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    <title>Global South World Brasil - Tensões diplomáticas</title>
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    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Brasil cobra fim de ataques de Milei para normalizar relações com Argentina</title>
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      <pubDate>Mon, 10 Aug 2026 17:37:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o governo argentino precisa interromper imediatamente as agressões contra o Brasil para que os dois países retomem a normalidade nas relações diplomáticas. Em entrevista ao  jornal argentino Clarín , no sábado, 8, o chanceler disse que a crise chegou ao ponto de as representações dos dois países serem comandadas por encarregados de negócios.</p>
<p>Vieira atribuiu o desgaste às declarações recentes do presidente argentino, Javier Milei, contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, autoridades e instituições brasileiras. Ele pontuou que os ataques ocorreram repetidamente em um intervalo de menos de uma semana.</p>
<p>“É preciso parar imediatamente com esse tipo de agressão para trabalhar na relação bilateral, que é tão importante”, afirmou. O chanceler ressaltou que, para o governo brasileiro, a relação com a Argentina é “primordial” e questionou se o governo de Milei atribui a mesma importância ao Brasil.</p>
<h2>Relação diplomática é rebaixada</h2>
<p>A crise levou o Brasil a reduzir o nível de sua representação diplomática na Argentina. O embaixador brasileiro em Buenos Aires, Julio Bitelli, foi chamado a Brasília para consultas no fim de julho e permanece no país. No dia 4, o Itamaraty comunicou ao embaixador argentino em Brasília, Guillermo Daniel Raimondi, que passaria a manter a interlocução entre os dois países por meio de encarregados de negócios enquanto persistirem os ataques de Milei.</p>
<p>Na entrevista, Vieira vinculou a normalização da representação diplomática ao fim das condições que provocaram a saída dos embaixadores.</p>
<p>“É necessário um gesto: parar as agressões. É um gesto simples diante da importância das relações bilaterais”, declarou.</p>
<p>Apesar da crise, o ministro procurou separar a relação histórica entre os dois países das divergências entre seus atuais governos. Vieira lembrou que o Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina e destacou os mecanismos de cooperação construídos ao longo de décadas.</p>
<p>O chanceler citou como marco a aproximação promovida pelos então presidentes José Sarney e Raúl Alfonsín, que abriu uma importante etapa nas relações entre os vizinhos e levou à criação de mecanismos de confiança e transparência, inclusive na área nuclear.</p>
<h2>Vieira rebate acusação de Milei</h2>
<p>Ao Clarín, Vieira rebateu a acusação de Milei de que o governo brasileiro teria financiado uma campanha internacional contra a Argentina. “Isso é totalmente falso”, ressaltou.</p>
<p>Vieira também contestou as referências do presidente argentino à passagem de Sergio Massa pelo Brasil. Massa, que disputou a presidência argentina contra Milei em 2023, esteve no país quando ocupava o Ministério da Economia.</p>
<p>De acordo com Vieira, a visita ocorreu em razão de interesses comuns entre os dois governos e incluiu uma reunião com o ministro da Fazenda brasileiro. Para o chanceler, usar o encontro como evidência de apoio do Brasil à candidatura de Massa é uma interpretação falsa.</p>
<p>Mesmo diante do atual conflito, Vieira declarou esperar voltar a visitar a Argentina em breve. Para ele, a relação bilateral deve prevalecer sobre as diferenças entre os governos. “A relação entre Argentina e Brasil é muito importante e superior a quem esteja no poder em determinado momento”, afirmou.</p>
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