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    <title>Global South World Brasil - Senado</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Fim da 6x1: Lula conquista vitória no Senado com voto favorável de Flávio Bolsonaro</title>
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      <pubDate>Thu, 15 Oct 2026 12:54:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Senado aprovou nesta quarta-feira, 14, em primeiro e segundo turnos, a  Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a  escala de trabalho 6x1 ,  em uma votação que reuniu o apoio de governistas e oposicionistas depois de meses de divergências sobre a redução da jornada. </p>
<p>O texto recebeu 75 votos favoráveis e um contrário em cada turno – o parlamentar dissidente foi o ex-vice-presidente  Hamilton Mourão (Republicanos-RS ). A proposta, que já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, deve ser promulgada pelas mesas das duas Casas na próxima terça-feira, 20.</p>
<p>O resultado representou uma mudança em relação à posição que grande parte da oposição vinha adotando durante a tramitação da proposta, quando parlamentares, liderados pelo PL de Flávio Bolsonaro, questionavam a redução da jornada por meio de uma mudança constitucional e defendiam alternativas que permitissem maior flexibilidade na relação entre empregados e empregadores.</p>
<p>A mudança de posição da bancada acompanhou a do próprio senador e candidato à Presidência, que havia criticado a redução da jornada, mas anunciou na véspera da votação que apoiaria o fim da escala 6x1. Ao justificar a decisão, o  parlamentar afirmou que, durante viagens pelo país, ouviu de trabalhadores que a mudança era uma demanda da categoria.  Flávio não compareceu presencialmente à sessão e registrou seu voto de forma remota, de Porto Alegre (RS), onde cumpria agenda de campanha.</p>
<p>Apesar do apoio à PEC, Flávio mantém a defesa de uma proposta alternativa para tratar da jornada de trabalho. Segundo o deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o senador pretende tentar aprovar, após as eleições, uma PEC que permita a  remuneração por hora trabalhada, com a possibilidade de escolha entre esse modelo e o vínculo formal regido pela CLT.</p>
<p>Três parlamentares da sigla não votaram, entre eles Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. Sérgio Moro (PL-PR) registrou presença, mas não votou. Durante a sessão, oposicionistas mantiveram ressalvas ao texto e alguns afirmaram que a legislação poderia ser revista em um eventual governo de Flávio.</p>
<p>A aprovação da matéria ocorre na mesma semana em que o candidato também reviu sua posição sobre a participação no  debate da Band, marcado para domingo, 18 , e da  primeira pesquisa Quaest após o primeiro turno, que mostrou empate técnico entre Lula e Flávio dentro da margem de erro.</p>
<h2>Vitória política para Lula</h2>
<p>O fim da escala 6x1 é uma das principais bandeiras da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que defende a redução da jornada como forma de ampliar o tempo de descanso dos trabalhadores. A aprovação no Senado permite ao petista apresentar a medida como um avanço de sua agenda para o mercado de trabalho, mesmo com o apoio de uma oposição que, até pouco tempo antes, criticava a proposta. </p>
<p>Após o anúncio do resultado, senadores entoaram cantos de apoio ao presidente no plenário, enquanto Lula comemorou a votação nas redes sociais e afirmou que a mudança representa uma conquista para milhões de brasileiros.</p>
<p>Antes da votação, Lula havia criticado a mudança de posição dos adversários e afirmado que eles decidiram apoiar a medida por oportunismo eleitoral. </p>
<p>Integrantes da campanha petista avaliam, porém, sob reserva, que a aprovação pode não ser suficiente, por si só, para alterar o resultado da disputa presidencial. Uma das limitações apontadas é que a mudança na jornada beneficia diretamente os trabalhadores abrangidos pelas regras trabalhistas, mas não alcança da mesma forma os profissionais autônomos e informais, segmento que também está no centro da disputa eleitoral.</p>
<p>Na mesma quarta-feira, o governo também comemorou a aprovação da Câmara dos Deputados  do projeto que aumenta o limite de faturamento dos Microempreendedores Individuais (MEIs), que  prevê o perdão de dívidas tributárias inscritas na Dívida Ativa da União. </p>
<p>As medidas integram o  Prospera MEI , pacote anunciado pelo governo Lula na véspera, e o texto segue agora para análise do Senado. A proposta eleva o teto anual de faturamento dos atuais R$ 81 mil para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, além de permitir que cada MEI contrate até dois funcionários.</p>
<p>A expectativa do Planalto é que a medida beneficie cerca de 3,6 milhões de microempreendedores, enquanto outra iniciativa do pacote, o Pix MEI, prevê apoio de até R$ 5 mil para investimentos nos negócios a partir de 2027, mas ainda está em fase de elaboração.</p>
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        <media:credit role="provider">Ton Molina/Agência Senado</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>O retrato do Senado: mais feminino e mais à direita</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/o-retrato-do-senado-mais-feminino-e-mais-a-direita</link>
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      <pubDate>Tue, 06 Oct 2026 12:00:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O Senado que começará a trabalhar em fevereiro de 2027 terá uma configuração bastante diferente da atual: será mais feminino e terá uma presença maior de partidos de direita e centro-direita. Das 81 cadeiras, 54 foram renovadas neste domingo, 4. Outras 27 pertencem a senadores eleitos em 2022, com mandato até 2031.</p>
<p>A mudança inédita está na presença das mulheres. Foram eleitas 12 senadoras, um recorde na história do Congresso Nacional. Até então, a maior marca havia sido registrada em 2002, quando oito candidatas se elegeram senadoras. Em 2018, último pleito em que também foram definidos dois terços do Senado, sete foram eleitas. Neste ano, 69 mulheres concorreram ao Senado, o equivalente a 22% das 314 candidaturas ao cargo. A proporção contrasta com a composição do eleitorado brasileiro: segundo o TSE, as mulheres são 52,81% do eleitorado (representando 83,8 milhões de votantes).</p>
<p>Somadas às mulheres que ocupam cadeiras com mandato até 2031, a bancada feminina deve chegar a 18 integrantes em 2027, ou 22,2% dos 81 senadores. Atualmente são 15. Essa projeção considera a ocupação atual das cadeiras que têm mandato até 2031 e poderá mudar até fevereiro.</p>
<p>Ao longo de 2026, a Casa chegou a ter 16 senadoras simultaneamente em exercício, o equivalente a 19,8% das cadeiras.</p>
<p>Além disso, pela primeira vez no Brasil, as três cadeiras no Senado de uma unidade da federação serão ocupadas exclusivamente por mulheres. Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, foram eleitas pelo Distrito Federal e se juntarão a Damares Alves (Republicanos), que tem mandato até 2031.</p>
<h2>Quem são as 12 senadoras eleitas</h2>
<p>A posse das novas senadoras acontece em fevereiro de 2027. Elas cumprirão um mandato de oito anos, até 2035. São elas:</p>
<p>Entre elas, Marília Campos (PT-MG) foi a mulher mais votada para o Senado no país, com 3.990.342 votos.</p>
<h2>Quem ocupa cadeiras com mandato até 2031</h2>
<p>Seis mulheres ocupam atualmente cadeiras cujo mandato vai até 2031:</p>
<p>É preciso ressaltar que há a possibilidade de esse quadro mudar. Damares Alves, Professora Dorinha, Teresa Leitão e Tereza Cristina foram eleitas titulares em 2022.</p>
<p>Jussara Lima é suplente de Wellington Dias (PT-PI) e exerce o mandato enquanto ele ocupa o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Se ele deixar o governo e reassumir o mandato no Senado, Jussara deixará a Casa e, mantidas as demais condições, a bancada feminina projetada para 2027 cairá de 18 para 17 integrantes.</p>
<p>No Maranhão, Lourdinha Pereira também é suplente. Ela ocupa temporariamente a vaga de Ana Paula Lobato (PSB), licenciada até novembro. Ana Paula é a titular da cadeira, com mandato até 2031. A eventual volta dela não altera a presença feminina nem a composição partidária, já que ambas são mulheres e filiadas ao PSB.</p>
<p>Professora Dorinha disputa o segundo turno para o governo do Tocantins. Caso seja eleita em 25 de outubro e deixe o Senado, sua primeira suplente é Professora Lu (União-TO). Assim, essa eventual substituição também não reduziria a presença feminina nem mudaria a classificação da cadeira, já que ambas são do União Brasil.</p>
<p>O número de mulheres poderá, inclusive, aumentar depois do segundo turno. Omar Aziz (PSD-AM), que tem mandato no Senado até 2031, disputa o governo do Amazonas. Se for eleito e deixar a Casa, sua primeira suplente, Cheila Moreira (PT-AM), assumirá a cadeira. Nesse cenário, a bancada feminina poderá passar das 18 integrantes atualmente projetadas para 19. A substituição também mudaria a distribuição política da Casa: sairia uma cadeira do PSD, classificado aqui como de centro, e entraria uma do PT, de esquerda.</p>
<h2>Quem deixa o Senado</h2>
<p>Parte das atuais senadoras tentou renovar o mandato e foi derrotada. Outras disputaram cargos diferentes, concorreram como suplentes ou não participaram das eleições.</p>
<p>Leila Barros (PDT-DF), Eliziane Gama (PSD-MA), Soraya Thronicke (PSB-MS) e Zenaide Maia (PSD-RN) disputaram a reeleição e foram derrotadas.</p>
<p>Mara Gabrilli (PSD-SP) não concorreu à reeleição para o Senado. Disputou uma vaga de deputada estadual em São Paulo e não foi eleita. Já Roberta Acioly (Republicanos-RR) concorreu a deputada federal e também não conseguiu se eleger.</p>
<p>Daniella Ribeiro (PP-PB) concorreu como primeira suplente na chapa de Nabor Wanderley ao Senado; a chapa não foi eleita. Dra. Eudócia (PSDB-AL) disputou como primeira suplente de Marina JHC, que foi eleita. Assim, Eudócia deixa a atual cadeira, mas será sua primeira suplente a partir de 2027.</p>
<p>E Ivete da Silveira (MDB-SC) não disputou outro mandato e deixa o Senado com o fim da atual legislatura.</p>
<p>Assim, das 15 mulheres atualmente em exercício, seis ocupam cadeiras com mandato até 2031 e nove deixam suas atuais posições. Com a chegada das 12 eleitas, a bancada feminina projetada passa para 18 integrantes.</p>
<h2>Casa fica mais à direita</h2>
<p>Outro movimento importante a partir dos resultados destas eleições é o crescimento dos partidos situados à direita e à centro-direita na Casa Alta.</p>
<p>Os dois candidatos ao Senado com as maiores votações absolutas do país foram eleitos em São Paulo. Guilherme Derrite (PP) recebeu 13.273.880 votos e André do Prado (PL), 12.703.089. Foram, respectivamente, o primeiro e o segundo mais votados para o cargo no Brasil.</p>
<p>Para comparar o início da atual legislatura com a composição projetada para 2027, os partidos foram distribuídos em cinco campos. PL e Novo se identificam como de direita; PP, União Brasil, Republicanos e Podemos, de centro-direita. Na imprensa, MDB, PSD e PSDB são hoje costumeiramente posicionados como centro; PSB, PDT e Rede, de centro-esquerda; e PT, de esquerda. A divisão leva em conta o posicionamento adotado pelas próprias siglas e classificações utilizadas em levantamentos sobre o espectro partidário brasileiro, amparados em estudos.</p>
<p>Aplicando exatamente a mesma classificação aos dois períodos, o Senado que iniciou a atual legislatura, em fevereiro de 2023, tinha 12 senadores de direita, 24 de centro-direita, 28 de centro, oito de centro-esquerda e nove de esquerda. Somados, direita e centro-direita reuniam 36 das 81 cadeiras.</p>
<p>Naquele momento, a distribuição partidária era PSD 15, PL 12, MDB 10, PT 9, União Brasil 9, PP 6, Podemos 5, PSB 4, Republicanos 4, PDT 3, PSDB 3 e Rede 1. Romário (RJ), eleito pelo PL em 2022, integrava os 12 senadores do partido e, portanto, foi contabilizado entre os de direita.</p>
<p>Para 2027, a composição partidária projetada após as eleições aponta 31 senadores de direita, 19 de centro-direita, 15 de centro, seis de centro-esquerda e nove de esquerda. Romário, atualmente sem partido, não foi incluído em nenhum dos cinco campos, já que a classificação considera a filiação partidária, e não o posicionamento individual dos senadores.</p>
<p>A distribuição fica assim:</p>
<p>Somados, direita e centro-direita passam de 36 cadeiras no início de 2023 para 50 na projeção para 2027, um aumento de 14 assentos. O centro cai de 28 para 15 cadeiras, enquanto centro-esquerda e esquerda, juntas, passam de 17 para 15.</p>
<p>Vale salientar que parte desse aumento de 14 cadeiras decorre da situação de Romário, interferindo na comparação entre os dois períodos. Como explicado anteriormente, ele entrou na conta da direita em 2023, quando era filiado ao PL, mas fica fora dos campos ideológicos na projeção de 2027 por estar sem partido.</p>
<p>O crescimento da presença feminina acompanha esse deslocamento partidário. Das 18 mulheres projetadas para 2027, três são de partidos de direita, seis de centro-direita, três de centro, três de centro-esquerda e três de esquerda. Assim, direita e centro-direita reúnem nove das 18 senadoras projetadas. No início de 2023, entre as 15 mulheres em exercício, não havia senadoras de partidos aqui classificados como de direita; quatro eram de centro-direita, sete de centro, duas de centro-esquerda e duas de esquerda.</p>
<h2>Expansão do PL</h2>
<p>O principal fator para o crescimento do campo da direita é o desempenho do PL. O partido elegeu 19 dos 54 senadores escolhidos neste domingo e deverá começar 2027 com 28 integrantes, mais de um terço das cadeiras do Senado. Segundo levantamento da Agência Senado, se essa composição se confirmar na posse, será a maior bancada de um único partido no início de uma legislatura desde 1988.</p>
<p>O PL também conseguiu eleger os dois senadores em cinco unidades da Federação: Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Rondônia e Santa Catarina.</p>
<p>A composição de fevereiro ainda poderá sofrer alterações. Dois senadores com mandato até 2031 foram eleitos governadores no primeiro turno: Cleitinho (Republicanos-MG) deixará a cadeira para Alex Diniz (PL-MG), e Sergio Moro (PL-PR) será substituído por Luís Felipe Cunha (União-PR). Essas mudanças já estão consideradas na projeção das bancadas.</p>
<p>Outros três senadores com mandato até 2031 disputam o segundo turno para governador: Alan Rick (Republicanos-AC), Omar Aziz (PSD-AM) e Professora Dorinha Seabra (União-TO). Caso sejam eleitos, serão substituídos pelos respectivos suplentes.</p>
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        <media:credit role="provider">Montagem feita por IA com reprodução de fotos das candidatas no TSE</media:credit>
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      <dc:creator><![CDATA[Lena Castellon]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Quase metade dos candidatos ao Senado apoia impeachment de ministros do STF</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/quase-metade-dos-candidatos-ao-senado-apoia-impeachment-de-ministros-do-stf</link>
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      <pubDate>Tue, 29 Sep 2026 18:08:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Faltando menos de uma semana para o primeiro turno das eleições, quase metade dos candidatos ao Senado Federal declarou apoio ao impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). </p>
<p>Ao mesmo tempo, mais de quatro em cada dez postulantes preferiram não apresentar uma posição pública sobre a pauta, exposta em um mapeamento do Ranking dos Políticos que analisou 270 nomes nas 27 unidades da Federação.</p>
<p>O estudo consolida dados apurados até 23 de setembro e segmenta os concorrentes em quatro eixos: favoráveis ao impeachment, contrários à medida, sem posição pública ou não localizados, e defensores de reformas institucionais no Judiciário sem necessariamente apoiar o afastamento de magistrados.</p>
<p>A categoria dos favoráveis concentra a maior fatia do levantamento, englobando desde os entusiastas do afastamento imediato até aqueles que condicionam o voto à formalização de denúncias ou ao desfecho de investigações em andamento. </p>
<p>Já a atribuição constitucional de processar e julgar ministros por crimes de responsabilidade coloca nas mãos dos 54 novos senadores o poder de decisão na próxima legislatura.</p>
<h3>Contraste regional </h3>
<p>A discrepância entre as unidades federativas evidencia por que os índices nacionais não refletem uniformemente o cenário local. No Piauí, dos 18 postulantes mapeados, quatro apoiam o impeachment, um se opõe e 13 não tornaram pública sua posição.</p>
<p> O grupo neutro ou não localizado no estado representa mais de 70% dos nomes, o que não sinaliza necessariamente rejeição ou apoio velado, mas sim ausência de manifestação formal durante a checagem.</p>
<p>Em contrapartida, Sergipe apresentou o cenário com maior adesão à pauta: nove dos dez concorrentes declararam suporte ao afastamento de integrantes da Corte Suprema. </p>
<p>Rio Grande do Sul e Mato Grosso destacam-se pela transparência total das candidaturas analisadas, onde todos os postulantes registraram posicionamentos sobre o tema.</p>
<h3>O peso do STF na disputa </h3>
<p>O levantamento ainda identificou um grupo focado em alterações estruturais do Poder Judiciário. Entre as alternativas propostas por esses candidatos — tratados separadamente daqueles abertamente contrários ao impeachment — estão a fixação de mandatos para ministros do STF, a limitação de decisões monocráticas e a revisão dos critérios de indicação para o tribunal.</p>
<p>O avanço da pauta nas campanhas acompanha o aumento da pressão política sobre a Corte. Atualmente, tramitam no Congresso Nacional 109 pedidos de impeachment contra ministros do STF, dos quais 67 miram diretamente o ministro Alexandre de Moraes.</p>
<p>Como o pleito deste ano renovará dois terços da Casa Alta,  totalizando 54 das 81 cadeiras, o alinhamento dos futuros senadores será decisivo para o ambiente institucional da próxima legislatura.</p>
<p>O Ranking dos Políticos ressalta que a apuração é contínua e pode passar por atualizações à medida que novas manifestações públicas forem registradas pelos candidatos.</p>
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        <media:credit role="provider">Marcos Oliveira/Agência Senado</media:credit>
        <media:title>senado</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Favorita ao Senado pelo DF, Michelle Bolsonaro ganha espaço na disputa pelo legado do marido</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/com-tom-ameno-e-favorita-ao-senado-pelo-df-michelle-bolsonaro-ganha-espaco-na-disputa-pelo-legado-do-marido</link>
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      <pubDate>Thu, 24 Sep 2026 16:52:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Durante uma carreata eleitoral em Brasília,  Michelle Bolsonaro  ouve gritos provocadores de um homem de esquerda e responde com um sorriso:  "Você é Lula, eu sou Jair Bolsonaro e com respeito dá tudo certo".</p>
<p>Candidata ao Senado do Distrito Federal pelo Partido Liberal (PL), a esposa do ex-presidente Bolsonaro escolhe se diferenciar até no tom de seu enteado e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), que conduz uma campanha agressiva contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para as eleições de outubro.</p>
<p>Aos 44 anos, a ex-primeira-dama ganha espaço na disputa da direita pelo legado do marido, até agora líder do conservadorismo brasileiro.</p>
<p>Embora não fale sobre suas ambições futuras, Michelle se projeta como  opção para a eleição de 2030.</p>
<p>"A candidatura ao Senado é apenas o início: Michelle é hoje o maior nome político feminino no Brasil" , afirmou à AFP seu irmão, assessor e também candidato à deputado distrital no Distrito Federal pelo PL, Eduardo Torres.</p>
<p>Mesmo praticamente sem fazer campanha e após ser hospitalizada brevemente nesta semana devido a uma enxaqueca, ela é favorita a conquistar uma vaga nas eleições legislativas de 4 de outubro.</p>
<p>Michelle apareceu entre os possíveis nomes para disputar a Presidência antes de Jair Bolsonaro escolher o filho.</p>
<p>Caso conquiste a vaga, esse será seu primeiro cargo eletivo, após comandar a ala feminina do Partido Liberal do marido, que cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe.</p>
<p>Com visual cuidadosamente produzido e cabelos pretos pouco acima dos ombros, Michelle costuma exibir símbolos religiosos e tem como base política as mulheres evangélicas, que possuem grande peso eleitoral.</p>
<p>Protestante devota e próxima de pastores conservadores, "Michelle é uma interlocutora chave" entre as mães e donas de casa evangélicas, "mais esquivas ao bolsonarismo do que os homens", explicou Graziella Testa, cientista política da Universidade Federal do Paraná.</p>
<h2>Confronto com Flávio</h2>
<p>Embora apoie a candidatura de Flávio, empatado com Lula nas pesquisas, Michelle Bolsonaro o acusou em junho de "desrespeitá-la" e tratá-la "como se fosse idiota" durante uma discussão política.</p>
<p>O enteado se desculpou publicamente, e ela respondeu com um vídeo no qual afirmou que o perdoava.</p>
<p>Até agora, porém, Michelle não participou de atos da campanha de Flávio. Ela alega que está ocupada cuidando do marido, de 71 anos e com a saúde fragilizada.</p>
<p>Em contrapartida, candidatos do interior viajam a Brasília para gravar propagandas com ela.</p>
<p>A ex-primeira-dama saiu "fortalecida" e, embora "falte muito" para 2030, "Michelle já tem um papel na liderança da direita", afirmou à AFP uma fonte do PL.</p>
<p>Flávio, por sua vez, prometeu que, se vencer em outubro, não disputará outro mandato, o que deixaria aberta a disputa pela sucessão em 2030.</p>
<p>"As críticas de alguns na direita vêm porque a Michelle não ficou no quadradinho desenhado por homens", afirmou à AFP a senadora Damares Alves, aliada e amiga, sobre comentários nas redes sociais a respeito de um suposto abandono político ao Flávio.</p>
<h2>'Fazer comidinha'</h2>
<p>Como primeira-dama, Michelle Bolsonaro cultivou o estilo de uma dona de casa tradicional e uma imagem de sobriedade e discrição.</p>
<p>Ela já afirmou que "fazer comidinha" para o marido não degrada a mulher e que uma mulher de direita é "bonita e perfumada".</p>
<p>Na posse de Bolsonaro, em 2019, Michelle discursou em Libras - ela é intérprete para surdos - e levou ao governo a pauta das pessoas com deficiência.</p>
<p>Receosa com a imprensa e hiperativa nas redes sociais, Michelle Bolsonaro fala pouco, ao contrário do marido, conhecido por sua verborragia.</p>
<p>Ativista contrária ao aborto, ela acredita que o feminismo persegue os "objetivos duvidosos da agenda woke", afirmou à AFP em 2025.</p>
<h2>'Família disfuncional'</h2>
<p>"Cresci no meio de traficantes, vi vários amigos morrerem aos 13 ou 14 anos", contou Michelle de Paula Firmo Reinaldo, seu nome de solteira. Ela nasceu em 1982 em Ceilândia, Brasília, uma das maiores periferias do Brasil.</p>
<p>Michelle cresceu em uma "família disfuncional", segundo ela, com vários parentes que acabaram presos.</p>
<p>Filha de um casal formado por um motorista de ônibus e uma empregada doméstica, ela vendia laranjas em um semáforo aos 10 anos.</p>
<p>Michelle trabalhou como promotora de vendas em supermercado e secretária de Vanderlei Assis (PP-SP) e depois de Marco Aurélio Ubiali (PSB-SP), cujo gabinete ficava ao lado do de Jair Bolsonaro, então um deputado pouco conhecido.</p>
<p>Bolsonaro tinha, então, 52 anos, quatro filhos e dois divórcios. Ela tinha 25 anos e era mãe solo de uma menina.</p>
<p>Os dois se casaram poucos meses depois de se conhecerem, e Bolsonaro a contratou para trabalhar em seu gabinete.</p>
<p>A pedido de Michelle, o ex-presidente reverteu uma vasectomia. Mais tarde, ele diria que sua primeira filha mulher nasceu após uma "fraquejada".</p>
<p>Segundo o podcast "Michelle", do portal UOL, ela o defendeu: "É o jeitinho dele".</p>
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        <media:title>Michelle bolsonaro</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil, AFP]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Mulheres lideram pesquisas pelo Senado em 18 estados e podem registrar recorde em outubro</title>
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      <pubDate>Tue, 22 Sep 2026 19:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Maioria do eleitorado brasileiro, as mulheres são apenas 35% das concorrentes aos cargos em disputa nas eleições de outubro, com redução de 24% das candidaturas à Câmara dos Deputados e uma mudança drástica de patamar com relação à Presidência. Na corrida pelo Senado, por sua vez, o cenário é outro.</p>
<p>Conforme os levantamentos mais recentes divulgados pela Quaest, candidaturas femininas lideram numericamente as intenções de voto para o cargo em 18 das 27 unidades da federação e são apostas dos principais partidos em estados estratégicos para o pleito. O movimento é demonstrado nas composições das chapas e no investimento nas campanhas.</p>
<p>Além das posições de liderança, mulheres que postulam a Casa Alta do Congresso ainda são competitivas pela segunda vaga em outros estados, incluindo polos relevantes como São Paulo e Distrito Federal, em equação que pode representar uma alteração relevante na composição do Senado em 4 de outubro, quando 54 de suas 81 cadeiras serão renovadas.</p>
<h2>Mudança de paradigma</h2>
<p>Maior colégio eleitoral do país, com 34,1 milhões de votantes — 21,4% do eleitorado nacional —, São Paulo é uma arena essencial para o embate entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). </p>
<p>No campo governista, a chapa contemplou as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) com candidaturas ao Senado. </p>
<p>Nas simulações mais recentes, a pessedista apareceu na liderança numérica, em empate técnico com a própria Marina e Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), postulantes do campo bolsonarista.</p>
<p>O partido de Lula, aliás, apostou em mulheres para o cargo nos três maiores colégios eleitorais do país. Além do pleito paulista, elas disputam o Senado em Minas Gerais, com a ex-prefeita de Contagem Marília Campos, e no Rio de Janeiro, com a deputada federal Benedita da Silva. Ambas lideram suas disputas.</p>
<p>Também no campo lulista, a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT) aparece na segunda posição em pesquisas pelo Senado no Paraná, enquanto Manuela D’Ávila (PSOL) chega a liderar levantamentos pelo cargo no Rio Grande do Sul. </p>
<p>Nos dois estados, a forte presença direita gera um fenômeno chamado por analistas de “antipetismo de chegada” que ameaça os cenários mapeados atualmente. Como antídoto, os partidos investem fortemente nas candidatas — o PSOL repassou R$ 3,4 milhões à campanha de D’Ávila, enquanto o PT enviou R$ 4,02 milhões para que a ex-presidente do partido peça votos.</p>
<p>O movimento que anaboliza a representação feminina na corrida não se restringe, no entanto, ao campo identificado como progressista — historicamente mais ligado às causas das mulheres. Ainda na região Sul, a bolsonarista Cristina Graeml (PSD) aparece em condições competitivas pela segunda vaga na Casa do Paraná, enquanto a deputada Carol de Toni (PL) ocupou a segunda posição nas simulações para o cargo em Santa Catarina.</p>
<p>No Distrito Federal, o partido de Flávio Bolsonaro ocupou suas duas candidaturas ao cargo com mulheres. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro tem liderado os levantamentos, enquanto a deputada Bia Kicis oscila entre a terceira e a quarta posições. </p>
<p>Na capital federal, a corrida ainda tem duas representantes femininas no campo aliado a Lula, com a senadora Leila do Vôlei (PDT) e a deputada Erika Kokay (PT). </p>
<p>Em condição majoritária na região Norte, a direita tem candidaturas femininas competitivas ainda em Roraima e Rondônia.</p>
<p>Historicamente associadas — muitas vezes de forma negativa — à atuação política de familiares homens, as candidatas competitivas ao Senado também dão continuidade a esta espécie de “tradição” com representantes de sobrenomes conhecidos de seus estados. </p>
<p>Em Goiás, a ex-primeira-dama Gracinha Caiado (União Brasil), que lidera as simulações pelo cargo, é esposa do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), governador do estado por dois mandatos.</p>
<p>No Amapá, a liderança é de Rayssa Furlan (Podemos), que concorre na chapa do marido, o ex-prefeito de Macapá Dr. Furlan (PSD), líder com folga nas pesquisas pelo governo; a composição se reproduz em Alagoas, com Marina JHC (PSDB) como candidata ao Senado na chapa do marido, o ex-prefeito de Maceió e candidato a governador JHC (PSDB) — em levantamentos recentes, ela figurou na terceira posição.</p>
<p>Neta do ex-governador Miguel Arraes e integrante de uma longa linhagem de políticos, a ex-deputada Marília Arraes (PDT) lidera as pesquisas pelo Senado em Pernambuco, enquanto a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que ostenta um dos sobrenomes mais tradicionais da política brasileira, aparece na mesma condição na disputa pelo cargo no Maranhão. </p>
<p>O fenômeno das oligarquias —- famílias que se perpetuam na política ao longo de diversas gerações —, vale registrar, não se restringe às mulheres e também ocorre por meio de centenas de candidaturas masculinas.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Carlos Eduardo Vasconcellos]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Lula e Flávio travam disputa polarizada no Senado em meio a alianças locais</title>
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      <pubDate>Mon, 24 Aug 2026 15:49:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>As eleições de outubro de 2026 para o  Senado Federal  reproduzem a polarização da disputa presidencial entre o incumbente  Luiz Inácio Lula da Silva (PT)  e  Flávio Bolsonaro (PL) , o segundo colocado das pesquisas.</p>
<p>Nesta eleição, cada Estado elegerá dois senadores, renovando 54 cadeiras das 81 da Casa.</p>
<p>Segundo levantamento do  GSW Brasil  com base nas alianças nos 27 palanques estaduais,  Lula conta com o apoio de grupos políticos ligados a 10 governadores em chapas para a Casa, enquanto Flávio Bolsonaro tem alianças semelhantes em 6 Estados.  Em oito unidades da Federação, uma terceira força ligada ao governo estadual disputa espaço com os candidatos apoiados pelos dois principais polos nacionais.</p>
<p>O PL, partido do filho ‘01’ de Jair Bolsonaro, conta com 33 candidatos ao Senado, contra 19 do PT.  A distribuição dos nomes e das alianças mostra que  Lula concentra parte significativa de seus acordos no Nordeste, enquanto os apoiados por Flávio têm presença relevante nas regiões Sul e Centro-Oeste, além de Estados do Norte e do Sudeste.</p>
<h2>Nordeste como principal reduto de Lula</h2>
<p>Na região em que Lula obteve 69,34% dos votos válidos em 2022, os candidatos apoiados pelo presidente também integram as alianças dos governos estaduais.</p>
<p>Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) forma palanque com Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do partido de Lula. A composição é uma das alianças mais diretamente identificadas com o campo governista: governador e dois candidatos ao Senado pertencem ao mesmo partido.</p>
<p>No Ceará, o governador Elmano de Freitas (PT) apoia Luizianne Lins (Rede) e Cid Gomes (PSB), a mesma chapa defendida por Lula. Em Alagoas, o governador Paulo Dantas (MDB) apoia Renan Calheiros e José Wanderley, também do MDB, que são os nomes endossados pelo presidente.</p>
<p>No Piauí, o governador Rafael Fonteles (PT) apoia Júlio César (PSD) e Marcelo Castro (MDB), os mesmos candidatos apoiados por Lula. Em Sergipe, o governador Fábio Mitidieri (PSD) está com Rogério Carvalho (PT) e André Moura (União Brasil), chapa que também recebe o apoio do presidente.</p>
<p>Há, contudo, situações em que a relação entre Lula e os governos estaduais é menos direta. Em Pernambuco, por exemplo, a governadora Raquel Lyra (PSD) apoia Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadelha (PSD), enquanto Lula tem como principal palanque o grupo de João Campos, com Humberto Costa (PT) e Marília Arraes (PDT) na disputa pelo Senado. Ainda assim, Lyra e seus candidatos são considerados alinhados ao presidente.</p>
<p>Na Paraíba, o governador Lucas Ribeiro (PP) apoia João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos). Lula apoia Azevêdo e também declarou apoio a Vital do Rêgo (MDB), embora sem uma composição formal com o grupo do governador.</p>
<p>Fora do Nordeste, Lula também conta com alianças estaduais. No Amapá, o governador Clécio Luís (União Brasil) apoia Alliny Serrão (União Brasil) e Randolfe Rodrigues (PT), nomes que também têm o respaldo do presidente. No Pará, a chapa apoiada pela governadora Hana Ghassan (MDB), formada por Helder Barbalho (MDB) e Chicão (União Brasil), está no arco de alianças de Lula.</p>
<h2>Flávio e as alianças além do PL </h2>
<p>Flávio Bolsonaro, por sua vez, conta com uma rede de apoio mais espalhada geograficamente. O PL lançou 33 candidatos ao Senado e o grupo do senador também apoia nomes de outras legendas em diferentes Estados.</p>
<p>Um dos exemplos mais claros está em São Paulo. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) apoia André do Prado (PL) e Guilherme Derrite (PP), a mesma chapa apoiada por Flávio. Lula, por outro lado, está com Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).</p>
<p>Em Santa Catarina, o governador Jorginho Mello (PL) apoia Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL, em uma chapa que também tem o apoio de Flávio. No Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP) apoia Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, igualmente respaldadas pelo senador.</p>
<p>Em Mato Grosso do Sul, Flávio e o governador Eduardo Riedel (PP) apoiam Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL. Lula está do outro lado, com Soraya Thronicke (PSB) e Vander Loubet (PT).</p>
<p>O alinhamento entre o grupo de Flávio e governos estaduais também aparece no Tocantins. Eduardo Gomes (PL) e Carlos Gaguim (União Brasil), apoiados pelo senador, têm o respaldo do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos).</p>
<p>Em outros Estados, a aliança com Flávio não coincide com a chapa do governador. No Paraná, por exemplo, o governador Ratinho Junior (PSD) apoia Alexandre Curi (Republicanos) e Cristina Graeml (PSD), enquanto Flávio está com Felipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo).</p>
<p>O mesmo ocorre no Rio Grande do Sul. O governador Eduardo Leite (PSD) apoia Frederico Antunes (PSD) e Germano Rigotto (MDB), enquanto Flávio apoia Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo). Lula, por sua vez, está com Manuela D'Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT).</p>
<h2>O peso das forças locais</h2>
<p>Apesar da presença de Lula e Flávio nos 27 Estados, a disputa pelas duas vagas de senador em cada unidade da Federação não se resume aos dois campos.</p>
<p>Em oito Estados, uma terceira chapa apoiada pelo grupo político do governador concorre ao lado dos candidatos associados aos dois principais polos nacionais. Esses cenários mostram que os interesses regionais continuam tendo peso próprio na formação das chapas.</p>
<p>No Amazonas, por exemplo, Wilson Lima (União Brasil), ex-governador, é apoiado pelo atual governador Roberto Cidade, enquanto Capitão Alberto Neto (PL) representa o grupo de Flávio e Eduardo Braga (MDB) é o nome apoiado por Lula.</p>
<p>Goiás também apresenta três grupos. O governador Daniel Vilela (MDB) apoia Gracinha Caiado (União Brasil) e Vanderlan Cardoso (PSD). Flávio apoia Gustavo Gayer e Oséias Varão, ambos do PL, e Lula está com Isaura Lemos (PCdoB) e Cíntia Dias (PSOL).</p>
<p>Em Mato Grosso, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) apoia Mauro Mendes (União Brasil) e Margareth Buzetti (PP). Lula está com Carlos Fávaro (PSD) e Pedro Taques (PSB), enquanto Flávio apoia José Medeiros (PL).</p>
<p>No Maranhão, o governador Carlos Brandão, sem partido e ex-PSB, montou uma chapa própria com Roseana Sarney (MDB) e Hilton Gonçalo (Mobiliza). Flávio apoia Cidônio Gonçalves (PL), enquanto Lula está com Eliziane Gama (PT).</p>
<p>No Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os grupos dos governadores também formam alternativas às chapas associadas a Lula e Flávio. Em Minas Gerais, embora o governador Mateus Simões (PSD) apoie Carlos Viana (PSD), Marcelo Aro (PP) e Superman (Novo) concorrem de maneira independente dentro da coligação governista.</p>
<p>O cenário é ainda mais particular no Rio de Janeiro, onde não há uma chapa apoiada pelo Executivo estadual. Após a renúncia de Cláudio Castro (PL), o Estado está sob comando interino do desembargador Ricardo Couto, sem partido ou grupo político próprio. A disputa fica concentrada nas chapas apoiadas por Lula e Flávio.</p>
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        <media:title>Plenário do Senado Federal</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>Projeto de lei permite mudança de nome a mulher vítima de violência doméstica</title>
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      <pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:06:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em situação de risco poderão alterar seus nomes em registros públicos e, nos casos mais graves, ser encaminhadas para análise de inclusão em programa especial de proteção a vítimas e testemunhas ameaçadas. Essa é a proposta do Projeto de Lei (PL) 1.976/2025, que foi aprovado nesta quarta-feira, 15, pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado.</p>
<p>O texto aprovado foi o substitutivo apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE) ao projeto original da senadora Jussara Lima (PSD-PI). Agora, o PL segue para análise terminativa da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).</p>
<p>Hoje, a legislação brasileira permite a alteração do nome em situações como casamento, divórcio, proteção de testemunhas, mudanças administrativas previstas na Lei de Registros Públicos e por decisão judicial em casos específicos. Mulheres vítimas de violência doméstica até podem obter essa autorização na Justiça, mas não há uma previsão legal específica para esses casos na Lei Maria da Penha e na Lei de Registros Públicos. Na prática, a decisão depende da análise e do entendimento do juiz.</p>
<p>O substitutivo de Vieira mantém a possibilidade de alteração excepcional do nome da vítima, mediante decisão judicial (prevista no texto original). A principal novidade é a previsão de que, quando as medidas protetivas da Lei Maria da Penha não forem suficientes para neutralizar ameaças concretas, o caso poderá ser encaminhado aos órgãos responsáveis pelo programa especial de proteção a pessoas ameaçadas.</p>
<p>O ingresso nesse programa dependerá de três condições: requerimento da própria vítima, manifestação do Ministério Público e avaliação técnica dos órgãos competentes.</p>
<p>Em seu parecer, Alessandro Vieira pondera que a troca de nome, isoladamente, não elimina todos os riscos à vítima. Por isso, a medida deve ser tratada como excepcional e articulada a uma rede mais ampla de proteção. O relator afirma que o texto busca equilibrar a proteção à mulher com sua autonomia, seguindo a lógica da Lei Maria da Penha, e reserva o acesso aos programas especiais para situações de risco descritas como concretas, atuais e relevantes.</p>
<h2>Desafios para implementação do projeto</h2>
<p>A presidente da CDH, Damares Alves (Republicanos-DF), avaliou que a proposta representa um avanço, mas alertou para dificuldades práticas na execução dos programas de proteção. Segundo ela, mesmo quando a pessoa é protegida e muda de estado, registros como CPF, Cartão SUS e sistemas digitais ainda podem permitir a identificação.</p>
<p>Por ser terminativo, o PL 1.976/2025 pode ser aprovado em caráter definitivo pela CCJ, sem necessidade de votação no plenário do Senado, salvo se houver recurso para que a matéria seja analisada pelo conjunto dos senadores.</p>
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