<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" xmlns:base="https://globalsouthworld.com/rss/tag/Vacinas" version="2.0">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.globalsouthworld.com.br/rss/tag/Vacinas" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Global South World Brasil - Vacinas</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Com alerta para sarampo, campanha de multivacinação termina nesta terça</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/alerta-sarampo-campanha-de-multivacinacao-termina-terca</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/alerta-sarampo-campanha-de-multivacinacao-termina-terca?feed=Vacinas</guid>
      <pubDate>Sun, 30 Aug 2026 19:57:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A  Campanha Nacional de Multivacinação termina nesta terça-feira, 1º, com um alerta especial para o sarampo . Diante dos casos registrados nos últimos meses, o Ministério da Saúde reforçou o chamado para que pais e responsáveis aproveitem a reta final da mobilização para verificar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos e atualizar as doses necessárias.</p>
<p>A campanha oferece 20 imunizantes previstos no Calendário Nacional de Vacinação .  Entre eles está a tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.  As doses são aplicadas de acordo com a idade e o histórico de vacinação de cada criança ou adolescente.</p>
<p>O reforço para a vacinação contra o sarampo ocorre em meio a uma cadeia de transmissão que permanece ativa no estado de São Paulo. O Brasil confirmou  27 casos da doença em 2026 . Desse total, 24 estão relacionados a essa cadeia, iniciada em junho: são 21 casos na capital paulista, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos.</p>
<p>Outros três casos — dois em São Paulo e um no Rio de Janeiro — não têm relação entre si e já são considerados encerrados, após 12 semanas sem novas ocorrências associadas.</p>
<p>Apesar dos registros, o Brasil continua livre da circulação endêmica do sarampo, segundo o Ministério da Saúde. Isso significa que o vírus não circula de forma contínua no país.  Em 2025, foram confirmados 38 casos importados ou relacionados à importação, controlados por ações de vigilância e vacinação.</p>
<h2>Onde se vacinar</h2>
<p>A vacinação da campanha é gratuita e  está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais pontos de vacinação definidos pelas secretarias de Saúde de cada município.  Como locais e horários variam pelo país, a orientação é consultar a prefeitura ou a secretaria municipal de Saúde antes de sair de casa.</p>
<p>Pais e responsáveis devem levar a caderneta de vacinação para que os profissionais de saúde verifiquem quais doses estão faltando. A campanha não exige que todas as vacinas sejam tomadas novamente: são aplicados os imunizantes necessários para completar o esquema previsto para cada faixa etária.</p>
<p>O fim da campanha na terça-feira não significa o encerramento da vacinação.  Os imunizantes do Calendário Nacional, incluindo a tríplice viral, continuam disponíveis gratuitamente no SUS após a mobilização.</p>
<h2>Reforço contra o sarampo em São Paulo</h2>
<p>Por causa da cadeia de transmissão, o Ministério da Saúde adotou uma estratégia específica nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Até 1º de setembro, a orientação é oferecer a vacina contra o sarampo a todas as pessoas de 6 meses a 59 anos, independentemente da situação vacinal anterior.</p>
<p>A medida inclui os bebês de 6 a 11 meses, que devem receber a chamada   dose zero . Essa aplicação é uma proteção adicional em um cenário de maior risco e não substitui as doses previstas no calendário de rotina aos 12 e aos 15 meses.</p>
<p>No restante do país, o esquema de rotina prevê duas doses para crianças. Pessoas de até 29 anos que não tenham sido vacinadas ou não possuam comprovação devem receber duas doses, com intervalo mínimo de 30 dias. Para adultos de 30 a 59 anos, é recomendada uma dose.</p>
<p>Em 2026, o Ministério da Saúde já distribuiu mais de 13 milhões de doses da tríplice viral aos estados e municípios, e mais de 5,4 milhões foram aplicadas.  A vacina é a principal forma de prevenção contra o sarampo, doença altamente contagiosa.</p>
<h2>Quais são os sintomas</h2>
<p>Os primeiros sintomas costumam surgir entre sete e 14 dias após o contato com o vírus. Os sinais mais comuns são:</p>
<p>Entre três e cinco dias depois aparece a característica erupção avermelhada, que normalmente começa no rosto e se espalha pelo restante do corpo. A doença pode provocar complicações graves, como pneumonia, encefalite, diarreia intensa e até morte, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.</p>
<h2>Vacina 100 Dúvidas</h2>
<p>O portal Vacina 100 Dúvidas reúne  informações sobre segurança, calendário de vacinação, possíveis reações e prevenção de doenças.  A plataforma pode ser acessada em  www.vacina100duvidas.sp.gov.br .</p>
<h1>Leia também</h1>
<p>Brasil reforça combate ao sarampo</p>
<p>Capital paulista já vacinou 1 milhão de pessoas contra o sarampo</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asivkc7goIrfYYCan.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">Priscilla Mafra</media:credit>
        <media:credit role="provider">Divulgação/ Governo do estado de São Paulo</media:credit>
        <media:title>vacinação-sarampo</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Mobilização nacional: sábado é dia de vacinar jovens com até 14 anos </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/mobilizacao-nacional-sabado-e-dia-de-vacinar-jovens-com-ate-14-anos</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/mobilizacao-nacional-sabado-e-dia-de-vacinar-jovens-com-ate-14-anos?feed=Vacinas</guid>
      <pubDate>Thu, 20 Aug 2026 15:27:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma grande ação de imunização movimentará os postos de saúde de todo o Brasil neste sábado (22/8). Voltado para o público de até 14 anos, 11 meses e 29 dias, o chamado Dia D integra a Campanha Nacional de Multivacinação. </p>
<p>A iniciativa visa regularizar a situação vacinal de crianças e adolescentes, permitindo a aplicação de doses pendentes.</p>
<p>Em andamento desde o começo do mês e com encerramento previsto para 1º de setembro, a mobilização disponibiliza duas dezenas de imunizantes previstos no plano oficial do governo. </p>
<p>As doses protegem a população contra diversas enfermidades graves, como tuberculose, meningite e tumores associados ao HPV.</p>
<p>Uma das principais novidades desta edição é o acesso à vacina pneumocócica 20-valente (pneumo 20), agregada à rede pública em junho. </p>
<p>Destinado aos menores de 5 anos, o imunizante confere proteção reforçada contra complicações provocadas pelo pneumococo, como quadros graves de pneumonia e infecções no sistema nervoso central.</p>
<p>Para assegurar o abastecimento da rede pública ao longo do ano, a pasta da Saúde repassou mais de 180 milhões de doses a estados e municípios até o último dia 18. </p>
<p>Entre as vacinas com maior procura e volume de aplicação ao longo do ano, destacam-se os imunizantes contra a gripe, a poliomielite e o sarampo.</p>
<h2>Confira as vacinas disponíveis </h2>
<p> Durante o Dia D (22/8), as seguintes vacinas poderão ser aplicadas (conforme faixa etária, histórico vacinal e indicação):</p>
<p>- BCG.- Hepatite B.</p>
<p>- Penta (DTP/Hib/HB).</p>
<p>- Poliomielite (VIP).</p>
<p>- Rotavírus humano.</p>
<p>- Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente.</p>
<p>- Meningocócica C.</p>
<p>- Influenza.</p>
<p>- Covid-19.</p>
<p>- Febre amarela. </p>
<p>- Meningocócica ACWY.</p>
<p>- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).</p>
<p>- Varicela.</p>
<p>- DTP.</p>
<p>- Hepatite A.</p>
<p>- dT.</p>
<p>- HPV4.</p>
<p>- Dengue tetravalente.</p>
<h2>Alerta contra o sarampo</h2>
<p>Com o avanço da circulação do vírus do sarampo no continente americano e o surgimento de registros importados no país, autoridades sanitárias intensificaram o combate à doença no estado de São Paulo. </p>
<p>Na capital paulista e nos municípios de Guarulhos e São Bernardo do Campo, a imunização contra o sarampo está sendo feita de forma irrestrita para a população de 6 meses a 59 anos.</p>
<p>No intervalo entre 3 e 14 de agosto, a campanha administrou mais de 529,8 mil doses da tríplice viral nessas três cidades. </p>
<p>Do total de aplicações registradas no período, a faixa etária de 5 a 11 anos respondeu por cerca de 16,5% da procura, somando 87,2 mil vacinados.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as32Q3wTGYJYAqJcE.jpeg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Paulo Pinto/ Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>dia-d-vacina</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>OMS reage e defende vacinação após Trump reduzir imunização infantil nos EUA</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/oms-reage-e-defende-vacinacao-apos-trump-reduzir-imunizacao-infantil-nos-eua</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/oms-reage-e-defende-vacinacao-apos-trump-reduzir-imunizacao-infantil-nos-eua?feed=Vacinas</guid>
      <pubDate>Tue, 11 Aug 2026 16:02:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) defendeu nesta terça-feira, 11, que os calendários de vacinação infantil sejam definidos com base em evidências científicas, após o governo de Donald Trump reduzir o número de imunizações recomendadas de forma ampla para crianças nos Estados Unidos. A nova orientação americana abrange 11 doenças, ante 17 anteriormente.</p>
<p>Na segunda-feira, 10, Trump assinou uma ordem executiva que alterou as recomendações de vacinação infantil nos Estados Unidos.</p>
<p>A mudança não significa que as crianças norte-americanas passarão a tomar apenas 11 injeções. O número se refere às doenças para as quais o governo recomenda vacinação de rotina a todas as crianças. Algumas vacinas exigem mais de uma dose ao longo da infância.</p>
<p>Trump afirmou que a reformulação oferecerá às crianças uma proteção de “padrão-ouro” e aproximará o calendário americano do adotado por outros países desenvolvidos, alguns dos quais recomendam menos imunizações de forma universal. Especialistas ouvidos pela Reuters, no entanto, ressaltam que calendários nacionais não são diretamente comparáveis, porque os países enfrentam riscos diferentes de doenças e possuem sistemas de saúde distintos.</p>
<h2>O que diz a OMS</h2>
<p>Em entrevista coletiva em Genebra, nesta terça, o porta-voz da OMS, Tarik Jašarević, afirmou que as recomendações de vacinação da organização são fundamentadas em mais de 60 anos de pesquisas, além de análises de autoridades nacionais e de grupos independentes de especialistas.</p>
<p>Segundo ele, o momento adequado para a aplicação de cada vacina é definido a partir de estudos sobre a idade em que as pessoas ficam mais vulneráveis a determinadas doenças e sobre o desenvolvimento do sistema imunológico.</p>
<p>A OMS também destacou o papel dos grupos técnicos consultivos nacionais de imunização. Formados por especialistas de diferentes áreas, eles fornecem recomendações aos governos e aos responsáveis pelos programas de vacinação. Esses grupos levam em consideração, entre outras referências, as orientações do Grupo Consultivo Estratégico de Especialistas em Imunização (Sage), da OMS.</p>
<p>“O que a OMS apresenta tem base científica”, afirmou Jašarević. Ele acrescentou que a entidade espera que os países utilizem as melhores evidências científicas disponíveis ao estabelecer suas políticas de vacinação.</p>
<h2>O que mudou nos Estados Unidos</h2>
<p>A nova política mantém como recomendações centrais as vacinas contra sarampo, caxumba, rubéola, poliomielite, coqueluche, tétano, difteria, Haemophilus influenzae tipo B (Hib), doença pneumocócica, HPV e varicela.</p>
<p>Com a reformulação, vacinas contra outras doenças, entre elas hepatite B, covid-19 e influenza, deixaram de integrar o conjunto de imunizações recomendadas de forma ampla para todas as crianças, segundo a Reuters.</p>
<p>A decisão dá continuidade a uma revisão da política de vacinação iniciada pelo governo Trump. Em dezembro de 2025, o presidente havia determinado que as autoridades de saúde comparassem o calendário dos Estados Unidos com o de outros países desenvolvidos e avaliassem mudanças nas recomendações.</p>
<p>A nova ordem também recomenda separar a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, em três aplicações individuais. A MSD, fabricante de vacinas, afirmou que não há evidências científicas publicadas de benefício com a separação e alertou que a necessidade de aplicações distintas pode aumentar o risco de atrasos ou de doses não tomadas.</p>
<h2>Especialistas criticam redução</h2>
<p>A mudança provocou críticas de associações médicas, especialistas em saúde pública e fabricantes de vacinas nos Estados Unidos. Segundo esses grupos, não foram apresentadas novas evidências científicas que justifiquem a redução do calendário e as recomendações anteriores refletiam décadas de pesquisas e as necessidades epidemiológicas específicas do país.</p>
<p>Médicos também alertam que a mudança pode aumentar a vulnerabilidade de crianças a doenças que podem ser prevenidas pela vacinação e provocar confusão entre pais e responsáveis sobre quais imunizantes devem ser administrados e em que momento.</p>
<p>A reformulação é defendida pelo secretário de Saúde dos Estados Unidos, Robert F. Kennedy Jr., que há anos questiona políticas de vacinação e já promoveu alegações relacionando vacinas ao autismo. Grandes estudos científicos e autoridades de saúde pública não encontraram evidências de relação causal entre vacinação e autismo.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asptBskVvNqI1t8kO.png?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/png">
        <media:credit role="provider">Reprodução/ Casa Branca</media:credit>
        <media:title>trump-pronunciamento</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Brasil reforça combate ao sarampo com campanha em três cidades de São Paulo</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/brasil-reforca-combate-ao-sarampo-com-campanha-em-tres-cidades-de-sao-paulo</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/brasil-reforca-combate-ao-sarampo-com-campanha-em-tres-cidades-de-sao-paulo?feed=Vacinas</guid>
      <pubDate>Mon, 03 Aug 2026 11:47:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O sarampo, uma doença que o Brasil conseguiu eliminar, voltou a preocupar as autoridades de saúde. Diante da confirmação de uma cadeia de transmissão do vírus na Grande São Paulo, começa nesta segunda-feira, 3, uma campanha especial de vacinação nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo.</p>
<p>A estratégia amplia temporariamente a oferta do imunizante para todas as pessoas entre 6 meses de idade e 59 anos que moram ou trabalham nessas cidades, com o objetivo de interromper rapidamente a circulação do vírus.</p>
<p>A recomendação do Ministério da Saúde foi adotada após a confirmação de novos casos da doença. Até o momento, o Brasil registra 18 casos de sarampo neste ano. Deles, 15 estão no estado de São Paulo: 12 na capital, dois em São Bernardo do Campo e um em Guarulhos. Segundo a pasta, os casos estão relacionados à importação do vírus em uma região de intensa mobilidade populacional e elevado fluxo internacional de viajantes, cenário que favorece a disseminação da doença.</p>
<p>A preocupação é evitar que o país volte a perder o controle sobre a doença. O Brasil recebeu, em 2016, o certificado de eliminação do sarampo pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), mas perdeu esse reconhecimento em 2019 após surtos provocados por casos importados e pela queda da cobertura vacinal. Em 2024, recuperou o status de país livre da circulação endêmica do vírus, condição que depende da manutenção de altas taxas de imunização.</p>
<p>O alerta brasileiro acompanha um cenário de avanço do sarampo em várias partes do mundo. Os Estados Unidos enfrentam o maior surto da doença em mais de três décadas, com mais de 1.400 casos confirmados neste ano. As mortes registradas ocorreram principalmente entre pessoas não vacinadas.</p>
<p>Países europeus também vêm notificando aumento das infecções. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), esse ressurgimento está ligado, sobretudo, à queda da cobertura vacinal em diferentes países.</p>
<p>Considerado um dos vírus mais contagiosos conhecidos, o sarampo é transmitido pelo ar quando uma pessoa infectada tosse, espirra ou simplesmente respira. O vírus pode permanecer ativo no ambiente por até duas horas e uma única pessoa doente é capaz de transmitir a infecção para até outras 18 suscetíveis.</p>
<p>De acordo com a OMS, a vacinação evitou cerca de 59 milhões de mortes por sarampo entre 2000 e 2024 e continua sendo a principal forma de impedir novos surtos.</p>
<h2>Como age a vacina</h2>
<p>A vacina utilizada no Brasil é, principalmente, a  tríplice viral , que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Aos 15 meses de idade, ela é complementada pela  tetraviral , que também protege contra a varicela (catapora).</p>
<p>Além de proteger quem recebe a dose, a vacinação reduz a circulação do vírus na população. Como o sarampo é altamente contagioso, especialistas consideram necessário manter uma cobertura vacinal próxima de 95% para interromper a transmissão. Em situações de risco, como a atual, crianças entre 6 e 11 meses recebem a chamada  dose zero , uma aplicação adicional que amplia a proteção, mas não substitui as doses previstas no calendário de vacinação.</p>
<h2>Quais são os sintomas</h2>
<p>Os primeiros sintomas costumam surgir entre sete e 14 dias após o contato com o vírus. Os sinais mais comuns são:</p>
<p>Entre três e cinco dias depois aparece a característica erupção avermelhada, que normalmente começa no rosto e se espalha pelo restante do corpo. A doença pode provocar complicações graves, como pneumonia, encefalite, diarreia intensa e até morte, principalmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.</p>
<h2>Quem deve procurar uma unidade de saúde durante a campanha</h2>
<p>Durante a campanha, o Ministério da Saúde recomenda que  todas as pessoas de 6 meses a 59 anos que moram ou trabalham em São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo procurem uma unidade de saúde , mesmo que já tenham recebido a vacina anteriormente.</p>
<p>Pelo calendário nacional, o esquema rotineiro prevê:</p>
<h2>Onde tomar a vacina</h2>
<p>A vacinação é gratuita pelo Sistema Único de Saúde (SUS).</p>
<p>Na capital paulista, a vacina está disponível em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e nas AMAs/UBSs Integradas, inclusive aos sábados e feriados, no mesmo horário. A cidade também promoverá um  Dia D de vacinação em 22 de agosto , com as 483 UBSs abertas para ampliar o atendimento.</p>
<p>Em Guarulhos e São Bernardo do Campo, a população deve procurar as unidades da rede municipal de saúde para receber orientação e, quando indicada, a vacina durante o período da campanha.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/ask8uOnlvhOzUQgip.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">Tânia Rêgo/Agência Brasil</media:credit>
        <media:credit role="provider">Agência Brasil/ Tânia Rêgo</media:credit>
        <media:title>vacinação-sarampo</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Vacinação infantil melhora no mundo e no Brasil; mas há índices abaixo da meta, caso do sarampo</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/vacinacao-infantil-melhora-no-mundo-e-no-brasil</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/vacinacao-infantil-melhora-no-mundo-e-no-brasil?feed=Vacinas</guid>
      <pubDate>Wed, 15 Jul 2026 15:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A cobertura vacinal infantil está avançando no mundo inteiro. Em 2025, o número global de crianças “zero-dose” — aquelas que não receberam sequer a primeira dose da DTP (contra difteria, tétano e coqueluche) no primeiro ano de vida — caiu para 13,5 milhões, uma redução de  5,3%  sobre o ano anterior. Os dados são de um relatório assinado em conjunto pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância).</p>
<p>As entidades divulgaram nesta quarta-feira, 15, o documento “Estimativas OMS-Unicef de Cobertura Vacinal Nacional” (Wuenic), segundo o qual, no ano passado, 90% dos bebês no mundo (cerca de 116 milhões de crianças) receberam pelo menos uma dose da DTP. Além disso, 85% – ou 110 milhões – completaram o esquema de três doses.</p>
<p>Esses indicadores aumentaram um ponto percentual em relação a 2024, porém a cobertura global permanece um ponto abaixo do nível de 2019, mantendo-se dentro da mesma faixa estreita desde 2009.</p>
<p>Em relação às crianças “zero-dose”, o relatório aponta que, embora tenha crescido o número de meninas e meninos protegidos com a primeira dose da DTP, muitas não concluem o calendário vacinal. Esse é um desafio importante, já que o abandono da vacinação se mantém em níveis altos.</p>
<p>A DTP é a referência internacional quando se trata de analisar o quadro de “zero-dose” porque essa vacina faz parte dos calendários nacionais de praticamente todos os países. Ela é aplicada muito cedo, ainda no primeiro ano de vida. Quem não recebeu nem mesmo a primeira dose (DTP1), provavelmente também deixou de ser protegida com várias outras vacinas do programa infantil.</p>
<p>O relatório estima que, globalmente, 7,3 milhões de bebês tenham recebido a primeira dose da DTP, mas abandonado o calendário vacinal antes de receber a primeira dose da vacina contra o sarampo. Essa taxa de abandono contribuiu para a estagnação da cobertura contra o sarampo: 84% das crianças receberam a primeira dose (MCV1) e 77% receberam a segunda dose (MCV2). Ambos os índices estão muito abaixo do limite de 95% necessário para prevenir surtos desse vírus altamente contagioso. Como consequência, 57 países registraram surtos grandes ou disruptivos de sarampo em 2025.</p>
<p>“Governos e profissionais de saúde ajudaram as taxas globais de vacinação a se recuperarem após a forte queda observada durante a pandemia de Covid-19”, declarou Catherine Russell, diretora executiva do Unicef. “Mas milhões de crianças vulneráveis continuam desprotegidas devido a conflitos, deslocamentos forçados e pobreza. Nenhuma criança deveria sofrer de uma doença que uma simples vacina pode prevenir”, salientou.</p>
<h2>Trinta países melhoraram suas taxas em seis anos</h2>
<p>Dados de 195 países mostram que 100 países mantiveram cobertura de pelo menos 90% com três doses da vacina DTP desde 2019, com pouco progresso na ampliação desse grupo. Entre os países que estavam abaixo desse patamar em 2019, 30 conseguiram melhorar suas taxas ao longo dos últimos seis anos, mostra o relatório. No entanto, 65 países permaneceram estagnados ou retrocederam, incluindo 13 nações afetadas por conflitos ou em situação de vulnerabilidade.</p>
<p>Em comparação com os níveis de 2019, as regiões das Américas e do Sudeste Asiático se recuperaram e apresentaram evolução positiva. A última é a que tem, atualmente, o melhor desempenho. </p>
<h2>Cobertura vacinal infantil avança no Brasil</h2>
<p>Segundo o Wuenic, o Brasil vem melhorando a cobertura vacinal ano após ano, ao mesmo tempo em que reduz o número de crianças zero-dose. Em 2023, havia 360 mil meninas e meninos que não receberam a primeira dose de DTP no país. Esse número caiu para 255 mil em 2024 (queda de 29,2%) e para 50 mil em 2025 (diminuição de 80,4%).</p>
<p>Por aqui, a DTP é administrada por meio da vacina pentavalente (proteção contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e  Haemophilus influenzae  tipo b, causadora de meningite e outras infecções graves).</p>
<p>De acordo com as entidades, a melhora no quadro vacinal de 2024 para 2025 no Brasil é explicada principalmente por dois fatores: o aumento da cobertura e os aprimoramentos no sistema público de registro e divulgação sobre vacinação do país.</p>
<p>Embora a recuperação continue, segundo as estimativas relativas ao Brasil, algumas vacinas registraram queda de cobertura entre 2024 e 2025. E há números do ano passado que estão abaixo das metas necessárias para controlar a circulação de doenças.</p>
<p>Vale explicar que a meta do Ministério da Saúde para a maioria das vacinas do calendário infantil é de 95%. Esse percentual é o padrão técnico mínimo recomendado para atingir a "imunidade de rebanho" e evitar surtos de males altamente contagiosos, como sarampo e poliomielite. Para vacinas como a BCG, o índice recomendado fica em 90%.</p>
<p>Os dados sobre a vacina de sarampo no Brasil demonstram o desafio da imunização no país. Na primeira dose, a cobertura caiu de 91% em 2019 para 79% em 2020 e 73% em 2021. Depois, subiu para 81% em 2022, 90% em 2023 e 96% em 2024. Em 2025, porém, recuou para 90%.</p>
<p>Na segunda dose contra o sarampo, a recuperação foi mais lenta. A cobertura chegou a apenas 44% em 2020 e a 46% em 2021, avançou para 58% em 2022, 69% em 2023 e 81% em 2024. Em 2025, caiu para 76%. Isso significa que quase uma em cada quatro crianças que deveriam receber a segunda dose não estava imunizada.</p>
<p>A diferença entre as duas doses é relevante porque o esquema completo contra o sarampo exige duas aplicações. Uma cobertura elevada apenas na primeira dose não garante proteção adequada da população.</p>
<p>Um dos maiores avanços ocorreu na primeira dose da vacina inativada contra a poliomielite. A cobertura, que estava em 73% em 2021, passou para 81% em 2022, 85% em 2023, 88% em 2024 e 98% em 2025.</p>
<p>O resultado do esquema completo, porém, foi menor. A proporção de crianças que recebeu todas as doses recomendadas subiu de 68% em 2021 para 75% em 2022 e 85% em 2023. Depois, baixou para 82% em 2024. No ano passado, voltou a subir e atingiu 86%.</p>
<p>Os números mostram uma diferença entre iniciar e concluir a vacinação contra a poliomielite: em 2025, 98% receberam a primeira dose contra a pólio, mas apenas 86% completaram a série primária. A distância de 12 pontos percentuais indica abandono ou atraso entre uma aplicação e outra.</p>
<p>A vacina BCG, aplicada principalmente para prevenir formas graves de tuberculose em crianças, saiu de 69% em 2021 para 88% em 2022, 87% em 2023 e 99% em 2024. Em 2025, ficou em 97%, um dos índices mais elevados do levantamento.</p>
<p>A cobertura contra o rotavírus, que ajuda a prevenir casos graves de diarreia, subiu de 69% em 2021 para 77% em 2022, 87% em 2023 e 90% em 2024. Em 2025, caiu para 88%.</p>
<p>A vacina pneumocócica, utilizada contra infecções como pneumonia, meningite e otite causadas por bactérias pneumocócicas, apresentou uma das recuperações mais acentuadas nos anos mais recentes. A cobertura passou de 69% em 2021 para 72% em 2022, 86% em 2023 e 93% em 2024. Em 2025, recuou para 88%.</p>
<p>A terceira dose contra  Haemophilus influenzae  tipo B, bactéria que pode provocar meningite e outras infecções graves, seguiu trajetória semelhante: 68% em 2021, 77% em 2022, 86% em 2023, 90% em 2024 e 86% em 2025.</p>
<p>A terceira dose contra hepatite B também passou de 68% em 2021 para 77% em 2022, 85% em 2023 e 90% em 2024, antes de cair para 86% em 2025.</p>
<h2>Desafios no mundo</h2>
<p>Por trás dessas estimativas existem ameaças persistentes que geram grande variabilidade e instabilidade na cobertura vacinal entre os países. Mais da metade de todas as crianças zero-dose vive em contextos frágeis ou afetados por conflitos, embora esses locais abriguem apenas cerca de um terço da população infantil mundial. Nesses cenários, os programas de imunização frequentemente enfrentam desafios relacionados à instabilidade política, insegurança ou subfinanciamento crônico.</p>
<p>A OMS e a Unicef destacaram o quadro da Síria que, em apenas um ano, perdeu 6 pontos percentuais na cobertura da primeira dose da DTP e 12 pontos na primeira dose da vacina contra o sarampo.</p>
<p>Por outro lado, o Sudão registrou o maior avanço global em um único país no último ano, aumentando a cobertura da DTP1 em 35 pontos percentuais e a cobertura da MCV1 (primeira dose contra o sarampo) em 22 pontos, demonstrando o que é possível alcançar resultados quando o acesso aos serviços melhora, mesmo em meio a conflitos em andamento.</p>
<p>Nos países de renda média e alta, onde as vacinas são totalmente acessíveis, a cobertura vem diminuindo em razão de mudanças no compromisso político, desafios estruturais ou aumento da hesitação vacinal. A cobertura da DTP1 na África do Sul, por exemplo, caiu 20 pontos percentuais desde 2019 e continuou diminuindo em 2025.</p>
<p>Ao longo dos últimos 25 anos, segundo o relatório, investimentos sustentados de governos e parceiros, compromissos das comunidades, fortalecimento dos programas e ampla confiança pública reduziram em 40% o número anual de crianças zero-dose.</p>
<p>No entanto, as bases que possibilitaram esse progresso estão sob forte pressão. O impacto total dos cortes no financiamento internacional para a saúde anunciados nos últimos dois anos ainda não está refletido nas estimativas da OMS e do Unicef. Contudo, os sistemas de dados necessários para monitorar esses impactos e evitar retrocessos já demonstram sinais de enfraquecimento.</p>
<p>Segundo os dados, apenas 18 pesquisas nacionais de imunização foram realizadas e enviadas neste ciclo, em comparação com 50 em 2024 e uma média de 33 por ano entre 2015 e 2019. As agências alertam que a redução dos investimentos nos sistemas de dados necessários para identificar e alcançar crianças não vacinadas resultará em surtos e mortes que poderiam ser evitados.</p>
<p>Para alterar o cenário, OMS e Unicef recomendam a governos e parceiros: o fortalecimento da imunização em contextos frágeis e afetados por conflitos, o combate a informações falsas e conteúdos enganosos sobre saúde, como as fake news contra vacinas; o aumento do financiamento para programas de vacinação; e o investimento em sistemas de dados e vigilância epidemiológica mais robustos.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asywNLCzXQksU0a0i.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="photographer">Khadidja Markemal</media:credit>
        <media:credit role="provider">OMS/ Khadidja Markemal</media:credit>
        <media:title>bebe vacina-OMS</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Cientistas brasileiros identificam caminho para desenvolver vacina universal contra a malária</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/cientistas-brasileiros-identificam-caminho-para-desenvolver-vacina-universal-contra-a-malaria</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/cientistas-brasileiros-identificam-caminho-para-desenvolver-vacina-universal-contra-a-malaria?feed=Vacinas</guid>
      <pubDate>Tue, 07 Jul 2026 16:58:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) deram um passo importante para o desenvolvimento de uma nova geração de vacinas contra a malária. O grupo identificou um conjunto de proteínas do parasita  Plasmodium  que pode servir de base para um imunizante com potencial para proteger contra diferentes espécies do microrganismo e atuar em múltiplas fases da infecção.</p>
<p>A descoberta foi publicada no dia 1º de julho na  Nature , uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo. Embora ainda esteja em estágio inicial, o estudo abre perspectivas para o desenvolvimento de vacinas contra uma doença que continua sendo um dos maiores desafios da saúde global. Segundo o Relatório Mundial da Malária 2025, da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 280 milhões de casos e 600 mil mortes foram registrados no mundo em 2024.</p>
<p>A malária é transmitida pela picada da fêmea do mosquito  Anopheles . Os sintomas incluem febre alta, calafrios, dor de cabeça, dores musculares e fadiga. Nos casos mais graves, a infecção pode provocar falência de órgãos e levar à morte.</p>
<p>Hoje, as vacinas aprovadas contra a doença oferecem proteção parcial. Elas são direcionadas principalmente contra o  Plasmodium falciparum , a espécie responsável por mais de 90% das mortes globais pela doença. A eficácia desses imunizantes tende a diminuir ao longo do tempo.</p>
<h2>Um caminho diferente</h2>
<p>A maior parte das vacinas em desenvolvimento busca estimular a produção de anticorpos. A pesquisa da Fiocruz adotou uma estratégia diferente ao investigar o papel dos linfócitos T CD8+, células de defesa capazes de identificar e destruir células infectadas pelo parasita. Esse é o principal avanço desse estudo. O mecanismo é diferente do oferecido pelos anticorpos, que impedem a entrada do parasita nas células. Já os linfócitos T CD8+ têm potencial para eliminar o microrganismo já presente no organismo.</p>
<p>Na primeira etapa da pesquisa, os cientistas identificaram peptídeos, pequenos fragmentos de proteínas, do  Plasmodium  que ficam expostos na superfície das células infectadas. Eles funcionam como sinalizadores para os linfócitos T CD8+.</p>
<p>Ao todo, foram identificados 453 peptídeos, derivados de 166 proteínas do  Plasmodium vivax , espécie predominante nas Américas.</p>
<p>Em seguida, a equipe analisou a origem desses fragmentos e constatou que a maioria provinha das chamadas proteínas  housekeeping , responsáveis por funções essenciais para a sobrevivência do parasita.</p>
<p>Essas proteínas estão presentes em todas as fases do ciclo de vida do  Plasmodium  e sofrem poucas alterações entre as diferentes espécies. Por isso, elas representam alvos promissores para uma vacina com potencial de proteção mais ampla, capaz de atuar contra diversas variantes da malária e em diferentes momentos da infecção.</p>
<p>Os pesquisadores avaliaram, então, se esses peptídeos realmente eram reconhecidos pelo sistema imunológico. Os testes mostraram que células de pacientes infectados por  Plasmodium vivax  e  Plasmodium falciparum  responderam aos antígenos identificados. A reação também foi observada em outras três espécies do parasita que infectam primatas e camundongos.</p>
<p>A resposta imunológica foi confirmada em cinco espécies de  Plasmodium  e em diferentes hospedeiros. Os experimentos também mostraram que os antígenos ativaram células T em órgãos importantes para a infecção, como o fígado. Em alguns modelos animais, esses alvos reduziram a quantidade de parasitas no organismo, sugerindo um possível efeito protetor.</p>
<p>Apesar dos resultados, os pesquisadores ressaltam que ainda não se trata de uma vacina pronta. Os antígenos identificados precisarão passar por novas etapas de validação, estudos pré-clínicos e ensaios clínicos antes que possam ser incorporados ao desenvolvimento de um imunizante.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/assTDHGQY8PVEiCtL.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Depositphotos</media:credit>
        <media:title>Malaria-tratamento</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>De subsídios de remédios à cobertura de vacinação, entrevistados avaliam políticas de saúde</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/de-subsidios-de-remedios-a-programa-de-vacinacao-entrevistados-avaliam-politicas-de-saude</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/de-subsidios-de-remedios-a-programa-de-vacinacao-entrevistados-avaliam-politicas-de-saude?feed=Vacinas</guid>
      <pubDate>Sat, 04 Jul 2026 12:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Com os preços de medicamentos reajustados em até 3,81% neste primeiro trimestre, conforme resolução do governo federal no fim de março, uma das opções para a população de menor renda é o programa Farmácia Popular, que fornece remédios com subsídios aos brasileiros. Estão disponíveis 41 itens, todos gratuitos e oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com o governo, em 2024 o programa alcançou o maior número de beneficiados desde 2006, chegando a 24 milhões de pessoas.</p>
<p>O  Global South World Brasil  ouviu moradores de Belo Horizonte (MG) para saber o que pensam da política de subsidiar medicamentos. Para a professora de artes Lúcia Madeira, a oferta de remédios é uma das responsabilidades da administração pública. “Se a pessoa não tem condições de comprar, é o governo mesmo que tem de fazer isso”, afirmou.</p>
<p>A advogada Ingred Mattos compartilha da opinião. “O acesso à saúde é importante para todo mundo e nem todos têm condições financeiras de arcar esse acesso; então, isso tem de ser provido pelo estado”, pontuou. Já a técnica em radiologia Marilaine Rodrigues espera que a oferta seja ampliada. “Ainda acho que deveria abranger mais pessoas ou mais medicamentos”, disse.</p>
<p>O Farmácia Popular disponibiliza medicamentos gratuitos para o tratamento de diabetes, asma e hipertensão e de forma subsidiada (copagamento) para dislipidemia, rinite, doença de Parkinson, osteoporose, glaucoma, anticoncepção e fraldas geriátricas. Na modalidade de copagamento, o governo arca com parte do valor dos medicamentos (até 90% do valor de referência tabelado). O cidadão paga o restante, de acordo com o valor praticado por uma das 30 mil farmácias credenciadas, distribuídas em mais de 4.300 cidades em todos os estados brasileiros.</p>
<p>Nesse contexto de atenção à saúde, nos últimos anos o país tem buscado recuperar as metas de imunização preconizadas globalmente. Em 2024, no caso da primeira dose da vacina contra o sarampo – doença que está voltando a crescer no mundo –, o Brasil esteve entre as nações que mais vacinaram as pessoas, de acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). O índice chegou a 95.83%. Em 2021, a taxa registrada pela organização ficou em 73.46%.</p>
<p>Essa mudança nos resultados de imunização contra o sarampo se tornou motivo de surpresa para as pessoas ouvidas pela reportagem. “O Brasil sempre foi referência em vacinação. E vem um louco (se referindo ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro) e tira isso, esse direito das pessoas”, criticou o técnico de informática Luiz Fernando Leonel.</p>
<p>A advogada Ingred comentou que a campanha anti-vacinação fez com que acreditasse que a taxa de imunização no Brasil continuava em declínio. “Hoje, a gente tem muitos influenciadores, muito acesso à informação e isso nem sempre é tão democrático. As informações erradas chegam da mesma forma que as certas”, comparou.</p>
<p>No entanto, o desafio da retomada permanece. Segundo o Ministério da Saúde, em 2025 a cobertura vacinal no Brasil contra o sarampo ficou em 92,68% para a primeira dose (abaixo da meta de 95%) e 78,04% para a segunda dose.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://cdn.vpplayer.tech/agmipocc/encode/vjsokdtv/mp4/2160p.mp4" medium="video" type="video/mp4">
        <media:title>003_VIDEO_VACINA</media:title>
      </media:content>
      <media:thumbnail url="https://gsw.codexcdn.net/assets/asG9ZjeajabXvBGQy.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" />
      <dc:creator><![CDATA[Bruno Torquato]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
</rss>