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    <title>Global South World Brasil - alerta</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Com alerta para sarampo, campanha de multivacinação termina nesta terça</title>
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      <pubDate>Sun, 30 Aug 2026 19:57:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A  Campanha Nacional de Multivacinação termina nesta terça-feira, 1º, com um alerta especial para o sarampo . Diante dos casos registrados nos últimos meses, o Ministério da Saúde reforçou o chamado para que pais e responsáveis aproveitem a reta final da mobilização para verificar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos e atualizar as doses necessárias.</p>
<p>A campanha oferece 20 imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação .  Entre eles está a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.  As doses são aplicadas de acordo com a idade e o histórico de vacinação de cada criança ou adolescente.</p>
<p>O reforço para a vacinação contra o sarampo ocorre em meio a uma cadeia de transmissão que permanece ativa no estado de São Paulo. O Brasil confirmou  27 casos da doença em 2026 . Desse total, 24 estão relacionados a essa cadeia, iniciada em junho: são 21 casos na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.</p>
<p>Outros três casos — dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro — não têm relação entre si e já são considerados encerrados, após 12 semanas sem novas ocorrências associadas.</p>
<p>Apesar dos registros, o Brasil continua livre da circulação endêmica do sarampo, segundo o Ministério da Saúde. Isso significa que o vírus não circula de forma contínua no país.  Em 2025, foram confirmados 38 casos importados ou relacionados à importação, controlados por ações de vigilância e vacinação.</p>
<h2>Onde se vacinar</h2>
<p>A vacinação da campanha é gratuita e  está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais pontos de vacinação definidos pelas secretarias de Saúde de cada município.  Como locais e horários variam pelo país, a orientação é consultar a prefeitura ou a secretaria municipal de Saúde antes de sair de casa.</p>
<p>Pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação para que os profissionais de saúde verifiquem quais doses estão faltando. A campanha não exige que todas as vacinas sejam tomadas novamente: são aplicados os imunizantes necessários para completar o esquema previsto para cada faixa etária.</p>
<p>O fim da campanha na terça-feira não significa o encerramento da vacinação.  Os imunizantes do Calendário Nacional, incluindo a tríplice viral, continuam disponíveis gratuitamente no SUS após a mobilização.</p>
<h2>Reforço contra o sarampo em São Paulo</h2>
<p>Por causa da cadeia de transmissão, o Ministério da Saúde adotou uma estratégia específica nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Até 1º de setembro, a orientação é oferecer a vacina contra o sarampo a todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente da situação vacinal anterior.</p>
<p>A medida inclui os bebês de 6 a 11 meses, que devem receber a chamada   dose zero . Essa aplicação é uma proteção adicional em um cenário de maior risco e não substitui as doses previstas no calendário de rotina aos 12 e aos 15 meses.</p>
<p>No restante do país, o esquema de rotina prevê duas doses para crianças. Pessoas de até 29 anos que não tenham sido vacinadas ou não possuam comprovação devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Para adultos de 30 a 59 anos, é recomendada uma dose.</p>
<p>Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 13 milhões de doses da tríplice viral aos estados e municípios, e mais de 5,4 milhões foram aplicadas.  A vacina é a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença altamente contagiosa.</p>
<h2>Quais são os sintomas</h2>
<p>Os primeiros sintomas costumam surgir entre sete e 14 dias após o contato com o vírus. Os sinais mais comuns são:</p>
<p>Entre três e cinco dias depois aparece a característica erupção avermelhada, que normalmente começa no rosto e se espalha pelo restante do corpo. A doença pode provocar complicações graves, como pneumonia, encefalite, diarreia intensa e até morte, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.</p>
<h2>Vacina 100 Dúvidas</h2>
<p>O portal Vacina 100 Dúvidas reúne  informações sobre segurança, calendário de vacinação, possíveis reações e prevenção de doenças.  A plataforma pode ser acessada em  www.vacina100duvidas.sp.gov.br .</p>
<h1>Leia também</h1>
<p>Brasil reforça combate ao sarampo</p>
<p>Capital paulista já vacinou 1 milhão de pessoas contra o sarampo</p>
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        <media:credit role="photographer">Priscilla Mafra</media:credit>
        <media:credit role="provider">Divulgação/ Governo do estado de São Paulo</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Casos de febre do Nilo Ocidental acendem alerta no país; veja sintomas e como se proteger</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/casos-de-febre-do-nilo-ocidental-acendem-alerta-no-pais-veja-sintomas-e-como-se-proteger</link>
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      <pubDate>Wed, 26 Aug 2026 18:45:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Brasil registra quatro casos confirmados de febre do Nilo Ocidental em 2026, dois em São Paulo e dois em Santa Catarina. Uma das pacientes morreu. Há ainda um caso provável no Piauí.</p>
<p>Transmitida principalmente pela picada de mosquitos do gênero  Culex , o pernilongo comum, a doença não provoca sintomas na maioria das pessoas infectadas, mas pode evoluir para quadros neurológicos graves. Não há vacina nem tratamento antiviral específico disponível para humanos.</p>
<p>Em São Paulo, foram registrados os primeiros casos humanos da história do estado. Um deles se refere a uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, que havia viajado para a região amazônica. Ela já está curada. O outro caso se trata de uma jovem de 18 anos, de São José do Rio Preto, que permanece internada.</p>
<p>A Secretaria de Estado da Saúde informa que o local provável de infecção das duas pacientes continua sob investigação.</p>
<p>Os demais casos confirmados são de Santa Catarina. Uma mulher de 77 anos, moradora de Imbituba, morreu em 8 de agosto depois de apresentar febre e evoluir para um quadro neurológico grave. Um homem de 56 anos, de Caçador, também apresentou manifestações neurológicas, foi internado e já recebeu alta.</p>
<p>A febre do Nilo Ocidental não é nova no Brasil. O primeiro caso humano por aqui foi registrado em 2014, no Piauí.</p>
<h2>Como a doença é transmitida</h2>
<p>A febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus, grupo de vírus transmitidos por artrópodes que também inclui os responsáveis por dengue, zika, chikungunya e febre amarela.</p>
<p>A transmissão ocorre principalmente pela picada de pernilongos (do gênero  Culex ) infectados. As aves silvestres são os hospedeiros naturais do vírus. O mosquito se infecta ao picar uma ave contaminada e pode posteriormente transmitir o vírus a seres humanos e outros animais.</p>
<h2>Quais são os sintomas</h2>
<p>De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20% apresentam sintomas, geralmente leves. Os mais frequentes são febre, mal-estar, falta de apetite, náuseas, vômitos, dor de cabeça, dor muscular, dor nos olhos, manchas na pele e aumento dos gânglios linfáticos, popularmente chamados de ínguas.</p>
<p>Em uma parcela pequena dos casos, porém, a infecção pode comprometer o sistema nervoso. Segundo o ministério, uma em cada 150 pessoas infectadas desenvolve doença neurológica grave, como meningite, encefalite ou paralisia flácida aguda.</p>
<p>Confusão mental, redução do nível de consciência, tremores e convulsões estão entre os sinais de comprometimento neurológico. Diante dessas manifestações, é necessária avaliação médica imediata e hospitalização, quando indicada.</p>
<h2>Existe tratamento?</h2>
<p>Não existe vacina nem tratamento antiviral específico para a febre do Nilo Ocidental em humanos.</p>
<p>O tratamento é direcionado aos sintomas. Nos casos leves, inclui repouso, hidratação e acompanhamento médico. Quadros graves podem exigir internação e atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com reposição de líquidos por via intravenosa, suporte respiratório e outras medidas para prevenir ou tratar complicações.</p>
<h2>Como se proteger</h2>
<p>Sem uma vacina disponível para humanos, a prevenção depende principalmente de medidas para reduzir o contato com os mosquitos transmissores.</p>
<p>O Ministério da Saúde recomenda o uso de repelentes e de telas em portas e janelas, além de evitar a exposição aos mosquitos, principalmente ao amanhecer e ao entardecer.</p>
<p>A Secretaria da Saúde de São Paulo também orienta usar roupas que reduzam a exposição da pele, eliminar recipientes e locais que possam acumular água e evitar o descarte de lixo em valas, valetas e margens de córregos, rios e riachos.</p>
<p>O  Culex  pode se reproduzir em ambientes com água rica em matéria orgânica, como fossas, valas e locais com água poluída. Por isso, medidas de saneamento também são importantes para reduzir a presença do mosquito.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Avanço veloz de variante do ebola na África acende alerta global</title>
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      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 21:08:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A aceleração do ebola na República Democrática do Congo (RDC) coloca em risco a segurança sanitária de países vizinhos e ultrapassa as fronteiras do continente africano. </p>
<p>Passados três meses do decreto de emergência internacional, o avanço da variante Bundibugyo atinge proporções inéditas.</p>
<p>O balanço apresentado pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), durante a 2ª reunião do Comitê de Emergência, aponta cerca de 5 mil infectados e mais de 2,3 mil vítimas fatais espalhadas por seis províncias e 55 zonas de saúde congolesas.</p>
<h2>Mobilidade e subnotificação agravam a crise regional</h2>
<p>A contenção do fluxo transfronteiriço virou prioridade absoluta para evitar o colapso dos sistemas de saúde regionais. </p>
<p>O intenso trânsito comercial, a atividade mineradora e o deslocamento de populações aumentam o risco de contágio na vizinha República Centro-Africana. </p>
<p>Internamente, o vírus avança sobre regiões vulneráveis como Tshopo e Haut-Uélé, onde a emergência médica se soma a crises humanitárias pré-existentes.</p>
<p>Em Uganda, a intervenção estatal tinha conseguido controlar o surto local após o registro de 20 casos e dois óbitos, mas o país segue em vigilância máxima. </p>
<p>O alcance global da doença ficou evidente com a identificação de um passageiro infectado na França, comprovando que barreiras geográficas apenas retardam, mas não impedem a disseminação viral.</p>
<h2>Cadeias invisíveis de contágio e novas frentes de combate</h2>
<p>Um dos maiores obstáculos enfrentados pelas equipes de resgate é a transmissão comunitária silenciosa. </p>
<p>Diversas mortes ocorrem nas próprias residências, fora do alcance dos centros médicos e do rastreamento de contatos, o que cria novas linhas de infecção não catalogadas.</p>
<p>Em resposta ao cenário crítico, uma força-tarefa liderada pelo governo congolês, OMS e o CDC África atua na ampliação das medidas de contenção e no avanço científico:</p>
<p>Para sustentar as operações, a OMS cobra celeridade no compartilhamento de dados epidemiológicos, aportes financeiros contínuos e reforço no controle de divisas. </p>
<p>A entidade reforça, ainda, que o combate ao ebola não pode eclipsar a atenção a outras crises de saúde recorrentes na RDC, como a malária, cólera, pneumonia e os altos índices de mortalidade materna.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>El Niño pode elevar casos de dengue e chikungunya</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/el-nino-pode-elevar-casos-de-dengue-e-chikungunya-no-brasil</link>
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      <pubDate>Fri, 24 Jul 2026 14:30:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Ministério da Saúde alertou estados e municípios para a possibilidade de aumento dos casos de dengue, chikungunya e outras arboviroses no Brasil ao longo do segundo semestre. As autoridades governamentais recomendam o planejamento antecipado de ações de vigilância e controle por parte das secretarias de saúde. A preocupação está relacionada à formação de um El Niño que pode alcançar intensidade elevada e produzir alterações de temperatura e chuva favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti.</p>
<p>A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) confirmou em junho a formação do El Niño. Em julho, o órgão informou que o fenômeno estava se fortalecendo e calculou em 81% a probabilidade de atingir intensidade muito forte entre outubro e dezembro.</p>
<p>Uma nota técnica do InfoDengue, sistema de alerta epidemiológico desenvolvido pela Fiocruz, prevê maior impacto sobre a transmissão de dengue nas regiões Sul e Sudeste, principalmente a partir de outubro. A projeção indica que o Brasil poderá registrar cerca de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027.</p>
<p>O alerta ocorre apesar da redução observada neste ano. Até 20 de junho de 2026, o país havia contabilizado 392,8 mil casos prováveis de dengue, queda de 73% em comparação com o mesmo período de 2025. Os registros de chikungunya diminuíram 46%.</p>
<h2>Por que o El Niño aumenta o risco</h2>
<p>O El Niño é um fenômeno periódico provocado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do oceano Pacífico Equatorial. Esse aquecimento altera a circulação dos ventos, as temperaturas e a distribuição das chuvas em diferentes partes do Brasil.</p>
<p>O fenômeno não causa dengue ou chikungunya diretamente. Mas temperaturas mais elevadas podem favorecer a presença e a atividade do Aedes aegypti, enquanto as chuvas aumentam a quantidade de recipientes com água parada nos quais a fêmea deposita seus ovos.</p>
<p>A seca também pode ampliar o risco quando leva a população a armazenar água em caixas, tonéis e outros reservatórios sem vedação adequada. Neste ano, a preocupação é maior porque as projeções apontam um El Niño mais intenso, com efeitos já no segundo semestre.</p>
<h2>Sintomas de dengue e chikungunya</h2>
<p>Dengue e chikungunya são doenças virais transmitidas principalmente pela picada do Aedes aegypti. Ambas podem causar febre, dor de cabeça, cansaço, náuseas, dores musculares e manchas na pele. Na dengue, são mais comuns a febre alta, a dor atrás dos olhos e as dores no corpo. Dor abdominal intensa, vômitos persistentes, dificuldade para respirar e sangramentos indicam risco de agravamento.</p>
<p>A chikungunya se distingue principalmente pela dor intensa e pelo inchaço nas articulações, que podem persistir por meses ou anos. Como os sintomas das duas doenças são semelhantes, a orientação é procurar atendimento e evitar a automedicação, especialmente ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios, que podem aumentar o risco de sangramento em casos de dengue.</p>
<h2>Mais fatores que podem influenciar uma epidemia</h2>
<p>A estimativa de 1,7 milhão de casos de dengue em 2027 foi construída a partir de cenários climáticos e não representa um número definitivo.</p>
<p>A evolução real da epidemia dependerá ainda de fatores que não podem ser antecipados pelo cenário climático, como a imunidade da população, os sorotipos em circulação, a cobertura vacinal, as condições socioeconômicas e a eficácia das ações de controle do mosquito. Também não antecipam a possibilidade de novas áreas passarem a registrar transmissão.</p>
<p>As estimativas poderão ser atualizadas conforme os indicadores climáticos e epidemiológicos evoluírem ao longo do segundo semestre.</p>
<h2>Como evitar a proliferação do mosquito</h2>
<p>O Aedes aegypti vive principalmente dentro das casas ou em suas proximidades. A principal forma de prevenção é eliminar os locais onde o mosquito pode depositar seus ovos.</p>
<p>A população deve esvaziar e limpar recipientes que acumulem água, manter caixas-d’água e outros reservatórios bem tampados, limpar calhas e ralos, tratar piscinas e descartar corretamente pneus, garrafas e outros objetos. Telas, mosquiteiros, roupas que protejam o corpo e repelentes também ajudam a evitar as picadas.</p>
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        <media:title>aedes aegypti</media:title>
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    </item>
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