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    <title>Global South World Brasil - Time Out</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Laranjeiras e República estão entre os bairros mais legais do mundo</title>
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      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 18:22:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Dois bairros brasileiros estão entre os 40 mais legais do mundo em 2026, segundo  ranking da revista britânica Time Out . Laranjeiras, na Zona Sul do Rio de Janeiro, aparece na 17ª posição, enquanto República, no centro de São Paulo, ocupa o 25º lugar.</p>
<p>O levantamento é liderado por Jongno 3-ga, em Seul, na Coreia do Sul, seguido pelo distrito de L'Ocean, em Rabat, no Marrocos, e Neos Kosmos, em Atenas, na Grécia.</p>
<p>Segundo a  Time Out , os bairros foram inicialmente indicados por uma rede internacional de especialistas locais. Depois, um painel de editores avaliou os selecionados a partir de fatores como gastronomia, vida noturna, cultura, negócios locais, qualidade de vida e senso de comunidade para definir a classificação final.</p>
<h2>Laranjeiras é o brasileiro mais bem colocado</h2>
<p>Na 17ª colocação, Laranjeiras é o bairro brasileiro mais bem posicionado na lista. Ao apresentar a região, a revista destaca diferentes períodos de sua história, desde as plantações de laranja que deram origem ao nome até a transformação em área residencial da aristocracia carioca e, posteriormente, em polo da indústria têxtil.</p>
<p>Atualmente, a  Time Out  ressalta as ruas arborizadas, os edifícios residenciais, os bares tradicionais e a oferta cultural. Entre os exemplos está a feira realizada aos sábados na Rua General Glicério, que reúne gastronomia e apresentações de choro.</p>
<p>A revista também aponta mudanças recentes, como a reabertura do Cine Carioca José Wilker após 16 anos, as transformações no Mercadinho São José, a abertura de uma nova livraria e a chegada de restaurantes.</p>
<p>Laranjeiras aparece à frente de bairros de cidades como Chicago, Singapura, Buenos Aires, Mumbai, Lisboa, Nova York, Paris e Londres.</p>
<h2>República ocupa 25º lugar</h2>
<p>Em São Paulo, a República ocupa a 25ª posição. Localizado no centro da capital paulista, o bairro é apresentado pela revista pela combinação de edifícios históricos e modernistas com restaurantes, bares, galerias, livrarias e outros espaços culturais.</p>
<p>Um dos principais pontos citados é o Edifício Copan. O complexo residencial reúne, no térreo, restaurantes como Bar da Dona Onça e Cuia, além de cafés, lojas, livrarias e a galeria Pivô.</p>
<p>A  Time Out  também destaca A Casa do Porco, o Edifício Itália e instituições culturais como o Theatro Municipal e a Biblioteca Mário de Andrade. Outro local mencionado é o recém-inaugurado Espaço República, que reúne estúdios e áreas destinadas a exposições. A vida noturna também aparece entre os atrativos citados.</p>
<p>Morador da região há cerca de 20 anos, o chef e empresário Olivier Anquier considera a inclusão da República no ranking um reconhecimento de um processo que acompanha há duas décadas.</p>
<p>“Faz 20 anos que eu estou esperando esse momento, essa consagração. Quando eu cheguei aqui para morar no Edifício Esther, esse prédio icônico da arquitetura modernista brasileira, eu sabia que esse dia ia chegar”, afirmou.</p>
<p>Anquier também relaciona o reconhecimento internacional  às mudanças observadas no entorno da Praça da República ao longo desse período.</p>
<p>“Fico muito feliz de ter tido essa visão, essa certeza, de ter capinado ao longo desses 20 anos para ajudar a fazer com que a Praça da República, o bairro da República, chegasse a esse reconhecimento internacional”, disse.</p>
<h2>Transformação do centro é vista de formas diferentes</h2>
<p>Ao apresentar o ranking, a Time Out destaca mudanças recentes nos centros urbanos, com a abertura de novas casas de shows, galerias, cafeterias e outros estabelecimentos, além do retorno de trabalhadores a essas regiões.</p>
<p>Para o arquiteto e urbanista Alex Sartori, pesquisador de temas ligados ao desenvolvimento urbano e às transformações do centro de São Paulo, há uma mudança em andamento na região. Ele questiona, no entanto, o uso do termo “revitalização” para definir esse processo.</p>
<p>“Não há dúvidas de que existe uma transformação em curso no centro de São Paulo, mas eu não trato isso por revitalização. Esse termo significa ‘dar nova vida’ ou ‘dar vida novamente’, o que implica que antes não havia vida ou que ela era ruim, e isso não é verdade”, afirmou.</p>
<p>Segundo Sartori, o centro nunca deixou de ser uma área intensamente ocupada e com grande concentração de empregos. Para ele, o que mudou ao longo das últimas décadas foi o perfil das atividades econômicas e dos grupos que ocupam e circulam pelo local.</p>
<p>Com a transferência de sedes de empresas para outros eixos da cidade, como as regiões das avenidas Paulista, Faria Lima e Berrini, o centro passou a concentrar mais atividades ligadas ao comércio e aos serviços populares, além de universidades e escritórios de profissionais autônomos, segundo o arquiteto.</p>
<p>“Em uma sociedade tão desigual como a nossa, o que aconteceu com o centro é uma expressão da nossa desigualdade. Só que, quando ela acontece no centro, isso incomoda. Quando acontece na periferia, não vira pauta”, disse.</p>
<p>Na avaliação de Sartori, características urbanas preservadas ao longo das décadas, como a oferta de transporte, os menores tempos de deslocamento e a concentração de atividades comerciais e culturais, voltaram a atrair investimentos.</p>
<p>“O centro aparece como uma reserva de área que mantém qualidades que nunca foram perdidas e que têm sido reforçadas nos últimos anos, como a acessibilidade, os curtos tempos de deslocamento, a densidade de atividades comerciais, culturais, etc”, afirmou.</p>
<p>O arquiteto também questiona os critérios de rankings como o da  Time Out . “Esses rankings não têm critérios objetivos de avaliação e estão misturados com interesses comerciais e imobiliários”, avaliou.</p>
<p>Para Sartori, as mudanças no centro ainda levantam outra discussão: “Quem de fato poderá usufruir dessas melhorias que estão sendo feitas no centro e quem será expulso?”.</p>
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      <source url="https://www.globalsouthworld.com.br">Global South World Brasil</source>
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        <media:credit role="provider">Wilfredor/Wikimedia Commons</media:credit>
        <media:title>Vista da Avenida Ipiranga, nas proximidades da Praça da República, no centro de São Paulo.</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Ivan Gomes]]></dc:creator>
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