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    <title>Global South World Brasil - Vacina</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Brasil vai testar em humanos primeira vacina com tecnologia mRNA, com foco em câncer, Covid-19 e outras doenças</title>
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      <pubDate>Wed, 02 Sep 2026 16:42:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início de estudos clínicos em humanos da primeira vacina desenvolvida no Brasil com tecnologia de RNA mensageiro (mRNA). </p>
<p>Criado pela Fiocruz contra a Covid-19, o imunizante representa um marco, ao ser totalmente concebido em solo nacional. </p>
<p>Isso inclui desde a sequência genética até as nanopartículas lipídicas. Sem dependência de insumos ou licenças estrangeiras.</p>
<p>O início do recrutamento dos voluntários para a Fase 1 está previsto para o primeiro trimestre de 2027. Serão incluídos 90 participantes adultos saudáveis entre 18 e 59 anos. </p>
<p>As pessoas serão recrutadas nos centros Unidade de Ensaios Clínicos para Imunobiológicos e Policlínica Lincoln de Freitas Filho, localizados no Rio de Janeiro (RJ). </p>
<p>Estima-se que o período de inclusão desse grupo no estudo seja de seis meses. Após a inclusão, cada participante será acompanhado por mais seis meses. </p>
<p>Esses estudos, chamados de ensaios clínicos, avaliam um novo medicamento em humanos e servem para demonstrar a a segurança e eficácia para a indicação proposta. </p>
<p>Havendo a comprovação de que os benefícios superam os riscos, o medicamento experimental poderá ser registrado pela Anvisa e disponibilizado no mercado brasileiro.</p>
<p>O avanço consolida o domínio brasileiro de uma plataforma biotecnológica altamente adaptável. </p>
<p>Por operar mediante o envio de instruções genéticas às células para a produção de defesas do organismo, a estrutura do mRNA permite que a mesma base científica seja redirecionada para diferentes alvos terapêuticos.</p>
<h2>Expansão da pesquisa nacional</h2>
<p>Com aporte anunciado de R$ 210 milhões pelo Ministério da Saúde, a tecnologia passa a ser impulsionada em instituições como a Fiocruz, o Instituto Butantan e o Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas).</p>
<p>A meta é expandir a inovação para além da Covid-19, abrangendo estudos contra o câncer e enfermidades de alta relevância epidemiológica, como dengue, malária e doença de Chagas.</p>
<p>A consolidação dessa plataforma reposiciona o país no cenário científico internacional. </p>
<p>Segundo pesquisadores envolvidos no projeto, a autossuficiência na produção de imunizantes de mRNA reduz a dependência externa e capacita o Brasil a atuar como polo exportador de tecnologia e conhecimento em biotecnologia na região.</p>
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        <media:title>Imagem ilustrativa sobre testes de vacinas. Brasil dá passo inédito com tecnologia mRNA</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Capital paulista vacinou 1 milhão de pessoas contra o sarampo</title>
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      <pubDate>Fri, 21 Aug 2026 17:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O município de São Paulo aplicou  1.045.758 doses da vacina de sarampo desde o dia 3 de agosto , início da campanha de multivacinação.  A capital paulista é a cidade com mais ocorrências de sarampo no país este ano: 20 dos 24 casos confirmados.</p>
<p>Confirmado em fevereiro, o primeiro caso em São Paulo foi importado da Bolívia. A confirmação do segundo ocorreu em março, importado da Guatemala. Os demais foram registrados em junho e julho.</p>
<p>Embora sem novos casos confirmados desde o dia 7,  a cidade investiga 472 possíveis ocorrências . </p>
<p>Todas as pessoas de 6 meses a 59 anos devem receber nova dose da vacina contra o sarampo, independentemente do número de doses recebidas anteriormente ou da situação vacinal registrada.</p>
<p>Para as crianças com menos de 1 ano, é ainda mais importante, pois a vacinação normal para sarampo ocorre apenas após o primeiro ano. Dez dos 20 casos confirmados atingiram esse grupo. </p>
<p>A chamada dose zero contra o sarampo segue disponível para crianças de 6 a 11 meses de idade.</p>
<p>A campanha de multivacinação segue até 1º de setembro . </p>
<p>As vacinas estão disponíveis nas 483 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade, de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados nas Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs/UBSs Integradas), no mesmo horário. A unidade mais próxima pode ser consultada na  plataforma Busca Saúde .</p>
<h2>Dia D</h2>
<p>Neste sábado, 22, acontece uma grande ação de imunização nos postos de saúde de todo o Brasil.  Voltado para o público de até 14 anos, 11 meses e 29 dias, o chamado Dia D integra a Campanha Nacional de Multivacinação. </p>
<p>Entre as vacinas com maior procura e volume de aplicação ao longo do ano, destacam-se os imunizantes contra a gripe, a poliomielite e o sarampo (no caso, via tríplice viral, que inclui caxumba e rubéola).</p>
<p>Com Agência Brasil</p>
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        <media:credit role="provider">Paulo Pinto/ Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>vacina-sarampo</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pesquisa da USP desenvolve nova estratégia de vacina contra chikungunya</title>
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      <pubDate>Wed, 19 Aug 2026 13:51:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com cientistas da Universidade de Bonn, na Alemanha, desenvolveram uma estratégia experimental de vacina contra a chikungunya que protegeu camundongos contra a doença após uma única dose.</p>
<p>O trabalho, publicado na revista científica  npj Vaccines , do grupo Nature, utiliza uma versão geneticamente modificada do próprio vírus da chikungunya. A alteração foi feita para impedir que ele complete normalmente uma etapa essencial para se tornar infeccioso e, assim, limitar sua capacidade de se multiplicar no organismo.</p>
<p>Três dos quatro autores do estudo têm vínculo com a USP. O primeiro autor, Danillo Lucas Alves Esposito, é pesquisador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto, além de ter vínculo com a Universidade de Bonn. Também participaram Jhefferson Barbosa Guimarães e Benedito Antonio Lopes da Fonseca, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, e Beate Mareike Kümmerer, da universidade alemã.</p>
<p>A pesquisa ainda está em fase pré-clínica, com testes em laboratório e em camundongos. Isso significa que os resultados não permitem afirmar que a estratégia terá a mesma eficácia em seres humanos. Mas o estudo é promissor.</p>
<h2>Vírus foi geneticamente modificado</h2>
<p>Para produzir novas partículas capazes de infectar outras células, o vírus da chikungunya precisa passar por um processo de maturação. Uma das etapas depende de uma enzima presente nas células, chamada furina. Ela corta uma proteína precursora do vírus, a p62, dando origem a outras proteínas.</p>
<p>Os pesquisadores modificaram justamente esse ponto do vírus. O local normalmente reconhecido pela furina foi substituído por outro que depende de uma enzima diferente, chamada protease TEV.</p>
<p>Com a mudança, as partículas produzidas dentro das células permanecem imaturas e não conseguem se tornar infecciosas normalmente.</p>
<p>Em laboratório, os cientistas conseguiram completar artificialmente a maturação das partículas usando a protease TEV. Já maduras, elas foram utilizadas para imunizar os animais.</p>
<p>A estratégia procura combinar duas características importantes para uma vacina: preservar estruturas do vírus que provocam uma resposta do sistema imunológico e, ao mesmo tempo, restringir sua capacidade de se multiplicar depois da vacinação.</p>
<h2>Uma dose protegeu camundongos</h2>
<p>Os pesquisadores testaram a estratégia com diferentes grupos de camundongos. Em animais geneticamente mais suscetíveis à infecção, uma única imunização protegeu contra uma exposição ao vírus que seria letal se não fosse a vacina.</p>
<p>Em camundongos com sistema imunológico normal, a vacinação também reduziu a quantidade de vírus encontrada no sangue depois da infecção.</p>
<p>Os animais imunizados apresentaram ainda menos inchaço nas patas, manifestação usada no experimento para medir os efeitos da chikungunya. As partículas que passaram pelo processo artificial de maturação também estimularam níveis mais altos de anticorpos neutralizantes do que aquelas que permaneceram imaturas.</p>
<h2>Estratégia pode ser usada contra outros vírus</h2>
<p>Para os pesquisadores, a técnica pode ter aplicações além da chikungunya. Isso porque outros vírus também dependem da furina das células para completar etapas de sua maturação.</p>
<p>A possibilidade precisará ser investigada. O estudo demonstra que o conceito funcionou em modelos experimentais, mas serão necessárias novas etapas de pesquisa antes que a estratégia possa eventualmente chegar a testes clínicos em pessoas.</p>
<p>A participação brasileira também aparece no financiamento. O trabalho de Danillo Esposito recebeu recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).</p>
<h2>Já existem vacinas contra chikungunya</h2>
<p>A pesquisa não representa a criação da primeira vacina contra a chikungunya. A novidade do estudo está na forma de construir o imunizante: os cientistas interferiram geneticamente em uma etapa necessária para a maturação do vírus, buscando produzir uma resposta imunológica forte com capacidade limitada de replicação.</p>
<p>“Hoje, temos uma vacina de vírus atenuado contra o chikungunya que, após um período de suspensão, em 2025, voltou a ser aprovada pelo FDA, porém com restrições. Ela não é indicada para pessoas muito jovens, idosos, imunocomprometidos ou que têm algumas comorbidades, pois pode gerar efeitos adversos”, declarou Danilo Esposito para a Agência Fapesp, fazendo menção à agência norte-americana que regula medicamentos.</p>
<p>Segundo o pesquisador, quase todo vírus passa por um processo de maturação fundamental para se tornar infeccioso. No caso de arbovírus, como os causadores da chikungunya, da zika, da dengue e da febre amarela, essa maturação acontece no final do ciclo de replicação dentro da célula hospedeira.</p>
<p>Transmitida principalmente pelos mosquitos  Aedes aegypti  e  Aedes albopictus , a chikungunya pode causar febre, dores musculares e fortes dores e inflamações nas articulações. Em parte dos pacientes, os problemas articulares podem persistir por meses. O Brasil está entre os países mais afetados pela doença. 
</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:title>chikungunya</media:title>
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