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    <title>Global South World Brasil - comercio exterior</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>China quer explorar nova 'Rota da Seda' no Ártico: isso vai dar certo?</title>
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      <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 18:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A China busca transformar a  Rota Marítima do Norte  – historicamente restrita a navegações pontuais – em um novo eixo comercial regular entre a Ásia e a Europa. </p>
<p>O marco dessa estratégia é o lançamento, pela companhia chinesa Sea Legend, do  primeiro serviço semanal de contêineres conectando o porto de Ningbo, na China, a Felixstowe, no Reino Unido. </p>
<p>A estimativa é  reduzir pela metade o tempo tradicional de viagem . Porém, o projeto enfrenta desafios operacionais, econômicos e geopolíticos.</p>
<p>Para o  geógrafo Paul Tourret,  diretor do Instituto Superior de Economia Marítima (Isemar), na França, a viabilidade de uma rota semanal depende de contextualização. </p>
<p>Ele afirma que é factível mantê-la de forma sazonal, entre maio e outubro, período correspondente ao pico de demanda de contêineres na Europa.</p>
<p>No entanto, Tourret reforça que o trajeto ainda exige uma logística robusta. Uma rota tradicional exige cerca de dez navios para manter partidas semanais. </p>
<p>Mesmo que se reduza o tempo de viagem pela metade, ainda seria necessário mobilizar entre cinco a sete navios para manter a rotação – considerando que um navio precisa partir a cada semana.</p>
<p>No entanto, o principal entrave não reside na logística de frota, mas nos custos e na atratividade econômica. </p>
<p>Ao contrário do trajeto que contorna o sul da África – beneficiado por múltiplas escalas que distribuem e otimizam os custos de transporte –, a rota do Ártico funciona de forma direta, de ponto a ponto. </p>
<p>Com custos que podem ser até três vezes superiores aos da via tradicional, a velocidade cobrada por essa rota atrai um mercado muito restrito. </p>
<p>Setores de alto valor agregado e ritmo acelerado, como a indústria têxtil e cadeias industriais de fluxo enxuto ( just in time ), são os potenciais clientes. </p>
<p>Para produtos de consumo de massa, o frete aéreo e a malha ferroviária já suprem essa demanda com menor custo.</p>
<h2>A dependência do controle russo </h2>
<p>A rota do Ártico introduz, ainda, uma complexa dependência geopolítica da Rússia. </p>
<p>A navegação pelo corredor norte-siberiano é regulada e concedida pela estatal russa Rosatom, que também detém o monopólio dos navios quebra-gelos necessários em emergências.  </p>
<p>Essa vulnerabilidade estratégica, somada às recentes tensões com Moscou e a ameaças veladas a embarcações do Ocidente, desqualifica o trecho para armadores europeus e norte-americanos desde 2022.</p>
<p>Mesmo antes da escalada geopolítica, gigantes do setor, como CMA CGM, MSC e Maersk, já haviam recuado com relação ao uso comercial da rota. </p>
<p>A decisão alia a baixa viabilidade prática a fatores de reputação e sustentabilidade – considerando a sensibilidade ambiental do ecossistema polar e o risco à imagem corporativa. </p>
<p>Em contrapartida, companhias chinesas e sul-coreanas operam sob menor pressão de imagem pública no Ocidente, enxergando a travessia como uma oportunidade de nicho.</p>
<h2>Condições graves de navegação</h2>
<p>Além dos fatores políticos, as condições de navegação são severas. Isso porque  o Ártico apresenta altos riscos decorrentes de gelo à deriva, tempestades fora de época e escassez de infraestrutura de resgate  a milhares de quilômetros de centros urbanos, como Murmansk. </p>
<p>O Código Polar da Organização Marítima Internacional (OMI) impôs regras rígidas, exigindo embarcações com classificação especial de resistência ao gelo e tripulações com treinamento específico.</p>
<p>Essas exigências elevam consideravelmente os prêmios de seguro para empresas ocidentais. </p>
<p>Embora o movimento reflita a aproximação estratégica entre Pequim e Moscou, Tourret pondera que a aliança sino-russa guarda suas próprias reservas econômicas. </p>
<p>Assim, enquanto a rota ganha espaço nas iniciativas chinesas, seu alcance comercial deve permanecer restrito a nichos específicos em um futuro próximo. </p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Sea Legend site (com edição de IA)</media:credit>
        <media:title>sea-legend</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Atlantico.fr]]></dc:creator>
    </item>
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      <title>EUA aplicam tarifa de 25% sobre importação de produtos do Brasil a partir de 22 de julho</title>
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      <pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:14:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou oficialmente na noite da quarta-feira, 15/07, a imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros nos termos da investigação aberta pela Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, a partir da próxima quarta-feira, 22/07. </p>
<p>No comunicado oficial, o embaixador americano Jamieson Greer informa que está tomando as medidas finais, a pedido do presidente Trump, ao impor uma tarifa de 25% sobre certos produtos do Brasil. Apesar das restrições, o governo americano se diz aberto a prosseguir com as negociações com o governo brasileiro. </p>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse,  em postagem na rede social X,  disse que repudia a decisão anunciada pelo governo dos EUA. “Não há justificativa para medidas unilaterais contra o nosso país. “Segundo estatísticas do próprio governo norte-americano, os EUA acumularam nos últimos 15 anos US$ 424,5 bilhões em superávit de bens e serviços com o Brasil”, afirmou Lula.  </p>
<p>Lula disse ainda que o Brasil não reconhece a legitimidade de investigações sem amparo nas regras multilaterais de comércio. “O governo seguirá adotando medidas para reduzir os danos causados à economia e à renda dos brasileiros. O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional e retornará o tema no âmbito do mecanismo de soluções de controvérsia da OMC”, afirmou. </p>
<p>A Câmara Americana de Comércio de São Paulo (Amcham-SP) emitiu uma  nota na qual diz  que o resultada da investigação e aplicação da tarifa é muito negativa para a relação bilateral. A nota diz: "A medida, que entra em vigor a partir de 22 de julho, coloca o Brasil entre os países com condições mais restritivas no mundo para acessar o mercado norte-americano, afetando duramente mais de US$ 11 bilhões em exportações industriais e do agronegócio sobre cerca de 3.000 produtos que o Brasil exporta"</p>
<h2>Relação de alguns produtos taxados  </h2>
<p>Entre os produtos listados estão artigos de aeronaves civis (todas as aeronaves, exceto as militares); seus motores, peças e componentes; suas outras peças, componentes, certos artigos destinados ao uso em aplicações farmacêuticas, certos artigos de alumínio, de aço ou de cobre, ou artigos derivados de alumínio ou de aço; produtos de madeira; e artigos semicondutores do Brasil; artigos originários do Brasil que sejam materiais informativos, incluindo, mas não se limitando a: publicações, filmes, cartazes, discos fonográficos, fotografias, microfilmes, microfichas, fitas, discos compactos, CD-ROMs, obras de arte e agências de notícias. ( Veja a lista completa aqui)  </p>
<h2>Relação de alguns produtos isentos</h2>
<p>Os produtos isentos de tarifa relacionados a alimentos são: café instantâneo sem sabor, carne bovina, peixes como tilápia, mel orgânico, tomate e frutas. Entre os produtos industriais que ficaram isentos de taxas estão: hidróxido de alumínio; antiguidades, itens de coleção e obras de arte; cinzas contendo metais preciosos ou compostos de metais preciosos; certas peles de animais, peles com pelos e couro; certos produtos farmacêuticos e ingredientes farmacêuticos adicionais; certos produtos de madeira; resíduos e sucata de ferro e aço; mel orgânico e ferro-gusa. ( Veja a lista completa aqui ) </p>
<h2>Alegações do USTR</h2>
<p>O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos justifica a decisão ao dizer, em nota, que “após uma investigação de um ano, determinou que certas medidas brasileiras relacionadas ao comércio digital e aos serviços de pagamentos eletrônicos; tarifas preferenciais injustas; interferência anticorrupção; proteção à propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal são injustificadas e oneram ou restringem o comércio de agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores americanos.”  </p>
<p>A decisão dos EUA foi tomada após o USTR ter realizado duas audiências públicas, recebido mais de 360 comentários do público e negociado intensamente com o governo brasileiro para buscar uma solução para as preocupações dos EUA. </p>
<p>A comunicação diz ainda que a proteção dos interesses econômicos americanos contra práticas comerciais desleais é a base das políticas “America First” do presidente Trump. “Seja punindo empresas de tecnologia dos EUA por se recusarem a censurar discursos políticos, seja recuando na aplicação das medidas anticorrupção, ou permitindo que agricultores brasileiros explorem terras desmatadas ilegalmente para obter vantagem sobre os agricultores americanos, as práticas comerciais desleais do Brasil têm impedido que trabalhadores e produtores dos EUA tenham acesso a esse importante mercado com mais de 210 milhões de consumidores”, afirmou o embaixador Greer.   </p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>EUA aplicam tarifa de 25% sobre importados do Brasil</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
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