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    <title>Global South World Brasil - Segurança para as Mulheres</title>
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    <language>pt-BR</language>
    <description><![CDATA[Notícias, opinião e análise voltadas para o Sul Global e as nações emergentes do mundo, do Global South World Brasil.]]></description>
    <copyright>Copyright © 2026 — Global South World Brazil</copyright>
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      <title>Feminicídios aumentam e batem recorde em São Paulo</title>
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      <pubDate>Thu, 05 Nov 2026 20:29:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>O estado de São Paulo registrou 188 vítimas de feminicídio entre janeiro e setembro de 2026, o maior número para os nove primeiros meses do ano desde 2018. Os dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram que, enquanto as mortes diminuíram na capital e na Grande São Paulo, o restante do estado apresentou crescimento de 21,8% em relação ao mesmo período de 2025. No mesmo intervalo do ano passado, foram registradas 185 vítimas em todo o estado.</p>
<p>Embora o aumento tenha sido de 1,6%, a comparação histórica revela um avanço expressivo da violência letal contra mulheres: em 2018, foram contabilizados 95 feminicídios no mesmo intervalo. O crescimento acumulado chegou a 97,9%.</p>
<p>A série histórica da SSP, considerando sempre o período de janeiro a setembro, apresenta a seguinte evolução de registros (número de vítimas):</p>
<p>Desde 2021, quando foram registrados 108 feminicídios, o estado acumula cinco aumentos anuais consecutivos.</p>
<h2>Interior concentra crescimento dos feminicídios</h2>
<p>A distribuição regional revela diferenças importantes. Na cidade de São Paulo, os feminicídios passaram de 47 para 38, queda de 19,1%. Na Grande São Paulo, formada pelos 38 municípios do entorno da capital, os registros diminuíram de 37 para 27, redução de 27%.</p>
<p>No restante do estado, os registros aumentaram de 101 para 123 vítimas, o que representa 22 mortes a mais do que no mesmo período de 2025.</p>
<p>Somadas, a capital e a Grande São Paulo tiveram 65 feminicídios, contra 84 no ano anterior.</p>
<p>A diferença mostra que a evolução dos feminicídios não foi uniforme no território estadual. Os dados, isoladamente, não permitem identificar as razões para o aumento dos crimes no interior.</p>
<h2>Mulher com medida protetiva foi assassinada no interior</h2>
<p>Entre os casos de setembro está o assassinato de Talita Ramos Andrade, atendente de caixa de 35 anos, encontrada morta com marcas de tiros e sinais de violência no rosto, em 5 de setembro, em uma estrada rural de Artur Nogueira, na região de Campinas.</p>
<p>Mãe de três filhos, Talita havia encerrado um relacionamento de aproximadamente 20 anos e se mudado para Campinas após receber ameaças do ex-companheiro. Ela registrou boletim de ocorrência e obteve uma medida protetiva contra ele.</p>
<p>Talita havia retornado a Artur Nogueira para devolver um carro ao ex-companheiro, mas não voltou para casa. Seu corpo foi encontrado por um morador.</p>
<p>O ex-companheiro, Anderson Sousa Andrade Ramos, de 42 anos, foi apontado como principal suspeito. A Justiça decretou sua prisão preventiva, mas ele morreu em 7 de setembro, após ser baleado durante uma troca de tiros com guardas municipais.</p>
<p>O caso de Talita ilustra uma das situações mais graves da violência contra as mulheres: o assassinato de vítimas que já tinham denunciado ameaças e procurado proteção.</p>
<h2>Prisões por violência doméstica aumentaram</h2>
<p>O crescimento dos feminicídios no interior ocorreu em um período de aumento das prisões e apreensões relacionadas à violência doméstica. Entre janeiro e agosto de 2026, foram contabilizadas 10.286 prisões e apreensões desse tipo no interior paulista, ante 8.240 no mesmo intervalo de 2025, alta de 24,8%.</p>
<p>Na capital, as prisões e apreensões passaram de 1.865 para 2.487. Na Grande São Paulo, aumentaram de 1.580 para 2.070, embora os feminicídios tenham diminuído nas duas regiões.</p>
<p>Os indicadores medem situações diferentes. O aumento das prisões pode refletir tanto a quantidade de ocorrências que chegam à polícia quanto a intensificação das ações de segurança, sem permitir uma conclusão direta sobre as causas da violência.</p>
<p>Segundo o governo paulista, o estado dispõe de 144 Delegacias de Defesa da Mulher, das quais 39 funcionam 24 horas por dia. Na Grande São Paulo, são 21 unidades especializadas, cinco delas com atendimento ininterrupto.</p>
<h2>Como fazer denúncias</h2>
<p>Desde 2024, o feminicídio é considerado crime autônomo no Código Penal brasileiro. A legislação caracteriza o crime como o assassinato de uma mulher por razões da condição do sexo feminino, incluindo situações de violência doméstica e familiar, menosprezo ou discriminação à condição de mulher.</p>
<p>Mulheres ameaçadas ou vítimas de violência podem procurar qualquer delegacia para registrar a ocorrência e solicitar uma medida protetiva de urgência. A Lei Maria da Penha prevê mecanismos como o afastamento do agressor da residência e a proibição de aproximação ou contato com a vítima.</p>
<p>Em situações de emergência, a Polícia Militar deve ser acionada pelo telefone 190. O Ligue 180, Central de Atendimento à Mulher, funciona gratuitamente, 24 horas por dia, para receber denúncias, orientar sobre direitos e indicar serviços de proteção.</p>
<p>Em São Paulo, o aplicativo SP Mulher Segura também oferece recursos para registro de ocorrências e acesso aos serviços de atendimento.</p>
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        <media:title>manifestação-feminicidio</media:title>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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      <title>10 de outubro: Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher</title>
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      <pubDate>Sat, 10 Oct 2026 13:56:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>No Brasil, 10 de outubro é o Dia Nacional de Luta contra a Violência à Mulher. Neste ano, a data ganha ainda mais relevância pelos 20 anos da Lei Maria da Penha, em 7 de agosto de 2026.</p>
<p>A escolha do dia 10 de outubro está ligada a uma mobilização realizada na cidade de São Paulo (SP) em 1980. </p>
<p>Naquele dia, mulheres se reuniram nas escadarias do Teatro Municipal, no centro da capital paulista, para protestar contra o aumento dos crimes de gênero no país. </p>
<p>Anos mais tarde, em 2006, a promulgação da Lei Maria da Penha estabeleceu mecanismos para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher.</p>
<p>Principal marco legal da prevenção e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra as mulheres no Brasil, a  Lei Maria da Penha  foi sancionada após uma extensa batalha até que se tornasse realidade. </p>
<p>Atualizada ao longo desse período, hoje dispõe de 46 artigos distribuídos em sete títulos, com mecanismos para prevenir e coibir agressões físicas, psicológicas, sexuais, morais e patrimoniais e para oferecer assistência às vítimas.</p>
<p>Oficialmente, ela é a Lei nº 11.340/2006. Mas ficou amplamente conhecida pelo nome da farmacêutica cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que se empenhou em buscar a Justiça para a violência que sofreu do então marido, Marco Antonio Heredia Viveros, com quem se casou em 1976.</p>
<h2>Onde buscar orientação e denunciar</h2>
<p>Mulheres em situação de violência política e qualquer outra pessoa que tenha conhecimento da ocorrência deste crime contra uma mulher pode comunicar o fato em diferentes canais institucionais do poder Executivo, Ministério Público Eleitoral, Justiça Eleitoral, autoridade policial. </p>
<p>Confira alguns desses serviços, a partir de levantamento da Agência Brasil:</p>
<p>Com informações da Agência Brasil e do TRE-SP.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
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    <item>
      <title>GSW Brasil promove live com advogadas sobre alienação parental </title>
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      <pubDate>Fri, 18 Sep 2026 20:21:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Um projeto de lei que propõe revogar integralmente a Lei de Alienação Parental (Lei 12.318/2010) está tramitando no Congresso. A proposta foi aprovada no final do ano passado pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) da Câmara dos Deputados e, atualmente, aguarda analisa do Senado.</p>
<p>A Lei de Alienação Parental  define a tentativa de um pai ou uma mãe de afastar o filho do outro genitor. A legislação traz exemplos como falas que desqualificam, decisões de mudança de cidade e omissões sobre o estado dos filhos. As punições vão de advertência até a mudança no regime de guarda. </p>
<p>Para os defensores da revogação, a lei em vigor há mais de 15 anos não gerou os efeitos esperados, ou seja, os de reduzir atos abusivos de genitores no processo de separação e disputa pela guarda.      </p>
<p>Mas o que diz a legislação hoje? Quais são seus impactos para pais e crianças? E o que acontece quando uma acusação de alienação parental surge em meio a uma denúncia de violência doméstica ou a uma disputa de guarda?</p>
<p>Para discutir essas e outras questões, o  Global South World Brasil  promove sua primeira live  para a comunidade  “ Segurança para mulheres ” , com as advogadas  Fernanda Morinel e Franciele Mundstock , uma das fundadoras do projeto  Protagonizza .</p>
<h2>Serviço:</h2>
<p>Evento:  Live "Alienação parental: por que a revogação está sendo discutida no Congresso"</p>
<p>Realização:  Global South World Brasil (GSW Brasil), advogadas Fernanda Morinel e Franciele Mundstock e comunidade Segurança para Mulheres</p>
<p>   Data:  Terça-feira, 22/09 </p>
<p>  Horário:  19h (horário de Brasília) </p>
<p>   Onde assistir:  Canal do YouTube e redes sociais do GSW Brasil </p>
<p>   Acesso:  Gratuito</p>
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      <dc:creator><![CDATA[GSW Brasil]]></dc:creator>
    </item>
    <item>
      <title>Artigo | Misoginia viraliza: qual a resposta da Câmara?</title>
      <link>https://www.globalsouthworld.com.br/article/artigo-misoginia-viraliza-qual-a-resposta-da-camara</link>
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      <pubDate>Wed, 16 Sep 2026 13:10:00 Z</pubDate>
      <description><![CDATA[<p>Uma pergunta me acompanha quando olho o nosso Congresso Nacional: qual é, afinal, a função da Casa do Povo?</p>
<p>Ali estão servidores e parlamentares sustentados pelo dinheiro da sociedade, com o dever de zelar por quem trabalha no país. Logo, existe uma responsabilidade que ultrapassa mandatos: cuidar do presente e assumir compromisso com as futuras gerações.</p>
<p>Diante de grandes nomes que já passaram por lá, como Ulisses Guimarães, questiona-se se eles reconheceriam a casa do povo, ou se veriam apenas um “sabor povo”, distante das violências da vida real.</p>
<p>Estivemos nas ruas, mobilizamos redes e construímos um manifesto apoiado por figuras como Luiza Trajano, Gabriel Braga Nunes, Luís Roberto Barroso e Gabriela Prioli. Diversos setores reconheceram que estamos diante de uma era de monetização do desprezo contra a mulher. O Senado aprovou por unanimidade o PL 896/2023, e o governo apoiou. Ainda assim, a Câmara rompe com esse pacto democrático e permanece no discurso vazio?</p>
<p>Enquanto se fala em proteção, a pedagogia do desprezo continua viralizando. Influenciadores transformam misoginia em conteúdo, lucram moldando comportamentos e ensinam como dominar mulheres. E o resultado chega à escola.</p>
<p>A escola, que deveria ser segura, tornou-se palco de hostilidades. A “lousa da misoginia” (Costa, 2026) mostra que a violência online ultrapassou as telas: vai à sala de aula, às ruas, às casas e ao IML. Passamos de listas de “estupráveis” a episódios extremos, como suicídios transmitidos ao vivo no Discord.</p>
<p>Professores adoecem junto. Sem formação, condições ou políticas públicas, viram alvos. Com a escola sucateada, que sociedade estamos formando? Isso não é apenas sobre quando a Câmara vai votar o PL 896/2023.</p>
<p>Cada adiamento educa, cada silêncio comunica e cada discurso sem ação nos ignora. Que legado a Casa do Povo pretende deixar? O futuro está sentado nas salas de aula, olhando para nós.</p>
<p>As opiniões expressas neste artigo refletem exclusivamente a opinião do autor.</p>
<p>Vera Cambiatti  é bacharel em Tradução e Interpretação pela Universidade Metodista de São Paulo, licenciada em Letras Português/Inglês pela Fundação Santo André e Pedagoga pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Possui pós-graduação em Ensino de Língua Inglesa, MBA em Gestão Escolar pela USP, certificações internacionais pela Cambridge e Bridge Education, além de extensões em Blended Learning e Educação Antirracista. Atualmente é pós-graduanda em Políticas e Relações Internacionais pela FAAP.</p>
<p>A professora  faz parte da comunidade Segurança para as Mulheres, que você  acessa  aqui , pelo GSW Brasil.</p>
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      <dc:creator><![CDATA[Vera Cambiatti]]></dc:creator>
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