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    <title>Global South World Brasil - bullying</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Por que o bullying ainda é tão difícil de combater nas escolas?</title>
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      <pubDate>Thu, 05 Nov 2026 13:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um em cada três estudantes sofre bullying mensalmente no mundo, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Nesta quinta-feira, 5 de novembro, Dia Internacional contra a Violência e o Bullying na Escola, a agência da ONU apresenta dois documentos com diretrizes para ajudar professores e sistemas de ensino a proteger crianças e adolescentes, com atenção à saúde mental e à segurança digital.</p>
<p>O bullying envolve agressões intencionais e repetitivas, geralmente marcadas por desequilíbrio de poder. Pode incluir ameaças, humilhações, apelidos ofensivos, divulgação de boatos e exclusão deliberada. Nem sempre crianças e adolescentes relatam espontaneamente o que acontece.</p>
<p>O tema da campanha deste ano, "Cada estudante seguro e bem: das promessas à prática", destaca um dos principais obstáculos ao combate do bullying: a distância entre as políticas de prevenção e o que acontece no cotidiano escolar. As agressões podem ser confundidas com brincadeiras, enquanto o medo de represálias e a falta de canais confiáveis de denúncia dificultam a identificação dos casos. A Unesco também identifica a necessidade de preparar os professores, acompanhar os episódios de violência e manter políticas permanentes de prevenção, em vez de agir apenas quando surgem denúncias.</p>
<p>O problema também ultrapassa os limites da escola. Ameaças, humilhações e exclusões podem continuar fora do horário das aulas, em grupos de mensagens e redes sociais, longe dos olhos de professores e gestores. Mesmo quando ocorrem fora do ambiente escolar, essas agressões afetam as relações entre os estudantes e sua segurança dentro da instituição.</p>
<p>A agência da ONU alerta que o enfrentamento do cyberbullying não pode depender apenas das escolas, pois envolve ambientes digitais sobre os quais elas não têm controle direto. Por isso, defende a atuação conjunta de famílias, serviços de proteção, autoridades públicas e empresas de tecnologia. Segundo a organização, aproximadamente um em cada dez estudantes no mundo já sofreu cyberbullying.</p>
<p>A Unesco aponta, porém, que é possível ter resultados mais efetivos no combate ao problema. Um levantamento com dados de 144 países e territórios identificou redução do bullying em quase metade das nações que fazem o acompanhamento do problema ao longo dos anos. Entre os fatores associados aos resultados estão uma melhor preparação dos professores, o monitoramento das agressões e a adoção de políticas permanentes de prevenção.</p>
<h2>O que a Unesco recomenda para combater o bullying?</h2>
<p>A organização apresentou em Paris, nesta quinta-feira (5), dois documentos. O  Teaching  with  Care (Ensinar com Cuidado) , elaborado em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Organização Mundial da Saúde (OMS), orienta professores a reconhecer sinais de sofrimento emocional, fortalecer relações de confiança e encaminhar estudantes que precisam de apoio especializado.</p>
<p>O guia detalha sinais de sofrimento que os docentes devem observar. Em crianças de 7 a 12 anos, estão entre eles isolamento, conflitos frequentes com colegas e dificuldade de concentração. Entre adolescentes, a Unesco destaca mudanças bruscas no grupo de amigos, faltas à escola e alterações no comportamento nas redes sociais. Esses sinais não comprovam que o estudante esteja sofrendo bullying, mas merecem atenção quando persistem ou representam uma mudança acentuada de comportamento.</p>
<p>Ao identificar uma situação preocupante, de acordo com o documento, o professor deve conversar com o estudante em um ambiente reservado, ouvi-lo sem pressioná-lo a contar detalhes e procurar os profissionais responsáveis pelo acolhimento na escola. O guia da Unesco recomenda que as instituições tenham previamente identificados os serviços de saúde e proteção à infância disponíveis, com procedimentos claros para encaminhar os casos que exigem atendimento especializado.</p>
<p>O segundo documento apresentado pela Unesco é  Connected and Safe (Conectados e Seguros) , que trata da violência digital e propõe medidas de proteção contra agressões praticadas por meio de celulares, redes sociais e outras tecnologias.</p>
<p>Entre as medidas propostas estão a criação de canais seguros e sigilosos de denúncia — como formulários on-line, linhas telefônicas e profissionais da escola preparados para receber relatos —, além da capacitação de professores para reconhecer agressões digitais, identificar conteúdos manipulados e saber quando encaminhar os casos a serviços especializados.</p>
<p>A Unesco também alerta para o uso de inteligência artificial na criação de imagens íntimas falsas de estudantes e recomenda procedimentos específicos para enfrentar esse tipo de violência. O guia ressalta que a proteção dos alunos depende também da atuação das plataformas digitais, das empresas de tecnologia e dos órgãos responsáveis por sua regulamentação.</p>
<h2>Qual é a situação nas escolas brasileiras?</h2>
<p>Uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas (FCC), realizada em parceria com o Ministério da Educação (MEC) e divulgada em maio deste ano, revelou que 71,7% dos gestores entrevistados enfrentam dificuldades para discutir violências como bullying, racismo e capacitismo. O levantamento ouviu 136 profissionais de 105 escolas públicas de dez estados. Entre as instituições participantes, 54,8% nunca tinham realizado um diagnóstico estruturado do ambiente escolar.</p>
<p>Já a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2024, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), identificou que 39,8% dos adolescentes sofreram bullying nos 30 dias anteriores ao levantamento, enquanto 27,2% relataram episódios recorrentes.</p>
<p>O Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026, por sua vez, contabilizou 4.549 ocorrências policiais de bullying em 2025, aumento de 68,2% em relação ao ano anterior. A elevação pode estar relacionada, em parte, à criminalização dessas práticas, em janeiro de 2024, que ampliou as possibilidades de registro.</p>
<h2>O que fazer quando o bullying é identificado?</h2>
<p>O MEC publicou, em outubro de 2025, o  Guia Rápido sobre como agir em casos de bullying e cyberbullying na escola . Organizado em dez passos, o documento orienta professores e gestores sobre como agir diante das agressões.</p>
<p>As principais recomendações são:</p>
<p>O guia também recomenda ações educativas e restaurativas, além do encaminhamento dos casos mais graves à rede de proteção à criança e ao adolescente.</p>
<h2>E quando a escola não resolve?</h2>
<p>Se as agressões continuarem, a família deve solicitar à direção informações sobre as providências adotadas, preferencialmente por escrito, e manter registros dos episódios.</p>
<p>Quando não houver resposta adequada, é possível procurar a secretaria de educação responsável, o Conselho Tutelar ou os órgãos de proteção competentes. Ameaças e agressões físicas também podem exigir registro policial.</p>
<p>Desde janeiro de 2024, a Lei 14.811 tipifica bullying e cyberbullying como crimes. A legislação prevê multa para o bullying, quando a conduta não constituir crime mais grave, e reclusão de dois a quatro anos, além de multa, para o cyberbullying. Quando os envolvidos são menores de 18 anos, aplicam-se as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente.</p>
<p>Além das sanções previstas na legislação penal, escolas podem ser responsabilizadas civilmente quando deixam de adotar medidas para proteger estudantes contra agressões recorrentes. Em janeiro de 2025, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) manteve a condenação de uma escola particular a indenizar um estudante que sofreu bullying aos 12 anos. O menino foi alvo de insultos preconceituosos e agressões físicas repetidas. Apesar das reclamações feitas pela mãe à coordenação, a violência continuou. O estudante desenvolveu depressão e ansiedade, precisou de tratamento psicológico e psiquiátrico e acabou transferido para outra escola.</p>
<p>A instituição foi condenada a pagar R$ 10 mil por danos morais e R$ 7.012,09 por despesas decorrentes do caso, incluindo valores relacionados à rescisão do contrato escolar. Os valores não correspondem à multa criminal prevista na Lei 14.811/2024, mas a uma reparação civil pelos prejuízos sofridos pelo aluno e pela falha da escola em protegê-lo.</p>
<p>O Disque 100 recebe denúncias de violações dos direitos de crianças e adolescentes. Para situações de violência digital, a  SaferNet Brasil  oferece orientações e canais de denúncia.</p>
<p>Crédito da foto:  Depositphotos</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>garota-isolamento-depressão</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
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      <title>'É preciso parar de naturalizar a violência contra a infância': o que o aumento nos casos revela sobre o Brasil</title>
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      <pubDate>Fri, 24 Jul 2026 16:33:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Em julho de 2025, um menino de três anos morreu no Rio Grande do Sul após passar quatro dias internado por agressões cometidas pelo próprio pai, um missionário americano que o teria espancado porque a criança não disse "bom dia". No Paraná, câmeras de segurança flagraram outro pai chutando o rosto da filha, também de três anos, em plena via pública. Os dois casos abrem a seção sobre violência infantil do  20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública  e revelam um padrão que os números do documento confirmam.</p>
<p>Segundo o anuário, divulgado nesta semana pelo  Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) , os casos de maus-tratos contra crianças e adolescentes mais do que dobraram desde 2021 – alta acumulada de 106,1% –, com salto de 14,6% apenas no último ano. O crescimento mais acentuado, porém, está nos crimes recém-tipificados pela Lei nº 14.811/2024: bullying (+68,2%) e cyberbullying (+61,4%) entre 2024 e 2025, o maior aumento entre todos os 13 indicadores acompanhados pela publicação.</p>
<p>Um levantamento do Disque 100 mostrou aumento de 49,48% nas denúncias de violações sexuais contra crianças e adolescentes entre janeiro e abril de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior, o que endossa a leitura de que o país vive tanto um agravamento real quanto uma ampliação da capacidade de notificar esses crimes.</p>
<p>Uma pesquisa do Instituto Futuro é Infância Saudável (Infinis) em parceria com a Quaest também ajuda a explicar o pano de fundo cultural do problema: 56% dos brasileiros ainda consideram aceitável bater nos filhos, 49% admitem já ter dado tapas em uma criança e apenas 36% afirmam que interviriam ao presenciar uma agressão em espaço público.</p>
<p>Para entender as engrenagens por trás dessa escalada, o  GSW Brasil  conversou com  Mariana Albuquerque Zan , advogada do Instituto Alana e integrante do Núcleo Enfrentamento das Violências, Segurança e Justiça da Agenda 227 e da Coalizão Brasileira pelo Fim da Violência contra Crianças e Adolescentes.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asB8qqxMsyPBwZmMh.jpeg?width=800&height=600&quality=75" alt="Mariana Albuquerque Zan"/>
<p>GSW Brasil  O 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que os maus-tratos cresceram em todas as faixas etárias infantis, mas com mais força em crianças de 0 a 9 anos. Quais seriam as possíveis causas e razões para esse aumento?</p>
<p>Mariana Albuquerque Zan  Hoje temos um arcabouço normativo protetivo bastante estruturado para crianças e adolescentes, com mais canais de denúncia, equipes mais preparadas e legislação mais completa – o que já indica maior capacidade do sistema de registrar casos. Contudo, paradoxalmente, ainda convivemos com uma sociedade extremamente violenta com as infâncias. Maus-tratos ocorrem no ambiente doméstico, cometidos sobretudo por adultos em papéis de cuidado. Crianças de 0 a 9 anos exigem cuidado constante e têm pouca autonomia para reconhecer ou denunciar a violência que sofrem. O crescimento nas estatísticas indica que a violência física e psicológica ainda é banalizada por muitos cuidadores como "método educativo", sob a máxima ultrapassada do "apanhei e não morri".</p>
<p>GSW Brasil  O salto do bullying (+68,2%) e do cyberbullying (+61,4%) é crescimento real ou reflexo de mais denúncia?</p>
<p>Mariana Albuquerque Zan  Ainda não é possível afirmar, isoladamente, se o salto representa exclusivamente crescimento real das ocorrências ou aprimoramento das notificações – e os dois fatores certamente têm peso. A recente tipificação penal desses crimes, pela  Lei nº 14.811/2024 , faz com que parte do aumento reflita a consolidação desse novo enquadramento no trabalho das autoridades e da sociedade. Ainda assim, há subnotificação clara: pesquisas como a PeNSE (2024) mostram que 4 em cada 10 estudantes de 13 a 17 anos relatam já ter sofrido bullying, número muito acima dos registros policiais. Em geral, só os casos de maior gravidade ou repercussão, aqueles em que a intervenção da escola já se mostrou insuficiente, chegam a virar ocorrência.</p>
<p>GSW Brasil  O cyberbullying concentra mais adolescentes de 14 a 17 anos, enquanto o bullying pesa mais entre 10 e 13. Essa diferença de idade diz algo sobre como cada ambiente afeta psicologicamente crianças em fases diferentes?</p>
<p>Mariana Albuquerque Zan  Bullying e cyberbullying, embora ocorram em espaços distintos, como escola e ambiente virtual, estão profundamente conectados. A prevalência do cyberbullying entre 14 e 17 anos reflete que esses adolescentes estão cada vez mais ativos no espaço digital, e consequentemente mais expostos a agressões nesse meio. Essa transição de faixa etária aponta para a urgência do letramento digital e de um processo educativo voltado à cultura de paz, mas a escola continua sendo o nó central para intervir tanto no bullying presencial quanto no virtual.</p>
<p>GSW Brasil  Existe relação entre o aumento dos maus-tratos domésticos e fatores socioeconômicos, como desemprego e pressão financeira nas famílias?</p>
<p>Mariana Albuquerque Zan  Os dados do anuário não trazem um recorte direto que faça essa correlação exata. Por outro lado, o relatório aponta um dado territorial interessante: as maiores taxas de maus-tratos concentram-se nas regiões Norte, Centro-Oeste e Sul, com destaque para Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Sergipe e Santa Catarina – todas acima da média nacional. Já Amazonas, Pernambuco, Maranhão, Rio de Janeiro, Ceará e Minas Gerais têm as menores taxas. Compreender essas especificidades regionais e de renda ainda exige estudos mais aprofundados. De todo modo, sob o Marco Legal da Primeira Infância, o ECA e a Constituição, sabe-se que o fortalecimento da estrutura familiar passa pelo acesso pleno a direitos básicos – moradia, alimentação, saneamento, educação. Famílias em vulnerabilidade extrema precisam de assistência e políticas públicas para exercer o cuidado adequado.</p>
<p>GSW BRASIL  O Brasil tem hoje ferramentas legais suficientes – ECA, Marco Civil, ECA Digital – para responsabilizar plataformas por omissão em casos de cyberbullying, e a ausência de verificação de idade nas redes contribui para esse cenário?</p>
<p>Mariana Albuquerque Zan  Sim. O Brasil conta com um arcabouço jurídico robusto – a Constituição, que coloca crianças e adolescentes como sujeitos prioritários de direitos, o ECA, o Marco Civil da Internet, a LGPD e agora o ECA Digital. Isso nos dá respaldo suficiente para cobrar responsabilidade direta das plataformas em garantir um ambiente digital seguro. Ainda assim, a ausência de mecanismos efetivos de verificação etária contribui diretamente para a vulnerabilização de crianças e adolescentes, reforçando a percepção equivocada de que a internet é um ambiente "sem leis". A verificação de idade é uma medida urgente, que precisa vir acompanhada da adequação de todo o ecossistema digital para torná-lo intrinsecamente seguro.</p>
<p>GSW Brasil  As escolas estão preparadas – em protocolo, capacitação de professores e canais de denúncia – para lidar com bullying e cyberbullying, ou o sistema de ensino ainda trata isso como problema de conduta individual?</p>
<p>Mariana Albuquerque Zan  Houve avanço significativo na produção de pesquisas, materiais e capacitações para profissionais da educação, voltados à identificação e ao encaminhamento de casos aos órgãos de proteção e ao Sistema de Justiça. O desafio atual é garantir que esses protocolos continuem evoluindo para não tratar bullying e cyberbullying apenas como desvios de conduta individual. É preciso que a escola compreenda essas práticas como problemas coletivos e sistêmicos, que refletem uma sociedade ainda violenta e que precisa desnaturalizar a agressão no cotidiano.</p>
<p>GSW Brasil  Diante desse crescimento simultâneo de violência doméstica, escolar e digital, quais políticas públicas seriam prioritárias?</p>
<p>Mariana Albuquerque Zan  O ponto central e transversal a todas as esferas é parar de naturalizar e banalizar a violência contra a infância. No ambiente doméstico, é preciso combater a ideia de que a violência é ferramenta pedagógica ou que a educação dos filhos é assunto estritamente privado. No ambiente escolar, é indispensável capacitar toda a comunidade – não só professores – para reconhecer sinais de violência e aplicar protocolos claros de encaminhamento. No ambiente digital, deve-se exigir e aplicar a responsabilização das plataformas. Em termos de política pública, é essencial investir no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, na capacitação contínua dos agentes de segurança e do Sistema de Justiça, e em ações adaptadas às realidades territoriais – entendendo que a garantia dos direitos das crianças é responsabilidade compartilhada entre Família, Estado e Comunidade, como determina o artigo 227 da Constituição Federal.</p>
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        <media:credit role="provider">Marcelo Camargo/Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>Maus-tratos contra crianças e adolescentes crescem no Brasil</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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