letra de Crédito do Agronegócio):  Funciona de forma semelhante à LCI, mas os recursos são destinados ao financiamento do agronegócio. Também é isenta de Imposto de Renda para pessoas físicas e possui prazo mínimo de seis meses.</p>
<p>Liquidez:  É a facilidade e a rapidez com que um investimento pode ser transformado em dinheiro. Quanto maior a liquidez, mais rapidamente o investidor consegue resgatar os recursos.</p>
<p>Liquidez diária:  Significa que o dinheiro pode ser resgatado em qualquer dia útil, respeitando o horário de funcionamento da instituição financeira.</p>
<p>D+0:  É a forma como o mercado financeiro informa o prazo para o dinheiro cair na conta após o resgate. No D+0, o valor é disponibilizado no mesmo dia da solicitação (desde que feita dentro do horário de processamento da instituição). Vencimento:  É a data em que um investimento chega ao fim. Nessa ocasião, o investidor recebe de volta o valor aplicado acrescido dos rendimentos. Se quiser continuar investindo, será necessário reaplicar o dinheiro em um novo produto financeiro.</p>
<p>Renda fixa:  Categoria de investimentos em que as regras de remuneração são conhecidas no momento da aplicação. Embora o rendimento possa variar em alguns casos, o investidor sabe previamente como ele será calculado.</p>
<p>Imposto de Renda (IR):  Tributo cobrado sobre os rendimentos de investimentos como Tesouro Selic e CDBs. A alíquota diminui conforme o tempo da aplicação. LCIs e LCAs são isentas para pessoas físicas.</p>
<p>IOF (Imposto sobre Operações Financeiras):  Tributo cobrado apenas quando o resgate ocorre antes de 30 dias da aplicação. Incide exclusivamente sobre os rendimentos e sua alíquota diminui diariamente até zerar no 30º dia. FGC (Fundo Garantidor de Créditos):  Mecanismo que protege investidores em caso de quebra da instituição financeira. Cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição, respeitado o limite global de R$ 1 milhão a cada quatro anos. A proteção vale para investimentos como CDBs, LCIs e LCAs, mas não para o Tesouro Selic, que é garantido pelo governo federal.</p>
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        <media:title>Dinheiro - porquinho - poupança</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Larissa Pereira]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Preço médio do metro quadrado de São Paulo sobe 0,36% e chega a R$ 12.099 em julho, mostra Índice FipeZAP</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/preco-medio-do-metro-quadrado-de-sao-paulo-sobe-0-36-e-chega-a-r-12099-em-julho-mostra-indice-fipezap</link>
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      <pubDate>Tue, 04 Aug 2026 20:38:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O preço médio de venda por metro quadrado dos imóveis residenciais  na cidade de São Paulo subiu 0,36% em julho (comparado a junho) e alcançou o valor de R$ 12.099, segundo o Índice FipeZAP de venda residencial, calculado pela Fipe e pelo Grupo OLX (Zap, Viva Real e OLX). </p>
<p>A alta foi superior à comparação de maio para junho (+0,08%). No acumulado do ano até julho, o aumento no preço médio foi de 1,70%. Já na avaliação em 12 meses, a alta no preço médio é de 3,70%.</p>
<p>Essa variação supera o IGP-M (Índice de Preços Geral-Mercados), em 12 meses até julho (+ 2,76%), calculado pela mensalmente pelo FGV-IBRE (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas), que é utilizado na fórmula que reajusta as tarifas públicas (energia e telefone), contratos de aluguel e de prestação de serviços.</p>
<p>No geral, o Índice FipeZAP apresentou elevação de 0,46% em julho, (comparado a junho) e registrou preço médio por metro quadrado de R$ 9.900, no levantamento feito em 56 cidades do país, com base em informações de anúncios veiculados na Internet.</p>
<p>Entre os tipos de imóveis residenciais analisados, a elevação foi relativamente maior entre unidades com um dormitório (+0,55%), enquanto que imóveis com dois dormitórios apresentaram a menor variação mensal (+0,39%).</p>
<h2>Maiores altas por cidade</h2>
<p>Individualmente, a alta abrangeu 49 das 56 cidades monitoradas, incluindo 18 das 22 capitais que compõem a cesta do Índice FipeZAP: Vitória (+1,56%); Recife (+1,19%); Aracaju (+1,17%); Manaus (+1,08%); Goiânia (+0,79%); Rio de Janeiro (+0,74%); Florianópolis (+0,71%); João Pessoa (+0,66%); São Luís (+0,62%); Salvador (+0,46%); Fortaleza (+0,41%); São Paulo (+0,36%); Teresina (+0,34%); Brasília (+0,27%); Natal (+0,25%); Cuiabá (+0,11%); Curitiba (+0,08%); e Belém (+0,03%). Em contraste, houve queda nos preços de venda em quatro capitais acompanhadas: Campo Grande (-0,64%); Porto Alegre (-0,32%); Belo Horizonte (-0,20%); e Maceió (-0,04%)</p>
<p>Em São Paulo, os cinco bairros com preços médios (por metro quadrado) mais elevados são Itaim Bibi (R$ 19.990), seguido por Pinheiros (R$ 18.302), Jardins (R$ 17.833), Moema (R$ 16.349), Vila Mariana (R$ 14.792). </p>
]]></description>
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        <media:title>Cidade de São Paulo</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>CNH Social no Brasil: veja quais estados oferecem a habilitação gratuita</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/cnh-social-onde-tirar-habilitacao-gratuita</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/cnh-social-onde-tirar-habilitacao-gratuita?feed=custo%20de%20vida</guid>
      <pubDate>Mon, 03 Aug 2026 22:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um ano após a entrada em vigor da Lei Federal nº 15.153/2025, que autorizou o uso de recursos arrecadados com multas de trânsito para custear a formação gratuita de condutores de baixa renda, a implementação da  CNH Social  continua bastante diferente entre os estados brasileiros. </p>
<p>Levantamento realizado pelo  GSW Brasil , com base em editais, legislações estaduais, documentos oficiais e respostas obtidas junto aos Departamentos Estaduais de Trânsito (Detrans), mostra que não existe um modelo nacional unificado para o programa.</p>
<p>Embora a legislação federal tenha ampliado as possibilidades de financiamento da política pública, a execução permanece sob responsabilidade dos estados. Na prática, isso fez com que programas criados há mais de uma década coexistam com iniciativas recém-lançadas, estados que ainda estruturam seus projetos e unidades da federação que sequer oferecem o benefício.</p>
<p>Em geral, nos estados em que há o benefício, ele é voltado para pessoas de baixa renda - condição geralmente comprovada pela inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal- CadÚnico. Além disso, a gratuidade não é oferecida de forma contínua em todos os estados, isso significa que a maioria dos programas abrem editais periodicamente. O número de vagas varia de edital para edital. Os inscritos passam por um processo de seleção e apenas os convocados obtêm o direito de passar pelo processo de habilitação de forma gratuita. </p>
<p>Confira a situação do seu estado a seguir:</p>
<h2>Acre</h2>
<p>No Acre, a lei que instituiu o Programa Social de Formação, Qualificação e Habilitação Profissional de Condutores de Veículos Automotores foi criada em 2021, voltada para atender moradores de baixa renda (inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal- CadÚnico) da zona rural e urbana do estado e estudantes da rede pública. </p>
<p>Em 2025, uma nova lei criou uma modalidade específica para mulheres vítimas de violência doméstica ou familiar. O  último edital do programa  encontrado pela reportagem foi publicado em abril de 2026 e disponibilizou 5 mil vagas. As inscrições foram encerradas no dia 12 de maio.</p>
<h2>Alagoas</h2>
<p>Em Alagoas, a lei que criou o programa voltado para a CNH Social é de  abril de 2025 . O primeiro edital foi aberto em junho do mesmo ano e  ofereceu 3505 vagas  (2628 para a categoria A e 877 para a categoria B). De acordo com o decreto estadual, um pouco mais de R$ 3,1 milhões foram aportados para atender o programa. Em resposta ao GSW Brasil, o Detran AM informou que a previsão de novo edital para o programa CNH do Trabalhador é para o próximo ano. </p>
<p>No entanto, o estado também possui outro programa chamado CNH Baixa Renda, que já beneficiou 16.847 pessoas desde 2024. Neste serviço, os candidatos ficam isentos do pagamento da taxa do Detran/AL, precisando fazer o pagamento apenas das guias de clínica e do exame psicológico, e pagar pelas duas horas de aulas práticas exigidas pela legislação.</p>
<p>Os usuários devem residir em Alagoas, possuir renda familiar mensal de até dois salários mínimos, e estar no CadÚnico com registro ativo há, no mínimo, um ano contado da data do requerimento de abertura do serviço junto ao Detran-AL.</p>
<h2>Amazonas</h2>
<p>Em nota ao GSW Brasil, o Amazonas informou que a iniciativa federal não provocou mudanças no programa estadual. Criada em 2021, a CNH Social amazonense já ofertou 120 mil vagas distribuídas entre os 62 municípios. O estado também passou a priorizar grupos específicos, como mototaxistas e motofretistas em situação irregular, mulheres vítimas de violência doméstica, responsáveis por pessoas com deficiência e estudantes egressos do programa CNH na Escola.</p>
<p>O último edital foi lançado em janeiro de 2026 e incluiu a primeira habilitação nas categorias A (motocicleta) e B (carro), adição ou mudança de categoria. As regras para participar previam ter mais de 18 anos, ser alfabetizado, estar inscrito no CadÚnico, residir no Amazonas por pelo menos dois anos e comprovar renda familiar mensal per capita de até dois salários mínimos. </p>
<h2>Amapá</h2>
<p>No Amapá, a  lei que criou os programas  "CNH do Povo” e "Jovem Motora”  é de dezembro de 2024. O  último edital  encontrado pela reportagem foi aberto no final de 2025 e as inscrições ficaram abertas entre 22 de dezembro de 2025 a 06 de janeiro de 2026. No total, foram oferecidas 10 mil vagas.</p>
<h2>Bahia</h2>
<p>Na Bahia, a lei que criou os programas “CNH da Gente”e "CNH na Escola” foi sancionada em março de 2025 e é o único estado com  edital aberto . Os moradores do estado baiano poderão se inscrever para uma das 20 mil vagas do programa a partir do dia 1º de outubro até o dia 15 do mesmo mês, para a obtenção da CNH nas categorias A ou B, com isenção das taxas do Detran e da formação de condutores. </p>
<p>Podem participar candidatos maiores de 18 anos, domiciliados na Bahia, alfabetizados e com cadastro atualizado no CadÚnico. A seleção é realizada de forma automática, priorizando candidatos com menor renda familiar per capita, maior número de integrantes na família e maior idade, em caso de empate. As inscrições são gratuitas e realizadas exclusivamente pelo portal oficial do governo da Bahia. </p>
<h2>Ceará</h2>
<p>Sancionada em 2009, a lei sobre a CNH Social no Ceará é uma das mais antigas do país. No ano passado, a lei foi modificada para incluir a gratuidade para os exames toxicológicos. O  último edital foi aberto no final de 2025  e disponibilizou 29.900 vagas para obtenção da primeira CNH (categoria A e B) ou adição da categoria D. </p>
<h2>Distrito Federal</h2>
<p>No Distrito Federal, o Programa Habilitação Social foi criado em 2020 destinado à formação, qualificação e habilitação profissional de condutores de veículos automotores para pessoas de baixa renda.  O último edital encontrado pela reportagem foi publicado em 2024 . Na ocasião, foram oferecidas 5 mil vagas. A assessoria de imprensa do Detran não respondeu se há previsão de novos editais. </p>
<h2>Espírito Santo</h2>
<p>O Espírito Santo é um dos estados com a política mais consolidada. O programa foi criado em 2011 e, desde então, ofertou cerca de 90 mil vagas para primeira habilitação, adição e mudança de categoria, além de cursos profissionalizantes voltados à inserção no mercado de trabalho. Segundo o Detran-ES, a lei federal não alterou as regras do programa, que continuou sendo executado nos mesmos moldes.</p>
<p>Ainda segundo o Detran-ES, cerca de 70% dos selecionados concluem o processo de habilitação. O último edital foi aberto em 2026, com 9 mil vagas para obter a CNH de forma totalmente gratuita. O programa teve uma fase única de inscrições em março e os selecionados foram divididos em três lotes com períodos de matrículas diferentes. </p>
<h2>Goiás</h2>
<p>O estado de Goiás possui uma lei sobre  habilitação gratuita desde 2019 . Conforme o site do Detran-GO, foram realizadas seis edições do programa, com o último edital publicado em 2022. </p>
<p>Mais de 330 mil pessoas se inscreveram nos editais e um pouco mais de 32 mil foram classificadas para participar, segundo as estatísticas do programa divulgadas órgão estadual. </p>
<h2>Maranhão</h2>
<p>No Maranhão, o programa CNH Social foi lançado em 3 de outubro de 2025, com o objetivo de ampliar o acesso à primeira habilitação para pessoas em situação de vulnerabilidade social.</p>
<p>Segundo o Detran-MA, a primeira edição do programa ofertou 10 mil vagas para a primeira habilitação nas categorias A e B. O órgão informou que todos os contemplados foram convocados para participar do processo de obtenção da CNH.</p>
<p>A assessoria de comunicação do órgão informou ainda que há a previsão da abertura de um novo edital ainda em 2026, mas não informou a data.</p>
<h2>Minas Gerais</h2>
<p>O Departamento Estadual de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) informou que vem realizando estudos para avaliar as possibilidades jurídicas e orçamentárias para implementação da ação. No momento, não há nenhum programa de gratuidade a nível estadual. </p>
<h2>Mato Grosso do Sul</h2>
<p>Em Mato Grosso do Sul, o programa foi criado em 2021 e teve um único edital de inscrições, lançado em 2022. Foram oferecidas cinco mil vagas, disputadas por 59.722 candidatos. Segundo o Detran-MS, o processo continua em execução, com 3.799 processos de habilitação iniciados e 1.039 CNHs emitidas. O órgão informou que não há previsão de novo edital em razão de estudos técnicos e das restrições do calendário eleitoral.</p>
<h2>Mato Grosso</h2>
<p>O estado de Mato Grosso possui o programa CNH Social, cuja primeira edição foi lançada por meio de edital publicado no final de 2024, com execução ao longo dos anos de 2025 e 2026.</p>
<p>Na primeira edição do programa foram convocadas 13.708 pessoas para o preenchimento das 10 mil vagas ofertadas. Até o momento, já foram emitidas 4.856 Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) para beneficiários contemplados.</p>
<p>De acordo com o Detran-MT, o 2º edital do Programa CNH Social está sendo elaborado.</p>
<h2>Pará</h2>
<p>No Pará, a lei sobre a CNH Social existe desde 2021 e o programa foi batizado de CNH Pai D’égua. Em 2024,  um edital ofertou 60 mil vagas  para pessoas de baixa renda inscritas no CadÚnico. Já em 2025,  um novo edital disponibilizou 4 mil vagas para mães atípicas  de baixa renda. </p>
<h2>Paraíba</h2>
<p>Na Paraíba, uma lei criada em 2012 estabeleceu a criação do programa Habilitação Social. O último edital foi publicado em 2023, quando 5 mil vagas foram ofertadas. Segundo o governo da Paraíba, 2590 CNHs foram emitidas por meio dos editais de 2021 e 2023.</p>
<h2>Pernambuco</h2>
<p>O caso mais antigo identificado pela reportagem é o de Pernambuco. O Programa Popular de Formação, Qualificação e Habilitação Profissional de Condutores foi  criado em 2007  e está em execução desde 2008. Segundo o Detran-PE, ao longo de 18 anos foram contabilizados mais de 2,5 milhões de inscrições, 165.179 candidatos contemplados e 143.999 beneficiários. Atualmente, o programa contempla primeira habilitação, adição de categoria, mudança para as categorias C, D e E e também a renovação da CNH. No entanto, o último edital realizado pelo Detran estadual é de 2024. </p>
<h2>Piauí</h2>
<p>O estado instituiu a  CNH Social  em  2025 , com foco inicial em estudantes da rede pública estadual. A primeira edição, chamada  CNH Social Estudantil , ofereceu  10 mil vagas  para a obtenção gratuita da  Permissão para Dirigir (PPD) exclusivamente na categoria A (motocicleta) , destinadas a alunos da 3ª série do Ensino Médio e da Educação de Jovens e Adultos (EJA). </p>
<p>O programa busca ampliar o acesso ao mercado de trabalho e reduzir a condução de motocicletas por pessoas sem habilitação. </p>
<h2>Paraná</h2>
<p>No Paraná, a lei que criou a  CNH Social foi sancionada em novembro de 2025 . O primeiro edital do programa foi publicado no início deste ano e disponibilizou 4 mil vagas para a primeira habilitação nas categorias A ou B.</p>
<h2>Rio de Janeiro</h2>
<p>Em nota ao GSW Brasil, o Detran RJ informou que a CNH Social ainda não está em vigor no Estado do Rio de Janeiro. </p>
<h2>Rio Grande do Norte</h2>
<p>No Rio Grande do Norte, uma lei criada em 2011 estabeleceu o programa CNH Popular.  Em agosto de 2025 , o Detran-RN disponibilizou mil vagas (500 na categoria A, 350 na categoria B, 50 na categoria C, 50 na categoria D e 50 na categoria E). </p>
<h2>Rondônia</h2>
<p>O estado lançou seu primeiro programa de CNH Social em 2025 e afirma que a iniciativa foi estruturada de forma independente da política federal. O primeiro edital ofereceu  1.500 vagas  para a obtenção gratuita da  primeira habilitação  e recebeu  56.100 inscrições , uma concorrência de cerca de  37 candidatos por vaga . </p>
<p>Segundo o Detran-RO, o processo ainda está em andamento e  688 Permissões para Dirigir (PPDs)  já foram emitidas. A dotação orçamentária prevista é de  R$ 4,5 milhões  e uma nova edição do programa está em estudo, mas ainda não há edital aberto.</p>
<h2>Roraima</h2>
<p>O estado mantém o programa  CNH Cidadã , criado pela  Lei Estadual nº 1.011/2015  e reformulado em 2024 para ampliar o público. A iniciativa oferece gratuitamente a  primeira habilitação nas categorias A, B e AB  para pessoas de baixa renda inscritas no CadÚnico, mulheres vítimas de violência doméstica e estudantes do projeto Jovem Condutor. Em 2024, o governo ofertou  2 mil vagas , distribuídas ao longo do ano por meio de chamadas públicas. </p>
<h2>Rio Grande do Sul</h2>
<p>A CNH Social foi instituída em  2012  e teve editais em  2013, 2014 e 2025 , totalizando  17 mil vagas . Segundo o Detran-RS, a Lei Federal nº 15.153/2025 não alterou a essência do programa gaúcho, apenas a possibilidade de utilização de recursos provenientes de multas de trânsito para financiá-lo. O estado oferece  primeira habilitação nas categorias A e B, adição de categoria e mudança para C, D e E . </p>
<p>O edital mais recente, lançado em 2025, recebeu  281.543 inscrições para 3 mil vagas , uma concorrência de quase  94 candidatos por vaga . Até o momento, o Detran-RS já repassou  R$ 22,6 milhões  para a execução do programa e prevê até  R$ 40 milhões  no orçamento para uma nova edição, ainda sem data definida.</p>
<h2>Santa Catarina</h2>
<p>O estado criou, em  2024 , o programa  CNH Emprego na Pista , voltado à ampliação das oportunidades de trabalho por meio da habilitação gratuita. Segundo o Detran-SC, a iniciativa foi instituída antes da lei federal e já previa recursos próprios de cerca de  R$ 54 milhões . </p>
<p>Até o momento, foram ofertadas  17.808 vagas  em cinco editais e registradas  54.290 inscrições . O programa contempla  primeira habilitação nas categorias A e B, adição de categoria, mudança para D e E e curso de motofrete com inclusão de Exerce Atividade Remunerada (EAR) . </p>
<p>O diferencial é o foco na empregabilidade: além da formação de condutores, os beneficiários realizam cursos voltados ao mercado de trabalho e, para quem opta pela mudança para as categorias D ou E, uma parceria com a Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc) prevê o encaminhamento de  90% dos participantes para entrevistas de emprego . </p>
<p>O último edital foi publicado no final de 2025. Segundo o Detran-SC, o programa passa por reestruturação para adequação às mudanças promovidas pelo Contran, e novos editais devem ser publicados após a atualização da legislação estadual.</p>
<h2>Sergipe</h2>
<p>O estado instituiu o programa  CNH Social  em  2021 . O último edital encontrado pela reportagem  foi realizado em 2024 , quando  foram disponibilizadas 1.200 vagas  para todo o estado. </p>
<h2>São Paulo</h2>
<p>O estado informou por telefone não possuir o programa CNH Social.</p>
<h2>Tocantins</h2>
<p>O estado instituiu o programa  CNH Cidadã  em  2025 , por meio da Lei Estadual nº 4.764/2025, antes da criação da iniciativa federal. Segundo o Detran-TO, a entrada em vigor da nova legislação nacional exigiu a revisão dos procedimentos administrativos do programa, incluindo a adequação dos editais de credenciamento de clínicas, Centros de Formação de Condutores (CFCs) e demais prestadores de serviço. </p>
<p>O órgão informou que a implementação será retomada após o período de vedação eleitoral e que ainda não há edital aberto para inscrições.</p>
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        <media:credit role="provider">Marcello Casal Jr/ Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>CNH Digital,Carteira de Trânsito para Celular, Carteira Nacional de Habilitação</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Larissa Pereira]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Move Brasil: bancos começam a financiar motos e bicicletas a entregadores </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/move-brasil-bancos-comecam-a-financiar-motos-e-bicicletas-a-entregadores</link>
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      <pubDate>Mon, 27 Jul 2026 19:41:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo anunciou nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026, o início do Move Brasil Entregadores e o Motoapp, programa de financiamento de moto, motoneta, ciclomotor ou bicicleta elétrica para entregadores ciclistas, motoapps, mototaxistas e motofretistas profissionais. O profissional poderá trocar seus veículos por modelos novos e mais sustentáveis.  </p>
<p>Em nota nas redes sociais, o governo informa que os trabalhadores que usam motos ou bicicletas como instrumento de trabalho já podem procurar uma agência bancária da Caixa, do Banco do Brasil ou de instituição financeira credenciada para fazer seu pedido de financiamento de moto nova ou de bicicleta elétrica nova pelo Move Brasil. A análise de crédito é de responsabilidade da instituição financeira, informa o governo.</p>
<h2>Condições</h2>
<p>Para fazer o pedido de financiamento é necessário já estar cadastrado no programa, por meio da conta gov.br. Também é necessário já ter recebido a confirmação de que é elegível ao Move Brasil, emitida em até 5 dias úteis. </p>
<p>Após essas duas etapas, a pessoa pode ir aos bancos Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil ou outra instituição financeira credenciada para análise de crédito e contratação do financiamento. É necessário que o veículo escolhido seja produzido no Brasil, a partir do ano de 2024.</p>
<h2>Prazos e juros</h2>
<p>Vale destacar as seguintes regras do programa: o recurso é liberado diretamente ao fornecedor do bem. A aprovação do financiamento é sujeita à análise de crédito do banco ou instituição financeira, que define os documentos necessários para o pedido de financiamento.</p>
<p>Após a contratação, o trabalhador só começará a pagar as parcelas em 60 dias e o prazo para pagar o valor adquirido é até 4 anos, com juros de 0,99% ao mês para homens e 0,91% ao mês para mulheres.</p>
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        <media:credit role="provider">Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>Move Brasil</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>BC: Saldo das operações de crédito avança 0,6% em maio e soma R$ 7,3 trilhões</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/bc-saldo-das-operacoes-de-credito-avanca-0-6-em-maio-e-soma-r-7-3-trilhoes</link>
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      <pubDate>Wed, 08 Jul 2026 13:59:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>No curtíssimo prazo, as instituições financeiras deram um alívio marginal na taxa média de juros cobrada ao mês nas operações de concessão de crédito livre às famílias. Já no prazo mais longo, o custo médio do crédito para as famílias subiu, refletindo provavelmente o ciclo de juros mais alto da economia ao longo do ano. Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) e constam no relatório das Estatísticas Monetárias e de Crédito relativo ao mês de maio.  </p>
<p>O crédito com recursos livres atingiu R$ 4,1 trilhões em maio, com expansões de 0,3% no mês e de 6,9% em 12 meses. No crédito livre às famílias, a taxa média de juros ficou em 62,8% ao ano, com redução de 0,2 ponto percentual no mês e aumento de 3,8 pontos percentuais em 12 meses até maio.  </p>
<p>Vale lembrar que a Selic, taxa de juros referência do país, está em 14,25% ao ano. Em 2026, a taxa Selic sofreu três quedas consecutivas, com cada corte sendo de 0,25 ponto percentual. A taxa básica de juros saiu de 15% para 14,25% ao ano </p>
<p>O crédito pessoal não consignado total, ou seja, a modalidade de empréstimo pessoal livre, também apresentou redução na taxa média em 4,6 pontos percentuais. No entanto, no ano, a taxa média de juros do crédito livre está em 49,5% ao ano. </p>
<h2>Empresas antecipam pagamentos</h2>
<p>No crédito livre para as empresas, a taxa média sofreu elevação de 0,3 ponto percentual no mês e 1,0 ponto percentual em doze meses, alcançando 25,2% ao ano. Nas operações de crédito para capital de giro com prazo superior a 365 dias e de cheque especial, as elevações foram de 1,3 ponto percentual e de 11 pontos percentuais, respectivamente. Em razão das elevações, o Banco Central registrou aumento nas operações de antecipação de faturas de cartão de crédito, adiantamentos de contratos de câmbio e de capital de giro com prazo até 365 dias. </p>
<p>O estoque das operações de crédito do Sistema Financeiro Nacional somou R$ 7,3 trilhões em maio, crescimento de 0,6% no mês, com aumentos de 0,7% nas operações com empresas e de 0,5% nas com famílias, que alcançaram R$ 2,7 trilhões e R$ 4,6 trilhões, na ordem. </p>
]]></description>
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        <media:title>Pilha de moedas</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Conta de luz fica mais cara para 8,9 milhões de unidades consumidoras em SP</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/conta-de-luz-fica-mais-cara-para-8-9-milhoes-de-unidades-consumidoras-em-sp</link>
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      <pubDate>Mon, 06 Jul 2026 19:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A tarifa da conta de luz de 24 dos 645 municípios da região metropolitana de São Paulo, incluindo a capital, atendidos pela empresa Enel, foi reajustada no último sábado, dia 04, após autorização da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Para residências e pequenos comércios, o aumento previsto é de 8,97%. O percentual para indústrias, shoppings e grandes comércios é de 15%. De acordo com o órgão regulador, 8,9 milhões de unidades consumidoras serão afetadas.  </p>
<p>Aumentos na conta de luz impactam diretamente no custo de vida das pessoas e no custo de produção de empresas. A energia tem um peso muito alto nas despesas das famílias, sendo um dos itens que mais influenciam na medição índice oficial de inflação, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE. Esse indicador é usado pelo Banco Central para fazer decisões sobre política monetária. Além do IPCA, a energia também afeta o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado). </p>
<p>Como São Paulo é o estado com mais peso regional dentro do índice oficial de inflação, de 32,28%, o aumento na conta de luz anunciada neste mês deverá gerar impacto no IPCA do segundo semestre. Vale lembrar que a inflação acumulada nos últimos 12 meses até maio está em 4,72% no país. Em São Paulo, a inflação de maio teve alta 0,61% na comparação com abril. Os índices de reajuste autorizados pela agência reguladora para o estado superam os percentuais de inflação nacional e regional. A taxa supera inclusive a prévia de inflação para junho medida pelo IPCA-15, de 4,80%. </p>
<h2>Influência do clima nas tarifas </h2>
<p>De acordo com a Aneel, os fatores que mais contribuíram para o reajuste tarifário foram o custo com transmissão e os encargos do setor. Em comunicado, a agência destaca as condições menos favoráveis do período seco atual, quando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas estão baixos, o que leva à necessidade de acionamento de usinas termelétricas. O Sudeste é a região com maior concentração de usinas termelétricas, seguido do Nordeste, Sul e Centro-Oeste. </p>
<p>A Aneel informa ainda que bandeira tarifária para o mês de julho de 2026 permanecerá amarela no país. Com isso, a conta de luz dos consumidores de energia elétrica continua tendo acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh. </p>
]]></description>
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        <media:title>Luz</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
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