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    <title>Global South World Brasil - Tibete</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Número de mortos após enchentes no Nepal e Tibete ultrapassa 1.200 pessoas</title>
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      <pubDate>Wed, 02 Sep 2026 20:53:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma semana após a tragédia que devastou regiões montanhosas na fronteira entre Nepal e Tibete, foi anunciado um novo balanço que aponta ao menos 1.204 mortos nos dois países e mais 4 mil desaparecidos. </p>
<p>As informações foram divulgadas pela NDRRMA (Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do país), nesta quarta-feira (2/9). </p>
<p>De acordo com boletim publicado pelo Ministério das Relações Exteriores do Nepal, 11.993 pessoas foram resgatadas até o momento, incluindo mais de 300 cidadãos estrangeiros. Aproximadamente 590 cidadãos estrangeiros de 34 países permanecem desaparecidos.</p>
<p>Uma força conjunta composta pelo Exército do Nepal, pela Polícia do Nepal e pela Força Policial Armada continua as operações de busca, resgate, evacuação e assistência nas áreas afetadas e em seu entorno. </p>
<p>Equipes de resgate em túneis da Índia, da China e da República da Coreia também estão mobilizadas em coordenação com o Exército do Nepal.</p>
<p>No Tibete, as autoridades chinesas conseguiram reabrir a rodovia nacional G216, principal acesso terrestre à região de Gyirong, uma das áreas mais atingidas.</p>
<p>A liberação da estrada permite a entrada de máquinas pesadas e de equipes que contam com cães farejadores e aparelhos capazes de detectar sinais de vida sob os escombros.</p>
<p>As buscas, porém, ainda enfrentam dificuldades provocadas pelas chuvas, pelo risco de novos deslizamentos e pela instabilidade do terreno.</p>
<h2>O que provocou a tragédia</h2>
<p>A catástrofe ocorreu na última quarta-feira, 26 de agosto, quando uma grande massa de gelo se desprendeu de uma geleira na região do Himalaia.</p>
<p>Análises de imagens de satélite indicam que esse movimento ocorreu nas proximidades do Langtang Lirung, a mais de 5 mil metros de altitude.</p>
<p>A massa de gelo despencou aproximadamente 1.200 metros até o fundo do vale. Durante a descida, a avalanche incorporou grandes quantidades de rochas e sedimentos, antes de atingir o sistema de rios da região.</p>
<p>A enorme massa de água, gelo, lama e detritos avançou pelos vales, atravessando áreas do Tibete e do Nepal. </p>
<p>Segundo informações reunidas pela Reuters, o fluxo chegou a atingir cerca de  180 km/h . Em um dos pontos monitorados, o nível do rio subiu até nove metros em apenas meia hora.</p>
<p>Ainda não se sabe o que desestabilizou a geleira. Cientistas ouvidos pela Reuters afirmam que temperaturas mais altas e o derretimento do gelo podem aumentar a instabilidade em regiões de alta montanha, mas neste momento não é possível atribuir diretamente este episódio às mudanças climáticas.</p>
<p>O desastre destruiu vilarejos, casas, instalações de geração de energia, pontes e dezenas de quilômetros de estradas, deixando comunidades inteiras isoladas.</p>
<p>Os detritos também bloquearam cursos de água e formaram lagos temporários, aumentando inicialmente o temor de novas enxurradas caso essas barragens naturais se rompessem.</p>
<h2>Reconstrução pode custar até US$ 5 bilhões</h2>
<p>No último dia 29, o ministro das Finanças do Nepal, Swarnim Wagle, relatou para a agência Reuters que a estimativa é de que o país precisará de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões (cerca de R$ 20,8 bilhões a R$ 26 bilhões) para reconstruir as áreas destruídas. O cálculo é inicial.</p>
<p>Wagle disse que os custos não devem chegar ao montante empregado para a recuperação do país devido ao terremoto de magnitude 7,8 de 2015. Na ocasião, os custos da reconstrução chegaram a US$ 9 bilhões. Mais de oito mil pessoas morreram na tragédia.</p>
<p>Enquanto as buscas continuam, o governo nepalês já começa a calcular o tamanho do esforço necessário para reconstruir as áreas devastadas.</p>
<p>A prioridade, por enquanto, continua sendo localizar os milhares de desaparecidos e restabelecer o acesso às comunidades atingidas, enquanto Nepal e China tentam reconstruir a infraestrutura destruída e ampliar os sistemas de monitoramento para reduzir o impacto de novos desastres na região.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ X/ Nepal Police</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Global South World]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Total de desaparecidos no Nepal dobra; reconstrução custará US$ 5 bi</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/nepal-desaparecidos-reconstrucao-5-bilhoes</link>
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      <pubDate>Sat, 29 Aug 2026 19:51:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Passados três dias das enchentes que devastaram uma área de fronteira com o Tibete, após a queda de uma geleira nas montanhas, o Nepal anunciou neste sábado, 29, que  o número de mortes chegou a 626. A contagem dos desaparecidos é de 2.426 , de acordo com os dados da National Disaster Risk Reduction and Management Authority (Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres).</p>
<p>No Tibete, mais sete mortes foram confirmadas. Os números continuam a ser atualizados.</p>
<p>No caso dos desaparecidos – com muitos deles sendo estrangeiros –, a estimativa dobrou de um dia para o outro.</p>
<p>Neste sábado, em entrevista coletiva,  o ministro das Relações Exteriores, Shisir Khanal , negou informações de que Katmandu teria recusado a entrada de equipes estrangeiras de salvamento. Ele disse que  as decisões sobre o envio de pessoal e equipamentos estrangeiros estão sendo tomadas com base nas recomendações das forças de segurança nepalesas  que comandam as operações de resgate no terreno e que têm experiência em atuar nas condições difíceis do país, informou o The Katmandu Post.</p>
<p>Segundo Khanal, os dois distritos mais atingidos continuam praticamente isolados depois que importantes estradas e pontes foram destruídas, fazendo dos helicópteros o principal meio de acesso a muitas das áreas afetadas pela tragédia.  O relevo íngreme do Nepal e as condições meteorológicas, porém, limitam o uso de aeronaves de maior porte e dificultam o transporte de equipamentos pesados.</p>
<p>Uma equipe indiana especializada em resgates em túneis já está no país, enquanto duas equipes chinesas de busca e salvamento se preparam para atuar.</p>
<p>O governo solicitou a parceiros internacionais drones de carga com grande capacidade de transporte para levar suprimentos de emergência a comunidades montanhosas inacessíveis.</p>
<p>Outro problema grave se refere à falta de condições estruturais para preservar os corpos ainda não identificados que foram retirados das áreas atingidas pelas enchentes. O ministro declarou que o Nepal dispõe de capacidade limitada de armazenamento refrigerado para preservar um número tão grande de restos mortais.</p>
<h2>Custos da reconstrução</h2>
<p>Para a agência Reuters,  o ministro das Finanças, Swarnim Wagle , estimou que  o Nepal precisará de US$ 4 bilhões a US$ 5 bilhões (cerca de R$ 20,8 bilhões a R$ 26 bilhões) para reconstruir as áreas destruídas. O cálculo é inicial.</p>
<p>Wagle disse que os custos não devem chegar ao montante empregado para recuperação do país devido ao terremoto de magnitude 7,8 que atingiu o país em 2015. Os custos da reconstrução chegaram a US$ 9 bilhões. Mais de oito mil pessoas morreram na tragédia.</p>
<h1>Leia também:</h1>
<p>Nepal e Tibete enfrentam risco de novas enxurradas</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Nepal e Tibete enfrentam risco de novas enxurradas após tragédia</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/nepal-tibete-risco-de-novas-enxurradas</link>
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      <pubDate>Thu, 27 Aug 2026 21:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O risco de novas enxurradas mantém em alerta nesta quinta-feira, 27, áreas do Nepal e do Tibete atingidas no dia anterior por uma avalanche de gelo e rochas que desencadeou uma violenta corrente de água, lama e detritos. O material acumulado bloqueou cursos de água e formou lagos temporários que podem romper.</p>
<p>No Nepal, a Autoridade Nacional de Redução e Gestão do Risco de Desastres alertou para um lago formado pelo represamento do rio Bhote Koshi, na região atingida. No Tibete, outro lago se formou próximo ao posto fronteiriço de Gyirong, onde o acúmulo de gelo, rochas e sedimentos criou uma barragem natural. Autoridades chinesas informaram que o reservatório já começava a transbordar e consideram elevado o risco de uma descarga repentina. Moradores e equipes de resgate foram orientados a se manter afastados das margens dos rios nas áreas ameaçadas.</p>
<p>As enxurradas atingiram na quarta-feira, 26, a região montanhosa da fronteira entre o Nepal e o Tibete, território autônomo da China. Entre as áreas mais afetadas estão o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, e Gyirong, no lado tibetano, em uma importante rota terrestre entre Katmandu e Lhasa.</p>
<p>Os números de vítimas continuam sendo atualizados. Os balanços mais recentes apontam cerca de 390 mortos e quase 1.400 pessoas desaparecidas ou sem contato. Mais de 500 estrangeiros estão entre elas.</p>
<p>Enquanto autoridades trabalham no resgate e no atendimento às vítimas, um terremoto de magnitude 5.0 atingiu nesta quinta-feira outra parte do Tibete. O tremor ocorreu centenas de quilômetros ao norte da área devastada pelas enxurradas e não há indicação de relação entre os dois acontecimentos.</p>
<p>A destruição dificulta as operações de busca. Vilarejos foram arrasados, dezenas de pontes e cerca de 40 quilômetros de estradas foram destruídos ou ficaram intransitáveis. Casas, veículos e instalações de geração de energia também foram atingidos, deixando localidades isoladas e sem eletricidade. Helicópteros estão sendo usados para procurar sobreviventes, retirar feridos e levar alimentos, barracas e outros suprimentos.</p>
<h2>O que provocou a tragédia</h2>
<p>Novas análises ajudaram a reconstruir o início da catástrofe. Imagens de satélite indicam que uma grande massa de gelo se desprendeu da parte frontal de uma geleira próxima ao Langtang Lirung, a cerca de 5.200 metros de altitude, e despencou aproximadamente 1.200 metros até o fundo do vale. Já se falava nessa queda no dia da tragédia.</p>
<p>A avalanche incorporou rochas e sedimentos e atingiu o sistema de rios da região. A massa de água, lama e detritos avançou pelos vales, atingiu o posto fronteiriço de Gyirong e seguiu em direção ao Nepal. Segundo informações reunidas pela Reuters, o fluxo chegou a avançar a cerca de 180 km/h. Em um ponto de medição, o nível do rio subiu até nove metros em meia hora.</p>
<p>Um sinal sísmico produzido pelo desastre chegou a ser identificado como um terremoto de magnitude 4,4 na própria quarta-feira. Mas o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) esclareceu que ele havia sido gerado pelo próprio colapso do gelo e pelo fluxo de detritos.</p>
<p>Ainda não se sabe o que desestabilizou a geleira. Cientistas ouvidos pela Reuters afirmam que temperaturas mais altas e o derretimento do gelo podem aumentar a instabilidade em regiões de alta montanha, mas neste momento não é possível atribuir diretamente este episódio às mudanças climáticas.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ X / Nepal Red Cross Society - A imagem teve a resolução melhorada por IA.</media:credit>
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