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    <title>Global South World Brasil - condomínio</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Taxa de condomínio sobe 25% em três anos; veja o que pesa no boleto</title>
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      <pubDate>Tue, 25 Aug 2026 20:58:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O custo de morar em prédios aumentou nos últimos três anos no Brasil. A taxa condominial média passou de R$ 413 no primeiro semestre de 2022 para R$ 516 no mesmo período de 2025, uma alta de 24,9%. Ao mesmo tempo, cresceu a parcela de pagamentos atrasados por mais de 30 dias.</p>
<p>Os dados fazem parte do Censo Condominial 2025/26, elaborado pela empresa de gestão condominial uCondo. O relatório mostra que o Brasil contabiliza mais de  13 milhões de arranjos condominiais ,  327 mil empreendimentos  e  39 milhões de moradores .</p>
<p>Para calcular os valores de condomínio e a inadimplência, o estudo utilizou informações de sua base de clientes, que tem amostragem em todos os estados e no Distrito Federal. E também recorreu a dados coletados junto ao IBGE e à Receita Federal.</p>
<p>Entre as causas para essa alta está o aumento dos custos operacionais e dos serviços do condomínio. Entre eles, estão portaria, limpeza, segurança, iluminação e manutenção de áreas comuns, elevadores, jardins e espaços de lazer.</p>
<h2>O que pesa no condomínio</h2>
<p>Dados do setor em São Paulo ajudam a entender como esse dinheiro é gasto. O Índice Periódico de Variação de Custos Condominiais (Ipevecon), da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), acompanha as despesas de uma amostra de condomínios da capital paulista.</p>
<p>Em 2025, os gastos ficaram distribuídos deste modo: pessoal, 36,96%; encargos, 17,26%; benefícios, 7,32%; água, 8,31%; energia elétrica, 4,16%; manutenção, 6,87%; material de consumo, 1,03%; administração, 7,67%; despesas gerais, 2,88%; e eventuais, 7,54%.</p>
<p>Na capital paulista há mais um indicador que demonstra a elevação dos valores. O Índice de Custos Condominiais (Icon), calculado pelo Secovi-SP para condomínios residenciais da região metropolitana de São Paulo, acumulou  alta de 5,29% em 2025 .</p>
<p>Esse percentual ganha ainda mais relevância quando comparado ao IGP-M do mesmo período, que teve variação negativa de -1,05% — ou seja, os custos condominiais paulistanos subiram bem acima da inflação, evidenciando que o aumento reflete principalmente pressão de custos operacionais (mão de obra, manutenção, tarifas) e não um simples repasse inflacionário geral.</p>
<h2>Piscina, academia e pet place entram na conta</h2>
<p>As comodidades oferecidas aos moradores influenciam a composição do condomínio.  Piscina, academia, sauna, salão de festas, espaço gourmet, brinquedoteca, quadras e pet place  aumentam a estrutura que precisa ser limpa, conservada e, em alguns casos, equipada ou atendida por funcionários.</p>
<p>Isso não significa necessariamente que um condomínio com muitas áreas de lazer terá uma taxa maior que a de um prédio simples. O número de unidades entre as quais as despesas são divididas faz diferença.</p>
<p>Um edifício pequeno com porteiro 24 horas e dois elevadores, por exemplo, pode ter custos fixos elevados divididos entre poucas famílias. Em um condomínio-clube com centenas de apartamentos, despesas de piscina, academia e outras áreas podem ser rateadas entre um número muito maior de moradores.</p>
<p>Também é preciso distinguir essas despesas regulares das  extraordinárias , como grandes reformas, obras ou modernizações.</p>
<h2>Variações por regiões: Sul tem a maior taxa média</h2>
<p>Os valores também variam bastante pelo país. Segundo a uCondo, no primeiro semestre de 2025, o  Sul tinha a maior taxa condominial média, de R$ 537,32 .</p>
<p>No Nordeste, esse custo ficou em R$ 522,30; no Sudeste, R$ 516,84; e no Centro-Oeste, R$ 514,51. O estudo identificou aumento das taxas em quatro das cinco regiões entre 2022 e 2025. A exceção foi a Norte.</p>
<p>No Sudeste, por exemplo, a média passou de R$ 395,77 no primeiro semestre de 2022 para R$ 516,84 no primeiro semestre de 2025, avanço de 30,6%.</p>
<p>O Censo Condominial da uCondo estima  327.248 condomínios residenciais ativos e com CNPJ  no país. O Sudeste concentra 55% deles, seguido pelo Sul, com 26%; Nordeste, 13%; Centro-Oeste, 5%; e Norte, 1%. São Paulo lidera, com 81.442 condomínios.</p>
<h2>Inadimplência também aumenta</h2>
<p>As altas na despesa com o condomínio implicaram na maior dificuldade de manter os pagamentos em dia. A inadimplência condominial superior a 30 dias chegou a  11,95% no primeiro semestre de 2025 , de acordo com o relatório da uCondo. No semestre anterior, estava em 9,83%.</p>
<p>A situação variou muito entre os estados. No primeiro semestre de 2025, o Rio Grande do Norte apresentou o maior percentual desse atraso (superior a 30 dias) entre os estados:  32,83% . O menor foi o de Santa Catarina, com 3,34%.</p>
<p>Outros estados apresentaram estes índices de inadimplência superior a 30 dias: Rio de Janeiro chegou a 17,42%, Rio Grande do Sul a 12,71%, São Paulo a 11,19% e Paraná a 6,04%.</p>
<p>Como as taxas financiam as despesas coletivas, a inadimplência reduz o dinheiro disponível para manutenção, investimentos e serviços essenciais do condomínio.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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