<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.globalsouthworld.com.br/rss/tag/c%C3%A2ncer%20de%20mama" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Global South World Brasil - câncer de mama</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Outubro Rosa: saiba quais exames e tratamentos o SUS oferece contra o câncer de mama</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/outubro-rosa-saiba-quais-exames-e-tratamentos-o-sus-oferece-contra-o-cancer-de-mama</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/outubro-rosa-saiba-quais-exames-e-tratamentos-o-sus-oferece-contra-o-cancer-de-mama?feed=c%C3%A2ncer%20de%20mama</guid>
      <pubDate>Fri, 09 Oct 2026 11:15:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente exames para detectar o câncer de mama, tratamentos que incluem cirurgia, quimioterapia e radioterapia, reconstrução mamária e acompanhamento psicológico. As pacientes também contam com direitos previstos em lei para evitar demoras na investigação desses tumores e no início do tratamento. Neste Outubro Rosa, campanha internacional de conscientização sobre a doença, conhecer os serviços disponíveis e saber como acessá-los é uma das principais formas de garantir que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível.</p>
<p>A importância da rede de atendimento aparece nos números do Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde. O Brasil deve registrar 78.610 novos casos de câncer de mama por ano entre 2026 e 2028, o equivalente a uma média de 215 diagnósticos por dia. A doença representa 30% dos novos casos de câncer entre mulheres, excluídos os tumores de pele não melanoma, e é a principal causa de morte por câncer na população feminina. Em 2024, provocou 20.849 mortes no país.</p>
<p>Na quarta-feira, 7, o Ministério das Mulheres reforçou as orientações sobre os direitos e tratamentos disponíveis pelo SUS. Entre eles estão a garantia de investigação diagnóstica, o início do tratamento dentro do prazo legal, o acesso a diferentes modalidades terapêuticas e a reconstrução mamária para mulheres que precisaram retirar parte ou toda a mama.</p>
<p>O atendimento começa, em geral, na Unidade Básica de Saúde (UBS), que funciona como porta de entrada para a realização de exames e o encaminhamento aos serviços especializados.</p>
<p>Veja como funciona o atendimento, quais são os direitos das pacientes e o que fazer quando há dificuldades para conseguir os serviços.</p>
<h2>Como fazer mamografia pelo SUS?</h2>
<p>A mamografia é o principal exame utilizado no rastreamento do câncer de mama, pois permite identificar alterações que ainda não provocam sintomas ou que não são percebidas pelo toque.</p>
<p>Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde atualizou as recomendações para a realização periódica do exame. A orientação é que mulheres entre 50 e 74 anos façam a mamografia a cada dois anos, mesmo quando não apresentam sinais suspeitos.</p>
<p>Mulheres de 40 a 49 anos também podem realizar a mamografia pelo SUS, após receberem orientação de um profissional de saúde sobre os benefícios e os possíveis riscos do exame nessa faixa etária. A realização também pode ser avaliada em mulheres acima dos 74 anos, conforme suas condições clínicas.</p>
<p>Para conseguir a mamografia, a mulher deve procurar uma UBS, onde a equipe de saúde fará a avaliação e o encaminhamento necessário. O agendamento e o local de realização dependem da organização da rede de saúde de cada município.</p>
<p>É importante diferenciar a mamografia de rastreamento daquela utilizada para investigar uma suspeita de câncer. Se houver um caroço ou outra alteração na mama, a mulher deve procurar atendimento independentemente da idade. Nesses casos, não é necessário esperar até os 50 anos nem aguardar o intervalo de dois anos recomendado para os exames de rotina.</p>
<h2>Como reconhecer os sinais de alerta?</h2>
<p>O câncer de mama nem sempre provoca sintomas nas fases iniciais. Quando aparecem, as alterações mais comuns incluem caroços endurecidos na mama ou na axila, geralmente indolores.</p>
<p>Outros sinais que precisam de avaliação médica são mudanças no formato da mama, vermelhidão persistente, retração da pele ou do mamilo e saída espontânea de líquido pelo mamilo, principalmente quando contém sangue.</p>
<p>Essas alterações não significam necessariamente a presença de câncer. Muitas são provocadas por condições benignas, mas precisam ser investigadas.</p>
<p>O Inca recomenda que as mulheres conheçam a aparência e as características habituais das próprias mamas para perceber mudanças. Não é necessário seguir uma técnica obrigatória de autoexame. Observar as mamas durante o banho ou ao trocar de roupa, por exemplo, pode ajudar a identificar alterações, mas não substitui a mamografia nem a avaliação profissional.</p>
<h2>Suspeita de câncer: o SUS tem até 30 dias para realizar os exames</h2>
<p>Quando há suspeita de câncer, a paciente tem direito à investigação diagnóstica pelo SUS. A Lei nº 13.896, de 30 de outubro de 2019, estabelece um prazo máximo de 30 dias para a realização dos exames necessários à confirmação da doença.</p>
<p>Essa garantia vale quando o câncer é a principal hipótese diagnóstica e existe uma solicitação fundamentada do médico responsável. Não significa que toda mamografia de rotina tenha obrigatoriamente de ser realizada nesse prazo.</p>
<p>Na investigação do câncer de mama, o médico pode solicitar diferentes procedimentos:</p>
<p>Nem todas as pacientes precisam passar pelos três procedimentos. A escolha depende das características da alteração encontrada e da avaliação médica.</p>
<p>A lei dos 30 dias trata da realização dos exames necessários à confirmação do diagnóstico. Ela não estabelece que todos os resultados e laudos tenham de ficar prontos dentro desse mesmo período.</p>
<h2>Diagnóstico confirmado: tratamento em até 60 dias</h2>
<p>A chamada Lei dos 60 Dias é a Lei nº 12.732, de 22 de novembro de 2012. Ela determina que pacientes com câncer têm direito a iniciar o primeiro tratamento pelo SUS em até 60 dias após a confirmação da doença por laudo patológico.</p>
<p>O prazo pode ser menor quando houver necessidade médica registrada no prontuário. A regra vale para todos os tipos de câncer, não apenas para o de mama.</p>
<p>O início do tratamento pode ocorrer com uma cirurgia, uma sessão de radioterapia ou a administração de medicamentos, como os utilizados na quimioterapia, conforme a indicação da equipe médica.</p>
<p>As duas leis procuram evitar atrasos em momentos diferentes. A primeira estabelece um prazo para realizar os exames necessários diante de uma suspeita fundamentada. A segunda determina quanto tempo a paciente pode esperar para começar a tratar a doença depois da confirmação.</p>
<p>Esses prazos são limites máximos, não períodos de espera recomendados. A urgência de cada caso deve ser avaliada pelos profissionais de saúde.</p>
<h2>Quais tratamentos contra o câncer de mama o SUS oferece?</h2>
<p>O SUS dispõe de diferentes tratamentos, que podem ser utilizados separadamente ou combinados. A escolha depende do tamanho e do estágio do tumor, das características das células cancerosas e das condições clínicas da paciente.</p>
<p>Cirurgia</p>
<p>Pode envolver a retirada apenas do tumor e de uma margem de tecido saudável, preservando parte da mama, ou a retirada completa da mama, procedimento conhecido como mastectomia.</p>
<p>Em algumas situações, também é necessário avaliar ou retirar linfonodos, pequenas estruturas do sistema linfático localizadas, entre outras regiões, nas axilas.</p>
<p>Quimioterapia</p>
<p>Utiliza medicamentos para destruir células cancerosas ou impedir que se multipliquem. Pode ser realizada antes da cirurgia, para reduzir o tamanho do tumor, ou depois, para diminuir o risco de retorno da doença.</p>
<p>Também pode ser indicada em casos avançados. A administração depende do medicamento e pode ocorrer por via oral ou intravenosa.</p>
<p>Radioterapia</p>
<p>Emprega radiação direcionada à região afetada para destruir células cancerosas ou impedir sua multiplicação.</p>
<p>É um tratamento local ou locorregional, frequentemente utilizado depois da cirurgia para reduzir o risco de que a doença volte na mama ou nas regiões próximas.</p>
<p>Hormonioterapia</p>
<p>É indicada quando o crescimento do tumor depende da ação de determinados hormônios, como o estrogênio.</p>
<p>Os medicamentos atuam bloqueando os efeitos desses hormônios ou reduzindo sua produção no organismo. Nem todos os tipos de câncer de mama respondem a esse tratamento.</p>
<p>Terapias-alvo</p>
<p>São medicamentos que atuam sobre características específicas das células cancerosas. Alguns são indicados, por exemplo, para tumores que apresentam excesso de uma proteína chamada HER2, associada à multiplicação das células.</p>
<p>A utilização depende dos resultados dos exames que identificam as características do tumor e dos critérios de acesso a cada medicamento no SUS.</p>
<p>Imunoterapia</p>
<p>É uma modalidade que ajuda o sistema imunológico a reconhecer e combater as células cancerosas. Pode ser indicada para determinados tipos de tumor, mas não é utilizada em todos os casos de câncer de mama.</p>
<p>A Lei nº 15.379, de 2026, incluiu a imunoterapia entre as modalidades que devem ser consideradas nos protocolos clínicos e nas diretrizes terapêuticas do câncer.</p>
<p>Isso não significa que qualquer medicamento imunoterápico esteja automaticamente disponível no SUS. A oferta depende da incorporação da tecnologia à rede pública, das regras de utilização e da indicação para cada paciente.</p>
<p>O Ministério das Mulheres ressalta que as decisões sobre o tratamento devem considerar as características individuais da doença e ser discutidas com a paciente, que tem direito a receber informações sobre os benefícios e os possíveis efeitos adversos de cada alternativa.</p>
<h2>Reconstrução mamária pelo SUS é um direito garantido por lei</h2>
<p>A mulher que precisa retirar parte ou toda a mama durante o tratamento do câncer tem direito à cirurgia de reconstrução pelo SUS. Esse direito é garantido desde 1999, pela Lei nº 9.797, e foi ampliado por legislações posteriores.</p>
<p>A reconstrução busca recuperar a forma da mama e pode ser realizada com tecidos da própria paciente ou com próteses, conforme a avaliação médica.</p>
<p>Quando houver condições clínicas e não existir contraindicação, o procedimento deve ser realizado na mesma cirurgia em que ocorre a retirada da mama. Se isso não for possível, a reconstrução poderá ser feita posteriormente.</p>
<p>Em 2025, a Lei nº 15.171 ampliou o direito à cirurgia reparadora para mulheres que sofreram mutilação total ou parcial da mama por outras causas, como doenças, traumas e violência.</p>
<p>A reconstrução, entretanto, não é obrigatória. A mulher tem direito a receber informações sobre as alternativas disponíveis e decidir se deseja realizar o procedimento.</p>
<h2>O SUS também oferece apoio psicológico e reabilitação</h2>
<p>O tratamento do câncer de mama não termina com a cirurgia ou com a última sessão de quimioterapia. Algumas mulheres precisam de acompanhamento para enfrentar os efeitos físicos e emocionais da doença.</p>
<p>O SUS prevê atendimento por equipes multiprofissionais, que podem incluir médicos, enfermeiros, psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e assistentes sociais.</p>
<p>O acompanhamento psicológico ajuda a lidar com o impacto do diagnóstico, o medo da volta da doença, as mudanças na imagem corporal e as dificuldades emocionais que podem surgir durante o tratamento.</p>
<p>A fisioterapia pode ser necessária para recuperar os movimentos do braço e do ombro após a cirurgia. Também é utilizada na prevenção e no tratamento do linfedema, um inchaço que pode atingir o braço quando há comprometimento da circulação linfática.</p>
<p>O acompanhamento nutricional e o atendimento social também podem integrar os cuidados, conforme as necessidades da paciente.</p>
<p>O Ministério das Mulheres ressalta ainda que a paciente tem direito a informações claras sobre sua doença e a participar das decisões sobre o tratamento, conhecendo as alternativas disponíveis e seus possíveis efeitos.</p>
<h2>O que fazer quando o SUS demora para marcar exames ou iniciar o tratamento?</h2>
<p>Quando o atendimento não ocorre dentro dos prazos legais, a paciente pode solicitar esclarecimentos à unidade de saúde responsável e procurar a secretaria municipal ou estadual de Saúde.</p>
<p>É fundamental guardar os pedidos médicos, laudos, comprovantes de agendamento e protocolos de atendimento. Esses documentos ajudam a demonstrar quando a investigação foi solicitada e quando o diagnóstico foi confirmado.</p>
<p>A reclamação também pode ser registrada na Ouvidoria-Geral do SUS, que recebe manifestações sobre dificuldades de acesso a consultas, exames, medicamentos e tratamentos.</p>
<p>Disque Saúde 136</p>
<p>Ligação gratuita para a Ouvidoria-Geral do SUS</p>
<p>Horário de atendimento</p>
<p>Segunda a sexta, das 8h às 20h; sábados, das 8h às 18h</p>
<p>Ouvidoria-Geral do SUS</p>
<p>Informações, solicitações, reclamações e denúncias pela internet</p>
<p>Ao registrar a manifestação, a paciente deve solicitar o número de protocolo para acompanhar a resposta. Se a dificuldade persistir, também pode buscar orientação na Defensoria Pública para exigir o atendimento previsto em lei.</p>
<h2>O que os números do Inca mostram sobre o câncer de mama?</h2>
<p>A estimativa de 78.610 novos casos anuais para o período de 2026 a 2028 corresponde a uma taxa de 71,57 casos por 100 mil mulheres no país.</p>
<p>A incidência apresenta diferenças regionais. O Sudeste tem o maior risco estimado, com 88,29 novos casos por 100 mil mulheres, seguido pelo Sul, com 77,91. As taxas são de 61,32 no Centro-Oeste, 58,02 no Nordeste e 31,28 no Norte.</p>
<p>As diferenças podem estar associadas à composição etária da população, à exposição a fatores de risco e às condições de identificação e registro dos casos. Por isso, taxas menores não significam necessariamente maior proteção contra a doença.</p>
<p>O Inca aponta que aproximadamente quatro em cada cinco casos ocorrem após os 50 anos. Entre os fatores que podem aumentar o risco estão o excesso de gordura corporal, a falta de atividade física, o consumo de bebidas alcoólicas e determinadas alterações genéticas hereditárias.</p>
<p>Embora não seja possível evitar todos os casos, manter o peso adequado, praticar atividades físicas, evitar o álcool e amamentar são medidas que ajudam a reduzir o risco.</p>
<p>O Outubro Rosa é uma oportunidade para lembrar que o enfrentamento do câncer de mama depende tanto do diagnóstico precoce quanto da continuidade do atendimento. No SUS, isso envolve acesso aos exames, cumprimento dos prazos legais, tratamento adequado e assistência durante a recuperação. Conhecer esses serviços e direitos permite às pacientes buscar atendimento e cobrar as garantias previstas na legislação.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as1au3z0f7shRmb0M.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Unsplash/  Angiola Harry</media:credit>
        <media:title>outubro-rosa</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
</rss>