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    <title>Global South World Brasil - Top Article</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title> As principais notícias da votação no primeiro turno em todo o Brasil</title>
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      <pubDate>Sun, 04 Oct 2026 20:26:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Neste domingo (4), mais de 158,7 milhões de brasileiros  votaram no primeiro turno das eleições de 2026, o maior eleitorado já registrado no país. Das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, os eleitores escolheram o presidente da República, os governadores dos 26 estados e do Distrito Federal, 54 senadores — dois por estado —, além de 513 deputados federais e mais de mil deputados estaduais e distritais.</p>
<p>Para receber os votos, a Justiça Eleitoral preparou mais de 560 mil urnas eletrônicas. O eleitorado está distribuído por 5.571 municípios e também por 186 cidades no exterior, em uma operação que envolve mais de meio milhão de seções eleitorais. Cerca de 918 mil brasileiros estão habilitados a votar fora do país.</p>
<p>Os números colocam a eleição brasileira em uma escala incomum internacionalmente: em poucas horas, um contingente de eleitores superior à população da maioria dos países do mundo poderá registrar até seis escolhas diferentes na urna. Na disputa pela Presidência, 14 candidatos concorrem ao Palácio do Planalto. Nos estados, há mais de 200 candidaturas aos governos e mais de 300 ao Senado, além de milhares de candidatos às casas legislativas.</p>
<p>O Global South World Brasil acompanhou ao longo deste domingo a movimentação nos locais de votação, os votos dos principais candidatos, os balanços da Justiça Eleitoral e, a partir do fechamento das urnas, a apuração dos resultados. Confira abaixo as principais notícias do primeiro turno das eleições de 2026.</p>
<h2>17h00 - Votação encerrada</h2>
<p>A votação está encerrada. O TSE exibe a  apuração em tempo real , com divulgação de resultados parciais.</p>
<h2>16h24 - Nove dos dez ministros do STF votam neste domingo</h2>
<p>Nove dos dez ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tiveram o voto registrado publicamente neste domingo, 4, durante as eleições de 2026. Cármen Lúcia votou em Belo Horizonte (MG), enquanto André Mendonça, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Kassio Nunes Marques, Edson Fachin e Luiz Fux foram às urnas em Brasília (DF). Gilmar Mendes votou em Diamantino (MT) e Alexandre de Moraes, em São Paulo (SP).</p>
<p>O presidente do STF, Edson Fachin, votou pela manhã em Brasília. Ao longo do dia, outros ministros também foram registrados em suas respectivas zonas eleitorais, incluindo Fux, que votou no início da tarde, e Moraes, que compareceu a um colégio no Jardim Paulistano, na capital paulista.</p>
<p>Até o momento, não foi localizado registro público da votação de Flávio Dino, que também integra a Corte. O levantamento considera apenas informações divulgadas publicamente por veículos de imprensa e registros de autoridades eleitorais, e pode ser atualizado caso novas informações sejam divulgadas.</p>
<p>O voto dos ministros, assim como o dos demais eleitores, é secreto. Portanto, os registros permitem identificar a presença deles nas urnas e os locais de votação, mas não revelam quais candidatos receberam seus votos.</p>
<h2>16h02 - TSE diz que não há indícios de interferência estrangeira nas eleições </h2>
<p>Durante o balanço parcial do primeiro turno das Eleições 2026, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou que os relatórios das forças de segurança e dos órgãos de inteligência não apontaram qualquer indicativo concreto de interferência estrangeira no pleito. A avaliação de tranquilidade foi respaldada pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, que, mais cedo, descartou a existência de planos criminosos direcionados contra a embaixada dos Estados Unidos no Brasil.</p>
<p>Ao avaliar a rotina de votação pelo país, o ministro minimizou os impactos de falhas operacionais e garantiu que o sigilo e a integridade dos votos permaneceram preservados. Embora tenha sido necessária a substituição pontual de 1.101 urnas eletrônicas que apresentaram intercorrências técnicas, a Justiça Eleitoral assegurou que o fluxo de votação seguiu sem comprometer o resultado em nenhuma seção.</p>
<p>Em relação às filas registradas em determinados locais, Nunes Marques classificou a movimentação como um comportamento padrão e recorrente em grandes centros urbanos e acrescentou que fatores climáticos atípicos, como as fortes chuvas no Paraná, levaram parte dos eleitores a se deslocar mais tarde às urnas, concentrando o fluxo de pessoas no período da tarde.</p>
<h2>15h18 - Imprensa internacional: eleição brasileira é decisiva para rumos da América Latina</h2>
<p>A eleição presidencial brasileira é acompanhada de perto por grandes veículos da imprensa internacional como uma disputa capaz de alterar não apenas os rumos do maior país da América Latina, mas também o equilíbrio político da região.</p>
<p>O britânico  The Guardian  coloca a disputa brasileira no centro da reconfiguração política da América Latina. Após uma sequência de vitórias da direita e da extrema direita e a mudança de poder na Venezuela, o jornal apresenta Lula como um dos últimos líderes da região dispostos a confrontar Donald Trump. No campo oposto, Flávio Bolsonaro é retratado como aliado do presidente norte-americano e defensor da adesão do Brasil à coalizão Escudo das Américas, liderada por Washington.</p>
<p>O jornal  The New York Times  vê no Brasil um teste para duas forças que avançaram simultaneamente na região: a ascensão da direita e a disposição do governo Trump de interferir mais diretamente nos rumos políticos dos países. O diário aponta ainda que o resultado terá consequências para a disputa de influência entre Estados Unidos e China.</p>
<p>A revista  Time   aborda as acusações de interferência do governo norte-americano na eleição brasileira. Ela recupera episódios de pressão de Washington sobre Brasília e coloca a disputa dentro de uma questão mais ampla: até que ponto Trump está contribuindo para a guinada à direita na América Latina?</p>
<p>O  Financial Times  observa que Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Paraguai e Peru já elegeram presidentes de direita ou centro-direita e avalia que uma vitória de Flávio Bolsonaro daria novo impulso à política de Trump para o hemisfério.</p>
<p>Já a  The Economist  faz uma leitura mais voltada para o Brasil. Em tom crítico, apresenta a escolha como uma disputa entre um “herdeiro político em busca de vingança” e um presidente de esquerda fragilizado pela idade, além de chamar a atenção para os riscos de estagnação econômica.</p>
<p>Na França, o  Le Monde   dá peso à dimensão geopolítica da disputa. O Brasil aparece como um dos últimos grandes países latino-americanos governados pela esquerda, ao lado do México. A reportagem lembra o alerta de Lula em discurso na ONU sobre o risco de interferência estrangeira na eleição e a declaração de Trump de que acompanha a eleição “muito de perto”. O  Le Figaro , por sua vez, apresenta a votação como uma escolha entre duas visões opostas da ordem mundial, resumidas pelo jornal no confronto entre “multilateralismo” e “trumpismo”.</p>
<p>O espanhol  El País   chama a atenção para o contraste entre os projetos de política externa dos dois candidatos: de um lado, a aproximação de Flávio Bolsonaro com Washington; de outro, a defesa, por Lula, de maior autonomia brasileira diante dos Estados Unidos.</p>
<p>E o argentino  La Nación  descreve o Brasil como a “peça que falta” em um mapa político da América Latina cada vez mais à direita e afirma que uma vitória de Flávio Bolsonaro acrescentaria um elo importante à estratégia regional de Trump.</p>
<h2>14h42 - Em países que já encerraram votação, Lula tem maioria</h2>
<p>Na eleição deste domingo (4), levantamento preliminar de boletins de urna realizado pelo portal  g1  indica que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceu em um número maior de países, enquanto Flávio Bolsonaro lidera na soma total de votos apurados até o momento fora do Brasil.</p>
<p>Entre os locais com vitória de Lula estão China, Austrália, Arábia Saudita e Finlândia. Já Flávio registrou maioria dos votos em países como Japão, Israel, Tailândia e Emirados Árabes Unidos. </p>
<p>Os resultados oficiais consolidados da votação no exterior serão divulgados pelo TSE somente após as 17h (horário de Brasília), juntamente com a apuração dos votos no Brasil.</p>
<p>Ao todo, cerca de 1 milhão de eleitores brasileiros estão aptos a votar fora do território nacional. A votação conta com urnas instaladas em 186 cidades, espalhadas por 134 países, com maior concentração de eleitores nos Estados Unidos, Portugal e Japão.</p>
<p>Confira os resultados dos boletins de urna em algumas nações que já concluíram a votação, devido ao fuso horário, segundo apuração do G1.</p>
<p>Austrália Lula, 4.562 votos (53,98%) Flávio Bolsonaro, 2.579 (30,52%)</p>
<p>Arábia Saudita Lula, 52 votos (61,90%) Flávio Bolsonaro, 22 votos (26,19%)</p>
<p>Catar Flávio Bolsonaro, 173 votos ( 48,45% ) Lula, 147 votos ( 41,17% )</p>
<p>China Lula, 367 votos (56,63%) Flávio Bolsonaro, 203 votos (31,33%)</p>
<p>Chipre Lula, 24 votos (42,11%) Flávio Bolsonaro, 20 votos (35,09%)</p>
<p>Coreia do Sul Lula, 123 votos (56,94%) Flávio Bolsonaro, 72 (33,33%)</p>
<p>Egito Lula, 46 votos (71,87%) Flávio Bolsonaro, 12 (18,75%)</p>
<p>Emirados Árabes Unidos Flávio Bolsonaro, 659 votos (48,92%) Lula, 469 votos (34,82%)</p>
<p>Estônia Lula, 142 votos (74,74%) Flávio Bolsonaro, 19 votos (10,00%)</p>
<p>Filipinas Flávio Bolsonaro, 33 votos (53,23%) Lula, 26 votos (41,94%)</p>
<p>Finlândia Lula, 475 votos (68,74%) Flávio Bolsonaro, 155 votos (22,43%)</p>
<p>Grécia Flávio Bolsonaro, 230 votos (46,65%) Lula, 196 (39,75%)</p>
<p>Israel Flávio Bolsonaro, 523 votos (74,40%) Lula, 92 (13,09%)</p>
<p>Japão Flávio Bolsonaro, 24.601 votos (71,59%) Lula, 5.222 votos (15,20%)</p>
<p>Kuwait Lula, 54 votos (73,97%) Flávio Bolsonaro, 12 votos (16,43%)</p>
<p>Malásia Lula, 44 votos (53,66%) Flávio Bolsonaro, 27 votos (32,93%)</p>
<p>Nova Zelândia Lula, 234 votos (70,48%) Flávio, 64 votos (19,28%)</p>
<p>Palestina Lula, 1.078 votos (93,09%) Flávio Bolsonaro, 46 (3,97%)</p>
<p>Quênia Lula, 26 votos (56,52%) Flávio Bolsonaro, 17 votos (36,95%)</p>
<p>Romênia Lula, 31 votos (50%) Flávio Bolsonaro, 22 votos (35,48%)</p>
<p>Singapura Lula, 190 votos (54,60%) Flávio Bolsonaro, 92 votos (26,44%)</p>
<p>Síria Lula, 97 votos (89,81%) Flávio Bolsonaro, 7 votos (6,48%)</p>
<p>Tailândia Flávio Bolsonaro, 51 votos (50%) Lula, 40votos (39,22%)</p>
<p>Taiwan Flávio Bolsonaro, 107 votos (48,86%) Lula, 77 votos (35,16%)</p>
<h2>13h34 - Diretor da PF diz que não há risco para embaixadas durante a eleição</h2>
<p>Neste domingo (4), o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que as investigações da corporação não identificaram indícios de planos de ataque ou risco efetivo contra representações diplomáticas em Brasília. A declaração foi dada durante um balanço sobre a segurança no processo eleitoral.</p>
<p>Na última sexta-feira (2), a PF cumpriu dois mandados de busca e apreensão direcionados a dois suspeitos investigados por um suposto plano contra a Embaixada dos Estados Unidos. </p>
<p>A apuração apontou que os alvos publicavam comentários em redes sociais e, a princípio, não possuem ligação entre si — hipótese que ainda está sob análise. </p>
<p>A informação sobre as suspeitas partiu do governo dos Estados Unidos, que comunicou a embaixada dos EUA no Brasil. Esta acionou o Ministério das Relações Exteriores, que repassou o caso à Polícia Federal.</p>
<p>"Recebemos uma comunicação da embaixada dos Estados Unidos e, como é nosso dever, atuamos para apurar se tem alguma veracidade naqueles dados que nos foram encaminhados", declarou Andrei Rodrigues. </p>
<p>"Cumprimos as medidas judiciais, há um processo sigiloso e, de fato, não comprovamos nenhum elemento concreto que nos apontasse um risco efetivo para essa embaixada ou para qualquer outra embaixada."</p>
<p>O diretor-geral reforçou que o material recolhido não demonstra nenhuma ação prática em andamento. Um inquérito policial foi instaurado para analisar os itens apreendidos e avaliar eventuais desdobramentos da investigação.</p>
<h2>13h07 - O peso dos votos para o Congresso</h2>
<p>Neste domingo de eleição no Brasil, a escolha de deputados estaduais, federais e senadores ganha importância porque pode definir o destino do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), preso por tentativa de golpe de Estado.</p>
<p>A acirrada disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o filho mais velho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), concentra as atenções. Mas a renovação da Câmara dos Deputados e de dois terços do Senado, ambos de maioria conservadora hoje, será decisiva para o futuro presidente.</p>
<p>O voto do Congresso é necessário para a anistia defendida por Flávio Bolsonaro para seu pai, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado contra Lula em 2022.</p>
<p>Michelle (PL-DF) e Carlos Bolsonaro (PL-SC), respectivamente esposa e filho do ex-presidente, disputam dois dos 54 assentos em jogo no Senado.</p>
<p>Jair Renan Bolsonaro (PL-SC), de 28 anos e o mais novo dos filhos homens do ex-presidente, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, que seu meio-irmão, Eduardo, deixou ao se autoexilar nos Estados Unidos em 2025.</p>
<p>Dezenas de pedidos para destituir Alexandre de Moraes, o juiz que conduziu o processo contra Jair Bolsonaro, aguardam tramitação no Senado.</p>
<p>Até agora, eles foram barrados pela presidência da Casa, nas mãos do "centrão", bloco conservador informal. Mas o novo Senado escolherá seu presidente em fevereiro.</p>
<p>Destituir um juiz requer 54 dos 81 votos dos senadores. Flávio Bolsonaro defende um "impeachment" de Moraes.</p>
<p>"É um poder que nunca foi utilizado, mas diversos membros do Senado, especialmente da direita, apontaram que faz parte de sua plataforma, vamos dizer, política", disse à AFP Alvaro Jorge, professor de direito da Fundação Getúlio Vargas.</p>
<p>O Senado também aprova ou rejeita os indicados do presidente para o Supremo Tribunal Federal. Quem vencer as eleições presidenciais poderá indicar quatro de seus 11 integrantes.</p>
<p>Na Câmara dos Deputados disputam-se as 513 cadeiras. Cerca de 80% dos deputados tenta a reeleição no plenário, onde hoje o bolsonarismo tem a maior bancada, mas sem ser maioria. (Com informações da AFP)</p>
<h2>11h08 - Caiado, Zema, Renan Santos e Augusto Cury votam no primeiro turno</h2>
<p>Além de Luiz Inacio Lula da Silva (PT) e Flavio Bolsonaro (PL) os outros quatros candidatos à Presidência que registram índices superiores a 1% nas pesquisas eleitorais votaram na manhã deste domingo (4).</p>
<p>Romeu Zema (Novo) foi às urnas por volta das 9h, na Escola Estadual Delfim Moreira, em Araxá (MG). O candidato entrou na cabine com o celular, o que é proibido pela Justiça Eleitoral. Zema afirmou que não utilizou o aparelho durante o voto. “Se eu tivesse sido alertado, eu entregava na hora”, disse.</p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD) votou no Colégio Estadual Zizi Perillo Caiado, em Nova Crixás (GO), acompanhado do candidato a vice, Gilberto Kassab. Após votar, afirmou que sua proposta é “livrar” a população da violência e dos juros elevados e disse que agora é momento de “aguardar o resultado das urnas”.</p>
<p>Renan Santos (Missão) votou por volta das 10h30 na Escola Estadual Professor José Geraldo de Lima, em Interlagos, na zona sul de São Paulo. Acompanhado por integrantes do partido, afirmou estar “muito esperançoso com o resultado” e voltou a criticar a polarização e o voto útil durante a campanha.</p>
<p>Augusto Cury (Avante) votou às 11h na Emef Coronel José Venâncio Dias, em Colina, no interior paulista, sua cidade natal. Esta é a primeira eleição disputada pelo escritor e psiquiatra. Após votar, Cury segue para Ribeirão Preto, onde acompanhará a apuração. Até a publicação das primeiras informações sobre sua votação, não havia sido divulgada uma declaração do candidato após deixar a urna.</p>
<h2>10h34 - Lula diz que eleitor escolherá entre “regime democrático ou barbárie”</h2>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, votou na manhã deste domingo (4) na Escola Estadual Dr. João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo. Após deixar a seção eleitoral, Lula afirmou que a votação representa uma escolha entre diferentes projetos para o país.</p>
<p>“O que está em jogo é definição de um projeto de Brasil. O povo vai ter que escolher entre o fortalecimento do regime democrático ou a barbárie, entre o desenvolvimento e o atraso”, afirmou o presidente.</p>
<p>Lula também disse estar confiante no resultado e afirmou que respeitará a decisão das urnas. O presidente estava acompanhado, entre outros aliados, do candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), das candidatas ao Senado Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) e do candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT).</p>
<h2>10:05 - Flávio Bolsonaro promete "libertar o povo brasileiro"</h2>
<p>O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, prometeu, neste domingo (4), "libertar o povo brasileiro" se vencer as eleições frente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).</p>
<p>"O Brasil precisa de mudança, o Brasil não aguenta mais tanto sofrimento, tantos impostos altos, tantas mulheres mortas, tanta perseguição política", disse o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019-2022), após votar no Rio de Janeiro.</p>
<h2>9h35 - Lula e Flávio Bolsonaro votam nas primeiras horas do primeiro turno</h2>
<p>A votação do primeiro turno das eleições de 2026 começou às 8h deste domingo (4) em todo o país, pelo horário de Brasília. Os dois principais candidatos à Presidência votaram nas primeiras horas da manhã. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista. O presidente e candidato à reeleição esteve acompanhado de Janja e de aliados, entre eles o vice-presidente Geraldo Alckmin e candidatos da coligação em São Paulo.</p>
<p>Flávio Bolsonaro (PL) chegou por volta das 8h05 à Escola Municipal Barão Homem de Mello, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Acompanhado da mulher, Fernanda Bolsonaro, e de aliados, o candidato votou e depois falou com jornalistas. Flávio afirmou confiar em uma migração de eleitores de outros candidatos para sua candidatura ainda no primeiro turno, citando levantamentos internos de sua campanha.</p>
<p>A votação prossegue até as 17h, pelo horário de Brasília. Eleitores que estiverem na fila nesse horário ainda poderão votar. A divulgação dos resultados começa após o encerramento da votação.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Datafolha: Lula tem 45% e Flávio, 40% em votos válidos no 1º turno   </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/datafolha-lula-tem-45-e-flavio-40-em-votos-validos-no-1-turno</link>
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      <pubDate>Thu, 01 Oct 2026 22:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 1º, a três dias da eleição, mostra Lula com 45% das intenções em votos válidos e Flávio, 40%. Nessa modalidade, são excluídos votos brancos, indecisos e nulos.</p>
<p>Na sequência, aparecem Augusto Cury (Avante) com 4%, empatados em seguida Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 3%. Romeu Zema (Novo), Samara Martins (UP) e Veterinário Wilson Grassi (Democrata) somam 1% cada. Os demais candidatos não pontuaram.</p>
<p>No levantamento anterior, o petista somava 43% dos votos válidos no primeiro turno e seu principal adversário marcava 39%.</p>
<p>Às vésperas da votação, o instituto divulga levantamentos em que se consideram apenas os votos válidos — critério idêntico ao adotado pelo TSE ao descartar brancos, nulos e indecisos. Com essa metodologia, que projeta o cenário exato das urnas, vence no primeiro turno quem alcançar metade dos votos válidos mais um.</p>
<p>Vale lembrar que, para que a disputa acabe no 1º turno, um dos candidatos precisa ter 50% dos votos válidos mais um.</p>
<h2>Cenários de 2º turno</h2>
<p>Veja abaixo os números das quatro simulações de 2º turno.</p>
<p>Lula x Flávio Bolsonaro</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 47%)</p>
<p>Flávio Bolsonaro (PL): 45% (eram 45%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 6% (eram 7%)</p>
<p>Indecisos: 1% (era 1%)</p>
<p>Lula x Ronaldo Caiado</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 46%)</p>
<p>Ronaldo Caiado (PSD): 42% (eram 44%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%)</p>
<p>Indecisos: 1% (era 1%)</p>
<p>Lula x Romeu Zema</p>
<p>Lula (PT): 49% (eram 48%)</p>
<p>Romeu Zema (Novo): 40% (eram 39%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 11%)</p>
<p>Indecisos: 2% (era 1%)</p>
<p>Lula x Renan Santos</p>
<p>Lula (PT): 48% (eram 48%)</p>
<p>Renan Santos (Missão): 39% (eram 39%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 10% (eram 12%)</p>
<p>Indecisos: 2% (eram 2%)</p>
<p>Lula x Augusto Cury</p>
<p>Lula (PT): 47% (eram 46%)</p>
<p>Augusto Cury (Avante): 42% (eram 43%)</p>
<p>Em branco/nulo/nenhum: 9% (eram 9%)</p>
<p>Indecisos: 2% (era 1%)</p>
<p>A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O número de registro da pesquisa no TSE é BR-08039/2026.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O que os presidenciáveis propõem para a segurança das mulheres e o empreendedorismo feminino </title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/o-que-os-presidenciaveis-propoem-para-a-seguranca-das-mulheres-e-o-empreendedorismo-feminino</link>
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      <pubDate>Tue, 15 Sep 2026 20:11:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As políticas para mulheres entram na campanha de 2026 diante de avanços na participação econômica, mas também de desigualdades que permanecem no mercado de trabalho e na divisão do cuidado. </p>
<p>O Brasil tinha 10,4 milhões de mulheres empreendedoras no quarto trimestre de 2024, segundo dados reunidos pelo Sebrae, enquanto elas continuam dedicando aproximadamente o dobro do tempo dos homens aos cuidados de familiares e aos afazeres domésticos.</p>
<p>A violência também permanece no centro do debate. O Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, aumento de 4,7% em relação ao ano anterior, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.</p>
<p>Este texto faz parte de uma série sobre os planos de quem deseja governar o Brasil. O  GSW Brasil  reúne e examina as principais propostas para a segurança das mulheres e o empreendedorismo feminino dos seis candidatos à Presidência mais bem colocados nas pesquisas eleitorais.</p>
<h2>Lula reforça políticas de proteção </h2>
<p>Lula propõe manter o Pacto de Enfrentamento ao Feminicídio como eixo da política contra a violência de gênero e ampliar a rede de atendimento. O programa prevê concluir 30 Casas da Mulher Brasileira, centros que reúnem diferentes serviços de atendimento a mulheres vítimas de violência, e 15 Centros de Referência da Mulher Brasileira. </p>
<p>Também propõe ampliar as Salas Lilás, espaços especializados para acolhimento de vítimas em unidades policiais, e distribuir equipamentos aos estados para melhorar o monitoramento de agressores.</p>
<p>Na autonomia econômica, o plano promete manter a Lei da Igualdade Salarial como referência, ampliar programas de qualificação profissional específicos para mulheres e fomentar o empreendedorismo feminino.</p>
<p>O programa também prevê linhas de crédito favorecidas para agricultoras e extrativistas por meio do Pronaf, programa federal de financiamento para a agricultura familiar, e políticas para ampliar a participação feminina na ciência e na pesquisa.</p>
<p>A política de cuidados aparece associada à inserção das mulheres no mercado de trabalho, por meio do fortalecimento das Cuidotecas, espaços destinados ao atendimento de crianças de 3 a 12 anos, além do investimento em lavanderias públicas, cozinhas solidárias, restaurantes populares e formação profissional de cuidadores.</p>
<h2>Flávio Bolsonaro e o Brasil por Elas</h2>
<p>Flávio Bolsonaro reúne suas propostas em um capítulo chamado Brasil por Elas. O programa prevê a criação da Central da Mulher e de um aplicativo que concentraria acesso a serviços, denúncias, orientação e informações.</p>
<p>O plano propõe fornecer pacotes de internet para mulheres que não tenham condições de contratá-los, ampliar mecanismos digitais de denúncia e integrar medidas protetivas ao monitoramento eletrônico de agressores.</p>
<p>Na área econômica, prevê orientação financeira, qualificação profissional, intermediação de vagas e apoio à abertura de empresas. A proposta inclui ainda um banco de dados para conectar mulheres a oportunidades de emprego e empresas em busca de trabalhadores.</p>
<p>O programa também prevê ampliação de creches e espaços de acolhimento para vítimas de violência, além de medidas de regularização habitacional para mulheres que necessitem reconstruir sua autonomia.</p>
<h2>Augusto Cury e a autonomia econômica</h2>
<p>Augusto Cury apresenta o projeto Mulheres Vivas, voltado à proteção contra a violência, à autonomia econômica e à saúde emocional.</p>
<p>O plano prevê uma política nacional integrada de prevenção ao feminicídio, articulando forças de segurança, Justiça, assistência social e saúde, além de botões de alerta com geolocalização, aplicativos de emergência, monitoramento eletrônico de agressores quando determinado judicialmente e protocolos prioritários para mulheres classificadas como de alto risco.</p>
<p>Para vítimas de violência e mulheres vulneráveis, o programa propõe acesso prioritário a qualificação profissional, empregabilidade, empreendedorismo, educação financeira, microcrédito e financiamento.</p>
<p>O candidato também propõe investigar diferenças nas condições de crédito concedido a homens e mulheres e desenvolver, em articulação com Banco Central, instituições financeiras, Sebrae e universidades, mecanismos de transparência capazes de identificar distorções. A proposta é estimular modelos de avaliação de risco que levem mais em consideração histórico de pagamento, capacidade financeira e comportamento de crédito.</p>
<p>O Mulheres Vivas ainda prevê reforço à fiscalização da igualdade salarial, estímulo à presença feminina em posições de liderança, políticas de saúde integral e programas de educação emocional e cidadania digital para meninas e mulheres.</p>
<h2>Caiado propõe rede nacional de proteção</h2>
<p>Caiado dedica um capítulo específico às mulheres. O plano propõe integrar nacionalmente informações sobre medidas protetivas, cadastros de risco e alertas e ampliar mecanismos de monitoramento de agressores.</p>
<p>Para mulheres vítimas de violência, prevê atendimento integrado de segurança, assistência social e saúde, além de canais digitais e transporte protegido, inclusive em regiões rurais.</p>
<p>No mercado de trabalho, Caiado propõe ações de qualificação, combate ao assédio e estímulo à presença feminina em posições de liderança. Também prevê criar o selo “Empresa pela Igualdade”, concedido segundo critérios públicos.</p>
<p>No empreendedorismo feminino, o programa propõe garantias de crédito, educação financeira, mentoria, redes de apoio e participação em compras, com atenção especial a mulheres de baixa renda. Para mulheres rurais, prevê formação, bolsas, extensão, apoio à sucessão e acesso a ativos produtivos.</p>
<h2>Renan Santos aposta em medidas gerais </h2>
<p>O programa de Renan Santos não apresenta um capítulo específico dedicado às mulheres ou ao empreendedorismo feminino no resumo executivo enviado.</p>
<p>As propostas econômicas defendem redução de barreiras ao empreendedorismo, aumento da produtividade, revisão de programas assistenciais e criação de zonas econômicas especiais, mas são formuladas para o conjunto da população e das empresas.</p>
<p>No documento analisado, não há uma política nacional específica de crédito, capacitação ou incentivo ao empreendedorismo feminino com desenho próprio. Por isso, não é possível atribuir ao candidato medidas direcionadas às mulheres que não estejam expressamente apresentadas no plano.</p>
<h2>Zema e as políticas de proteção</h2>
<p>O plano de Zema não apresenta um capítulo autônomo dedicado às mulheres no sumário principal, mas distribui propostas relacionadas ao tema entre segurança, trabalho, saúde e políticas sociais.</p>
<p>Na segurança pública, o candidato propõe ampliar a rede de delegacias especializadas da mulher, com funcionamento 24 horas e equipes preferencialmente femininas, e facilitar o acesso aos canais de denúncia.</p>
<p>Na economia, as propostas gerais de redução da burocracia para contratação, simplificação da abertura de negócios, diminuição de encargos e ampliação da concorrência no crédito alcançariam também empreendedoras, mas o documento não apresenta, nos trechos dedicados ao desenvolvimento econômico, uma política de empreendedorismo feminino com desenho próprio comparável às propostas específicas de alguns dos demais candidatos.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Meta substitui checagem profissional por Notas da Comunidade em 16 países e enfrenta críticas; entenda</title>
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      <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 19:33:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Meta anunciou, nesta quarta-feira, 9, que começou a testar suas  Notas da Comunidade em 16 países de língua espanhola da América Latina . O mecanismo é pensado para substituir o programa de checagem profissional de conteúdos realizado por jornalistas na região.</p>
<p>O anúncio foi imediatamente questionado pela  Rede Internacional de Checagem de Fatos  (IFCN, na sigla em inglês), que afirmou que o  programa da Meta "não é suficiente quando se trata de reduzir o impacto de informações falsas prejudiciais"  nas redes sociais. </p>
<p>O sistema colaborativo é inspirado no modelo usado pela rede social X, de Elon Musk, e foi desenvolvido para substituir as checagens realizadas por redações e agências especializadas, programa que a Meta encerrou nos Estados Unidos no ano passado.</p>
<p>A medida abrange  Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai  e  Venezuela.</p>
<p>O Brasil, que realizará eleições presidenciais em outubro e é o maior mercado das plataformas da Meta na região, não foi incluído.</p>
<p>"O lançamento completo em determinado país, que inclui começar a publicar Notas da Comunidade e migrar gradualmente o programa de checagem independente, ocorrerá quando tivermos confiança de que o produto funciona corretamente", afirmou a Meta em comunicado.</p>
<p>Phil Chetwynd, diretor de Informação da AFP, afirmou nesta quarta-feira que as equipes de checagem da agência na região realizaram durante oito anos "um trabalho excepcional", elogiado pela própria Meta.</p>
<p>Chetwynd ressaltou que os dois sistemas não deveriam ser tratados como alternativas. "Pesquisas confiáveis sugerem que as Notas da Comunidade só podem ser eficazes quando os colaboradores podem se apoiar em jornalismo verificado, produzido de forma ética, e em outras fontes de alta qualidade ao redigir suas notas", afirmou.</p>
<p>"A checagem de fatos e as Notas da Comunidade devem andar de mãos dadas. O que importa é a qualidade das notas, não a quantidade", acrescentou.</p>
<h2>Avanço da extrema direita</h2>
<p>O anúncio ocorre em um momento em que um  número crescente de candidatos conservadores e de extrema direita chegou à Presidência de países latino-americanos com promessas de desregulamentação, políticas de linha-dura e resultados rápidos no combate ao narcotráfico e ao crime . Esses políticos têm como referências os presidentes salvadorenho, Nayib Bukele, e americano, Donald Trump, e receberam apoio dos Estados Unidos.</p>
<p>Eles adotam fortes estratégias nas redes sociais, onde circula desinformação, para promover sua imagem e disseminar propaganda. Em El Salvador, foi identificado o uso de "fazendas de trolls" para criar simpatizantes fictícios e simular apoio ao governo.</p>
<p>Muitos buscam projetar uma imagem de governantes de ação: o presidente do Equador aparece de colete à prova de balas em operações policiais; o da Colômbia, vestido de verde-oliva ao lado de militares e entre sacos brancos com corpos de guerrilheiros; e o do Chile, na árida fronteira com a Bolívia ao anunciar uma vala para impedir a passagem de migrantes.</p>
<p>Em sua maioria, esses governantes — assim como líderes na Europa e nos Estados Unidos — se opõem a programas de checagem de conteúdos nas redes sociais, que acusam de serem tendenciosos.</p>
<p>A Meta lançou as Notas da Comunidade nos Estados Unidos em janeiro de 2025. Segundo a empresa, trata-se de "uma forma colaborativa para que as pessoas que usam nossas plataformas acrescentem informações de contexto às publicações no Facebook, Instagram e Threads".</p>
<p>De acordo com a Meta, as Notas da Comunidade reúnem "mais de 1,4 milhão de colaboradores, que produziram mais de 50.000 publicações" desde o lançamento.</p>
<p>"O programa de Notas da Comunidade, por si só, simplesmente não é suficiente quando se trata de reduzir o impacto de informações falsas prejudiciais nas plataformas de redes sociais", afirmou em comunicado Angie Holan, diretora da IFCN.</p>
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        <media:title>metad</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[AFP, Global South World]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Anvisa aprova Aquipta e amplia opções para prevenção da enxaqueca</title>
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      <pubDate>Wed, 09 Sep 2026 14:37:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta terça-feira, 8, o registro do Aquipta, nome comercial do atogepanto hidratado, medicamento indicado para adultos com pelo menos quatro episódios mensais de enxaqueca. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União, pela Resolução RE nº 3.458/2026, com validade até setembro de 2036.</p>
<p>O remédio pertence à classe dos gepants, que bloqueiam o receptor do peptídeo relacionado ao gene da calcitonina, o CGRP, molécula com papel central na transmissão da dor durante as crises.</p>
<p>Essa é a segunda substância dessa classe aprovada no Brasil. Em maio, a Anvisa já havia liberado o Nurtec ODT, rimegepant da Pfizer, para tratamento agudo e prevenção da enxaqueca episódica.</p>
<h2>Comprimido em vez de injeção </h2>
<p>A diferença em relação aos anticorpos monoclonais que também atuam sobre o CGRP, já disponíveis no país, está na via de administração: os gepants são comprimidos, tomados por via oral, enquanto os anticorpos são aplicados por injeção. </p>
<p>O atogepanto já havia sido aprovado nos Estados Unidos pelo FDA e na União Europeia pela EMA, onde recebeu autorização em 2023 para prevenção e, em 2026, teve a indicação ampliada também para tratamento de crises agudas.</p>
<p>A Anvisa autorizou duas apresentações do Aquipta, comprimidos de 10 mg e de 60 mg, em caixas com 28 unidades. A dose recomendada é de 60 mg uma vez ao dia, com a versão de 10 mg reservada a ajustes em pacientes que usam determinados inibidores de enzimas hepáticas.</p>
<p>A eficácia do medicamento foi avaliada nos estudos de fase 3 Advance e Progress, financiados pela Allergan, incorporada pela AbbVie. Entre os pacientes que receberam 60 mg diários, a redução média foi de 6,9 dias de enxaqueca por mês, contra 5,1 dias no grupo que recebeu placebo. Os efeitos adversos mais comuns foram constipação e náusea, relatados por cerca de 10% dos participantes na dose de 60 mg.</p>
<p>Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, a cefaleia atinge entre 30 e 34 milhões de pessoas no Brasil, cerca de 15% da população, proporção que acompanha a média global apontada pela própria Anvisa. </p>
<p>A enxaqueca é uma doença neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, muitas vezes acompanhadas de náusea, vômito e sensibilidade à luz e ao som.</p>
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        <media:title>enxaqueca</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Pisa 2025: Brasil segue abaixo da média da OCDE em matemática, ciências e leitura</title>
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      <pubDate>Tue, 08 Sep 2026 17:59:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Brasil teve desempenho inferior à média dos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) nas três áreas avaliadas pelo  Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) 2025 . Os resultados foram divulgados nesta terça-feira, 8.</p>
<p>Entre os 89 países participantes, o Brasil ficou na  71ª posição em matemática , na  67ª em ciências  e na  52ª em leitura .</p>
<p>Em matemática, os estudantes brasileiros alcançaram  377 pontos , contra uma média de  463 pontos  entre os países da OCDE. Em ciências, foram  409 pontos , ante 482 da média da organização. Já em leitura, o Brasil marcou  408 pontos , enquanto a média da OCDE foi de 463.</p>
<h2>O que é o Pisa?</h2>
<p>O Pisa é uma avaliação internacional coordenada pela  OCDE  que mede, a cada ciclo, conhecimentos e habilidades de estudantes de aproximadamente 15 anos. </p>
<p>O objetivo não é apenas verificar o domínio do conteúdo escolar, mas avaliar a capacidade dos alunos de  aplicar conhecimentos para resolver problemas e enfrentar situações da vida real .</p>
<p>A prova é realizada em diversos países e permite comparar os sistemas educacionais a partir de três áreas principais:  matemática, leitura e ciências . A cada edição, uma dessas áreas recebe maior ênfase. Os resultados também permitem acompanhar a evolução do desempenho dos países ao longo do tempo.</p>
<p>Por isso, o  Pisa é utilizado como um dos principais indicadores internacionais para analisar a qualidade e os desafios dos sistemas de ensino .</p>
<h2>Brasil fica atrás de 5 países latino-americanos</h2>
<p>Na comparação com outros países da América Latina, o desempenho brasileiro foi considerado intermediário. O país ficou atrás de  Uruguai, Chile, Costa Rica, Colômbia e México  no resultado geral, mas superou  Peru, Equador, Argentina, El Salvador e Paraguai .</p>
<p>Nenhum dos países latino-americanos participantes atingiu a média geral da OCDE nas áreas avaliadas.</p>
<p>A situação varia conforme a disciplina. Em  matemática , o Brasil teve desempenho inferior ao de Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia.</p>
<p>Já em  leitura , a posição brasileira foi relativamente melhor: o país ficou atrás apenas de  Chile e Uruguai  entre os latino-americanos considerados na comparação.</p>
<h2>Resultado é semelhante ao de 2022</h2>
<p>Apesar da posição no ranking, os resultados indicam  pouca mudança no desempenho brasileiro em relação ao Pisa 2022 .</p>
<p>Na edição anterior, o país havia registrado  379 pontos em matemática, 403 em ciências e 410 em leitura . Em 2025, os resultados foram de 377, 409 e 408 pontos, respectivamente.</p>
<p>A comparação mostra, portanto, uma pequena queda em matemática e leitura e uma leve melhora em ciências, sem alteração significativa do quadro geral de desempenho dos estudantes brasileiros.</p>
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        <media:title>Escola</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>PM lança bombas de efeito moral contra manifestantes na região da Avenida Paulista</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/pm-lanca-bombas-de-efeito-moral-contra-manifestantes-na-regiao-da-avenida-paulista</link>
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      <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 19:34:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Poucas horas antes do ato de campanha de Flávio Bolsonaro (PL) marcado para a avenida Paulista neste 7 de Setembro, grupos contrários ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), realizaram manifestações em dois pontos próximos à avenida. Em um deles, na rua Carlos Comenale, atrás do Museu de Arte de São Paulo (Masp), houve confronto com a Polícia Militar.</p>
<p>Desde a manhã, manifestantes começaram a se concentrar nas imediações da rua Carlos Comenale e da alameda Santos. Portando cartazes com mensagens contra Tarcísio, os manifestantes permaneceram próximos aos acessos à Paulista, onde apoiadores de Flávio Bolsonaro começavam a chegar para o ato marcado para as 15h.</p>
<p>A PM bloqueou o acesso à avenida Paulista pela Carlos Comenale. Segundo policiais ouvidos pela imprensa, um grupo de manifestantes tentou avançar em direção à avenida. Os agentes usaram bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral para dispersá-los.</p>
<h2>Bombas explodindo</h2>
<p>Vídeos registrados no local e publicados nas redes sociais mostram as bombas explodindo e manifestantes deixando a área em meio à fumaça. Por volta das 13h30, a situação já estava controlada e a Cavalaria da Polícia Militar permanecia no local. Até o início da tarde, não haviam sido divulgadas informações oficiais sobre feridos ou detenções. Procurada, a PM afirmou que os dados sobre a ocorrência seriam divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), que ainda não havia se manifestado.</p>
<p>O episódio aconteceu em uma região submetida a um forte esquema policial devido às diferentes manifestações programadas para o 7 de Setembro. Pela manhã, o candidato presidencial Romeu Zema (Novo) também realizou um ato na avenida Paulista, no qual fez críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à repercussão de novas revelações sobre mensagens e contatos entre o magistrado e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.</p>
<p>Esta reportagem está em atualização.</p>
]]></description>
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        <media:title>Confronto Av. Paulista</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula participa de desfile de 7 de Setembro ao lado dos presidentes do STF, da Câmara e do Senado</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/lula-participa-de-desfile-de-7-de-setembro-ao-lado-dos-presidentes-do-stf-da-camara-e-do-senado</link>
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      <pubDate>Mon, 07 Sep 2026 16:23:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu nesta segunda-feira (7) as comemorações da Independência do Brasil, em Brasília, em uma cerimônia que projetou uma imagem de coesão institucional após as turbulências provocadas por novas denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada. A mensagem foi reforçada pela presença dos líderes dos Três Poderes: o presidente do STF, Edson Fachin, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, acompanharam Lula no palanque montado para o desfile cívico-militar.</p>
<p>A presença feminina ganhou destaque em uma parada organizada em torno de três eixos: soberania nacional, combate à violência contra a mulher e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil. O governo também reforçou, ainda que indiretamente, sua posição diante dos recentes atritos com os Estados Unidos. Em meio às tarifas impostas pelo governo de Donald Trump e às divergências entre Brasília e Washington, a cerimônia adotou como tema “Soberania, a força que une o Brasil”.</p>
<h2>Limites institucionais</h2>
<p>Em ano eleitoral, Lula e integrantes do governo procuraram manter o desfile dentro dos limites institucionais e evitar elementos que pudessem caracterizar propaganda eleitoral. O tom político ficou mais evidente no pronunciamento de Lula pelo 7 de Setembro, transmitido em rede nacional de rádio e televisão. “Um país soberano é aquele capaz de defender seu território, suas fronteiras, seu meio ambiente, suas riquezas e seu povo de qualquer interesse estrangeiro”, afirmou o presidente.</p>
<p>Lula também fez uma alusão a uma das bandeiras de sua campanha pela reeleição: a redução da jornada de trabalho. Ao falar sobre o significado da independência para os brasileiros, defendeu que trabalhadores tenham mais tempo para ficar com suas famílias, em uma referência à discussão sobre o fim da escala 6x1. Durante o desfile, integrantes do público também fizeram manifestações em defesa da proposta.</p>
<h2>Contraposição a Bolsonaro</h2>
<p>O tom sóbrio da celebração em Brasília marcou um contraste com o 7 de Setembro de 2022, quando Jair Bolsonaro também disputava a reeleição. Naquele ano, as comemorações tinham um significado especial por marcar o Bicentenário da Independência e contaram, em Brasília, com a presença do então presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Bolsonaro, porém, participou após a cerimônia oficial de um ato de forte caráter eleitoral, no qual discursou ao lado de apoiadores.</p>
<p>Entre eles estavam o empresário Luciano Hang, dono da Havan, e o pastor Silas Malafaia, que também discursaram no evento. Bolsonaro fez referências diretas à eleição, pediu apoio à sua reeleição e apresentou afirmações posteriormente classificadas como falsas ou distorcidas por agências de checagem. Hang também ocupou lugar de destaque na tribuna de honra durante o desfile oficial, chegando a ficar entre Bolsonaro e o presidente português.</p>
<p>A utilização política das comemorações de 2022 teve consequências posteriores na Justiça Eleitoral. Em outubro de 2023, o Tribunal Superior Eleitoral concluiu que Bolsonaro e seu então candidato a vice, Walter Braga Netto, cometeram abuso de poder político e econômico nas celebrações do Bicentenário em Brasília e no Rio de Janeiro. O tribunal considerou comprovado o desvio de finalidade eleitoral de bens, recursos e serviços públicos empregados nos eventos e declarou ambos inelegíveis por oito anos, contados a partir das eleições de 2022.</p>
]]></description>
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        <media:credit role="photographer">EVARISTO SA</media:credit>
        <media:credit role="provider">AFP</media:credit>
        <media:title>AFP__20260907__C7KD32N__v1__HighRes__BrazilIndependenceDayParade</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Daniel Hessel Teich]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Orçamento de 2027 prevê inflação de 3,6%; veja o que pode mudar no seu bolso</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/orcamento-de-2027-preve-inflacao-de-3-6-veja-o-que-pode-mudar-no-seu-bolso</link>
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      <pubDate>Tue, 01 Sep 2026 13:31:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal enviou ao Congresso nesta segunda-feira, 31, sua proposta de  Orçamento para 2027.  É o documento que reúne as previsões para a economia e estabelece quanto a União espera arrecadar e gastar no próximo ano.</p>
<p>O Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa), apresentado à imprensa pelos ministros Dario Durigan (Fazenda) e Bruno Moretti (Planejamento), confirma a previsão,  já divulgada pelo GSW Brasil , de que  o salário mínimo passe dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 em janeiro, aumento de R$ 120, ou 7,4% . O valor ainda não é definitivo porque depende da inflação acumulada até novembro. Pela regra atual, o reajuste repõe a inflação e acrescenta um ganho acima dela, calculado a partir do crescimento da economia e limitado pelas regras fiscais.</p>
<p>O mínimo não determina apenas o pagamento de quem recebe esse salário. Também  é referência para aposentadorias e pensões do INSS, Benefício de Prestação Continuada (BPC), seguro-desemprego e abono salarial. Por isso, seu reajuste alcança milhões de pessoas e também aumenta despesas do governo.</p>
<h2>Preços devem continuar subindo, mas em ritmo menor</h2>
<p>Para montar o Orçamento,  o governo considerou inflação de 3,60% em 2027 . Isso não significa queda de preços. Se a previsão se confirmar, produtos e serviços continuarão ficando mais caros, em média, mas em ritmo menor.</p>
<p>A projeção está  abaixo dos 4,28% esperados pelo mercado financeiro, segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira, 31.  O Focus reúne previsões de instituições e profissionais do mercado.</p>
<p>Também há uma diferença importante em relação ao crescimento da economia.  O governo trabalha com avanço de 2,46% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a mediana das projeções reunidas pelo Focus está em 1,50% . A apresentação do Orçamento confirma os 2,46% usados pela equipe econômica.</p>
<p>Essa diferença importa porque uma economia que cresce mais tende a favorecer emprego e renda e também a aumentar a arrecadação de impostos. Se a atividade avançar menos do que o governo prevê, as receitas podem ficar abaixo do esperado.</p>
<p>Os juros, por sua vez, devem continuar pesando . O governo elevou de 10,55% para 12,53% sua estimativa para a Selic acumulada em 2027.  Juros altos tornam mais caros empréstimos, financiamentos e compras a prazo e aumentam os custos das empresas que recorrem ao crédito.</p>
<h2>Bolsa Família não tem reajuste previsto</h2>
<p>O projeto destina R$ 157,1 bilhões ao Bolsa Família e  não prevê reajuste do benefício em 2027.  Para o BPC, pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que atendam aos critérios do programa, são R$ 145,1 bilhões. Os benefícios da Previdência somam R$ 1,169 trilhão.</p>
<p>Na Saúde, estão previstos R$ 272,2 bilhões, exatamente o mínimo exigido pelas regras atuais. A Educação terá R$ 141,2 bilhões, pouco acima do piso de R$ 138,8 bilhões. Para investimentos, a proposta reserva R$ 133,8 bilhões, ante um mínimo de R$ 88,7 bilhões.</p>
<p>Ao mesmo tempo, diminuiu o espaço previsto para despesas sobre as quais o Executivo tem maior poder de decisão. Esse montante, que inclui recursos para manter ministérios e políticas públicas funcionando e realizar investimentos, ficou em R$ 266,8 bilhões, R$ 7,9 bilhões abaixo do previsto anteriormente para 2027.</p>
<p>Isso não significa, por si só, corte de R$ 7,9 bilhões em Saúde ou Educação. A redução atinge o conjunto desses gastos mais flexíveis e mostra que o governo terá menos espaço para acomodar novas despesas e prioridades.</p>
<h2>Governo prevê terminar o ano no azul</h2>
<p>A proposta estima que o governo federal termine 2027 com R$ 18,6 bilhões a mais em receitas do que em despesas, sem contar os juros da dívida pública. É o chamado superávit primário.</p>
<p>A previsão considera R$ 2,849 trilhões em receitas, depois das transferências para estados e municípios, e R$ 2,830 trilhões em gastos com Previdência, salários, benefícios, serviços e políticas públicas.</p>
<p>Mas quem acompanhar as notícias sobre o Orçamento também encontrará outro número: R$ 83,4 bilhões. A diferença ocorre porque a legislação permite retirar determinadas despesas da conta usada para verificar se o governo cumpriu sua meta. Entre elas estão parte dos precatórios, dívidas que a União foi condenada definitivamente pela Justiça a pagar.</p>
<p>Feitas essas exclusões, o saldo considerado para a meta chega a R$ 83,4 bilhões. O objetivo estabelecido para 2027 é de R$ 73,2 bilhões, o que deixa uma margem de R$ 10,1 bilhões pelas contas apresentadas pelo governo.</p>
<h2>Há pouco espaço para aumentar alguns gastos</h2>
<p>O Orçamento também carrega consequências de resultados fiscais dos anos anteriores.  Como o governo registrou déficit em 2025, uma regra limita a 0,6% acima da inflação o crescimento das despesas com pessoal do Executivo em 2027, com exceção de pagamentos determinados pela Justiça. Na prática, isso restringe o espaço para aumentos reais de gastos com servidores.</p>
<p>Outra regra limita o crescimento de despesas que têm receitas específicas destinadas por lei. O Ministério do Planejamento calcula que esse mecanismo conterá cerca de R$ 8,9 bilhões em gastos em 2027.</p>
<p>Essas restrições ajudam o governo a tentar fechar as contas no azul, mas também diminuem sua liberdade para ampliar despesas.</p>
<h2>Um Orçamento preparado antes da eleição</h2>
<p>Há ainda uma particularidade importante: o Orçamento 2027 será executado no primeiro ano do mandato presidencial que começa em janeiro.</p>
<p>Quem assumir não poderá simplesmente descartar o Orçamento nem decidir livremente o destino de todo o dinheiro.  Boa parte das despesas é obrigatória, determinada pela Constituição ou por leis. Na proposta para 2027, elas representam 91,7% das despesas primárias.</p>
<p>Também precisam ser respeitados os pisos de Saúde e Educação e as regras fiscais em vigor. O salário mínimo segue uma fórmula definida em lei. Para mudar essas regras, não basta uma decisão do presidente: é necessária alteração na legislação.</p>
<p>Há, porém, uma parcela do Orçamento em que o Executivo tem maior poder de escolha. É justamente o dinheiro usado para custear parte do funcionamento do governo, programas e investimentos.  O presidente que tomar posse poderá mudar prioridades nessa parcela e também propor ao Congresso alterações no Orçamento e nas próprias políticas públicas.</p>
<p>Antes disso, o projeto ainda será analisado pelos deputados e senadores, que poderão modificar a distribuição dos recursos. O Orçamento apresentado agora, portanto, estabelece o ponto de partida para 2027, mas nem todas as escolhas feitas pelo atual governo necessariamente permanecerão iguais depois da eleição.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Com 191 candidaturas, eleições de 2026 têm recorde de participação indígena</title>
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      <pubDate>Tue, 18 Aug 2026 18:23:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Com  191  candidaturas registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), as eleições de 2026 alcançam o  maior número de representantes indígenas  desde 2014, ano em que a Corte passou a incluir dados de cor e raça nos registros.</p>
<p>São 75 candidaturas a deputado federal, 99 para as Assembleias Legislativas e três para deputado distrital no Distrito Federal.</p>
<p> A disputa também inclui quatro candidatos ao Senado, três aos governos estaduais -- incluindo Jerônimo Rodrigues (PT), atual governador e candidato à reeleição pela Bahia --, dois a vice-governador e cinco candidatos a suplente de senador.</p>
<p>O número representa um crescimento expressivo em relação às eleições anteriores. Em 2014, foram registradas 85 candidaturas indígenas. Em 2018, 133 e, em 2022, 186.</p>
<p>A disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados também alcança o maior patamar da série histórica: eram 25 candidaturas indígenas em 2014, 39 em 2018 e 59 em 2022, antes de chegar às 75 registradas neste ano.</p>
<p>Os dados mostram que o crescimento da participação indígena nas eleições não está concentrado em um único povo ou território.</p>
<p>Um levantamento da  APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil)  mostra que as candidaturas reúnem  64 povos indígenas :</p>
<p>O crescimento das candidaturas ocorre em paralelo à consolidação de lideranças indígenas na política institucional, movimento que ganhou força ao longo das últimas eleições e ampliou a presença dos povos originários em diferentes níveis do poder público. </p>
<p>A série histórica iniciada em 2014 mostra uma ampliação constante dessa participação nas disputas eleitorais, tanto para cargos proporcionais, como deputados federais e estaduais, quanto para cargos majoritários, como Senado e governos estaduais.</p>
<h2>Mulheres indígenas</h2>
<p>As mulheres também representam uma parcela significativa das candidaturas. Segundo o levantamento da APIB, foram 84 mulheres indígenas entre os registros analisados, cerca de 44% do total. </p>
<p>Em 2014, elas eram 29 das 85 candidaturas. O número chegou a 49 em 2018 e a 85 em 2022, mostrando que a presença feminina se consolidou entre as candidaturas indígenas nas eleições gerais.</p>
<p>O crescimento ocorre depois de uma trajetória de maior participação dos povos indígenas na política institucional. Em 1982, Mário Juruna, do povo Xavante, tornou-se o primeiro indígena eleito deputado federal no Brasil.</p>
<p> Em 2018, Joenia Wapichana foi eleita a primeira mulher indígena para a Câmara dos Deputados. Nas eleições de 2022, Sonia Guajajara e Célia Xakriabá foram eleitas deputadas federais, ampliando a representação indígena no Congresso Nacional.</p>
<p>Para a APIB, o aumento das candidaturas representa mais do que uma marca numérica e está relacionado à trajetória de mobilização política construída pelos povos indígenas nos territórios.</p>
<p> “Chegar a 191 candidaturas indígenas representa um dado eleitoral e a prova concreta de uma caminhada histórica de resistência e de cobrança dos nossos povos por espaço e respeito no poder”, afirma Marcos Sabaru, um dos coordenadores políticos da Campanha Indígena. </p>
<p>Segundo ele, a presença indígena ainda revela a falta de representação nas estruturas de decisão do país. “Essa realidade evidencia a ausência que ainda persiste nas estruturas de decisão do país”, diz.</p>
<p>A entidade também destaca a presença de candidatos de diferentes povos e regiões como parte desse processo de ampliação da participação política.</p>
<p> “Essa presença nasce dos territórios e amplia, com força política, nossa exigência de participação efetiva nos rumos do Brasil”, afirma Sabaru. </p>
<p>No dia 19 de agosto, a APIB e suas organizações regionais de base devem apresentar a Bancada Indígena 2026, formada por candidaturas indicadas pelas organizações de base. </p>
<p>Segundo Dinamam Tuxá, coordenador executivo da APIB, a iniciativa pretende levar para a disputa eleitoral propostas construídas pelo movimento indígena. </p>
<p>“A Bancada Indígena que apresentaremos no dia 19 nasce das organizações de base e leva para as eleições um projeto construído pelo movimento indígena”, afirma.</p>
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        <media:credit role="provider">Antonio Augusto/TSE</media:credit>
        <media:title>candidaturas indígenas 2</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Lula lança campanha à reeleição no estádio que marcou início de sua trajetória política</title>
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      <pubDate>Sun, 16 Aug 2026 16:32:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou oficialmente neste domingo (16) sua campanha à reeleição à Presidência da República em um dos lugares mais simbólicos de sua trajetória política. No Estádio Municipal Primeiro de Maio, na Vila Euclides, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, o petista discursou por cerca de 30 minutos para um público que ocupou boa parte do campo e das arquibancadas.</p>
<p>Com o lema  “O Brasil pronto para mais” , acompanhado da frase  “Onde tudo começou” , o ato recuperou episódios da trajetória de Lula desde os anos em que era metalúrgico e líder sindical até as duas passagens pela prisão. A escolha do estádio, conhecido historicamente como Vila Euclides, reforçou a estratégia de associar a campanha às origens políticas do presidente. </p>
<p>Logo no início da fala, Lula explicou o uso do chapéu que tem aparecido em suas aparições públicas. O presidente contou que passou por sessões de radioterapia para tratar um câncer de pele e, por orientação, precisa evitar a exposição da cabeça ao sol. Em seguida, disse que, apesar do acessório, iria “tirar o chapéu” para o público presente. Durante o discurso, Lula relembrou a história da mãe, Eurídice Ferreira de Melo, a dona Lindu, falou sobre a carreira política e mencionou os períodos em que esteve preso. Ao defender a busca por um quarto mandato, afirmou que pretende impedir que a direita volte a governar o país.</p>
<h2>A lembrança de Vavá e a crítica a Toffoli</h2>
<p>Ao relembrar os períodos em que esteve preso, Lula também fez uma crítica ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao comparar duas situações ocorridas em momentos políticos distintos.</p>
<p>O presidente lembrou que, durante a ditadura militar, quando ainda era líder sindical, um delegado permitiu que ele deixasse a prisão para acompanhar o velório de sua mãe. Em seguida, fez referência à prisão de 2019, quando estava detido em Curitiba e foi impedido de acompanhar o velório e o enterro do irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá. </p>
<p>Na ocasião, Toffoli autorizou que Lula se encontrasse com familiares em uma unidade militar, mas a decisão foi divulgada quando o sepultamento já estava em andamento, inviabilizando a participação do ex-presidente na cerimônia.</p>
<h2>Soberania em meio à tensão com os EUA</h2>
<p>Outro eixo do discurso foi a defesa da soberania nacional. Lula afirmou que o Brasil não deve se submeter aos interesses de nenhuma potência estrangeira e citou tanto os Estados Unidos quanto a China ao defender a autonomia do país nas relações internacionais.</p>
<p>A fala ocorre em um momento de forte tensão diplomática e comercial entre Brasília e Washington. O governo Donald Trump impôs novas tarifas sobre produtos brasileiros, com alíquotas que podem chegar a 37,5% em determinados casos. Em resposta, o Brasil acionou a Lei da Reciprocidade Econômica e também levou a disputa à Organização Mundial do Comércio (OMC).</p>
<p>Ao incorporar o tema à largada da campanha, Lula tenta apresentar a soberania como uma das marcas de sua candidatura e reforça a ideia de que o Brasil deve manter relações comerciais e diplomáticas sem ficar subordinado a Estados Unidos, China ou qualquer outra potência.</p>
<h2>Janja homenageia Marisa Letícia</h2>
<p>A primeira-dama Janja da Silva também participou do ato e fez uma homenagem que chamou a atenção do público ao lembrar Marisa Letícia, ex-mulher de Lula, que morreu em  3 de fevereiro de 2017 .</p>
<p>Janja destacou a participação de Marisa na construção do Partido dos Trabalhadores e lembrou que ela ajudou a costurar a primeira bandeira da legenda. A homenagem também recuperou o papel de mulheres que participaram dos primeiros anos do movimento sindical e da formação do PT.</p>
<p>“Essas mulheres foram de uma força importante e, sem a presença delas, essa história poderia ser diferente”, afirmou Janja durante o discurso.</p>
<p>A menção a Marisa ganhou peso justamente em um evento marcado pela recuperação da memória da origem política de Lula. Antes de chegar à Presidência, o petista construiu sua liderança no movimento sindical do ABC ao lado de trabalhadores e de militantes que participaram das greves que desafiaram a ditadura militar no fim dos anos 1970.</p>
<p>O estádio Primeiro de Maio, antigo Vila Euclides, foi o principal palco dessa história. Foi ali que Lula liderou assembleias que reuniram dezenas de milhares de metalúrgicos durante as greves do ABC. Décadas depois, o mesmo espaço voltou a receber o presidente para o primeiro ato público de sua campanha em busca de um quarto mandato.</p>
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        <media:credit role="photographer">Foto: Ricardo Stuckert</media:credit>
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      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[Larissa Pereira]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Governo eleva projeção do salário mínimo para R$ 1.741 em 2027</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/governo-eleva-projecao-do-salario-minimo-para-r-1741-em-2027</link>
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      <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 14:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O governo federal elevou  de R$ 1.717 para R$ 1.741  a projeção do salário mínimo para 2027, segundo a  Folha de S.Paulo . Se confirmado, o valor representará um  reajuste de 7,4%  sobre o piso atual, de R$ 1.621.</p>
<p>A nova estimativa deverá constar do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será  enviado pelo governo ao Congresso Nacional até 31 de agosto.  O valor ainda não é definitivo e poderá mudar antes de entrar em vigor, em 1º de janeiro.</p>
<p>O piso também serve de referência para aposentadorias e outros benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e para o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Por isso, qualquer aumento também eleva despesas obrigatórias do governo federal.</p>
<p>Cálculos feitos pelo governo em abril indicavam que  cada R$ 1 acrescentado ao salário mínimo aumenta as despesas federais em cerca de R$ 413,2 milhões . A diferença de R$ 24 entre a projeção anterior e a atual poderia, portanto, acrescentar aproximadamente R$ 9,9 bilhões aos gastos em 2027.</p>
<h2>Por que a projeção aumentou</h2>
<p>A revisão ocorreu principalmente por causa do aumento da inflação esperada para este ano. A Secretaria de Política Econômica (SPE), do Ministério da Fazenda, trabalha agora com uma inflação acumulada de 4,93% nos 12 meses até novembro.  A estimativa subiu diante do risco de impactos do El Niño sobre os preços dos alimentos.</p>
<p>Pela política de valorização do salário mínimo, o reajuste considera a inflação acumulada até novembro do ano anterior e o crescimento da economia de dois anos antes.</p>
<p>Para o salário mínimo de 2027, será considerado o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) de 2025, quando a economia brasileira cresceu 2,3%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).</p>
<p>A fórmula permite repor a inflação e conceder aumento real, ou seja, acima da alta dos preços. Pelas atuais regras fiscais, no entanto, esse ganho real está limitado a 2,5%.</p>
<p>O valor definitivo do salário mínimo de 2027 será estabelecido após a divulgação dos indicadores que entram no cálculo do reajuste.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Teatro Amazonas e Theatro da Paz são reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/teatro-amazonas-e-theatro-da-paz-sao-reconhecidos-como-patrimonio-mundial-pela-unesco</link>
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      <pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:14:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Teatro Amazonas, em Manaus (AM), e o Theatro da Paz, em Belém (PA), passaram a integrar a Lista do Patrimônio Mundial da Unesco. O reconhecimento foi aprovado neste domingo durante a 48ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial (World Heritage Committee), que analisa candidaturas de bens culturais e naturais de diferentes países.</p>
<p>A inscrição contempla dois conjuntos arquitetônicos: o Theatro da Paz e a Praça da República, em Belém, e o Teatro Amazonas e o Largo de São Sebastião, em Manaus. Segundo a Unesco, os espaços representam um testemunho excepcional do auge econômico proporcionado pelo Ciclo da Borracha, entre 1879 e 1912, período em que a Amazônia viveu uma fase de intensa prosperidade impulsionada pela exportação do látex.</p>
<p>Inspirados na arquitetura francesa e europeia e decorados com elementos que remetem à floresta amazônica, os conjuntos foram concebidos como símbolos da ambição política, econômica e urbana da época. A Unesco destaca que o Theatro da Paz, inaugurado em 1878, e a Praça da República reforçavam o papel estratégico de Belém como porto e capital do Pará, além de celebrarem a consolidação da República no Brasil.</p>
<p>Já o Teatro Amazonas, inaugurado em 1896, tornou-se o principal marco das transformações urbanas promovidas em Manaus durante o auge da economia da borracha. Em conjunto com o Largo de São Sebastião, o edifício simboliza a riqueza e o prestígio alcançados pela cidade, que se consolidava como a principal capital da região amazônica.</p>
<p>Com a decisão do Comitê do Patrimônio Mundial, os dois teatros passam a integrar a lista de bens considerados de Valor Universal Excepcional, reconhecimento concedido a locais que possuem importância cultural ou natural para toda a humanidade. A inscrição amplia a presença do Brasil na Lista do Patrimônio Mundial da Unesco e reforça a relevância histórica, arquitetônica e cultural da Amazônia no cenário internacional.</p>
<h2>Confira os 26 patrimônios mundiais do Brasil na Unesco:</h2>
]]></description>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Área queimada no Brasil cai à metade em 2025 e fica 31% abaixo da série histórica</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/area-queimada-no-brasil-cai-a-metade-em-2025-e-fica-31-abaixo-da-serie-historica</link>
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      <pubDate>Wed, 22 Jul 2026 14:19:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Brasil queimou 12,7 milhões de hectares em 2025, uma diminuição para quase metade em relação a 2024 e uma redução de 31% em relação à série histórica, que é de 18,4 hectares por ano. Os dados são da segunda edição do Relatório Anual do Fogo no Brasil, lançado pelo MapBiomas.</p>
<p>A queda interrompe uma sequência de anos de expansão do fogo no país.</p>
<p>A Amazônia puxou a retração. O bioma queimou 3,1 milhões de hectares em 2025, a menor área da série histórica, exatamente um ano depois de registrar a maior já medida: 15,8 milhões de hectares em 2024. Ainda assim, Amazônia e Cerrado somam 86% de toda a área já atingida pelo fogo no país desde 1985.</p>
<p>O Cerrado seguiu como o bioma mais afetado em termos absolutos, com 8,7 milhões de hectares queimados em 2025 e média histórica de 9,6 milhões de hectares por ano, a maior entre os biomas. </p>
<p>O Pantanal teve a maior queda proporcional, com 121 mil hectares queimados, 85,6% abaixo da média histórica e a menor área já registrada no bioma. A Caatinga foi o único bioma acima da média em 2025, com 505 mil hectares queimados.</p>
<p>"Mais do que mostrar o quanto o Brasil queimou em um determinado ano, a série histórica do Mapbiomas Fogo permite entender como o regime de fogo está mudando ao longo do tempo", afirma Ane Alencar, diretora de Ciências do IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo. </p>
<p>Em nível estadual, Mato Grosso, Pará e Maranhão concentram 47% de toda a área queimada no Brasil desde 1985, com 45,1 milhões, 31,6 milhões e 20,7 milhões de hectares, respectivamente, ao longo dos 41 anos analisados. Em nível municipal, 15 municípios concentram 11% do total, com destaque para Corumbá (MS) e São Félix do Xingu (PA).</p>
<p>O relatório traz dois indicadores inéditos: severidade potencial do fogo e intervalo de retorno. Do total queimado no país desde 1985, 64% pegou fogo mais de uma vez, e 52% das áreas com recorrência voltam a queimar em até quatro anos. Na Amazônia, 31,6% da área queimada volta a pegar fogo em até dois anos, o intervalo mais curto entre os biomas.</p>
<p>"Na Amazônia, onde a vegetação não é adaptada ao fogo, intervalos tão curtos entre os eventos reduzem o tempo de recuperação da floresta e aumentam o risco de novos incêndios", diz Luiz Felipe Martenexen, pesquisador da equipe MapBiomas Fogo e do IPAM. Segundo ele, o processo pode comprometer a regeneração e tornar a floresta cada vez mais vulnerável ao fogo.</p>
<p>Quanto à severidade, 64% da área queimada no país teve classificação moderada ou baixa. Em Mata Atlântica, Pampa e Pantanal, porém, as classes alta e muito alta já respondem por metade ou mais da área atingida.</p>
<p>O Cerrado é o bioma com maior proporção de área queimada mais de uma vez: 66% de tudo o que já queimou ali teve mais de uma ocorrência de fogo desde 1985. </p>
<p>"No Cerrado, o fogo faz parte da dinâmica natural do bioma, mas a incidência atual, marcada por eventos mais frequentes e extensos, pode ultrapassar a capacidade de recuperação da vegetação", afirma Vera Laísa Arruda, pesquisadora das equipes MapBiomas Cerrado e MapBiomas Fogo e do IPAM.</p>
<p>O levantamento mostra ainda que 71,5% de toda a área queimada no país entre 1985 e 2025 ocorreu em vegetação nativa, contra 28,5% em áreas de uso antrópico, como pastagens. Na Amazônia e na Mata Atlântica, porém, o fogo em áreas antrópicas já é predominante. Em Caatinga, Cerrado, Pampa e Pantanal, o fogo em vegetação nativa segue respondendo por mais de 80% do total.</p>
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        <media:credit role="provider">Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil</media:credit>
        <media:title>Por do sol no Rio Negro em Manaus, AM</media:title>
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      <title>Confira como será a Copa do Mundo de 2030, com jogos na Europa, África e América do Sul</title>
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      <pubDate>Mon, 20 Jul 2026 19:04:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Copa do Mundo de 2030 será disputada em seis países, três continentes, e abre com uma homenagem ao país que sediou a primeira edição do torneio, em 1930. Nunca uma Copa teve tantos países-sede de uma vez. E até se chegar a esse formato, a disputa por sediar o torneio passou por mais reviravoltas políticas do que qualquer outra edição.</p>
<p>O núcleo do torneio é a candidatura conjunta de Espanha, Portugal e Marrocos, que concentra 101 das 104 partidas. A Fifa manteve o formato de 48 seleções em 12 grupos de quatro, estreado em 2026 nos Estados Unidos, México e Canadá. Os outros três jogos, todos na abertura, ficam com Uruguai, Argentina e Paraguai, numa celebração ao centenário do primeiro Mundial. Montevidéu, que sediou a final de 1930, abre oficialmente o torneio. As seis seleções anfitriãs já têm vaga garantida entre as 48.</p>
<p>A logística é o que mais preocupa a Fifa hoje. As equipes que jogarem na América do Sul vão precisar de um intervalo maior antes de embarcar para a Europa e o norte da África, onde se concentra o resto da competição. A entidade também estuda ampliar o torneio para 64 seleções a partir de 2030. O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, já chamou publicamente a medida de "má ideia", tanto para o Mundial quanto para as eliminatórias continentais.</p>
<p>A Conmebol insiste no assunto. No dia seguinte à final da Copa 2026, o presidente da entidade, Alejandro Domínguez, voltou a defender publicamente as 64 seleções para 2030, batendo na tecla de que o centenário do torneio merece uma edição maior. Não é decisão da Fifa, é desejo declarado da Conmebol, que quer justamente ampliar a participação de Uruguai, Argentina e Paraguai além dos três jogos simbólicos já garantidos. Infantino disse que o assunto só será debatido depois da Copa de 2026, sem prometer nada.</p>
<p>Ainda não há definição sobre a sede da final, mas Marrocos larga na frente. O país constrói, nos arredores de Casablanca, o Grand Stade Hassan II, projetado para ser o maior estádio do mundo, com 115 mil lugares e custo estimado em meio bilhão de dólares. Portugal já admitiu que está fora dessa disputa, já que não tem estádio com capacidade mínima de 80 mil lugares e não pretende investir para chegar lá.</p>
<p>Será a primeira vez que Marrocos sedia um torneio profissional de seleções. O país usou a Copa Africana de Nações deste ano como teste de infraestrutura para 2030, e o governo local afirma que 80% da estrutura necessária para o Mundial já estava pronta a tempo da AFCON.</p>
<h2>A novela das candidaturas</h2>
<p>A candidatura só chegou a essa configuração depois de uma sequência de movimentos que a imprensa esportiva já vem chamando de novela geopolítica. A Inglaterra cogitou candidatura própria e recuou em favor da Eurocopa de 2028. Coreia do Sul, China, Japão e Coreia do Norte chegaram a estudar uma candidatura conjunta, proposta em 2017 pelo então presidente sul-coreano Moon Jae-in como gesto de distensão entre as duas Coreias. Não passou de conversa exploratória. </p>
<p>Em outubro de 2022 a Uefa anunciou a entrada da Ucrânia na candidatura de Espanha e Portugal, vendida na época como mensagem de solidariedade em plena guerra com a Rússia. O presidente da federação espanhola chegou a dizer que a proposta tinha deixado de ser ibérica para virar europeia. Cinco meses depois, a Justiça ucraniana suspendeu o presidente da federação de futebol do país por suspeita de corrupção, o que esvaziou a posição da Ucrânia no projeto. Marrocos entrou no lugar em março de 2023. </p>
<p>O mesmo padrão se repete em 2034. A Fifa decidiu que a próxima edição só aceitaria candidaturas das confederações da Ásia e da Oceania, regra que na prática deixou a Arábia Saudita como única concorrente possível. O país garantiu a sede sem disputa alguma. O mecanismo institucional que abriu espaço para Marrocos em 2030 abriu, quase automaticamente, espaço para os sauditas em 2034.</p>
<p>Isso não é exatamente novidade. A própria Copa de 2026 já tinha deixado claro que o Mundial funciona como extensão da política externa dos países-sede. Na disputa pela sede de 2030, essa política entrou em cena antes mesmo da bola rolar.</p>
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        <media:title>Grand Stade Hassan II, em Marrocos. Estádio é projetado para ser o maior estádio do mundo</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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      <title>Tensão no Estreito de Ormuz: EUA e Irã intensificam disputa pelo controle do canal</title>
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      <pubDate>Mon, 13 Jul 2026 18:50:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Quase cinco meses após o início da guerra, em 28 de fevereiro, Estados Unidos e Irã estão intensificando o conflito que tem colocado o mundo em alerta. Nesta segunda-feira, 13, com o colapso do cessar-fogo e a volta de ataques militares na região, a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, ganha novas dimensões. A escalada coloca em risco o acordo provisório firmado entre os dois países em 17 de junho, que previa interromper as hostilidades e abrir caminho para negociações de paz.</p>
<p>Os ataques foram retomados na semana passada no entorno do Estreito de Ormuz. No final de semana, novos bombardeios aconteceram. Uma embarcação com bandeira do Chipre foi atingida por uma ofensiva iraniana e um tripulante desapareceu. Os Estados Unidos reagiram e atingiram dezenas de alvos, como instalações militares e locais de lançamento de mísseis e drones.</p>
<p>Na sequência, Teerã realizou ataques contra Bahrein, Kuwait, Catar, Jordânia e Omã. E a região do Golfo voltou a acionar seus sistemas de alarmes. No domingo, 12, o governo iraniano avisou que o canal permaneceria fechado até a redução das tensões.</p>
<p>Nesta segunda-feira, 13, o presidente Donald Trump anunciou a retomada do bloqueio naval contra o Irã e afirmou que os Estados Unidos poderão assumir o controle de Ormuz. Em entrevista à Fox News, ele disse que Washington se tornará o “guardião” da passagem e cobrará uma taxa de 20% sobre todas as cargas que cruzarem a região. O presidente não apresentou detalhes sobre como isso seria operado.</p>
<p>A reação do governo iraniano veio rapidamente. A resposta é que não permitirá qualquer interferência norte-americana na administração do estreito. O Comando Central Khatam al-Anbiya advertiu que as forças armadas iranianas reagirão com severidade a embarcações que circulem fora das rotas autorizadas pelo país. Também ameaçou tratar qualquer apoio logístico regional aos Estados Unidos como participação em uma guerra contra a soberania iraniana.</p>
<p>Após o anúncio de Trump, o petróleo Brent voltou a se aproximar de US$ 80 por barril, acumulando alta de cerca de 5% desde sexta-feira, refletindo o temor de novas interrupções no abastecimento global de energia e de uma nova pressão inflacionária em diversos países.</p>
<p>Desde o início da guerra, o fluxo de embarcações caiu drasticamente. No domingo, 12, apenas 14 navios cruzaram a passagem, o menor movimento registrado em um mês, segundo a consultoria marítima Kpler.</p>
<h2>A morte do líder supremo</h2>
<p>A guerra começou quando Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã. No ataque, o líder supremo do país, Ali Khamenei, que comandava o país desde 1989, foi morto. Em resposta, Teerã iniciou ataques com mísseis e drones contra Israel, bases militares norte-americanas e passou a restringir a navegação pelo estreito de Ormuz.</p>
<p>Após meses de confrontos, Washington e Teerã assinaram, em 17 de junho, um memorando de entendimento que estabelecia uma trégua temporária, a reabertura de Ormuz e um prazo de 60 dias para negociar um acordo definitivo de paz. O entendimento, porém, nunca eliminou as divergências sobre quem teria autoridade para controlar o tráfego marítimo na região.</p>
<p>Khamenei foi sepultado na quinta-feira, 9, em sua cidade natal, Mashhad, após dias de cortejo fúnebre pelo país e também pelo Iraque. Multidões tomaram as ruas para a despedida. O sucessor do aiatolá, seu filho Mojtaba Khamenei, teria sido ferido nos primeiros ataques. Como ele não apareceu no sepultamento, novos rumores sobre seu estado de saúde voltaram a circular.</p>
<p>Na mesma entrevista para a Fox News, Trump declarou, sem apresentar evidências, que Mojtaba Khamenei está "90% fora de cena". Ele disse que os principais comandantes militares iranianos haviam sido eliminados e que as capacidades naval, aérea e de defesa antiaérea do país teriam sido praticamente destruídas.</p>
<h2>Ex-presidente espião</h2>
<p>A crise política iraniana tem mais um capítulo impactante nesta segunda-feira, 13. Segundo o jornal  The New York Times , o ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad foi colocado em prisão domiciliar sob suspeita de ter participado de um plano secreto do serviço de inteligência israelense, o Mossad, para derrubar o regime dos aiatolás.</p>
<p>Segundo a reportagem, baseada em fontes dos governos dos Estados Unidos e do Irã, Ahmadinejad teria fornecido informações a Israel em troca da promessa de retornar ao poder após a queda do governo. O plano, porém, teria fracassado quando o ex-presidente desistiu da operação pouco antes do início da guerra contra o Irã. Até o momento, nem o governo iraniano nem representantes de Ahmadinejad comentaram oficialmente as revelações.</p>
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        <media:credit role="provider">Marinha dos Estados Unidos</media:credit>
        <media:title>us department of war</media:title>
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    </item>
    <item>
      <title>Trump dá cessar-fogo com o Irã por encerrado e projeta novos ataques no Golfo</title>
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      <pubDate>Wed, 08 Jul 2026 16:39:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O presidente dos Estados Unidos,  Donald Trump , afirmou nesta quarta-feira, 8, que  considera encerrado o cessar-fogo com o Irã , assinado há três semanas, e disse que novos ataques americanos são prováveis ainda hoje à noite.</p>
<p>"Nós os atingimos com força na noite passada e muito provavelmente os atingiremos novamente com força hoje à noite", disse, durante a cúpula da Otan, na Turquia.</p>
<p>A declaração ocorre após uma escalada no Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo transportado no mundo. O Irã atacou três navios-tanque comerciais na região, e foram contra-atacados pelos Estados Unidos com ataques aéreos contra mais de 80 alvos iranianos. Em nova resposta, Teerã utilizou drones e mísseis contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait.</p>
<p>Trump classificou o cessar-fogo como "acabado" e disse que, para ele, seguir negociando com o governo iraniano "é perda de tempo". O republicano afirmou também que não quer mais lidar com os líderes do país.</p>
<p>"Eles são escória. São pessoas doentes. São lideradas por pessoas doentes", declarou ele a repórteres em Ancara.</p>
<p>Ao lado de Zelensky, Trump chegou a  cometer uma gafe ao se confundir e atribuir o ataque com mísseis à "República Islâmica do Japão".</p>
<p>Apesar do tom, o americano indicou que os negociadores das duas partes podem continuar as conversas “se quiserem”.</p>
<p>A nova escalada do conflito ocorre enquanto o Irã ainda vive o luto por Ali Khamenei, morto no ataque de fevereiro. O  cortejo fúnebre do aiatolá segue por Teerã desde sábado , 4, e o sepultamento está marcado para esta quinta-feira, 9, em Mashhad.</p>
<h2>O vai e vem dos acordos</h2>
<p>O conflito entre Estados Unidos e Irã começou em fevereiro de 2026, com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra instalações nucleares e militares do Irã. O país do Oriente Médio respondeu atacando bases americanas na região e acionando aliados.</p>
<p>Em abril, as partes chegaram a uma primeira trégua, quebrada e renegociada por diversas vezes. Em 17 de junho, Trump e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram remotamente o  Memorando de Islamabad, documento de 14 pontos mediado pelo Paquistão . O texto previa a reabertura do Estreito de Ormuz, o fim do bloqueio naval americano a portos iranianos e um prazo de 60 dias para negociar um acordo definitivo.</p>
<p>Na semana passada, o Irã acusou os Estados Unidos de manter sanções e violar o espírito do memorando. Nos últimos dias, três navios-tanque foram atingidos no Estreito de Ormuz. Washington atribuiu o ataque a Teerã e classificou o episódio como uma violação do acordo.</p>
<p>Na terça-feira, 7, forças americanas atingiram mais de 80 alvos iranianos, incluindo embarcações da Guarda Revolucionária e instalações na costa. Horas depois, o Irã respondeu com drones e mísseis contra bases americanas no Bahrein e no Kuwait. Nesta quarta, durante a cúpula da Otan em Ancara, Trump declarou o cessar-fogo encerrado.</p>
<p>O memorando nunca teve adesão total das duas partes. Desde a assinatura, Estados Unidos e Irã trocaram acusações de descumprimento.</p>
<p>No centro do impasse estão interesses opostos: os Estados Unidos buscam controle sobre o fluxo de petróleo no Golfo Pérsico e a redução da capacidade militar iraniana, enquanto o Irã usa o Estreito de Ormuz como instrumento de pressão contra sanções e ataques externos.</p>
<h2>Reação e mercado</h2>
<p>A Guarda Revolucionária do Irã declarou que pretende revidar "de forma mais dura" nos próximos dias.</p>
<p>O tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz praticamente parou nesta quarta. Apenas quatro navios cruzaram a rota até o fim da manhã, ante uma média diária de 32 desde o início do cessar-fogo, em 17 de junho, segundo dados da consultoria Kpler enviados à CNN.</p>
<p>As bolsas americanas caíram após a declaração de Trump. O índice Dow Jones recuou cerca de 1% na abertura, e o Nasdaq, 0,4%. O petróleo subiu: o barril do tipo Brent avançou mais de 5%, para US$ 78, maior valor em duas semanas. O WTI, referência americana, teve alta semelhante, a US$ 73,50.</p>
<p>Apesar dos novos ataques e das ameaças dos dois lados, não há, por enquanto, fim formal de negociações.</p>
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        <media:credit role="provider">White House/Reprodução</media:credit>
        <media:title>trump</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>8 estrelas da Copa que apoiaram publicamente direitos LGBTQIAP+ – e por que isso ainda é tabu</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/8-estrelas-da-copa-que-apoiaram-publicamente-direitos-lgbtqiap-e-por-que-isso-ainda-e-tabu</link>
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      <pubDate>Thu, 25 Jun 2026 16:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>A Copa do Mundo de 2026 é a maior da história: 1.248 jogadores inscritos. Nenhum deles é abertamente gay ou bissexual.</p>
<p>Em quase 100 anos de torneio, apenas dois atletas tornaram pública a homossexualidade – ambos só depois de pendurar as chuteiras. O primeiro foi o francês Olivier Rouyer, companheiro de Michel Platini na seleção da França de 1978. O segundo foi o alemão Thomas Hitzlsperger, que disputou o Mundial de 2006 e revelou a orientação sexual só após a aposentadoria.</p>
<p>Nesta Copa, encontramos 8 jogadores com declarações públicas sobre o tema. O que cada um deles disse? </p>
<p>Manuel Neuer (Alemanha)   Capitão alemão no Catar-2022 e um dos líderes da seleção nesta copa, o goleiro tentou usar a braçadeira arco-íris do movimento One Love sob a manga, driblando a proibição da Fifa. A seleção alemã divulgou nota: "Queríamos usar nossa braçadeira de capitão para nos posicionar sobre os valores que defendemos na seleção da Alemanha: diversidade e respeito mútuo." </p>
<p> Antes disso, na Eurocopa de 2020, o goleiro já usava uma braçadeira arco-íris inspirada na campanha Rainbow Laces da Stonewall, gesto que a Uefa chegou a investigar e depois validou como símbolo de diversidade, não político.   </p>
<p>Leon Goretzka (Alemanha)</p>
<p>O meio-campista é descrito como um dos jogadores mais vocais do futebol europeu na pauta LGBTQIAP+. Em 2021, fez coração com as mãos para a torcida da Hungria após marcar contra o adversário, em protesto à lei anti-LGBT do país, e publicou nas redes a mensagem "spread love" (espalhe amor). </p>
<p>Em 2022, rebateu o embaixador do Mundial do Catar, Khalid Salman, que chamara a homossexualidade de dano mental. "É muito opressivo. Essa é uma imagem de homem que vem de outro milênio. Deixa a gente sem acreditar que algo assim possa ser dito por um embaixador da Copa do Mundo pouco antes do torneio."</p>
<p>Harry Kane (Inglaterra)</p>
<p>O craque da seleção inglesa fazia parte do grupo de  seleções europeias que prometeu usar a braçadeira One Love. Diante da ameaça de cartão amarelo pela Fifa, a Inglaterra recuou junto aos demais.</p>
<p>Bruno Fernandes e Marcus Rashford (Portugal e Inglaterra) À época, colegas de Manchester United participaram da campanha "Love United", lançada pelo clube em apoio à comunidade LGBTQIAP+. A campanha reuniu jogadores e funcionários do United para afirmar que o futebol é para todos e que ninguém deve ser excluído do esporte. </p>
<p>Patrick Berg (Noruega)</p>
<p>Em maio de 2024, durante partida do Bodø/Glimt contra o Kristiansund, Berg confrontou um torcedor que gritava xingamentos homofóbicos contra o time. O torcedor foi banido do estádio. Em entrevista a uma TV norueguesa, Berg disse: "Vejo  como positivo quando algo que acontece numa arena de futebol pode contribuir para que nós, como sociedade, fiquemos melhores em nos apoiar e ajudar uns aos outros. A gente sempre pode se posicionar quando as coisas saem dos limites do que se pensa ser aceitável numa sociedade."</p>
<p>Borja Iglesias (Espanha)   É o caso mais robusto da lista. O atleta pinta as unhas em jogos como símbolo de inclusão desde 2023 e protagonizou uma campanha irônica com a frase "Sou Borja Iglesias e sou heterossexual", questionando por que ninguém estranha alguém declarar a heterossexualidade, mas a homossexualidade ainda ser tabu no futebol. </p>
<p>Em janeiro de 2026, voltou a ser alvo de insultos homofóbicos em jogo contra o Sevilla. O Celta de Vigo, clube onde joga, organizou um ato de torcedores com unhas pintadas em solidariedade. Em março de 2026, ao jornal L'Équipe, disse que o entristece, no século 21, ainda ser tão difícil para jogadores homossexuais declarar a orientação publicamente.</p>
<p>Jackson Irvine (Austrália)</p>
<p>Talvez a declaração mais longa e pessoal da lista, feita via FIFPRO antes do Catar-2022: "Tenho família e amigos que fazem parte da comunidade LGBTQIAP+, um grupo de pessoas que, por muito tempo, foi imensamente marginalizado e discriminado. Quero falar por eles. Sejamos claros: a homofobia no futebol ainda é um problema." Ele também integra a PFA Australia, que organiza a Pride Cup no país.</p>
<h2>Por que isso é tabu</h2>
<p>A explicação não vem de torcedor nem de comentarista, mas de quem viveu o problema por dentro.</p>
<p>"É matematicamente impossível que não existam jogadores homossexuais em todos os principais campeonatos do mundo. Eles existem, e são muitos", diz Eric Najib, jogador e técnico do Stonewall FC, clube londrino fundado por gays que sofriam preconceito em outros times.</p>
<p>Josh Cavallo, australiano que em 2021 se tornou o primeiro jogador profissional ativo abertamente gay do futebol masculino, descreve o ambiente como hostil e diz receber múltiplas ameaças de morte por dia.</p>
<p>Cavallo compara a lógica do tabu à pressão por desempenho em campo: "No mundo normal do futebol, se você erra um chute a gol ou faz algo errado em campo, a torcida grita com você. Eu acho que é parecido em termos de sexualidade. As pessoas não querem ser o alvo, e é por isso que elas não querem se assumir."</p>
<p>O recorte histórico ajuda a entender o silêncio. Justin Fashanu foi o primeiro jogador profissional a se assumir gay ainda em atividade, em 1990; suicidou-se oito anos depois. Passaram-se mais de 30 anos até outro jogador profissional britânico repetir o gesto: o jovem Jake Daniels, do Blackpool, em 2022, citando o próprio Cavallo como inspiração.</p>
<p> Para Aslie Pitter, fundador do Stonewall FC, a explicação é econômica antes de cultural: "O futebol é uma carreira curta, e jogadores temem perder patrocínios e contratos." O contraste com o futebol feminino, onde a presença de atletas e treinadoras assumidamente LGBTQIP+ é comum, reforça que o problema não é o esporte em si, mas a cultura hipermasculina do futebol masculino de elite. </p>
<p>Há também a camada institucional: mesmo o gesto simbólico de uma braçadeira foi vetado pela Fifa no Catar-2022 sob ameaça de sanção. </p>
<p>O padrão se repete em 2026, com o "Jogo do Orgulho" em Seattle gerando protesto das federações do Irã e do Egito, países onde a homossexualidade é crime. </p>
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        <media:title>australiano</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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