<rss xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/" xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0">
  <channel>
    <atom:link href="https://www.globalsouthworld.com.br/rss/tag/UNFPA" rel="self" type="application/rss+xml" />
    <title>Global South World Brasil - UNFPA</title>
    <link>https://www.globalsouthworld.com.br</link>
    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Futebol brasileiro enfrenta desafio de romper o ciclo de violência contra as mulheres</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/futebol-brasileiro-desafio-ciclo-de-violencia-contra-mulheres</link>
      <guid isPermaLink="true">https://www.globalsouthworld.com.br/article/futebol-brasileiro-desafio-ciclo-de-violencia-contra-mulheres?feed=UNFPA</guid>
      <pubDate>Fri, 02 Oct 2026 14:25:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Ao fim de uma partida, as arquibancadas se esvaziam, mas um grupo de torcedoras não sai do lugar. "Hoje, ficar no estádio é mais seguro do que em casa", dizem mensagens projetadas na Arena Fonte Nova, estádio do Bahia.</p>
<p>A ação foi promovida pelo clube, suas torcedoras e a ONU, em resposta a um relatório que registrou um aumento das denúncias de violência contra a mulher nos dias de jogos.</p>
<p>Tanto as ameaças quanto as lesões corporais, que acontecem sobretudo em casa, aumentam mais de 25%, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), que analisou dados entre 2023 e 2025 em grandes cidades do país. O número sobe para 44% entre mulheres de 15 a 29 anos.</p>
<p>Embora o futebol não cause a violência, a entidade destaca que esse esporte pode intensificá-la quando ela já existe. Fatores como o consumo de álcool potencializam o problema.</p>
<p>À medida que o Brasil se prepara para se tornar o primeiro país sul-americano a sediar a Copa do Mundo Feminina, em 2027, Virgínia Campos, sócia-torcedora do Bahia, pede ações para frear este flagelo.</p>
<p>No fim de agosto, esta desenvolvedora de software, de 35 anos, participou do ato "Terceiro tempo", após uma partida entre Bahia e o Internacional, na Arena Fonte Nova, em Salvador.</p>
<p>Eram 180 mulheres, o número da linha de emergência para denunciar agressões contra a mulher. O protesto foi gravado para gerar vídeos de uma campanha que incentiva as torcedoras a denunciarem casos.</p>
<h2>"Xingadas e agredidas"</h2>
<p>Virgínia não foi vítima de violência doméstica, mas diz que os problemas não acontecem apenas nesse contexto.</p>
<p>"O tempo todo somos xingadas e agredidas pelos próprios torcedores do clube", relata à AFP.</p>
<p>"Jogam um copo de cerveja para baixar a bandeira" e "já chegaram a acontecer casos de violência física", conta a torcedora, que exige que os clubes assumam seu "papel social".</p>
<p>A violência contra a mulher é um problema generalizado no Brasil há décadas. Em 2025, foi registrado um recorde de feminicídios pelo quarto ano consecutivo, com uma média de quatro mortes por dia.</p>
<p>E o futebol brasileiro tem sido manchado por casos dramáticos, como o assassinato, em 2010, da modelo Eliza Samudio pelo goleiro Bruno, na época titular do Flamengo. Ele foi condenado a 22 anos de prisão, mas o corpo da vítima nunca foi encontrado.</p>
<p>Para o CEO do Bahia, Raul Aguirre, o clube tem a responsabilidade de utilizar sua visibilidade "para provocar reflexões e mobilizar a sociedade em torno de temas urgentes", para que nenhuma mulher enfrente este problema sozinha.</p>
<h2>Rumo à Copa do Mundo</h2>
<p>Por sua popularidade, o esporte pode ser uma "ótima ferramenta de mudança social e de direitos humanos", analisa Michele Dantas, representante do Bahia do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), copromotor da iniciativa "Terceiro Tempo".</p>
<p>Ela explica que o fundo trabalha na preparação da Copa do Mundo Feminina, que será disputada no Brasil de 24 de junho a 25 de julho de 2027.</p>
<p>Por este motivo, estabelece contatos com clubes, com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Fifa para campanhas de conscientização e desenvolve um protocolo de segurança para a mulher em estádios.</p>
<p>Procuradas pela AFP, a Fifa e a CBF não fizeram comentários. Em março, a CBF aderiu a uma campanha lançada pelo governo contra o feminicídio.</p>
<p>Virgínia pede a "naturalização" da presença das mulheres no futebol, que foi proibido por decreto para elas no Brasil de 1941 a 1979.</p>
<h2>"Salvar vidas"</h2>
<p>Projetos de prevenção relacionados ao futebol ganham espaço: um aplicativo gratuito para celulares que envia alertas em casos de violência contra a mulher, o "Todas por Uma", participa de campanhas de conscientização com organizações esportivas.</p>
<p>Ele funciona com um pequeno dispositivo que captura áudios e fotos e envia alertas e localização em tempo real para uma rede de pessoas de confiança, a fim de contatar autoridades em situações de emergência.</p>
<p>O ponto de partida foi o Campeonato Paulista de Futebol Feminino em 2023, quando o aplicativo foi apresentado nos estádios e nas transmissões das partidas.</p>
<p>Centenas de mulheres o instalaram e 13 casos foram gerenciados com sucesso durante estes eventos.</p>
<p>O trabalho com o esporte continua e em agosto, 500 dispositivos do "Todas por Uma" foram entregues em Rondônia, em conjunto com a Federação de Futebol do Estado de Rondônia.</p>
<p>"O futebol pode salvar milhares de vidas em vez de provocar uma tragédia", disse à AFP Matheus Diniz, responsável pelo desenvolvimento do aplicativo.</p>
]]></description>
      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
      <media:content url="https://gsw.codexcdn.net/assets/as2YhbZB4dhQpWJJN.jpg?width=1280&amp;height=720&amp;quality=75&amp;r=fill&amp;g=no" medium="image" type="image/jpeg">
        <media:credit role="provider">Reprodução/ EC Bahia</media:credit>
        <media:title>estadio-mulheres-bahia</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
    </item>
  </channel>
</rss>