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    <title>Global South World Brasil - camilo santana</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Como ala do PT quer usar redução da maioridade penal para esvaziar bandeira de Flávio</title>
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      <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 17:02:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Na semana em que obteve a  aprovação do fim da escala 6x1 no Senado , o grupo político do presidente Lula (PT) busca emplacar mais uma proposta legislativa com o segundo turno da eleição presidencial em vista: a  redução da maioridade penal .</p>
<p>Nesta quinta-feira, 15, o senador Camilo Santana (PT-CE), porta-voz da campanha eleitoral do petista, passou a coletar assinaturas para incluir  na PEC da Segurança Pública a  responsabilização criminal a partir dos 16 anos de idade em casos de crimes hediondos .</p>
<p>O movimento se dá após  Flávio Bolsonaro (PL) , que teve 2,2 milhões de votos a mais que Lula no primeiro turno do pleito,  incorporar a redução da maioridade penal  à sua estratégia eleitoral em reação aos avanços na agenda do oponente. As duas iniciativas deslocam a disputa pelo Palácio do Planalto para o campo das discussões que têm  apelo popular e efeitos concretos sobre a vida dos eleitores .</p>
<h2>O cavalo de pau do PT</h2>
<p>Conforme reportaram o site R7 e o jornal Folha de S. Paulo, a iniciativa de Camilo busca apresentar uma  alternativa mais restrita à proposta defendida pelo campo bolsonarista  e evitar que a  segurança pública se torne um tema de domínio exclusivo do adversário . </p>
<p>A articulação revela uma dinâmica recorrente em campanhas eleitorais: quando uma proposta ganha visibilidade e encontra respaldo na opinião pública, adversários passam a disputar não apenas sua aprovação, mas também o direito de apresentá-la como realização própria. Neste caso, o debate sobre a jornada de trabalho abriu espaço para uma reação da campanha de Flávio, seguida por uma tentativa do entorno de Lula de reduzir a vantagem política do adversário em outra área sensível.</p>
<p>A proposta petista é mais restrita do que a apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), que defende a redução para 16 anos e a possibilidade de  responsabilização a partir dos 14 anos em determinadas infrações . Ao apresentar uma alternativa própria, o grupo de Lula tenta evitar que o presidente seja colocado na posição de rejeitar uma medida apoiada por grande parte da população. </p>
<p>A redução da maioridade penal não é uma bandeira do PT , que historicamente se posicionou contra a medida, defendendo políticas de prevenção da violência e o tratamento específico de adolescentes em conflito com a lei.</p>
<p>Ainda assim, a medida tem apoio popular expressivo. Pesquisa Quaest divulgada em 14 de outubro mostrou que  80% dos entrevistados apoiam a redução da maioridade penal , incluindo a possibilidade de diminuição para 16 anos ou para 14 anos em determinados crimes. Ao mesmo tempo, a  eleição majoritária de políticos de direita para Câmara e Senado no primeiro turno sinalizou ao campo da esquerda a necessidade de rever algumas de suas bandeiras .</p>
<p>É nesse intervalo entre posição histórica e opinião pública que se situa a iniciativa petista.  Ao defender uma redução limitada a crimes hediondos, o partido tenta dialogar com eleitores que priorizam o combate à violência e não estão no campo da esquerda.</p>
<h2>O que está em jogo no Congresso</h2>
<p>A Constituição Federal estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis e estão sujeitos à legislação especial. Atualmente, adolescentes que cometem infrações são responsabilizados conforme o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que prevê medidas socioeducativas, inclusive internação em determinadas circunstâncias, o que impõe a necessidade de uma PEC para alteração.</p>
<p>Neste cenário, os dois polos tentam incluir suas propostas em uma matéria legislativa já em tramitação: a PEC da Segurança Pública, apresentada pelo governo federal e destinada a reorganizar a atuação das forças de segurança e ampliar a integração entre União, estados e municípios.</p>
<p>A proposta original não prevê a redução da maioridade penal. A inclusão do tema depende, portanto, da aprovação de uma emenda pelos parlamentares, em meio às negociações sobre o texto principal — justamente o caminho da articulação de Camilo. Qualquer alteração constitucional, vale lembrar, depende de uma maioria qualificada:  três quintos dos votos da Câmara dos Deputados e do Senado, em dois turnos de votação em cada Casa . </p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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