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    <title>Global South World Brasil - Violência contra mulheres</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Violência leva 98% das brasileiras a mudar hábitos e até a abrir mão de trabalhos</title>
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      <pubDate>Thu, 17 Sep 2026 11:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A violência e o medo de sofrê-la mudam a rotina de praticamente todas as brasileiras. Uma pesquisa dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, divulgada nesta quarta-feira, 16, mostra que 98% das mulheres entrevistadas adotam pelo menos uma estratégia no dia a dia para reduzir o risco de violência.</p>
<p>Evitar determinados lugares, deixar de sair à noite, mudar o caminho habitual, compartilhar a localização com alguém de confiança e recorrer a um carro ou moto por aplicativo para não andar pelas ruas estão entre essas estratégias.</p>
<p>Mas as consequências vão além das mudanças na rotina. O medo já levou 45% das mulheres ouvidas pela pesquisa a deixar passar oportunidades de trabalho ou estudo. Outras 58% deixaram de frequentar lugares de que gostavam e 44% já pensaram em mudar de bairro ou cidade para se sentirem mais seguras.</p>
<p>Os dados fazem parte da pesquisa “Segurança das mulheres: percepção da sociedade brasileira sobre a violência”, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio da Uber.</p>
<p>Foram ouvidas 1.500 pessoas acima de 16 anos, de todas as regiões do Brasil, entre 22 e 30 de abril de 2026. As entrevistas foram realizadas de forma digital, por autopreenchimento. A margem de erro informada é de 2,8 pontos percentuais.</p>
<h2>94% se sentem inseguras</h2>
<p>A sensação de insegurança é quase generalizada entre as mulheres ouvidas. A pesquisa encontrou uma diferença de dez pontos percentuais entre elas e os homens:</p>
<p>94% das mulheres se sentem inseguras diante da violência no dia a dia;</p>
<p>84% dos homens têm a mesma percepção.</p>
<p>Nos deslocamentos pela cidade, a diferença diminui, mas o medo continua muito elevado: 94% das mulheres e 90% dos homens dizem temer a violência nessas situações.</p>
<p>A pesquisa também perguntou à população sobre a vulnerabilidade de homens e mulheres a diferentes formas de violência. As mulheres são percebidas como mais vulneráveis principalmente à violência doméstica, sexual, psicológica e física.</p>
<h2>Quase 8 em cada 10 já sofreram violência</h2>
<p>O medo não aparece isolado das experiências vividas pelas próprias mulheres. Entre as entrevistadas:</p>
<p>78% afirmam já ter sofrido pelo menos um dos tipos de violência investigados;</p>
<p>a violência psicológica é a mais declarada;</p>
<p>6 em cada 10 dizem temer atualmente a violência doméstica.</p>
<p>Os resultados ajudam a explicar por que a preocupação com a segurança acompanha as mulheres em diferentes espaços da cidade.</p>
<h2>Onde elas se sentem menos seguras</h2>
<p>Pontos de ônibus e estações estão entre os locais que provocam maior sensação de vulnerabilidade:</p>
<p>42% não se sentem nada seguras em pontos de ônibus e estações;</p>
<p>41% não se sentem nada seguras em bares, festas e baladas;</p>
<p>33% não se sentem nada seguras dentro do transporte público.</p>
<p>A insegurança acaba interferindo não apenas no lugar aonde as mulheres vão, mas também em quando, como e com quem elas se deslocam.</p>
<h2>Medo interfere em lazer, transporte e trabalho</h2>
<p>A pesquisa dimensiona algumas dessas mudanças:</p>
<p>62% já mudaram hábitos de lazer;</p>
<p>58% deixaram de frequentar lugares de que gostavam;</p>
<p>56% já escolheram algum meio de transporte em vez de ir a pé, mesmo quando o destino era próximo;</p>
<p>45% deixaram de aproveitar oportunidades de trabalho ou estudo;</p>
<p>44% já pensaram em mudar de bairro ou cidade para se sentirem mais seguras.</p>
<p>Para Maíra Saruê, diretora de pesquisa do Instituto Locomotiva, a insegurança é alimentada por experiências concretas de violência, vividas pelas próprias mulheres ou compartilhadas por outras pessoas próximas. “A pesquisa mostra que o medo da violência atravessa a forma como as mulheres vivem e circulam pelas cidades”.</p>
<p>Segundo ela, as brasileiras acabam adaptando trajetos, horários e formas de deslocamento e até escolhas relacionadas ao trabalho, estudo e lazer. “Na prática, mulheres e homens não vivem a cidade da mesma maneira”, diz.</p>
<h2>O que 98% fazem para tentar se proteger</h2>
<p>Quase todas as brasileiras ouvidas — 98% — adotam pelo menos uma das estratégias pesquisadas para reduzir o risco de violência. Algumas medidas já fazem parte da rotina de mais de oito em cada dez mulheres:</p>
<p>90% evitam determinados locais;</p>
<p>88% evitam compartilhar informações pessoais ou a localização nas redes sociais;</p>
<p>84% evitam usar o celular na rua;</p>
<p>83% avisam alguém sobre seus deslocamentos e horários;</p>
<p>83% evitam sair à noite;</p>
<p>80% evitam utilizar aplicativos bancários no celular quando estão na rua.</p>
<p>Outros comportamentos mostram como a preocupação com a violência interfere diretamente na mobilidade:</p>
<p>77% compartilham a localização com pessoas de confiança;</p>
<p>69% mudam seus trajetos habituais;</p>
<p>66% chamam carro ou moto por aplicativo para não precisar andar pelas ruas;</p>
<p>66% pedem para alguém acompanhá-las quando saem de casa.</p>
<p>Entre outras estratégias, 63% evitam sair com cartão de crédito, 62% utilizam aplicativos com recursos de segurança e 30% andam com um celular reserva.</p>
<p>Há ainda mulheres que adotam medidas específicas de proteção: 27% praticam ou já praticaram técnicas de defesa pessoal e 26% carregam itens de proteção pessoal, como spray de pimenta ou alarme pessoal.</p>
<p>Vera Vieira, diretora executiva do Instituto Patrícia Galvão, ressalta que o estudo confirma que a insegurança deixou de ser uma percepção ocasional. “Ela se transformou numa rotina de cálculos e renúncias silenciosas”, afirma.</p>
<p>De acordo com Vera, isso mostra que a segurança das mulheres não é uma pauta setorial, mas uma condição para o exercício pleno da cidadania. “Por isso, reforçamos a urgência de políticas públicas que ampliem os canais de denúncia, melhorem a infraestrutura das cidades e enfrentem as desigualdades que sustentam esse cenário”.</p>
<h2>Decisão nas urnas</h2>
<p>O tema faz diferença nas escolhas eleitorais. Para 78% das mulheres entrevistadas, ter propostas de enfrentamento à violência e ao assédio contra as mulheres nas ruas e no transporte público influenciará a decisão de voto nas próximas eleições.</p>
<p>A cobrança se estende a diferentes esferas do poder público. Para 73% das entrevistadas, as polícias militar e civil têm responsabilidade na prevenção e no enfrentamento da violência, seguidas pelos governos federal e estadual, ambos com 69%, e pelos municípios, com 66%.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a atuação das instituições nesse campo recebe avaliações negativas: Legislativo (74%), governo estadual (72%), Judiciário (71%) e governo federal (71%).</p>
<h2>O que as mulheres consideram importante mudar</h2>
<p>A pesquisa também perguntou quais medidas são consideradas importantes para prevenir e enfrentar a violência:</p>
<p>95% defendem a ampliação dos canais de denúncia e apoio às vítimas;</p>
<p>93% consideram importante melhorar a infraestrutura das cidades, incluindo transporte público, iluminação e espaços públicos;</p>
<p>93% defendem a criação ou ampliação de políticas específicas de proteção às mulheres;</p>
<p>93% consideram importantes ações de prevenção, como educação e medidas voltadas à mudança cultural;</p>
<p>92% apontam a redução das desigualdades sociais e econômicas como parte das estratégias de prevenção e enfrentamento da violência.</p>
<p>As respostas mostram que, para as entrevistadas, enfrentar a violência contra as mulheres envolve tanto proteção e atendimento às vítimas quanto mudanças no espaço urbano e ações preventivas.</p>
<p>Crédito da foto no alto:  Depositphots/ Kraken Images</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>insegurança-mulher</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Violência doméstica leva 15 mulheres por dia a hospitais no Brasil</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/violencia-domestica-15-mulheres-por-dia-hospitais</link>
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      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 21:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A violência doméstica levou, em média, cerca de 15 mulheres por dia a internações em hospitais brasileiros entre 2008 e 2023. O dado faz parte de um estudo liderado por pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que analisou 90.798 hospitalizações de mulheres de 20 a 59 anos registradas no Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SUS) com diagnósticos relacionados à violência.</p>
<p>Publicado na revista científica “Ciência & Saúde Coletiva”, o estudo “Análise de padrões da violência contra mulheres no Brasil: uma abordagem com aprendizado de máquina não supervisionado” reúne ainda pesquisadores ligados ao Hospital São Paulo e à Fiocruz Mato Grosso do Sul.</p>
<p>Mais do que dimensionar as hospitalizações, os pesquisadores utilizaram técnicas de Inteligência Artificial (IA) para procurar relações que poderiam passar despercebidas em uma base de dados tão extensa. A análise permitiu associar determinados tipos de lesão aos mecanismos de agressão e identificar nove perfis diferentes de internação.</p>
<h2>Mais de oito em cada dez internações foram de urgência</h2>
<p>A gravidade dos casos aparece nas características do atendimento. Das 90.798 internações analisadas, 81,87% ocorreram em caráter de urgência e 67,17% foram em leitos cirúrgicos.</p>
<p>As mulheres de 20 a 29 anos responderam por 34,42% das internações e as de 30 a 39, por 30,44%. Outros 21,21% dos registros eram de pacientes de 40 a 49 anos e 13,93%, de mulheres entre 50 e 59 anos. Assim, quase 65% das hospitalizações se concentraram entre 20 e 39 anos, embora os casos graves apareçam em todas as faixas etárias incluídas na pesquisa.</p>
<p>Em relação à raça ou cor, 35,57% das mulheres foram registradas como pardas, 20,49% como brancas e 4,37% como pretas. Há, no entanto, uma lacuna importante nos dados: em 38,29% das internações, essa informação foi ignorada ou não preenchida.</p>
<p>São Paulo, Bahia e Minas Gerais concentraram juntos 46% dos casos em números absolutos. Quando os pesquisadores consideraram as taxas populacionais, o Rio Grande do Norte apresentou a maior média, de 17,49 internações por 100 mil habitantes, seguido pelo Pará, com 6,49 por 100 mil.</p>
<p>Os autores alertam que essas diferenças não permitem concluir simplesmente que há mais violência nos Estados com taxas mais elevadas. Os números podem ser influenciados pela prevalência das agressões, mas também pelo acesso aos serviços de saúde, pela cobertura assistencial e pela maneira como os casos são registrados.</p>
<h2>Como foi feito o estudo</h2>
<p>Os pesquisadores partiram de 193,4 milhões de internações registradas pelo SUS entre 2008 e 2023. Desse universo, 828.264 continham códigos relacionados à violência e 144.140 correspondiam a mulheres. Depois da aplicação do recorte etário de 20 a 59 anos, a amostra ficou em 90.798 internações.</p>
<p>A equipe utilizou aprendizado de máquina não supervisionado, uma modalidade de inteligência artificial na qual o sistema procura padrões e agrupamentos nos próprios dados, sem receber previamente categorias nas quais cada caso deva ser encaixado.</p>
<p>Uma das técnicas empregadas foi o algoritmo Apriori, usado para descobrir quais diagnósticos apareciam associados com frequência acima do esperado. Dessa forma, os pesquisadores puderam verificar relações entre determinados ferimentos e o mecanismo de agressão registrado na internação.</p>
<p>A segunda técnica foi o LDA (Latent Dirichlet Allocation), método que permitiu agrupar combinações recorrentes de características das hospitalizações — como idade, raça ou cor, Estado, tipo de leito, urgência, diagnóstico e procedimento realizado. Os pesquisadores testaram de dois a 15 agrupamentos e chegaram a nove perfis como a divisão que melhor representava os padrões encontrados na base.</p>
<h2>Lesões nas mãos podem indicar tentativa de defesa</h2>
<p>Uma das relações mais fortes encontradas no estudo envolve traumatismos de músculos e tendões do punho e da mão e agressões com objetos cortantes ou penetrantes. Entre os registros com esse tipo de traumatismo, 69,5% também apresentavam o código correspondente à agressão com objeto cortante ou penetrante.</p>
<p>Segundo os pesquisadores, o padrão pode estar relacionado ao movimento instintivo de colocar as mãos ou os braços à frente do corpo para se defender durante um ataque, mecanismo já descrito em estudos de medicina legal.</p>
<p>Também foi encontrada uma associação entre fraturas do crânio e dos ossos da face e agressões por força corporal: 61,05% dos registros com esse tipo de fratura estavam associados a esse mecanismo. Os autores observam que lesões craniofaciais estão entre os padrões reconhecidos em agressões diretas e repetidas relacionadas a situações graves de violência doméstica.</p>
<p>Ferimentos do tórax também apareceram associados a agressões com objetos cortantes ou penetrantes em 59,01% dos registros da respectiva regra. Nos casos de traumatismo intratorácico, a proporção foi de 57,28%.</p>
<p>Essas relações são estatísticas. Elas não significam que uma determinada lesão seja suficiente, isoladamente, para estabelecer como ocorreu uma agressão, mas mostram combinações que aparecem de forma recorrente nas internações analisadas.</p>
<h2>Perfis mostram diferentes formas de violência</h2>
<p>Outra etapa do estudo separou as hospitalizações em nove perfis recorrentes, mostrando que os casos que chegam aos hospitais apresentam características bastante diferentes.</p>
<p>O grupo mais frequente, responsável por 17,2% das internações, reuniu principalmente mulheres de 20 a 29 anos atendidas com urgência e submetidas a procedimentos cirúrgicos por politraumatismos ou a toracostomia com drenagem pleural, procedimento para retirar ar ou líquido do espaço ao redor dos pulmões. Nesse perfil predominavam mulheres pardas e apareciam diagnósticos de agressão por objeto cortante ou penetrante e traumatismo intratorácico.</p>
<p>Outro grupo, com 13,5% dos casos, reuniu principalmente internações em São Paulo e Minas Gerais, em caráter de urgência, por traumatismos de localização não especificada, agressões por força corporal ou ferimentos múltiplos.</p>
<p>A análise também encontrou um perfil formado por mulheres de 40 a 59 anos, equivalente a 10,8% dos casos. Nele predominavam mulheres brancas de São Paulo e Santa Catarina internadas em leitos cirúrgicos depois de agressões por força corporal ou com objetos contundentes.</p>
<p>Um grupo menor, correspondente a 5,5% das internações, reuniu alguns dos quadros mais graves. Eram principalmente mulheres pardas de São Paulo e Ceará, com registros de agressão por arma de fogo ou exposição a substâncias tóxicas. Nesse perfil apareceram tratamento por envenenamento ou cirurgias de emergência, necessidade de UTI e evolução para morte.</p>
<h2>Casos que não chegam à internação ficam fora da conta</h2>
<p>A taxa de internações por violência contra mulheres se estabilizou a partir de 2012, oscilando entre 2,6 e 3,2 por 100 mil habitantes. Os pesquisadores apontam que esse comportamento pode estar relacionado a avanços na legislação e à ampliação da rede de atendimento às mulheres, mas ressaltam que parte expressiva da violência permanece invisível para os sistemas de saúde.</p>
<p>Esse é um ponto importante para interpretar os números. A pesquisa analisou exclusivamente internações hospitalares registradas no SIH-SUS. Portanto, não entram nas 90.798 ocorrências mulheres atendidas em pronto-atendimento sem internação, na atenção primária nem aquelas que não chegaram ao sistema de saúde.</p>
<p>Os próprios autores citam a subnotificação e o preenchimento inadequado dos códigos de diagnóstico entre as limitações do levantamento. Mudanças ao longo dos anos ou diferenças entre Estados também podem refletir alterações na qualidade dos registros, no acesso e na oferta de serviços, e não necessariamente uma variação real da violência.</p>
<p>Por isso, a média de cerca de 15 por dia representa internações registradas no universo analisado pelo estudo, e não a totalidade das mulheres vítimas de violência doméstica no país.</p>
<h2>Dados podem ajudar profissionais a reconhecer situações de risco</h2>
<p>Ao encontrar combinações recorrentes entre ferimentos, mecanismos de agressão e características das pacientes, os pesquisadores avaliam que esse tipo de análise pode contribuir para aprimorar a vigilância em saúde e auxiliar na identificação de grupos que exigem diferentes formas de atendimento.</p>
<p>O trabalho também pode servir de base para discussões futuras sobre sistemas de informação e ferramentas de apoio à decisão. Os autores destacam especialmente o potencial de utilização dessas informações na Atenção Primária à Saúde, além do planejamento de serviços e de políticas públicas de prevenção.</p>
<p>O estudo, porém, não criou uma ferramenta capaz de prever individualmente se uma mulher sofrerá uma nova agressão. O que a pesquisa faz é identificar e organizar padrões clínicos e epidemiológicos presentes em milhares de internações, que poderão subsidiar o desenvolvimento futuro de instrumentos de vigilância e análise em saúde.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>GSW Brasil cria comunidades no WhatsApp para ouvir leitores de diferentes regiões</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/gsw-brasil-cria-comunidades-no-whatsapp-para-ouvir-leitores-de-diferentes-regioes</link>
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      <pubDate>Thu, 10 Sep 2026 16:27:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Global South World Brasil está ampliando os canais de diálogo com seus leitores por meio da criação de comunidades regionais no WhatsApp. A iniciativa pretende abrir um espaço de conversa sobre questões que afetam diretamente a vida dos brasileiros e, ao mesmo tempo, aproximar o trabalho jornalístico das experiências e preocupações da população.</p>
<p>As comunidades são organizadas por região e reúnem grupos menores de participantes, que poderão compartilhar opiniões e experiências sobre temas como educação, saúde, economia, custo de vida, segurança e direitos humanos. A proposta é estimular a troca de diferentes pontos de vista e identificar assuntos que ganham relevância no cotidiano de cada localidade.</p>
<p>Jornalistas da Global South World Brasil também acompanham as conversas. Além de compartilhar informações produzidas pela redação, a equipe poderá usar as discussões para compreender melhor as prioridades dos leitores, identificar tendências e encontrar novas pautas e histórias que mereçam ser investigadas e contadas.</p>
<p>A iniciativa parte da ideia de que questões nacionais nem sempre são vividas da mesma maneira em diferentes regiões do país. O impacto do custo de vida, por exemplo, pode variar de uma cidade para outra, assim como os desafios relacionados à segurança, ao acesso à saúde ou à qualidade da educação. As comunidades pretendem ajudar a revelar essas diferenças a partir dos relatos de quem convive diariamente com elas.</p>
<h2>Como participar</h2>
<p>A participação começa com um breve cadastro, que permite ao usuário ingressar na comunidade correspondente. Clique  aqui  e siga as instruções para escolher os assuntos que mais interessam. Você também pode se inscrever em nosso canal no WhatsApp e receber atualizações sobre nossas reportagens e projetos por meio deste  link .</p>
<p>Os espaços têm moderação ativa para preservar um ambiente de discussão livre e segura. Conteúdos com discurso de ódio e situações de assédio não serão tolerados.</p>
<p>O projeto integra a estratégia da Global South World de reduzir desigualdades no acesso à informação e ampliar a representação de diferentes perspectivas sobre o Sul Global. A equipe brasileira da organização está baseada em São Paulo.</p>
<p>Ao criar um canal direto entre jornalistas e leitores, a Global South World Brasil pretende não apenas levar notícias às comunidades, mas também ouvir o que seus integrantes têm a dizer.</p>
<p>Participe da comunidade da Global South World Brasil no WhatsApp e faça sua voz ser ouvida.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Artigo | Além do feminicídio: as faces menos visíveis da violência contra a mulher</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/alem-do-feminicidio-as-faces-menos-visiveis-da-violencia-contra-a-mulher</link>
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      <pubDate>Sat, 05 Sep 2026 12:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Quando se fala em violência contra a mulher, é comum que o pensamento seja imediatamente direcionado a agressões físicas e, em sua manifestação mais extrema, ao  feminicídio . Estas são formas gravíssimas de brutalidade que, justificadamente, despertam grande preocupação social; mas não são as únicas.</p>
<p>A  Lei Maria da Penha (11.340/2006)  reconhece que a violência pode ser física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Mesmo assim, quando não há marcas visíveis, identificar uma relação como opressiva pode ser muito mais desafiadora -- inclusive para a  vítima.</p>
<h2>Outras faces da violência</h2>
<p>Humilhações, ameaças, perseguição, controle excessivo, retenção de documentos e restrição da autonomia financeira são exemplos de comportamentos que podem integrar uma dinâmica de violência. </p>
<p>Com o avanço da tenolocia, parte dessas práticas encontraram novas maneiras de existir, como o monitoramento eletrônico, a exposição da intimidade, a perseguição virtual e o  uso das redes sociais para constranger ou desqualificar a mulher. </p>
<p>No âmbito das relações familiares, a modalidade mais presente é a  violência patrimonial . Dinheiro e bens, afinal, não são só riqueza, mas também autonomia. Ter acesso aos próprios recursos é ter condição para decidir onde morar e trabalhar, contratar assistência jurídica e, não menos importante, deixar uma relação sem entraves.</p>
<p>Durante o relacionamento, essa violência nem sempre é evidente. Pode ocorrer, por exemplo, quando o homem arca sozinho com as despesas domésticas, administra investimentos e empresas da família, controla de maneira abusiva os gastos pessoais da companheira ou impede a mulher de ter acesso aos recursos do casal. </p>
<p>A situação pode ser ainda mais delicada quando ela reduz ou abandona a própria carreira para assumir, predominantemente, os cuidados da casa e dos filhos, tornando-se, assim, economicamente dependente do companheiro ao longo dos anos.</p>
<h2>Patrimônio é poder</h2>
<p>É necessário, entretanto, fazer importante distinção.  A desigualdade de renda entre os cônjuges não configura, por si só, violência , assim como a administração das finanças de esfera doméstica por apenas um deles; o problema surge quando a posição econômica privilegiada de um passa a ser, deliberadamente, utilizada para controlar, constranger, punir, humilhar ou limitar a autonomia do outro.</p>
<p>E é justamente no momento do divórcio que algumas dessas situações se tornam ainda mais evidentes, uma vez que a ruptura conjugal pode revelar desigualdades e mecanismos de comando anteriormente encobertos pela confiança inerente à relação. </p>
<p>Muitas mulheres  chegam ao processo de separação sem conhecer a verdadeira dimensão do patrimônio construído em décadas de casamento . Não sabem quais investimentos existem, desconhecem a estrutura empresarial e não têm acesso a documentos e a dados que sempre estiveram sob a administração exclusiva do cônjuge. Isso, aliás, lhes causa indiscutível prejuízo na busca pela partilha justa dos bens comuns. </p>
<p>Ocultação patrimonial, retenção de recursos, esvaziamento de contas, apropriação exclusiva do inventário e utilização deliberada da assimetria de informações são considerados instrumentos de violência. </p>
<p>Reconhecer outras formas de agressão contra a mulher exige abandonar a ideia de que este tipo de crime só tem validade quando deixa marcas fisicamente perceptíveis. Algumas atingem a autoestima e a dignidade; outras restringem a liberdade; e há, ainda, aquelas que comprometem a própria possibilidade material de escolha, de recomeço. </p>
<p>* Bruna Lago  é advogada especializada em direito da mulher e da família. Professora do Centro Universitário Fieo, integra a Comissão de Direito da Família da OAB-SP e o Iasp (Instituto dos Advogados de São Paulo). Escreve a convite do  GSW Brasil .</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>Violência contra a mulher</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Bruna Lago]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Laudo mostra que soldado Gisele foi assassinada</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/laudo-mostra-que-soldado-gisele-foi-assassinada</link>
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      <pubDate>Fri, 04 Sep 2026 21:57:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo descartou a hipótese de suicídio da soldado da Polícia Militar Gisele Alves Santana. A investigação concluiu também que houve a intervenção de outra pessoa em sua morte. </p>
<p>Gisele, de 32 anos, foi encontrada com um tiro na cabeça em 18 de fevereiro, no apartamento onde morava, no Brás, região central de São Paulo. Seu então companheiro, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, é réu por feminicídio e permanece preso no Presídio Militar Romão Gomes. O caso chocou o país.</p>
<p>Segundo a perícia, a análise das manchas de sangue e dos demais vestígios encontrados no apartamento contradiz a versão de suicídio e sustenta a participação de uma segunda pessoa. O laudo complementar, de 15 páginas, foi elaborado após questionamentos apresentados pela defesa de Geraldo, que nega o crime.</p>
<p>Uma nova audiência está marcada para terça-feira, 8, quando o tenente-coronel deverá ser interrogado.</p>
<h2>O que aconteceu</h2>
<p>Geraldo estava no apartamento quando Gisele morreu. Inicialmente, o tenente-coronel informou às autoridades que ela havia cometido suicídio. Uma vizinha, porém, relatou ter ouvido um disparo às 7h28. O chamado do então marido à Polícia Militar ocorreu às 7h57, quase meia hora depois.</p>
<p>As suspeitas aumentaram com os resultados da perícia. Laudos do Instituto Médico Legal identificaram lesões no rosto e no pescoço da soldado, incluindo marcas compatíveis com pressão dos dedos e unhas. Exames também apontaram que Gisele havia sido agredida por um adulto. Não encontraram vestígios de pólvora em suas mãos.</p>
<p>Também foram encontradas manchas de sangue no banheiro e no calção de Geraldo. O militar tomou banho após a chegada da polícia, apesar da orientação para que não o fizesse. A medida iria preservar possíveis vestígios. Mensagens encontradas no celular de Gisele também indicaram situações de humilhação no relacionamento. </p>
<p>Geraldo foi preso em 18 de março, em São José dos Campos. No fim de agosto, o Superior Tribunal de Justiça manteve a prisão preventiva ao considerar, entre outros pontos, o risco de interferência na produção de provas e os indícios de tentativa de alteração da cena da morte.</p>
<p>Com Agência Brasil</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram e edição por IA para aumentar a resolução</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Dez cursos gratuitos que abordam enfrentamento à violência contra mulheres</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/dez-cursos-gratuitos-que-abordam-enfrentamento-a-violencia-contra-mulheres</link>
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      <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 21:32:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Escola Nacional de Administração Pública (Enap), instituição do governo que oferece cursos e desenvolve pesquisas e estudos aplicados à gestão e a políticas públicas, tem conteúdos para ajudar as pessoas a conhecer melhor os cenários de violência contra as mulheres e ser mais efetivo no combate e na prevenção a esse problema.</p>
<p>• Violência de gênero contra mulheres e meninas: prevenção em três níveis</p>
<p>O curso apresenta os principais conceitos sobre violência de gênero, os instrumentos legais de prevenção e as políticas públicas de enfrentamento. Também aborda estratégias de prevenção primária, secundária e terciária, com foco na promoção dos direitos humanos e na redução das violências contra mulheres e meninas. </p>
<p>Acesse:  https://www.escolavirtual.gov.br/curso/1204</p>
<p>• Como prevenir o assédio e a violência contra a mulher</p>
<p>A formação aborda a desigualdade de gênero, os ciclos e tipos de violência, diferentes formas de assédio e estratégias de prevenção e enfrentamento. Desenvolvido com apoio do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), o curso oferece ferramentas para identificar situações de violência e contribuir para ambientes mais seguros e respeitosos. </p>
<p>Acesse:  https://www.escolavirtual.gov.br/curso/1452</p>
<p>• Violência baseada no gênero: qual a nossa responsabilidade como rede? </p>
<p>O curso apresenta os fundamentos da violência baseada no gênero, os principais marcos legais e a atuação integrada da rede de proteção. Também trata do atendimento humanizado e das boas práticas para garantir respostas éticas e eficazes às pessoas em situação de violência. </p>
<p>Acesse:  https://www.escolavirtual.gov.br/curso/1440</p>
<p>• Enfrentando a violência de gênero na internet </p>
<p>Voltado a servidoras e servidores públicos, o curso discute a relação entre gênero e tecnologias digitais, abordando as diferentes formas de violência praticadas no ambiente virtual, os desafios para denúncia e responsabilização, além das políticas públicas e instrumentos legais voltados à prevenção e ao enfrentamento da violência online. </p>
<p>Acesse:  https://suap.enap.gov.br/vitrine/curso/2576/</p>
<p>• Enfrentando o assédio moral e sexual e as violências de gênero nas instituições públicas  </p>
<p>A formação capacita profissionais para identificar e diferenciar violência de gênero, assédio moral e assédio sexual, além de orientar sobre acolhimento, escuta qualificada, encaminhamento de denúncias e responsabilidades institucionais. O curso também apresenta os principais marcos legais e boas práticas para fortalecer ambientes de trabalho seguros e livres de violência. </p>
<p>Acesse:  https://suap.enap.gov.br/vitrine/curso/2643/ </p>
<p>• Escolas ON, Violências OFF: Educação para Segurança Online de Meninas</p>
<p>O curso aborda as violências contra meninas e mulheres no ambiente digital, os riscos relacionados ao uso das tecnologias e o papel das instituições de ensino na prevenção. A formação é voltada principalmente para educadores, gestores escolares e profissionais que atuam na proteção de crianças e adolescentes. </p>
<p>Acesse:  https://www.escolavirtual.gov.br/curso/1341</p>
<p>• Prevenção e Enfrentamento do Assédio Sexual e Moral </p>
<p>A capacitação apresenta conceitos sobre assédio sexual e moral, processo administrativo disciplinar, integridade institucional e prevenção da violência nos ambientes de trabalho. É indicada para servidores, gestores e lideranças que desejam fortalecer uma cultura organizacional baseada no respeito e na prevenção das violências. </p>
<p>Acesse:  https://www.escolavirtual.gov.br/curso/1115</p>
<p>• Refletir para não Repetir: Grupos com Homens Autores de Violência </p>
<p>O curso apresenta fundamentos teóricos e metodológicos, além de práticas de facilitação voltadas à responsabilização e à mudança de comportamentos. A formação contribui para o desenvolvimento de estratégias de prevenção da violência e promoção da igualdade de gênero. </p>
<p>Acesse:  https://www.escolavirtual.gov.br/curso/1518</p>
<p>• Assédio Moral: O que saber e fazer </p>
<p>O curso aborda conceitos relacionados ao assédio moral, suas formas de ocorrência, a legislação vigente e suas consequências. É indicado para servidores, gestores e profissionais que desejam compreender seu papel na prevenção do assédio moral e contribuir para a construção de ambientes de trabalho mais saudáveis, éticos e respeitosos. </p>
<p>Acesse:   https://www.escolavirtual.gov.br/curso/836</p>
<p>• Gestão de Casos de Violência Baseada no Gênero </p>
<p>O curso aborda os fundamentos da violência baseada em gênero (VBG), a rede de proteção e as políticas de enfrentamento, além de apresentar padrões de atendimento humanizado e uma metodologia de gestão de casos em seis etapas. É indicado para profissionais da rede de atenção às mulheres, como assistentes sociais, psicólogos e agentes das áreas de saúde e educação, que desejam aprimorar sua atuação no atendimento a vítimas de VBG. </p>
<p>Acesse:   https://www.escolavirtual.gov.br/curso/653</p>
<h2>Com Agência Gov</h2>
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        <media:title>mulher-computador</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>SUS lança teleatendimento psicológico a vítimas de violência e mães atípicas</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/sus-oferece-teleatendimento-psicologico-a-vitimas-de-violencia-e-maes-atipicas</link>
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      <pubDate>Tue, 25 Aug 2026 12:38:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Sistema Único de Saúde (SUS) implantou um serviço nacional de atendimento psicológico online destinado a mulheres que vivem ou já viveram situações de violência. Também inclui mães atípicas e outras mulheres que cuidam de familiares com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. A previsão é disponibilizar 100 mil teleatendimentos por mês em todo o país.</p>
<p>Para mulheres em situação de violência, já existia um projeto-piloto, iniciado em março deste ano, no Rio de Janeiro e no Recife. Nesta segunda-feira, 24, o serviço passou a estar disponível em todos os estados. O teleatendimento, porém, recebeu a inclusão de mulheres que exercem o papel de cuidar de algum parente. O Ministério da Saúde menciona, além das mães, tias, avós, irmãs e outras familiares.</p>
<p>Consulta realizada a distância, o teleatendimento é composto de sessões online com psicólogas capacitadas pelo ministério para prestar atendimento em ambiente virtual e identificar possíveis situações de risco.</p>
<h2>Como pedir o atendimento</h2>
<p>O acesso é feito pelo aplicativo Meu SUS Digital. A pessoa deve entrar com sua conta gov.br, acessar a área “Miniapps” e selecionar “Acolhe Mais + - Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Mulheres”.</p>
<p>Em seguida, ela será direcionada à plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS), onde deverá fazer o cadastro e informar se vive ou já viveu uma situação de violência ou se cuida de uma pessoa com deficiência, transtorno do neurodesenvolvimento ou doença rara.</p>
<p>Em até 24 horas, a equipe entra em contato para que a usuária escolha o dia e o horário da consulta. Na data marcada, ela recebe o link para entrar no atendimento online.</p>
<p>O serviço funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 14h.</p>
<h2>Até dez sessões</h2>
<p>Cada usuária poderá fazer até dez sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando necessário. No caso das mulheres em situação de violência, o primeiro contato inclui a avaliação de possíveis riscos, da rede de apoio disponível e das principais necessidades da paciente.</p>
<p>Ao final das sessões, a mulher poderá ser encaminhada para continuar o acompanhamento em um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) ou em outro serviço da rede do SUS. O CAPS também pode ser procurado diretamente.</p>
<p>Em situações de risco imediato, a usuária será orientada a buscar atendimento de emergência pelos canais adequados, como o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou a Polícia Militar, pelo 190. Para casos graves que não exijam intervenção emergencial naquele momento, profissionais do atendimento poderão realizar encaminhamentos para outros serviços, de acordo com as necessidades identificadas.</p>
<h2>Cuidado para quem cuida</h2>
<p>A inclusão das mães atípicas e de outras mulheres cuidadoras procura facilitar o acesso à saúde mental de quem dedica parte significativa da rotina ao cuidado de outra pessoa e pode enfrentar dificuldades para comparecer a consultas presenciais. A modalidade online busca contornar obstáculos como falta de tempo, distância e dificuldade de deslocamento.</p>
<p>Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) citados pelo ministério apontam que, no mundo, 75% desse tipo de cuidado, que não é remunerado, são realizados por mulheres.</p>
<h2>Violência contra mulheres</h2>
<p>A expansão do serviço ocorre em um cenário de aumento das notificações de violência contra mulheres registradas pelos serviços de saúde. Os registros de violência física, psicológica, sexual ou financeira passaram de 167,4 mil, em 2015, para 348,5 mil, em 2025, segundo o Ministério da Saúde. Os números incluem notificações feitas pelas redes pública e privada.</p>
<p>O teleatendimento funcionará como uma primeira forma de acolhimento e início do acompanhamento em saúde mental. Quando necessário, o cuidado será articulado posteriormente com os serviços do SUS nos estados e municípios.</p>
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        <media:title>mulher-janela</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Renda de 41% das mulheres que acionam o Ligue 180 é de até um salário mínimo</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/renda-de-41-das-mulheres-que-acionam-o-ligue-180-e-de-ate-um-salario-minimo</link>
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      <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 10:33:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Ministério das Mulheres divulgou dados da  Análise Estatística do Perfil da Vítima  do  Ligue 180.  Em 2025, entre as mulheres que buscaram ajuda,  41,3% declararam viver com até um salário mínimo . E  28% informaram não ter renda alguma.</p>
<p>O balanço também mostrou o grau de escolaridade das mulheres que acionaram no ano passado a Central de Atendimento à Mulher, outro nome do Ligue 180. Delas,  35,3% concluíram o ensino médio e 13,6 %, apenas o superior . O índice de  mulheres que não terminaram o ensino fundamental é 18,8% .</p>
<p>Como ressaltou o ministério nas redes sociais, quanto  maiores a escolaridade e a autonomia financeira ,  menor a vulnerabilidade à violência.</p>
<p>Com 20 anos completados em novembro de 2025,  o Ligue 180 registrou  no ano passado 1.088.900 atendimentos,  quase três mil por dia, o que representa um  aumento de 45% em comparação com 2024 . </p>
<p>Foram contabilizadas  155.111 denúncias de violência, alta de 17,4% sobre o ano anterior . A média diária de denúncias foi de 425.</p>
<h2>Central mais acionada em 2026</h2>
<p>Neste ano, o serviço já superou um milhão de atendimentos. Os registros são dos primeiros sete meses.  Esse volume (1.035.647) representa 95% do total de 2025.</p>
<p>De acordo com os dados do ministério, foram feitas  98.705 denúncias de violência de gênero nesse período.  A psicológica se mantém como a mais relatada. Ela responde por 35% dos casos.</p>
<p>A maior parte das chamadas se refere a pedidos de informação (872.257).  Também foram feitos 63.478 pedidos de orientação e serviços da rede. O Ligue 180 registrou ainda 1.207 manifestações. </p>
<p>Em relação às solicitações de informação, há chamadas que incluem relatos de violência. Isso demonstra a percepção das agressões sofridas.</p>
<p>Quanto às denúncias, elas ficaram distribuídas desta forma:</p>
<h2>Em que estados o serviço foi mais procurado</h2>
<p>São Paulo tem o maior número de atendimentos registrados nos primeiros sete meses do ano, em comparação aos demais estados. Depois, estão Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul.</p>
<h2>Quais são os canais de atendimento</h2>
<p>O Ligue 180 funciona 24 horas por dia , todos os dias da semana, e pode ser acessado por diferentes canais:</p>
<p>Além de receber denúncias, a Central de Atendimento à Mulher  esclarece dúvidas sobre a Lei Maria da Penha, orienta sobre os direitos das mulheres e informa quais serviços especializados estão disponíveis em cada município.</p>
<p>Em situações de agressão em andamento, ameaça imediata ou risco de morte, a recomendação é acionar o 190,  telefone de emergência da Polícia Militar, para atendimento imediato.</p>
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        <media:credit role="provider">Unsplah/ Chris J Davis</media:credit>
        <media:title>mulher-celular</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Campanha na Etiópia pede que violência contra mulheres seja declarada crise nacional</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/campanha-etiopia-violencia-contra-mulheres-crise-nacional</link>
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      <pubDate>Mon, 17 Aug 2026 14:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma campanha nas redes sociais na  Etiópia  pede que a  violência contra mulheres e meninas seja declarada uma crise nacional  e que as autoridades adotem medidas mais rigorosas para conter os crimes.</p>
<p>A campanha  #Tisema,  que significa  “Que a voz dela seja ouvida” , chama a atenção para os casos ocorridos no país e para o que os ativistas consideram  penas brandas e a libertação de agressores.  A mobilização conta com um abaixo-assinado que cobra maior responsabilização.  Até esta segunda-feira, 17,  a ação já havia ultrapassado 49 mil assinaturas verificadas.</p>
<p>A iniciativa ocorre após  campanhas semelhantes nas redes sociais da África do Su l, onde milhares de pessoas mudaram suas fotos de perfil para a cor roxa, tom escolhido para marcar a luta contra a violência de gênero e o feminicídio.</p>
<p>Segundo o texto da petição, as agressões praticadas por parceiros e ex-parceiros permanecem em níveis extremamente elevados: “ mais de 31% das mulheres que já foram casadas sofreram algum tipo de violência , índice que praticamente não apresentou mudanças significativas na última década”.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução / Campanha #Tisema com edição de IA</media:credit>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Flávio Bolsonaro faz defesa de soberania ligada à segurança pública</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/flavio-bolsonaro-estreia-campanha-com-defesa-da-soberania-ligada-a-seguranca-publica</link>
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      <pubDate>Sun, 16 Aug 2026 18:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O senador  Flávio Bolsonaro , candidato do PL à Presidência da República, estreou oficialmente sua campanha eleitoral em um ato realizado neste domingo, 16, na praia de Copacabana, espaço que ficou marcado na trajetória de seu pai,  o ex-presidente Jair Bolsonaro.  E a figura paterna esteve presente em discursos e até na forma de um áudio transmitido do trio elétrico em que a organização reuniu candidatos e lideranças do partido. A gravação é antiga, segundo a organização da campanha.</p>
<p>O evento lançou o lema “ O Brasil vai vencer ”, frase que foi estampada com um batom vermelho nas costas da camiseta verde-e-amarela do senador pela mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro. O candidato foi chamado de “filho da esperança”, palavra que entrou no discurso em contraponto a seu principal adversário, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca seu quarto mandato.</p>
<p>Usando um colete à prova de balas por baixo da camiseta, Flávio recorreu a temas explorados pelos partidos de direita, caso da segurança pública. Mas, em seu discurso, o senador embalou a pauta sob a palavra “soberania”. Ele argumentou que o brasileiro perdeu sua soberania no país, ao falar que não se pode andar tranquilamente com o celular na rua, entre outros exemplos de criminalidade.</p>
<p>Segundo ele,  o atual governo briga com outros países, mas não briga com ladrão de celular.  “Nós perdemos nossa soberania”. Ele também questionou a atuação da gestão Lula em relação a grupos criminosos como PCC e Comando Vermelho, assim como milícias.</p>
<p>A esse respeito, ele declarou que irá tratá-los como terroristas. Disse que irá reduzir a maioridade penal e que irá propor a castração química a estupradores.</p>
<p>Visando o apoio das mulheres, Flávio destacou o alto número de feminicídios que ocorrem no país. Disse que as mulheres que tinham a esperança de que o PT iria defendê-las só encontraram a morte. Em São Bernardo, no ABC paulista, Lula havia discursado na  abertura de sua campanha eleitoral  fazendo diversas menções às mulheres que o ajudaram a se eleger.</p>
<p>Em sua estratégia, Bolsonaro voltou a atacar seu adversário falando das dificuldades econômicas da classe média, em especial. “O povo está sofrendo na mão desse governo. São mais de 80 milhões de pessoas endividadas. O Lula está endividando o país e endividando junto às famílias brasileiras (...). E quando você acreditou na picanha e a picanha não veio? O osso é culpa do Lula”, afirmou no ato em Copacabana. O candidato do PL reforçou a crítica ao dizer que “Lula é o caloteiro da esperança”.</p>
<p>Presente ao ato,  o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto , afirmou que chegou a hora de os brasileiros abraçarem a missão dada por Jair Bolsonaro. “Flávio e Alfredo Gaspar [o candidato a vice na chapa] foram escolhidos porque são os melhores do nosso partido”. Ele convocou os apoiadores a participarem de uma marcha no dia 7 de setembro.</p>
]]></description>
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        <media:credit role="provider">Divulgação/ Vittor Sales</media:credit>
        <media:title>campanha-eleitoral-flavio-bolsonaro</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Uma em cada três medidas protetivas foi descumprida em 2025, aponta polícia</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/uma-em-cada-tres-medidas-protetivas-foi-descumprida-em-2025-aponta-policia</link>
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      <pubDate>Mon, 10 Aug 2026 10:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As unidades especializadas no  Atendimento à Mulher  da  Polícia Civil  de todo o país realizaram  782.474 atendimentos   em 2025,  incluindo ocorrências de ameaça, lesão corporal, injúria, importunação sexual, estupro e feminicídio.</p>
<p>Ao todo, foram  329.451 vítimas atendidas . O número indica que muitas vezes as mulheres precisam voltar para o atendimento mais de uma vez.</p>
<p>Os dados foram divulgados no  10º Diagnóstico Nacional das Unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres , publicado na sexta-feira, 7, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. A data marcou os  20 anos da Lei Maria da Penha , principal mecanismo legal de proteção a mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.</p>
<p>O levantamento compilou dados de  530 das 585 unidades espalhadas pelo país.  Apenas os estados de Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima, Alagoas e Goiás tiveram 100% de participação, com respostas de todos os serviços. Os menores percentuais vieram de: Amapá (33%), Distrito Federal (63%), Paraíba (72%), Sergipe (73%) e Rio de Janeiro (75%).</p>
<p>A região Sudeste concentrou o maior número de vítimas.  Foram 125.769, o que representa 47,8% do total nacional. Em seguida, estão as regiões Nordeste, com 53.067 vítimas (20,2%), Centro-Oeste, com 43.662 (16,6%), Sul, com 21.087 (8,0%), e Norte, com 19.712 vítimas (7,5%).</p>
<p>Entre os estados, a maioria das vítimas atendidas foi de São Paulo (84.103). É o equivalente a 31,9% do total nacional.  Também registrou os maiores quantitativos de vítimas de ameaça (29.013), lesão corporal (22.810), injúria (16.359), perseguição (8.536), estupro (3.699), registro não autorizado da intimidade sexual (658) e feminicídio (169).</p>
<p>O Rio de Janeiro destacou-se por apresentar o maior quantitativo de vítimas de violência psicológica contra a mulher, com 3.369 registros, correspondentes a 18,1% do total nacional dessa natureza.</p>
<h2>As principais ocorrências registradas pela polícia</h2>
<p>O relatório mostra que a ocorrência com maior número de registros em 2025 foi a  ameaça  (148.544), seguida por  lesão corporal  (99.473) e  injúria  (88.739).</p>
<p>Os tipos que tiveram maior alta em relação à pesquisa anterior (ano-base 2023) foram a  perseguição  (52.855, alta de 44,3%) e a  violência psicológica  (23.911, aumento de 49,7%).</p>
<p>Os quantitativos relatados correspondem exclusivamente às informações declaradas pelas unidades especializadas participantes do levantamento e não representam a totalidade das vítimas registradas pelas Polícias Civis brasileiras.</p>
<p>As maiores ocorrências declaradas pelas unidades especializadas no ano passado , portanto, são de:</p>
<p>1.       Ameaça (34,7%);</p>
<p>2.       Lesão corporal (23,3%);</p>
<p>3.       Injúria (20,8%);</p>
<p>4.       Perseguição (12,4%);</p>
<p>5.       Violência psicológica contra a mulher (5,6%);</p>
<p>6.       Estupro (2,8%);</p>
<p>7.       Registro não autorizado da intimidade sexual (0,4%)</p>
<p>8.       Feminicídio (0,1%).</p>
<h2>Medidas protetivas concedidas</h2>
<p>De acordo com o documento, os atendimentos nas unidades especializadas resultaram no pedido de 302.626 medidas protetivas de urgência, das quais  118.672 foram concedidas (74,2% do total).  Dessas, 38.214 foram descumpridas pelos agressores.</p>
<p>Isso corresponde a 32,2%. Ou seja, quase  uma em cada três medidas protetivas foi descumprida .</p>
<p>Das medidas protetivas concedidas, 31,7% levaram até 24h para serem confirmadas; 42,5% levaram entre 24h e 48h; e 12,5% após 48h.</p>
<h2>Que atendimentos foram feitos?</h2>
<p>Em 2025, as unidades especializadas no atendimento às mulheres registraram 608.152 boletins de ocorrência, constituindo o procedimento de maior volume entre os analisados.</p>
<p>Na sequência, foram contabilizadas  329.751 medidas protetivas solicitadas, 323.196 inquéritos policiais instaurados e 53.517 prisões em flagrante.  </p>
<p>Em relação a procedimentos encaminhados ao Poder Judiciário, foram remetidos 243.962 inquéritos policiais. Desse total, 232.014 (95,1%) possuíam autoria definida.</p>
<h2>Que profissionais atuam nas delegacias?</h2>
<p>As unidades especializadas começaram a ser instaladas em 1985, com a criação da primeira  Delegacia Especializada no Atendimento às Mulheres (Deam)  do Brasil, na região central da cidade de São Paulo. Naquele mesmo ano foram inauguradas mais 19 unidades.</p>
<p>Desde então, novas unidades foram instaladas a cada ano, chegando às 585 atuais, em que  6.200 profissionais, entre delegados, agentes, escrivães, psicólogos e assistentes sociais  que seguem protocolos especiais de acolhimento e escuta das vítimas.</p>
<p>As cidades com maior quantidade de unidades de Polícia Civil Especializadas no Atendimento às Mulheres, em 2025, são:  São Paulo  (com 10),  Brasília e Rio de Janeiro  (cada uma com 5),  Teresina e Belo Horizonte  (com 4, cada uma).</p>
<h2>As principais carências das delegacias</h2>
<p>Desafios dessas unidades também foram apresentados pelo relatório. Um deles é o fato de  80% delas ainda não funcionarem 24 horas . </p>
<p>Entre as principais carências, o estudo identificou ainda a  insuficiência de recursos de investigação, mencionada por 57% das unidades , a falta de viaturas, citada por 46%, e a falta de material de menor potencial ofensivo (40%).</p>
<h2>Proporção de unidades especializadas pela população de mulheres</h2>
<p>Um dado do diagnóstico revela que a  quantidade absoluta de unidades de um estado não reflete, necessariamente, sua disponibilidade proporcional em relação à população feminina residente .</p>
<p>A razão entre o número de unidades especializadas e a população de mulheres no estado, estimada para 2025 e expressa por 100 mil pessoas, permite comparar a disponibilidade relativa dessas estruturas, considerando as diferenças de porte populacional.</p>
<p>Esse indicador não representa a capacidade operacional das unidades, nem o volume de atendimentos realizados. Para seu cálculo, foram consideradas as 585 unidades às quais o instrumento de pesquisa foi encaminhado.</p>
<p>Tocantins registrou o maior valor observado, com 1,77 unidade por 100 mil mulheres, seguido por Rondônia (1,26) e Piauí (1,21). Por outro lado,  os menores valores foram observados no Amazonas (0,09), Rio de Janeiro (0,18) e Bahia (0,20).</p>
<p>Embora São Paulo tenha concentrado o maior número absoluto de unidades especializadas (145), sua razão foi de 0,61 unidade por 100 mil mulheres.  É um valor menor do que o registrado por Goiás, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Maranhão e Rio Grande do Norte.</p>
<p>Com Agência Brasil</p>
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      <title>Rio cria Salas Lilás em delegacias para atender mulheres vítimas de violência</title>
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      <pubDate>Thu, 06 Aug 2026 18:19:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Polícia Civil do Rio de Janeiro criou o Programa Salas Lilás, que prevê a implantação de espaços especializados em delegacias para atender mulheres vítimas de violência. As estruturas também poderão funcionar em unidades do Instituto Médico Legal (IML). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira, 4.</p>
<p>As Salas Lilás fazem parte de uma política nacional criada em 2025 para ampliar e padronizar o atendimento humanizado às vítimas de violência. O objetivo é oferecer acolhimento especializado e reduzir a revitimização, evitando que mulheres tenham de reviver repetidamente situações traumáticas durante o registro da ocorrência, os exames periciais e outros procedimentos.</p>
<p>No Rio de Janeiro, a implantação será feita de forma gradual. A definição das unidades seguirá critérios técnicos, como os índices de violência de gênero em cada região, incluindo ocorrências de violência doméstica, registros de estupro, pedidos de medidas protetivas e casos de feminicídio. Também serão considerados a existência de espaço físico adequado, a disponibilidade orçamentária e a integração da unidade com a rede de proteção às mulheres.</p>
<p>As Salas Lilás serão organizadas em três ambientes interligados. O primeiro será uma sala de espera, com material informativo e espaço lúdico para crianças. O segundo será destinado ao acolhimento da vítima, ao registro da ocorrência e à solicitação de medidas protetivas de urgência. O terceiro será reservado aos exames médico-legais, quando necessários.</p>
<p>Segundo o governo estadual, os ambientes terão fluxo de acesso planejado para preservar a privacidade das usuárias e tornar o atendimento mais acolhedor durante todo o processo.</p>
<h2>O que são as Salas Lilás?</h2>
<p>As Salas Lilás são espaços destinados ao atendimento especializado de mulheres vítimas de violência. Criadas dentro de uma política nacional lançada em 2025, elas podem funcionar em delegacias, unidades de perícia e outros órgãos do sistema de Justiça. O modelo busca ampliar o acesso ao atendimento humanizado, especialmente em locais que não contam com Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) ou Casas da Mulher Brasileira.</p>
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