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    <title>Global South World Brasil - Terremoto</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
    <item>
      <title>Medo de terremotos esvazia volta às aulas na Venezuela </title>
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      <pubDate>Thu, 17 Sep 2026 20:09:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Escolas vazias em meio ao temor de novos terremotos marcam a retomada das aulas em La Guaira, um popular balneário a 40 km de Caracas, devastado pelos terremotos que deixaram mais de 6.500 mortos na Venezuela.</p>
<p>Dezenas de escolas foram danificadas após dois terremotos que provocaram o desabamento de 190 edifícios, entre eles 11 escolas.</p>
<p>Além disso, cerca de 60 escolas foram transformadas em abrigos para atender os milhares de desabrigados pelos terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 registrados em 24 de junho.</p>
<p>Uma das poucas escolas abertas em La Guaira é a Unidade Educacional Diocesana João Paulo II, com capacidade para 800 estudantes, mas apenas cerca de 300 se matricularam, informou o diretor, Marco Antonio Espinoza.</p>
<p>"A retomada das aulas será feita de maneira progressiva e segura, levando em consideração sobretudo o aspecto socioemocional, não apenas dos nossos estudantes, mas também do nosso pessoal", afirmou.</p>
<p>"É normal sentirmos medo. Mas, apesar desse temor, vejo pessoas dispostas a viver, dispostas a cumprir suas atividades", acrescentou.</p>
<p>Para Yanet Domínguez, professora nessa escola, onde apenas sete crianças assistiam às aulas no dia em que foi feita essa reportagem, o medo é normal.</p>
<p>Os pais "me perguntaram se a instituição permaneceu sólida. Eu disse que sim, que inclusive foram feitas melhorias na instituição e que não tenham medo de mandar seus filhos", afirmou a professora do quinto ano.</p>
<p>Em todo o país, 80 escolas sofreram danos estruturais e outras 900 foram afetadas, segundo números oficiais.</p>
<p>Em uma região com edifícios danificados, sob uma lona, uma professora desenha um círculo em um quadro e fala sobre gestão das emoções diante de 14 alunos. Trata-se de uma pequena escola improvisada, instalada dois meses atrás para ajudar as crianças a retomar a vida cotidiana.</p>
<p>"Eles ainda estão muito sensíveis. Em qualquer conversa que você tenha com eles, eles sempre trazem o assunto à tona, e é sempre bom ouvi-los para que, de uma forma ou de outra, possam colocar tudo isso para fora", explicou à AFP María Herrera, professora de 43 anos.</p>
<p>No início desta semana, a presidente interina, Delcy Rodríguez, afirmou que mais de 6 milhões de estudantes voltaram às aulas no país.</p>
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        <media:credit role="photographer">FEDERICO PARRA</media:credit>
        <media:credit role="provider">Federico Parra/ AFP</media:credit>
        <media:title>AFP-Venezuela-Aulas-Pos-Terremoto</media:title>
      </media:content>
      <dc:creator><![CDATA[AFP]]></dc:creator>
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      <title>Acordo dá aos EUA controle sobre 21% das reservas de petróleo da Venezuela</title>
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      <pubDate>Wed, 02 Sep 2026 22:53:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um acordo entre Estados Unidos e Venezuela dará aos norte-americanos  controle majoritário sobre 17 campos que concentram 65 bilhões de barris de reservas comprovadas de petróleo — cerca de 21% de todo o volume conhecido no subsolo venezuelano.</p>
<p>O acerto foi anunciado nesta sexta-feira, 28, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Pouco depois, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, confirmou o acordo em comunicado publicado em seu perfil no Instagram.</p>
<p>Trump afirmou na rede Truth Social que os Estados Unidos garantiram o “controle majoritário” de mais de 65 bilhões de barris de reservas comprovadas venezuelanas, em uma parceria com o setor privado e “sem qualquer custo para o contribuinte norte-americano”.</p>
<p>A Venezuela possui cerca de 303 bilhões de barris de reservas comprovadas, uma das maiores do mundo.  O país, no entanto, produz atualmente cerca de 1,25 milhão de barris por dia.</p>
<h2>17 campos e US$ 100 bilhões em investimentos</h2>
<p>No comunicado veiculado no Instagram, Delcy declarou que o acordo permitirá “aumentar consideravelmente a produção de petróleo com a participação de operadores privados”.</p>
<p>Conforme o comunicado, estão previstos o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com potencial comprovado de 65 bilhões de barris, mais de US$ 100 bilhões em investimentos e mais de US$ 209 bilhões em tributos para o Estado venezuelano.</p>
<p>Delcy afirmou que os recursos contribuirão para “a recuperação e modernização de nossa indústria” e para o crescimento econômico do país. De acordo com ela, o objetivo é colocar as reservas venezuelanas “a serviço do desenvolvimento nacional”, com geração de empregos e aumento da renda dos trabalhadores.</p>
<p>O país ainda enfrenta os  efeitos dos terremotos de 24 de junho, que deixaram mais de 6,3 mil mortos . O Banco Mundial estima que  a reconstrução da Venezuela poderá custar até US$ 50 bilhões .</p>
<h2>Como será o controle dos EUA</h2>
<p>Os 65 bilhões de barris não serão transferidos para os Estados Unidos. O número representa o petróleo que se estima existir no subsolo dos campos incluídos no acordo.</p>
<p>O  Washington Post  reportou ter ouvido de autoridades do governo que  os Estados Unidos serão sócios majoritários de uma nova empresa petrolífera que terá contratos de 100 anos para atuar nos campos venezuelanos . O arranjo dará aos norte-americanos controle sobre uma parcela significativa das reservas do país.</p>
<p>Os termos jurídicos e financeiros do acordo não foram tornados públicos. O anúncio de Trump não identificou os 17 campos nem detalhou todas as empresas privadas que participarão do projeto.</p>
<p>A dimensão do negócio também aparece no comunicado venezuelano. Enquanto Trump enfatiza o controle norte-americano sobre as reservas,  Delcy apresenta o acordo como uma forma de atrair capital para recuperar a indústria petrolífera do país.  Ela defendeu que a iniciativa facilitará “um importante fluxo de investimentos” para reconstruir a infraestrutura estratégica do setor.</p>
<h2>Petróleo venezuelano ganha importância para os EUA</h2>
<p>O acordo ocorre em meio à  crise no mercado de energia provocada pela  guerra contra o Irã, iniciada há seis meses por Estados Unidos e Israel.  O conflito reduziu drasticamente o tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de um quinto da oferta mundial de petróleo e gás, e mantém os preços dos combustíveis pressionados.</p>
<p>O barril do Brent permanece em torno de US$ 90, cerca de 25% acima do nível anterior à guerra. O impacto é maior sobre os combustíveis: nos Estados Unidos, o preço da gasolina subiu aproximadamente 30% em um ano.</p>
<p>O acerto entre Venezuela e Estados Unidos acontece também em mais um cenário de pressão sobre Trump, a poucos meses das eleições legislativas de novembro. O presidente enfrenta desgaste na opinião pública.</p>
<p>Trump declarou que o negócio “mais que duplica” as reservas petrolíferas norte-americanas. Os 65 bilhões de barris, porém, não devem ser confundidos com a Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos.</p>
<p>A reserva estratégica é formada por petróleo já extraído e armazenado pelo governo para situações de emergência.</p>
<p>Desde a operação militar norte-americana que capturou Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, e o levou para os Estados Unidos, Washington vem ampliando sua influência sobre o setor petrolífero venezuelano.  O petróleo ocupa papel central na relação estabelecida entre o governo Trump e a administração interina de Delcy.</p>
<p>Matéria atualizada 02/09/2026 às 19h52</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Terremoto de magnitude 7,7 provoca mais de 50 mortes na Indonésia</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/terremoto-magnitude-7-7-38-mortos-indonesia</link>
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      <pubDate>Sat, 15 Aug 2026 13:48:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um  terremoto de magnitude 7,7 atingiu o leste da Indonésia  na manhã deste sábado, 15, provocando  mais de 50 mortes e deixando uma centena de feridos e milhares de pessoas fora de suas casas . O tremor provocou desabamentos, deslizamentos de terra e danos a edifícios e à infraestrutura de diferentes regiões.</p>
<p>O abalo ocorreu às 4h58, no horário da Indonésia Ocidental, na região de Flores, na província de Nusa Tenggara Oriental.  O epicentro ficou no mar, ao norte da ilha de Flores.</p>
<p>Segundo a  Agência de Meteorologia, Climatologia e Geofísica da Indonésia (BMKG) , o tremor teve profundidade de 15 km e foi provocado por um movimento de falha geológica do tipo inversa, no qual um bloco de rocha é empurrado sobre outro.</p>
<p>A  Agência Nacional de Gestão de Desastres da Indonésia (BNPB)  mobilizou equipes e ajuda emergencial para as áreas atingidas. Problemas nas comunicações e bloqueios de estradas dificultaram o levantamento dos danos.</p>
<p>Em Nagekeo, uma das regiões mais próximas do epicentro, moradores correram para áreas mais altas diante do temor de um tsunami.  Cerca de 2 mil pessoas deixaram suas casas ou se deslocaram por conta própria para locais considerados mais seguros.  Hospitais retiraram pacientes dos prédios por precaução e chegaram a instalar estruturas temporárias de atendimento ao ar livre.</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asoxyl3067InpbLEo.png?width=800&height=600&quality=75" alt="Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a Indonésia Ocidental; outros abalos aconteceram na sequência, em outras partes do país."/>
<h2>Alerta de tsunami foi suspenso</h2>
<p>A BMKG emitiu um  alerta de tsunami pouco mais de dois minutos depois do terremoto. O aviso foi posteriormente atualizado e acabou suspenso  às 7h30, depois que o monitoramento indicou que não havia risco de ondas destrutivas.</p>
<p>Ondas inferiores a um metro foram registradas em diferentes pontos , mas as autoridades não observaram alterações significativas do nível do mar que indicassem a formação de um tsunami.</p>
<p>Mesmo depois da retirada do alerta, a população foi orientada a permanecer atenta.  Um dos principais motivos é a intensa sequência de réplicas  (tremores que sucedem um terremoto) registrada após o primeiro abalo.</p>
<p>Até as 14h deste sábado, no horário local, a BMKG havia contabilizado  235 novos tremores , com magnitudes entre 2,5 e 6,2. Segundo a agência, a frequência das réplicas ainda não apresentava redução significativa. A estimativa é que o processo natural de diminuição dessa atividade leve  entre duas e três semanas .</p>
<h2>Outros terremotos atingem o país</h2>
<p>Horas depois do terremoto de magnitude 7,7, outro forte tremor, de magnitude 6,9, foi registrado ao largo do norte de Sumatra. Não havia informação imediata sobre vítimas.</p>
<p>Mais tarde, às 17h54 no horário da Indonésia Ocidental,  um terremoto de magnitude 6,4 atingiu Simalungun, na província de Sumatra do Norte . O epicentro ficou em terra, a 163 km de profundidade, e, de acordo com a BMKG, não havia risco de tsunami. O tremor foi sentido com força em localidades como Simalungun, Medan, Pakpak Bharat e Tapanuli Central.</p>
<p>O terremoto na Indonésia ocorre poucos dias depois de um   tremor de magnitude 7,4 atingir a Colômbia , em 10 de agosto. O desastre deixou ao menos 285 mortos e cerca de 380 desaparecidos, enquanto equipes ainda trabalham nas buscas. Em junho,  dois terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, atingiram a Venezuela  e deixaram mais de 6 mil mortos .</p>
<h2>Círculo de Fogo</h2>
<p>A Indonésia está localizada no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, extensa faixa de encontro de placas tectônicas onde terremotos e erupções vulcânicas são frequentes.</p>
<p>Em 2004,  um terremoto submarino de magnitude 9,1 próximo à costa de Sumatra provocou um gigantesco tsunami  que deixou  cerca de 228 mil mortos ou desaparecidos  em países banhados pelo oceano Índico.</p>
<p>Este texto foi atualizado no domingo, 16, as 9h30.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Colômbia: ajuda humanitária tem ideologia política?</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/colombia-ajuda-humanitaria-tem-ideologia-politica</link>
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      <pubDate>Fri, 14 Aug 2026 20:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Após o violento terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10/8), uma controvérsia se espalhou pelas redes sociais e imprensa nos últimos dias. Afinal, o governo do recém-eleito presidente Abelardo De La Espriella foi ideologicamente seletivo na hora de aceitar ou recusar ajuda humanitária? </p>
<p>Na quarta-feira (12/08), o ministro das Relações Exteriores, Omar Bula, negou que o país tenha descartado colaborações de determinados países. E disse que não há qualquer critério ideológico ou político envolvido nesse processo.</p>
<p>O próprio Espriella fez um discurso recente em que declarou que esse é um dos momentos de maior solidariedade para com o país, e que essa reconstrução independe de ideologias ou posicionamentos políticos.</p>
<p>Passa de 280 o número de mortos por conta do terremoto. Além disso, há cerca de 3.800 feridos e 377 desaparecidos. Mais de 40 mil famílias foram atingidas.</p>
<p>Após o tremor da segunda-feira, que atingiu 7,4 de magnitude, um novo episódio ocorreu na quinta-feira (13/08), dessa vez mais brando, registrando 3,8.</p>
<p>Vídeos exibidos no início da semana mostraram pessoas desabrigadas sem apoio formal no sentido de receber água, alimentação ou poder ir ao banheiro.</p>
<p>Paralelamente, começaram a correr rumores de que o governo Espriella só estaria aceitando a ajuda de equipes de países alinhados politicamente à direita, como a sua gestão. Na quinta-feira (14/8), no entanto, começaram a ser divulgados desmentidos sobre essa postura. </p>
<p>Uma das explicações, veiculada pelo portal Meridiano, dava conta que a medida havia sido implementada pelo ex-diretor da Unidade Nacional de Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD), Javier Pava, que fazia parte do governo anterior e estava à frente da agência até 11 de agosto.</p>
<p>O argumento era de que a própria Colômbia teria capacidade de lidar com a situação e que as ofertas de apoio deveriam ser avaliadas.</p>
<p>Nesse sentido, o país teria inicialmente recusado a mão estendida de nações que haviam disponibilizado equipes de busca e resgate para a Colômbia.</p>
<p>Segundo a reportagem do Meridiano, Pava teria estabelecido como prioridade o apoio de grupos especializados em gestão tecnológica da informação – o que os Estados Unidos estavam oferecendo, por exemplo.</p>
<p>Além dos EUA, o governo colombiano aceitou, em princípio, a entrada de times de resgate de apenas três outros países: Equador, El Salvador e Israel. Daí as suspeitas de atrelar a ajuda humanitária dentro do país ao alinhamento ideológico.</p>
<p>No entanto, o governo colombiano, num primeiro momento, também disse não a propostas de ajuda de nações como Chile e Argentina – que são comandados por governos de direita, assim como o de Espriella.</p>
<p>O fato é que a postura inicial do governo colombiano pegou mal internacionalmente. Principalmente ao se considerar que as primeiras 72 horas, em tragédias como essa, são decisivas para o resgate de sobreviventes soterrados sob escombros.</p>
<h2>Doze países vão apoiar a população colombiana</h2>
<p>Movido ou não pelos questionamentos políticos, o governo colombiano divulgou que vai receber ajuda humanitária de 12 países, incluindo o Brasil.</p>
<p>Apesar disso, reportagem do jornal Folha de S. Paulo afirma que a presidente do México, Claudia Sheinbaum, havia dito que entraves burocráticos estariam dificultando a entrada de brigadas militares do país na Colômbia, para ajudar nos resgates.</p>
<p>A União Europeia revelou que vai ajudar a Colômbia com € 2 milhões. Por sua vez, os Emirados Árabes Unidos anunciaram que vão doar US$10 milhões. Enquanto isso, os Estados Unidos destinaram cerca de US$15 milhões ao país.</p>
<p>Entre outras nações que estão participando dos esforços humanitários pós-terremoto estão Equador, El Salvador, Japão, México, Suécia e Suíça.</p>
<p>A Organização das Nações Unidas liberou US$5 milhões do Fundo Central de Resposta a Emergência para a Colômbia, com o objetivo de prover alimentos, kits de higiene e abrigos temporários para os milhares de desabrigados.</p>
<p>Nesta mesma semana, o  secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth , confirmou que a  Colômbia vai permitir operações militares dos Estados Unidos  em seu território.</p>
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        <media:credit role="provider">ONU News/Valentina Escobar Salazar</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Colômbia soma 239 mortos, enquanto Venezuela ainda busca desaparecidos de junho</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/colombia-soma-239-mortos-enquanto-venezuela-ainda-busca-desaparecidos-de-junho</link>
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      <pubDate>Wed, 12 Aug 2026 21:07:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Equipes de resgate na Colômbia trabalham contra o tempo para encontrar sobreviventes sob os escombros deixados pelo terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o país na segunda-feira, 10 de agosto. Em Pereira, moradores e voluntários formam filas humanas passando baldes de entulho enquanto gritam nomes de familiares ainda desaparecidos.</p>
<p>Segundo o último boletim oficial da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), com corte na manhã desta quarta-feira (12), o terremoto já deixou 239 mortos, 287 desaparecidos e 3.755 feridos.</p>
<p>O número de mortos vinha sendo divulgado de forma inconsistente nos primeiros dois dias após o sismo – chegou a variar entre 111 e 240 dependendo da fonte –, até que a Presidência determinou que os dados oficiais passassem a ser centralizados e divulgados exclusivamente por ela.</p>
<p>O epicentro do terremoto mais forte do país em décadas ficou perto de San José del Palmar, no Chocó, a cerca de 100 quilômetros de profundidade, e o SGC já contabilizou mais de 99 réplicas desde o abalo principal.</p>
<p>O terremoto expôs disparidades regionais na capacidade de resposta do país. Cali, capital do rico Valle del Cauca, e cidades do Eixo Cafeeiro como Pereira e Manizales concentram a maior parte das vítimas registradas até agora, mas também contam com estrutura hospitalar maior e equipes de resgate reforçadas com apoio de Bogotá.</p>
<p>Em Pereira, o balanço mais recente aponta 103 mortos e 84 estruturas colapsadas. Já no Chocó, estado mais pobre do país e onde a maioria da população é afro-colombiana e indígena, a resposta é mais lenta: 29 dos 31 municípios do departamento registraram algum tipo de dano, com 14 mortos e mais de 43 mil pessoas afetadas até o momento. Em várias comunidades isoladas, famílias ainda esperam a chegada de máquinas pesadas para remover escombros de casas de madeira e taipa.</p>
<p>A região soma décadas de precariedade em infraestrutura de saúde e transporte, o que dificulta tanto a chegada de equipamento pesado quanto a evacuação de feridos.</p>
<h2>O primeiro teste do novo governo</h2>
<p>O terremoto atingiu o país apenas três dias após a posse de Abelardo de la Espriella na Presidência do país. O mandatário decretou situação de desastre de caráter nacional por 12 meses, prorrogáveis, em 13 departamentos, obrigando o Ministério da Fazenda a garantir recursos do Fundo Nacional de Gestão do Risco de Desastres, administrado pela UNGRD.</p>
<p>Os deslizamentos de terra interromperam rodovias que ligam o Eixo Cafeeiro ao porto de Buenaventura, principal saída do país para o Pacífico, ameaçando o fluxo de exportações agrícolas.</p>
<p>Diante de registros de saques em áreas atingidas, as prefeituras de Cali e Pereira decretaram toque de recolher noturno.</p>
<p>O apoio internacional também começou a chegar: a pedido do governo colombiano, os Estados Unidos ativaram uma equipe de resgate (DART), enquanto o Equador ofereceu 47 socorristas e cães farejadores para reforçar as buscas.</p>
<h2>Venezuela, sete semanas depois</h2>
<p>O terremoto colombiano ocorre sete semanas depois de outro grande sismo na região, o duplo abalo que atingiu a Venezuela em 24 de junho, de magnitudes 7,2 e 7,5, com epicentro perto de La Guaira, o estado mais afetado. Enquanto a Colômbia já centraliza números oficiais e acelera o socorro com apoio internacional em menos de 72 horas, a Venezuela ainda luta para localizar milhares de desaparecidos quase dois meses após a tragédia.</p>
<p>O balanço oficial confirmado pelo governo venezuelano em 10 de agosto chegou a 6.301 mortos – alta de 176 em relação à atualização anterior, de 3 de agosto. Mais de 73 mil pessoas foram atendidas em hospitais desde o sismo. Em 47 dias de operações, 6.462 pessoas foram resgatadas com vida.</p>
<p>O governo de Delcy Rodríguez ainda não divulgou um balanço oficial de desaparecidos, mas organizações da sociedade civil estimam que mais de 29 mil pessoas seguem com paradeiro desconhecido desde junho – número que já chegou a superar 55 mil nas primeiras semanas após o desastre, antes de cair com o reestabelecimento gradual de comunicações.</p>
<p>Cerca de 856 edifícios foram atingidos pelos terremotos, a maioria em La Guaira; 190 desabaram por completo. Das 53.314 moradias avaliadas até agora, 9.567 foram classificadas como de alto risco e apenas 287 famílias receberam novas moradias. Equipes já recolheram 483,5 mil toneladas de escombros – 23% do total previsto.</p>
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        <media:credit role="provider">Reprodução/ Instagram / Cruz Roja Colombia</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Terremoto na Colômbia mobiliza apoio internacional e impõe primeiro teste decisivo a Espriella</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/terremoto-na-colombia-mobiliza-apoio-internacional-e-impoe-primeiro-teste-decisivo-a-espriella</link>
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      <pubDate>Tue, 11 Aug 2026 18:46:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Foram necessárias menos de 72 horas após a posse presidencial para que o novo governo da Colômbia enfrentasse sua primeira grande crise. </p>
<p>Na manhã de segunda-feira, 10 de agosto, um terremoto de magnitude 7,4 atingiu o oeste do país, deixando um rastro de destruição e um balanço provisório que já supera 240 mortos, mais de mil feridos e centenas de pessoas desaparecidas, segundo informações da AFP publicadas com base em dados da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD) e das autoridades locais.</p>
<p>Advogado de 48 anos e sem experiência prévia em cargos públicos eletivos ou no comando de governos, Abelardo de la Espriella assumiu o poder após erguer sua campanha sobre plataformas rígidas, defendendo bandeiras como a do combate intransigente a grupos armados, corte de gastos públicos, alinhamento automático com os Estados Unidos e a promessa de descentralizar a administração nacional. Mas o desastre natural o forçou a mudar suas prioridades imediatas e assumir no ato a articulação do resgate e do socorro às vítimas.</p>
<p>O sismo foi classificado pelo Serviço Geológico Colombiano (SGC) e pelo USGS americano como o mais potente registrado no território colombiano na última década. </p>
<p>O epicentro ocorreu nas proximidades de San José del Palmar, no departamento de Chocó, a aproximadamente 100 quilômetros de profundidade, e repercutiu com intensidade nas cidades de Cali, Pereira, Manizales e Quibdó, sendo sentido inclusive na capital Bogotá e em países vizinhos como Equador, Panamá e Venezuela. </p>
<p>Em diversas regiões, edifícios residenciais e comerciais sofreram colapsos estruturais, hospitais perderam capacidade operativa e aeroportos precisaram interromper voos.</p>
<p>Entre os municípios afetados, Cali e Pereira registram o maior volume de danos e vítimas fatais. Na capital de Risaralda, bairros inteiros e estabelecimentos comerciais sofreram desabamentos parciais, enquanto em Manizales uma das torres da catedral histórica desmoronou. </p>
<p>O quadro é também dramático em Chocó, região historicamente vulnerável pela pobreza e pela presença de facções criminosas, onde comunidades isoladas continuam sem energia e com rotas de acesso bloqueadas. </p>
<p>No departamento de Valle del Cauca, o Hospital Universitario del Valle Evaristo García teve parte de sua estrutura comprometida, obrigando equipes médicas a improvisar tendas de atendimento nos estacionamentos para socorrer feridos.</p>
<h2>Primeiro teste de fogo</h2>
<p>Espriella cumpria agenda regional em Medellín no momento do tremor. Em uma resposta rápida, o mandatário convocou o Comitê Nacional de Gestão de Desastres, determinou a instalação de Postos de Comando Unificado em pontos estratégicos e decretou estado de desastre nacional para acelerar a liberação de orçamentos de emergência. </p>
<p>O presidente esteve em Quibdó e Cali nas primeiras horas após a tragédia e programou deslocamentos para Pereira e Manizales.</p>
<p>A urgência do momento colocou a nova gestão diante de uma sinuca técnica. O braço operacional da resposta está sendo conduzido pela UNGRD, órgão cuja estrutura administrativa e corpo diretivo Espriella ainda não havia tido tempo de reformular, herdando integralmente a equipe da gestão anterior. A capacidade de entrosamento entre os novos nomes do Palácio de Nariño e o escalão técnico da agência passa a ser um teste decisivo para avaliar a fluidez do socorro.</p>
<p>Diante do surgimento de saques e transtornos à ordem pública em centros urbanos atingidos, o governo optou pela militarização de áreas críticas. As prefeituras de Cali e Pereira estabeleceram toques de recolher noturnos para conter saques e facilitar o trânsito de ambulâncias e socorristas, que trabalham contra o tempo em meio aos escombros.</p>
<p>Para além das perdas humanas, os estragos na infraestrutura são preocupantes para a economia colombiana. Deslizamentos de terra interromperam trechos vitais de rodovias que conectam o Eixo Cafeeiro ao porto de Buenaventura, o principal terminal do país no Oceano Pacífico, ameaçando interromper o fluxo de exportações agrícolas e o abastecimento de combustíveis nas regiões afetadas. </p>
<p>O isolamento de vilarejos rurais em Chocó e Risaralda acendeu o alerta das autoridades para o risco de uma crise de suprimentos e de água potável nos próximos dias.</p>
<p>Buscando atenuar o impacto social, a presidência anunciou a concessão de subsídios emergenciais de aluguel para famílias que perderam suas residências. A promessa, contudo, cria um quebra-cabeça para o governo, que vivia cenário de déficit habitacional no país antes mesmo da tragédia, fazendo com que a necessidade de estruturar repasses diretos de moradia sem inflacionar o mercado imobiliário local nem estourar as metas de contenção de despesas se desenhe como a primeira grande encruzilhada econômica do governo.</p>
<h2>Austeridade em xeque</h2>
<p>A tragédia impõe um dilema direto ao programa de governo de Espriella. Eleito sob a promessa de aplicar um choque de austeridade, reduzir o tamanho do Estado em até 40% e reorganizar os gastos públicos -- medida que inclui o fechamento e a reestruturação de embaixadas e representações no exterior --, o presidente agora precisará destinar volumosos recursos para obras de reconstrução.</p>
<p>Para analistas políticos colombianos, a emergência cria uma tensão inevitável com as bandeiras de campanha do mandatário. Durante o período eleitoral, Espriella enfatizou a descentralização do poder e chegou a realizar sua posse simbólica em Cali para marcar o compromisso de "governar a partir das províncias". No entanto, especialistas ponderam que grandes catástrofes exigem uma centralização quase absoluta do poder decisório e orçamentário em Bogotá, o que deve pressionar a narrativa regionalista adotada pelo presidente.</p>
<p>O desafio também se estende à segurança pública e à política externa. Durante a campanha, o novo presidente defendeu o encerramento das negociações de paz com guerrilhas como o ELN e o Clan del Golfo, prometendo enfrentá-las com rigor militar e reclassificar cartéis como organizações terroristas em sintonia com Washington. Contudo, a necessidade de levar socorro humanitário a zonas rurais de Chocó dominadas por esses grupos exige coordenação e garantia de acesso a territórios conflagrados.</p>
<p>No plano internacional, o governo obteve respaldo imediato. Os Estados Unidos anunciaram o envio de US$ 15,5 milhões para abrigos e ajuda humanitária, enquanto a União Europeia disponibilizou dados do sistema de satélites Copernicus para mapeamento de áreas destruídas. </p>
<p>Organismos multilaterais, como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), acenaram com linhas de crédito extraordinárias para a reconstrução, e diversos países da região ofereceram apoio técnico e equipes especializadas em resgate.</p>
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      <title>Terremoto na Colômbia provoca mais de 100 mortes</title>
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      <pubDate>Mon, 10 Aug 2026 14:28:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um forte abalo sísmico atingiu a Colômbia na manhã desta segunda-feira (10), deixando mortos e feridos em diversas regiões do país. Os números estão sendo atualizados pelas autoridades locais. São, até o momento, mais de 100 mortes. Cerca de 60 prédios colapsaram.</p>
<p>O tremor principal foi sentido com intensidade na capital, Bogotá, e em grandes centros urbanos, como Medellín e Cali.</p>
<p>Além disso, impactou nações vizinhas, incluindo Equador, Venezuela e Panamá.</p>
<p>De acordo com levantamentos geológicos, o epicentro foi localizado próximo ao município de San José del Palmar, situado no departamento de Chocó, na faixa oeste do território colombiano.</p>
<p>As medições sobre a magnitude do evento variam entre os organismos de monitoramento internacionais e locais.</p>
<p>O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e o Serviço Geológico Colombiano reportaram um sismo de magnitude 7,4. </p>
<p>Outras entidades, como a Unidade Nacional para a Gestão de Riscos de Desastres (UNGRD) e o Centro Sismológico Euro-Mediterrânico (EMSC), indicaram oscilações entre 6,6 e 6,8. A profundidade estimada do hipocentro ficou entre 79 km e 107 km.</p>
<h2>Áreas mais atingidas</h2>
<p>O departamento de Chocó, no litoral do Pacífico, figura como a zona mais severamente atingida. </p>
<p>A governadora local, Nubia Carolina Córdoba-Curi, confirmou, por meio de redes sociais, que a capital, Quibdó, e municípios vizinhos registraram destruição considerável em edificações e número ainda indeterminado de feridos.</p>
<p>Na região do Eixo Cafeeiro, a força das vibrações também provocou colapsos parciais e pânico. </p>
<p>Em Manizales, cúpula da Catedral Basílica Metropolitana, um dos principais pontos arquitetônicos da cidade, sofreu avarias estruturais graves.</p>
<p>Já em Pereira, autoridades provinciais relataram estragos significativos em infraestruturas e atendimento a feridos.</p>
<h2>Impacto na capital e em países vizinhos</h2>
<p>Em Bogotá, localizada a cerca de 230 quilômetros do epicentro, as sirenes de emergência soaram minutos após o início das oscilações. </p>
<p>Milhares de moradores e trabalhadores abandonaram residências e edifícios comerciais, aglomerando-se nas ruas em busca de abrigo seguro. </p>
<p>Registros visuais que circulam na internet mostram o momento em que estruturas balançavam e a comoção de civis reunidos em áreas abertas da capital.</p>
<p>O impacto do tremor ultrapassou as fronteiras colombianas. O abalo foi sentido claramente no Equador, no Panamá e na Venezuela (esta última ainda em processo de recuperação após ser atingida por tremores sucessivos no mês de junho).</p>
<p>Até o momento, não há relatos de repercussão do sismo em território brasileiro.</p>
<p>Equipes de resgate e órgãos de Defesa Civil da Colômbia seguem mobilizados no mapeamento das áreas afetadas para socorrer vítimas e consolidar o balanço oficial de danos humanos e materiais.</p>
<p>Este texto foi atualizado em 10/8/2026 às 19h58.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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      <title>OMS alerta para colapso da saúde na Venezuela enquanto 50 mil seguem desaparecidos</title>
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      <pubDate>Tue, 30 Jun 2026 20:44:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O balanço da tarde desta terça-feira, 30, contabiliza  1.943 mortos  pelos terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira, 24. Os dados foram divulgados por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional venezuelana e irmão da presidente interina Delcy Rodríguez. Cerca de  50 mil pessoas ainda estão desaparecidas. </p>
<p>Os feridos quase dobraram em relação ao balanço anterior e somam 10.571. Segundo o governo, 6.461 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.</p>
<h2>Hospitais operam no limite</h2>
<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta terça que o  sistema de saúde venezuelano está em colapso.  Os terremotos danificaram ou comprometeram 38 hospitais em todo o país. A OMS avaliou 21 dessas unidades até o momento: três deixaram de funcionar completamente, outras seis sofreram danos parciais e as demais operam sob forte sobrecarga.</p>
<p>Segundo o porta-voz Christian Lindmeier, as unidades de saúde enfrentam superlotação, fila crescente de cirurgias e colapso das medidas de biossegurança. Em La Guaira, o estado mais afetado, pacientes são tratados no estacionamento de um hospital. O porto da cidade se tornou um necrotério improvisado, com filas de corpos nas ruas aguardando identificação. </p>
<p>Profissionais de saúde especializados em atendimento materno continuam desaparecidos sob os escombros em La Guaira, comprometendo a assistência obstétrica na cidade.  </p>
<p>A OMS alertou que as interrupções nos serviços de saúde e nas redes de abastecimento de água e saneamento, somadas ao deslocamento da população, podem favorecer surtos de doenças preveníveis por vacinação, como sarampo, difteria e coqueluche, além de febre amarela, dengue e malária — riscos potencializados pela baixa cobertura vacinal do país. </p>
<h2>Brasil reforça ajuda humanitária</h2>
<p>A Embaixada do Brasil em Caracas orientou os brasileiros no país a evitarem La Guaira, estado decretado zona de desastre pelo governo venezuelano. A nota pede que a população não atrapalhe o trabalho dos socorristas e convoca doações de sangue. Treze brasileiros que estavam de passagem no país retornaram ao Brasil no domingo (28), em voo da Força Aérea Brasileira (FAB). Dois brasileiros morreram nos terremotos: o pastor Romildo Batista de Lima, de Uberlândia (MG), e Vanessa Zacarias da Silva, do Distrito Federal.</p>
<p>O ministro da Defesa, José Múcio, viajou a Caracas nesta terça-feira (30) para se reunir com o ministro da Defesa venezuelano, Gustavo González López, por determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Acompanham a comitiva a vice-presidente de Habitação da Caixa Econômica Federal, Inês da Silva Magalhães, e o secretário nacional de Habitação do Ministério das Cidades, Augusto Henrique Alves Rabelo, que devem discutir apoio à reconstrução das áreas atingidas.</p>
<p>O Brasil enviou nesta terça o quinto voo humanitário da FAB à Venezuela, com 45 militares da Marinha e 5,5 toneladas de insumos do Ministério da Saúde. A carga vai ampliar o hospital de campanha já instalado em La Guaira, que passará a ter 900 m² e capacidade para 20 pacientes internados simultaneamente. Ao todo, a cooperação brasileira já soma 71 bombeiros militares, técnicos da Anatel e da Defesa Civil, e 100 purificadores de água com painel solar.</p>
<h2>Réplicas mantêm população em alerta </h2>
<p>A Venezuela registrou um novo tremor de magnitude 4,6 na manhã da segunda-feira (29), com epicentro a cerca de 27 km ao norte de Caraballeda, em La Guaira, a profundidade de 10 km. A Fundação Venezuelana de Investigações Sismológicas (Funvisis) mediu a intensidade em 4,2. O abalo foi sentido em Caracas e levou moradores a deixar casas e prédios às pressas, mas não causou novos danos estruturais, segundo o governo.</p>
<p>Desde o terremoto duplo de 24 de junho, o país já contabiliza mais de 600 réplicas, a maioria com magnitude abaixo de 4. Sismólogos explicam que esses tremores secundários ocorrem porque a crosta terrestre continua se ajustando à nova distribuição de tensões provocada pelo evento principal, e tendem a perder força e frequência com o tempo. Outro abalo, de magnitude 4,9, havia atingido a costa norte do país na sexta-feira (26).</p>
<p>A região epicentral, na falha de San Sebastián, é apontada por estudos sismológicos como a de maior potencial sísmico do norte da Venezuela. </p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Terremoto na Venezuela: ONU estima que cerca de 50 mil pessoas estão desparecidas</title>
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      <pubDate>Mon, 29 Jun 2026 11:52:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As Nações Unidas estimam que cerca de 50 mil pessoas continuam desaparecidas na Venezuela após os terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país na quarta-feira, 24. O governo venezuelano não divulga dados oficiais sobre os desaparecidos.</p>
<p>O último balanço oficial feito pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, no domingo, 28, confirma 1.450 mortos e 3.150 feridos. O Serviço Geológico dos Estados Unidos projeta que o total de mortos pode ultrapassar 10 mil, o que posicionaria o evento entre os mais mortais da América Latina no último século.</p>
<p>Ainda segundo a Organização das Nações Unidas, o contingente de profissionais internacionais mobilizados é de mais de 2.600 especialistas. Conforme os dados do governo venezuelano, 27 países enviaram ajuda humanitária, incluindo nações que não mantêm relações diplomáticas formais com Caracas, como o Paraguai e o Peru.</p>
<p>A missão humanitária do Brasil iniciou os trabalhos de busca e salvamento no sábado, 27. A operação é coordenada pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), por meio da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec).</p>
<p>A equipe brasileira está operando a partir de uma base temporária instalada na região de Los Corales, onde presta suporte logístico e operacional às autoridades locais.</p>
<p>No último fim de semana, os socorristas retiraram 33 pessoas com vida dos escombros.</p>
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      <title>Número de mortos na Venezuela passa de 900; ajuda humanitária brasileira segue nesta sexta</title>
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      <pubDate>Fri, 26 Jun 2026 18:56:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O número oficial de mortos na Venezuela subiu para 920 e a quantidade de feridos pasa de três mil. O Ministério de Relações Exteriores do Brasil (MRE) confirmou a morte de dois brasileiros, um homem e uma mulher, em decorrência de dois terremotos que atingiram o país na quarta-feira, dia 24, de magnitude 7,2 e 7,5 na escala Richter.   Foi confirmada pela família a morte da brasileira Vanessa Zacarias da Silva que estava na Venezuela. A brasiliense de 44 anos está entre as vítimas e a morte foi confirmada pelo irmão em post nas redes sociais. (imagem abaixo)</p>
<img src="https://gsw.codexcdn.net/assets/asbcjjH1VmDttDmSU.jpeg?width=800&height=600&quality=75" alt=""/>
<p>A presidente interina da Venezuela,  Delcy Rodríguez,  declarou estado de emergia e pediu ajuda humanitária às nações amigas. Os dois terremotos causaram grande destruição no litoral de Morón, que fica a 160 quilômetros da capital Caracas. A região pertence ao estado de La Guaira, o mais afetado pelos tremores. Prédios, casas e outras e dificações desabaram. </p>
<h2>Ajuda do Brasil</h2>
<p>A primeira missão humanitária brasileira de apoio à Venezuela embarca nesta sexta-feira, dia 26, às 10h, na aeronave Embraer KC-390 da Força Aérea Brasileira (FAB), com 36 bombeiros de três estados - São Paulo, Minhas Gerais e Paraná, que integram o Esquadrão Zeus. A decolagem está prevista para 10h, do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP). </p>
<p>A missão contará com uma equipe e busca e resgate urbano de nível pesado, formada por profissionais da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, militares dos Corpos de Bombeiros Militares de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, além de especialistas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). </p>
<p>No sábado, dia 27, o governo brasileiro enviará outro avião que levará equipamentos para a montagem de um hospital de campanha, 100 purificadores de água com painel solar, medicamentos e material médico para cirurgias. </p>
<h2>Informações</h2>
<p>O site de iniciativa social e apartidário ' Desaparecidos Terremoto Venezuela ' pede aos cidadãos locais que informem os dados de conhecidos, familiares e afins que estejam sem comunicação ou desaparecidas desde o dia do terremoto, na quarta-feira, dia 24. </p>
<p>Até o momento, o painel de contagem do site indica 59.169 mil notificações de pessoas, sendo 50.605 mil pessoas sem contato e 8.564 pessoas localizadas.  O site não informa se pode haver redundância de nomes.  A página foi criada após dois terremotos, um de escala 7,2 e 7,5 na escala Richter, terem devastado partes do litoral de Morón, que fica a 160 quilômetros da capital Caracas. </p>
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      <dc:creator><![CDATA[Tatiana Schnoor]]></dc:creator>
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